4.4 SNSPDs efficiencies and timing jitter characterization as a function of
4.4.2 System detection efficiency at 785 nm and 1550 nm
As evidências económicas demonstram, muito claramente, que quase todo crescimento das maiores economias mundiais está sendo gerado pelas micro, pequenas e médias empresas. Tipicamente, estas empresas são muito jovens e bastante pequenas para manter o seu espírito empreendedor original.
As maiores empresas mais maduras estão sendo derrotadas, vencidas na luta pela inovação, lançamento de novos produtos e na satisfação dos clientes, dentre outros itens que servem para avaliar a performance de uma empresa por seus clientes.
A geração de empregos hoje das economias depende muito da força criadora dos empreendedores, que estão fazendo surgir oportunidades de colocação em empresas de todo o tipo, principalmente as de alta tecnologia.
A economia fornece a explicação porque os anos 80 são frequentemente referenciados como a década dos empreendedores. A economia do entrepreneurship está desempenhando relevante papel no desenvolvimento económico, pelo estimulo à inovação e à concorrência.
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Porém quem são estes empreendedores? Para alguns, são aqueles que formam novas empresas que prosperam e geram novos empregos.
A teoria económica proporciona uma excelente base para sistematizar o pensamento e fornecer uma definição de entrepreneurship que clarifica a sua especial importância. Ao fazer isto, dá aos empreendedores um senso de propósito e acompanhamento de sua relevância, no decorrer dos tempos.
Duas questões interessam de perto a teoria económica:
como a sociedade cria novas riquezas? Sem novas riquezas, com o crescimento populacional, a riqueza per capita declina. Mas nenhuma sociedade que deseje melhorar seu padrão de vida encontra, facilmente, meios para continuamente incrementar sua riqueza. Dai o papel fundamental dos empreendedores;
de que forma a sociedade distribuirá a riqueza, entre seus membros? A menos que haja alguma forma de distribuição de riqueza quantitativa, membros menos afortunados da sociedade serão prejudicados, e a sociedade não terá estabilidade.
O capitalismo é um sistema económico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção - não somente terra e edificações, mas também equipamentos, patentes, informações, e assim por diante - isto é, habitualmente seus proprietários criam, geram actividades lucrativas com base nos seus negócios. No mais puro entendimento, o capitalismo é, sem sombra de dúvidas, onde as oportunidades de livre invenção, criação de novos produtos e serviços está sempre presente, aberta para todos.
A concepção do capitalismo foi primeiro formulada por Adam Smith, na sua obra clássica "The wealth of nations", publicada em 1776. Smith percebeu o capitalista como um proprietário - gestor que combinava os recursos básicos - terra, trabalho e capital - num bem sucedido empreendimento industrial.16
Empreendedores simbolizam o mecanismo de criação e distribuição de riqueza. Processo por ele denominado de destruição criativa, porque os empreendedores criam novas riquezas através da destruição das estruturas de mercado existentes.17
15 Farrel, Larry. Entrepreneurship - Fundamentos das Organizações Empreendedoras. Tradução Paula Nascimento. São Paulo: Atlas, 1993, pp. 20-120e El-Namaki, M.S.S. Encouraging entrepreneurs in developing coutries. Long Range Planning, 21 (4): 98-106, August 1988.
16 Smith, Adam .The wealth of nations. London: Penguin, 1970, pp 20-50.
17 Schumpeter, J. Alois. Capitalismo, Socialismo e Democracia. Tradução Sérgio Góes de Paula. Rio de Janeiro: Zahar, 1984, pp. 98-211.
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Schumpeter deduziu, na sua teoria da criação destrutiva, através da observação do mundo real durante a primeira metade do século vinte, porém seus ensinamentos são ainda muito válidos num todo, principalmente nos EUA. Exemplos de criação destrutiva podem facilmente observar-se no inovador e competitivo mercado dos produtos ligados à informática.
Não obstante, a destruição criativa não pára com o processo inovador do microcomputador. Outra onda de inovações, na área de marketing e distribuição, surge através desta indústria, nos anos 80.
Um aspecto, por outro lado, importante a destacar, neste trabalho, é que a inovação cria nova demanda e os empreendedores são o veículo que colocam as inovações no mercado. Significando que estes agentes económicos são proprietários de novos empreendimentos que introduzem inovações nos actuais mercados. Corroem os mercados existentes, pois suas inovações aumentam a demanda e criam novas riquezas18. E empreendedores distribuem riquezas com seus sócios, empregados (o caso da Microsolt é mais elucidativo, onde a maioria dos seus empregados tem acções da empresa), e seus fornecedores aumentam seus rendimentos.
Bons exemplos deste processo podem ser levantados na história da indústria de computadores. A Digital Equipament -DEC- foi formada como uma entrepreneurial
venture em 1957. A Data General, fundada da mesma forma em 1968, é outro caso
interessante. Ambos fabricam minicomputadores que gradualmente foram tomando uma parcela do mercado de diversos fabricantes de mainframes. Entretanto, a DEC e a Data General tornaram-se vítimas da próxima onda de inovações na área dos computadores: microcomputadores introduzidos pela Apple. O ciclo da destruição criativa continua eternamente.
A teoria schumpeteriana da destruição criativa, com o empreendedor como actor central deste processo, criando o caos no mercado, é o que move o processo inovador. Sob este prisma, o mercado é dinâmico, dependente das contínuas mudanças no comportamento de compradores e vendedores.
18 Ferro, José Roberto & Torkomian, Ana Lúcia V. A criação de pequenas empresas de alta tecnologia.
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Se os empreendedores desempenham um papel tão importante na sociedade, por quê não foi isto percebido antes dos anos 80? A admiração pela grande empresa leva, induz as pessoas a aceitarem a teoria que a sociedade eventualmente viria a ser dominada pelas grandes empresas.19
Alguns, durante os anos 70, tiveram crença de que as grandes empresas trabalhariam em parceria com o governo e os sindicatos para administrar uma nação. Isto ocorreria porque grandes organizações, com sua produção mais eficiente e em larga escala, tendo gestores profissionais que mantinham valores similares centrados na vida organizacional e levaria ao desaparecimento das micro e pequenas empresas.20 Os empreendedores estão, por mais incrível que pareça, ausentes do “O Novo Estado Social” de Galbraith.
A visão de uma sociedade sendo dominada por grandes empresas é consistente com a teoria neoclássica, a qual inclui a economia de escala como a sua componente necessária. Para a economia de escala, “o custo médio de uma unidade fabricada diminui quando mais unidades são fabricadas”. Isto é devido ao crescimento da especialização do trabalho e do equipamento e máquinas, envolvendo também a organização da produção, tornando-se a empresa enorme, criando dificuldades de gestão.
Os estudiosos da economia estão actualmente trabalhando para construir uma nova teoria que incorpore a figura do empreendedor ao capitalismo. Estudo de uma tipologia é o primeiro passo em direcção ao estabelecimento de uma nova teoria. Tipologias organizam o conhecimento, existente dentro de categorias que ajudam a explicar as relações e gerem o desenvolvimento da teoria. Outrossim, tipologias podem fornecer um guia para elaboração de uma política de desenvolvimento e alternativas empreendedoras na ausência de estabelecimento de uma teoria completa.
Para estudar empreendimentos empresariais, incluindo as micro e pequenas empresas, são usados vários tipos de critérios. Os mais tradicionais são: tamanho da empresa, ramo da indústria (produção ou serviço elaborado), tipo de propriedade, idade e localização. Nenhum destes prever informações adequadas para identificar algumas
19 Schumpeter, J. Alois. Capitalismo, Socialismo e Democracia. Tradução Sérgio Góes de Paula. Rio de Janeiro: Zahar, 1984, pp. 176-211 e Gatner, William B. "Who is an entrepreneur? Is the wrong question. American
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destruições criativas, entre os milhões de pequenos negócios que existem. Destruidores
criativos emergem em todas as indústrias de todos os tamanhos, todos os tipos de propriedades, de todas as idades e em todas as localizações.
No desenvolvimento de uma nova tipologia para a percepção do papel dos empreendedores na economia do conhecimento, os economistas necessitam de: (1) identificar os destruidores criativos; (2) determinar onde estão as oportunidades inovadoras, bem como estudar as melhores formas e o timing mais adequados para introduzi - las no mercado; (3) clarificar o que o empreendedor necessita; e (4) guiar a política económica para aperfeiçoar o sucesso do empreendedor.
Sobreviver não é, em si mesmo, um indicador de sucesso ou contribuição económica. Muitos proprietários de empresas medem o seu sucesso em termos de sobrevivência e crescimento. O crescimento vem lentamente, muitas vezes não durante o primeiro ano, como muitos empreendedores esperam, mas sim anos mas tarde, normalmente quando há um crescimento ou recessão na economia.