Tiragem: 370.000 (diariamente, durante a semana) ; 570.000 (aos domingos) Lista dos colaboradores do Caderno 2
Colunistas
LUIS FERNANDO VERÍSSIMO (quinta-feira e domingo) – [email protected]
JOÃO UBALDO RIBEIRO (domingo) – [email protected]
SÉRGIO AUGUSTO (sábado) – [email protected]
RUY CASTRO (sábado) – [email protected]
DANIEL PIZZA (domingo) – [email protected]
ROBSON PEREIRA (quarta-feira) – [email protected]
J. A. DIAS LOPES (sexta-feira) – [email protected]
ALUIZIO FALCÃO (sábado) – [email protected]
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Entrevista concedida à autora em setembro de 2003 e em outubro de 2004, haja vista a reformulação do Caderno 2, em 17/10/2004.
Cronistas
MATTHEW SHIRTS (segunda-feira) – [email protected]
ARNALDO JABOR (terça-feira) – [email protected]
ROBERTO DAMATTA (quarta-feira) – [email protected]
IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO (sexta) [email protected] MARCELO RUBENS PAIVA (sábado) – [email protected]
Como selecionam os artigos?
Há diversas maneiras, mas o enfoque é sempre jornalístico, ou seja, o método mais simples é escolher os artigos a serem publicados a partir do vínculo que apresentam com fatos recentes, notícias, a história, personalidades importantes no mundo artístico e intelectual do País e do mundo.
Claro que há variações de importância, mas a regra básica é essa. Quais os livros que o editor indicaria para se fazer a leitura do Caderno?
A pergunta se refere a livros que ajudariam a compreender melhor o que é publicado no caderno? Se for isso, são os romances nacionais e estrangeiros de todas as literaturas, livros de poemas, sobre cinema, teatro, ensaios, crítica sobre música de todo gênero, do clássico ao jazz, ao pop em geral, filosofia, estética, dança, todas as artes...
Breve histórico
Esse caderno começou a ser publicado em 1986, com o objetivo de cobrir as artes e os fatos culturais. Desde então, teve vários editores e várias coisas mudaram, além dos jornalistas que o escrevem. A orientação editorial mudou com isso, mas sem perder de vista aquela idéia básica. No caderno já escreveram e escrevem escritores como Rachel de Queiroz, Caio Fernando Abreu, João Antônio,
Ignácio de Loyola Brandão, entre outros. Essa sempre foi outra preocupação do caderno, ou seja, que confere um caráter especial à publicação.
Quais as razões principais que nortearam a reformulação do Caderno 2?
A reformulação do Caderno 2 fez parte da reformulação completa de todo o Estadão. Os motivos das mudanças no visual do jornal são a modernização da diagramação, maior leveza na apresentação física dos textos, maior organização espacial das fotos, ilustrações e toda a iconografia em geral - demandas detectadas em pesquisas sistemáticas feitas com leitores de todas as faixas etárias. O jornal era tido como sisudo.
Qual o perfil descritivo do Caderno 2, segundo a ótica de seu editor?
É um caderno voltado para a cobertura jornalística de artes e de cultura em geral. A idéia é que contemple um pouco de tudo. Procuramos fazer com que cada edição traga matérias com o mais variado número possível de manifestações artísticas (cinema, televisão, visuais, teatro, etc.), para que o leitor sempre encontre pelo menos uma reportagem diária de seu interesse, no Caderno.
Qual o perfil crítico?
Não é um caderno elitista, fechado, indecifrável, voltado só para a chamada alta cultura, em detrimento da cultura mais abrangente, massiva e popular. É um caderno abrangente, democrático, no sentido de procurar contemplar sempre mais de uma visão sobre determinado filme, por exemplo. Cobrimos tanto a cultura de massas quanto a cultura de elite, sem preconceito de nenhum lado.
Diagramação e Composição
A diagramação é uma atividade técnica e criativa, que tem a finalidade de distribuir de forma equilibrada fotos, gráficos e textos, nas páginas de jornais, revistas ou livros, a partir de um projeto gráfico previamente estabelecido. Envolve
um processo que não é só de imagens, mas também de organização, métodos e soluções. A confecção de páginas pode ser feita em um diagrama - folha de papel quadriculado, de dimensão equivalente a um quarto da área da mancha-padrão de uma página de jornal - ou diretamente no computador, por meio da editoração eletrônica.
Dentro dos parâmetros do projeto gráfico e conceitual de um veículo, o diagramador e editor usam recursos para criar destaques e contrastes entre os elementos visuais, para tornar as páginas jornalisticamente mais eficazes, plasticamente agradáveis. A diagramação deve obedecer a uma hierarquia em cada página, isto é, o assunto principal deve ser identificado pela sua colocação na parte superior e em tamanho maior em relação aos temas secundários, aos quais se devem atribuir títulos menores. Além disso, cada divisão editorial do jornal (política, economia, esportes, internacional, etc.) deve ter quase que obrigatoriamente uma coluna de notas curtas de um único parágrafo. O conhecimento de recursos gráficos como a tipologia, medidas (como pica – lê-se paicas - e cíceros), colunagem, utilização de cor, retículas, selos, vinhetas, ícones, fotografias, ilustrações, charges, linha fina, linha data, títulos, olhos, janelas, chapéus, legendas, ajudam o diagramador a cumprir o seu papel.
A foto é um elemento essencial para atrair o leitor ao texto e, se editada com eficiência, é a primeira coisa que o leitor percebe na página. Em outras palavras, se a foto e a legenda tiverem qualidade, o leitor passará a dar atenção aos títulos e outros elementos da página.
Depois de completa, a página passará por um processo industrial, onde será fotografada em negativo, para ser feito o fotolito, que servirá de base para a
confecção das chapas de impressão. Em seguida, as chapas são enviadas às impressoras, para serem distribuídas nas rotativas.
O jornalismo pode ser e deve ser uma obra de arte gráfica. Se é isso: Jornalismo.
(Manuel V. Vasquez)