An Evolutionary Algorithms Approach to Phylogenetic Tree Construction
8.4 The GA for Phylogenetics
As escolas têm sido sujeitas a uma multiplicidade de condicionamentos externos cada vez mais distintos (Torres, 2008). A ESAH está confrontada com uma enorme diversidade cultural, social, ideológica e politica, proveniente da heterogeneidade demográfica sentida neste estabelecimento de ensino. Da mesma forma, e com igual importância, a definição da escola como organização também se tem constituído como uma das áreas de reflexão que se tornou vigente nos últimos tempos. Assim, acho importante fazer um enquadramento sobre estas temáticas no meu relatório (Costa, 1996b).
Desde a Revolução de abril de 1974, a educação escolar tem sido estabelecida com o objeto de discussão permanente, através das quais se procura perceber quais os melhores modelos de organização e gestão escolar e quais os figurinos mais adequados a estas dinâmicas sociais. É neste sentido, que o conhecimento do funcionamento escolar está enraizado na forma como as escolas foram construídas e sedimentadas no tempo e na sua própria identidade. Contudo, diferentes fatores interferiram e alteraram a cultura organizacional da escola ao longo do tempo, constituindo um eixo estruturante no plano de mudança, quer seja despoletado pela administração central da escola, quer seja pela gestão periférica e local da mesma (Torres, 2008). Exemplo desta situação foi a fusão da ESAH com a Escola Secundária Rainha Santa Isabel.
O mesmo autor defende que devemos compreender a importância de conhecer as especificidades culturais de uma dada organização, assim como todos os fatores que contribuíram para o seu desenvolvimento, possuindo um conhecimento integral de todas estas especificidades. Deste modo, tentei passar imenso tempo na escola, envolvido com a comunidade e fazendo perguntas ao corpo docente, ao corpo não docente e até mesmo aos alunos para perceber melhor os costumes, práticas de convívio, rituais e tradições da
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escola. Segundo Vieira (2008, p. 1) “na construção da cultura organizacional as intenções, as definições, as conceções e os valores dos fundadores e líderes da organização passam a ser compartilhados pelos demais elementos e transmitidos aos novos membros, como a maneira correta de pensar e agir dentro do contexto organizacional, por meio de algo que se chama legitimação e validação”.
A cultura é um fator decisivo no funcionamento organizacional de uma escola. Schein (cit por Carvalho, 2006b) sustenta que a cultura pode ser definida como um padrão de pressupostos básicos, descobertos ou desenvolvidos por uma instituição. A cultura organizacional de uma escola é composta por inúmeras variáveis que se relacionam e é vista como um somatório de vivências, técnicas administrativas, politicas e estratégias que sobrepõem fatores humanos individuais e de grupo.
Morgan (1996) sublinha que a cultura organizacional de uma escola é resultado de um processo contínuo, que só faz sentido quando aprendido numa totalidade, devido à sua transformação e herança deixada por gerações anteriores. Na mesma linha de pensamento Otto (cit por Costa, 1996b, p. 119) define cultura organizacional “como uma força social que controla os padrões de comportamento organizacional, moldando as cognições e perceções de significados e realidades dos seus membros, fornecendo energia afetiva para a mobilização e identificando quem pertence e quem não pertence”.
Esta manifesta-se a três níveis fundamentais: artefactos observáveis, valores manifestos e pressupostos básicos. Ao nível dos artefactos, incluem-se as estruturas da escola que não se encontram em muito bom estado, como já foi referido anteriormente, a sua tecnologia, linguagem e costumes. Os valores manifestos são aqueles que são partilhados por todos os elementos de organização, os objetivos e as estratégias de intervenção. Fazendo o transfer para a minha vida na escola, estes objetivos foram-me transmitidos nas reuniões de departamento de Educação Física e nas reuniões de núcleo. O último nível é o dos pressupostos básicos e inclui os pensamentos, crenças,
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perceções, sentimentos conscientes da natureza do tempo, da realidade e das relações humanas em contexto de organização (Carvalho, 2006b).
A escola é cada vez mais por si só um fenómeno cultural, tanto a nível institucional, como a nível local. Apercebi-me ao longo deste ano que dificilmente existirá um espaço tão intenso de produção cultural, interação social e de trocas sólidas como numa escola, transformando a escola, ou até mesmo uma turma, num entreposto cultural (Costa, 1996b).
O mesmo autor retrata que as organizações escolares se caraterizaram por elevadas trocas de informação, conhecimentos e finalidades diferenciadas de vários interesses e atores sociais com papéis diferentes e provenientes de diversas rotas. No meu ponto de vista, é importante reter os processos de socialização e construção, reconstrução e recalcamento de informações, pois ao longo deste ano apercebi-me da sua importância para uma melhor perceção da identidade organizacional da escola.
Deste modo, ao considerar a educação como um processo contínuo, assumi como importante o desenvolvimento dos alunos da minha turma, no qual englobei a preservação e transmissão de uma herança cultural, nomeadamente através de um evento culminante na modalidade de basquetebol, uma vez que tem uma enorme tradição nesta escola. É de fácil dedução que a ESAH concede um papel importante de socialização e perpetuação de valores a todos os meus alunos, assim como a toda a comunidade educativa (Carvalho, 2006b).
Uma vez que nos estamos a referir à cultura, acho importante mencionar que no primeiro semestre do 2º ciclo do Mestrado de Ensino da Educação Física do Ensino Básico e Secundário, tive a oportunidade de experienciar na minha formação a preparação para uma educação multicultural que foi de uma importância crucial. Esta centrou-se não apenas no acesso à informação e no conhecimento sobre modelos, teorias e estratégias, mas também no desenvolvimento de valores e atitudes que levaram a que me tornasse num professor sensível aos preconceitos, aos estereótipos e às injustiças, racismo e discriminação (Pereira, 2004).
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