combining high efficiency, detection rates and ultra
3.5 High count rate
O empreendedor era simplesmente um rendeiro que alugava propriedade por um preço fixo e produzia um dado output com certos factores e certos preços. O empreendedor, disse o economista francês J:B. Say por volta de 1800, desloca recursos económicos de uma área de alta produtividade e maior produção.
3.3.1. A inovação e a actividade empreendedora
A mais fecunda reflexão sobre o processo de destruição de postos de trabalho versus a criação de empregos não é encontrada nas recentes pesquisas académicas ou dados estatísticos elaborados por prestigiados institutos de investigação. Ela brotou da cabeça de um dos maiores economistas deste século - Joseph Schumpeter - mais de 50 anos atrás.5
A característica principal do sistema capitalista, na percepção de Schumpeter, era a destruição criativa, a qual definiu como um processo orgânico, de permanente mutação industrial, que incessantemente revoluciona a estrutura económica a partir de dentro, constantemente destruindo a velha, constantemente criando uma nova. Esse processo de destruição criativa é o facto essencial acerca do capitalismo. É nisso que consiste o capitalismo e é aí que têm de viver todas as empresas capitalistas.
Este mecanismo de destruição criativa é responsável pelo fenómeno de encerramento de fábricas, eliminação de postos de trabalho, porém é também capaz de orientar os agentes económicos para adaptar-se às mudanças tecnológicas e preferências dos clientes.
É preciso neste instante recuperar o sentido schumpeteriano do conceito entrepreneur empreendedor, que hoje é baseado no saber e no conhecimento. Os verdadeiros heróis do futuro serão os que construírem as novas empresas.
4 Quesnay, François. Economia Tradução Paulo Vaz. São Paulo: Ática, 1984, pp. 10-89 e Drucker, Peter F. Innovation and Entrepreneurship: Pratice and Principles. New York: Harper & Row, 1985, página 19.
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É a viragem tecnológica para a sociedade do saber. Estamos a viver um período de transição para uma nova era, dominada pela indústria da massa cinzenta. Estas não estão confinadas a uma localização obrigatória. São geograficamente livres e móveis.6
Na visão de Schumpeter, o início de um processo de desenvolvimento económico verifica-se precisamente no âmbito da produção, em consequência de acontecimentos que, muitas vezes, alteram profundamente os velhos sistemas produtivos.
Estas mudanças podem ser classificadas da seguinte maneira: em primeiro lugar, a introdução de um novo bem, isto é, não familiar aos consumidores, ou de uma nova qualidade de um certo bem. Em segundo lugar, a implantação de um novo método de produção, ou seja, de um método ainda não verificado pela experiência, dentro deste ramo produtivo e que não deriva, necessariamente, de qualquer descoberta científica, mas que pode, simplesmente, consistir num novo método de tratar comercialmente uma mercadoria. Em terceiro lugar, a abertura de um novo mercado, isto é, de um mercado “novo” para uma determinada indústria, no sentido de os produtos desta indústria nunca terem tido acesso, independentemente do facto de este mercado ter ou não existido anteriormente. Em quarto lugar, a conquista de uma nova fonte de oferta de matérias- primas ou de produtos semi-acabados, de novo independentemente do facto de esta fonte existir precedentemente ou ter sido criada ex-novo. Finalmente, o estabelecimento de nova organização de uma determinada indústria, como a rotura de uma posição de monopólio.
Estas alterações são conjuntamente designadas pelo termo inovações. Além disso, chama-se acto empreendedor a introdução de uma inovação no sistema económico e
empreendedor ao que executa este acto. A empresa e o empreendedor são factos
específicos do desenvolvimento e de todo inexistente no estado estacionário, no qual a direcção da produção implica apenas uma actividade de rotina que não se distingue de qualquer outro tipo de trabalho.
5 Schumpeter, J. Alois. Capitalismo, Socialismo e Democracia. Tradução Sérgio Góes de Paula. Rio de Janeiro: Zarhar, 1984, pp. 98-211 e Carland, J. W. "Who is an entrepreneur? Is a question worth asking. American Journal of Small Business, 12 (4): 33-9, Spring 1988.
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A óptica schumpeteriana discute inovação não somente sob o prisma do papel do empreendedor, mas também como um facto endógeno, afectando as mudanças económicas através das empresas de base tecnológica.
A advertência deste economista, acerca do estudo da destruição do antigo, velho e a geração, criação da nova estrutura industrial encaixada com a análise do comportamento empresarial, surge frutífera para qualquer estudioso que tencione investigar as transformações que o sector industrial está passando.
Na concepção schumpeteriana, o empreendedor pode ser descrito como um agente de mudanças, transformação no ciclo económico. Economistas clássicos, como Smith, Ricardo e também Marx, não dedicam muita atenção à figura, papel do empreendedor como um factor importante, distinto em suas análises.
O desenvolvimento tecnológico tem papel de destaque na obra de Schumpeter. Este tema foi introduzido para explicar o desenvolvimento económico como uma evolução económica. Schumpeter foi um dos primeiros economistas a teorizar acerca do
ciclos económicos e o desenvolvimento tecnológico. Na teoria económica do
desenvolvimento económico de Schumpeter, pode-se observar que ele dedica especial atenção aos efeitos dos produtos e processos inovativos no desenvolvimento económico.
Schumpeter faz uma distinção muito clara, entre invenção e inovação. Para entender o impacto económico da tecnologia, ele separa o processo de inovação como um factor exógeno do carácter endógeno da inovação.
A figura da destruição criativa retrata a verdadeira face do dinamismo e evolucionário capitalismo. Isto pode ser visto como pela natureza, não somente uma forma ou método de mudança, porém nunca pode ser estacionário. Schumpeter enfatiza o dinâmico elemento na competição relacionada com a inovação, as quais vão além do preço competitivo, qualidade competitiva ou esforço no sector de vendas, porque estas formas de competição provém de novas tecnologias e novas formas de organização industrial.
As transformações económicas são induzidas por estas novas combinações, as quais guiadas, dirigidas para destruição criativa como um processo de transformação radical e reformulação do velho, antigo em novas estruturas económicas. A sistemática de
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destruição criativa altera a estrutura existente e novas indústrias são criadas, as quais ultrapassam as existentes.
No século dezanove, a actividade do empreendedor pode ser vista como um terceiro factor de produção, juntamente com a terra e o trabalho. O elemento decisivo de trabalho criativo é desempenhado pelo empreendedor, aquele indivíduo que leva a cabo novas combinações. Em outras palavras, o empreendedor é personificação da inovação. É importante também destacar que, na concepção de Schumpeter, um empreendedor não é, necessariamente, um inventor, mas é importante chamar atenção para o facto de que empreendedores de sucesso poderiam tornar-se capitalistas de sucesso. No entanto, eles preferem continuar como empreendedores, mesmo enfrentando reveses e insucessos.
O empreendedor schumpeteriano tem um comportamento racional, no sentido do explorar prosperamente, objectivamente as possibilidades de inovação. Todavia, agem de forma irracional naquilo que estão a perseguir objectivos que nunca deixa-os satisfeitos pelos seus resultados.
Figura 3.1: Representação gráfica do modelo de Schumpeter do “entrepreneurial innovation"7
7 Freeman, Christopher, The Economics of Industrial Innovation. The MIT, Cambridge, Massachusetts, 1982, página 212 e Castro Janice. Big versus Small. Time, (131): 44-6, Sept. 5, 1988.
Eventos Exógenos: Ciência e Invenção Actividades Empreendedoras Investimentos Em Novas Tecnologias Novos Modelos de Produção Mudanças nas estruturas dos mercados Lucros (ou perdas) oriundas da inovação
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3.3.2. O lucro como fonte propulsora do empreendimento
A finalidade da actividade empreendedora é a satisfação dos desejos e necessidades dos indivíduos, materializada através da obtenção de um lucro. O lucro é o combustível da acção empreendedora, que impulsiona o empreendedor a avançar, cada vez mais, na luta pela sobrevivência e crescimento do empreendimento 8.
O empreendedor é quem exerce a função empreendedora, correndo todos os riscos a ela inerentes, sendo essencial a sua presença na economia para que haja indivíduos dispostos a investir, apostarem seus recursos e carreiras para obter o crescimento económico responsável pela geração de riquezas, empregos e renda para pessoas participantes deste processo.
Enquanto vários povos só faltam adorar aqueles que atingem o sucesso, tornam-se milionários, o português e o brasileiro costumam tratar seus empreendedores de sucesso quase com indiferença. “Quase como indivíduos cuja fortuna fosse antes anomalia do que triunfo: triunfo merecedor de consagração nacional”9. Hoje a situação vem mudando rapidamente.
Alertamos que todos os empreendedores tendem a perceber que o lucro é algo necessário à sobrevivência da empresa. Contudo, não mais que o objectivo final de qualquer empreendimento, que é criar e manter o cliente.
Esta constatação não vai de encontro aos que pregavam os manuais de
administração. Estes textos estão “fora de moda”. Para que seu empreendimento tenha sucesso, o empreendedor tem que rejeitar esta clássica doutrina, apregoada pelas escolas de gestão.
8 "Entrepreneurial proft....is the expression of the value what the entrepreneur contributes to production in exactly the same sense that wages are the value of expression of what the worker produce. It is not a profit of exploition any more than are wages", frase de Schumpeter que foi transcrita em Success, 202 (10): 13-14, July/August 1995.
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