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Decision Trees and Rough Set Rules

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Evolution-based Learning of Ontological Knowledge for a Large-scale Multi-agent

7.6 Decision Trees and Rough Set Rules

“A formação é um fazer permanente que se refaz constantemente na ação. Para se ser, tem de se estar sendo” (Freire, 1996, p. 34) A educação tem vindo a viver um tempo de grandes incertezas e algumas perplexidades, sentindo-se muitas vezes a necessidade de uma mudança. O campo da formação dos professores tem sido particularmente exposto, mas é preciso fazer um esforço para manter a lucidez (Nóvoa, 2009).

Nesta linha de pensamento, acho importante fazer referência à formação de professores, acerca das necessidades de se identificar um consenso de valores e competências profissionais, finalidades, conteúdos e estratégias que compõem a formação de um profissional de Educação Física, assim como a sua complexidade. Costa et al. (1996, pp. 6-7) referem ainda que “a aprendizagem da profissão docente é um processo complexo, que se realiza durante toda a vida profissional e antes mesmo da entrada em curso de preparação formal para a docência, envolvendo tipos de influência em diferentes contextos”.

Segundo o mesmo autor, o reconhecimento de um professor como profissional provido de competências e saberes específicos, implica o reconhecimento de que a aprendizagem de um professor, a aquisição desses saberes e competências específicas foi construída durante todo o seu processo de formação. Todavia esta minha aprendizagem da profissão docente, iniciou- se antes do meu curso de formação inicial e não irá findar-se com a obtenção do grau mestre em ensino. A procura de novos conhecimentos será algo que

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irei perpetuar ao longo de toda a minha carreira, com o intuito de me tornar melhor professor.

García (1999) realça que a formação de professores deve ser vista como um contínuo, na qual se entrosam o princípio da integração de práticas escolares, curriculares e de ensino, a formação inicial com o desenvolvimento profissional, a integração teórica com a prática e a individualização. Por exemplo, no meu caso, retirei as primeiras ilações do que significava ser professor, através das minhas experiências enquanto atleta e aluno durante o ensino básico e secundário, no qual estive exposto a modelos de ensino e padrões comportamentais que moldaram conceções acerca da Educação Física.

Contudo, a formação inicial foi um período importante, onde adquiri conhecimentos científicos e pedagógicos e também as competências necessárias para enfrentar a carreira de docente, alterando as minhas incorretas preconceções sobre a Educação Física o que me permitiu melhorar as minhas perspetivas pedagógicas e comportamentos enquanto estudante- estagiário (Costa et al., 1996). Particularmente nas unidades curriculares das didáticas específicas, em que estive matriculado no 1º ano deste 2º ciclo, ajudaram-me a compreender melhor o que é ser professor, pois concederam- me oportunidade de lecionar, com a possibilidade de refletir em conjunto com os professores com conhecimento específico dentro de cada modalidade.

Na ótica de García (1999), a formação pode ser entendida como uma função social de transmissão de saberes, de saber-fazer ou ainda de saber-ser, que é exercido em prol da cultura dominante. Esta pode ser ainda entendida como um processo de desenvolvimento e de estruturação da pessoa, indo de encontro à maturação interna e às possibilidades de aprendizagem e experiências do sujeito. Este autor refere ainda que “a formação pode adotar diferentes aspetos conforme se considera o ponto de vista do objeto (a formação que se oferece, organiza, exteriormente ao sujeito), ou o do sujeito (a formação que se ativa como iniciativa pessoal) ” (idem,1999, p.19).

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4.4.1.2 Orientações conceptuais na Formação de Professores

Feiman-Nemser (1990) adota a designação orientações conceptuais e define este conceito como um conjunto de ideias sobre os objetivos da formação de professores e a forma de as alcançar, classificando-as como académica, prática, tecnológica, pessoal e critica/social.

Segundo esta autora a orientação académica gera o ensino como um processo de transmissão de conhecimento e desenvolvimento da compreensão. Neste sentido, o professor é visto como um intelectual, isto é, aquele que manifesta um profundo conhecimento da matéria.

Durante todo este ano não me restringi a conhecer a matéria a ensinar, pois acredito que não seja suficiente para uma prática de sucesso. Na qualidade de professor tentei dominar o conhecimento pedagógico do conteúdo, ou seja, a compreender as várias dimensões do conhecimento, essenciais ao desempenho da atividade docente, que abarcam o conhecimento da matéria, mas também o conhecimento pedagógico geral e o conhecimento do contexto (Graça, 1997). Assim, García (1999, p. 7) refere que “juntamente com a orientação académica, a orientação na prática tem vindo a ser a abordagem mais aceite para aprender a arte, a técnica e o ofício do ensino”.

Ensinar é um processo de investigação e experimentação, no qual os professores aprendem a ensinar através da reflexão na ação e da reflexão sobre a ação (Costa, 1996a). García (1999, p. 7) defende ainda que “o modelo de aprendizagem associado a esta orientação na formação de professores é a aprendizagem por experiência e pela observação”.

Fazendo uma ponte entre a orientação académica e a prática, acho importante referir que o contacto obtido nas didáticas específicas, conferiram- me a oportunidade de lecionar aulas de diversas modalidades, constituindo-se como uma estratégia de orientação académica de excelência e na promoção de um desenvolvimento sistematizado de ação/reflexão/ação, o que me permitiu através do conhecimento do conteúdo, ajustá-lo as necessidades dos meus alunos (Alburquerque et al., 2005).

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“Refiro uma vez mais os benefícios que este processo de observação das aulas do professor Ângelo Correia me concedem, pois aprender com os mais experientes é algo que me ajudará a evoluir como profissional.” 4º

Reflexão de observação do comportamento do professor

Por outro lado, a orientação tecnológica enaltece as estratégias e os procedimentos passíveis de conferirem aos professores competências específicas de ensino. Neste sentido depreende-se que o principal objetivo é formar professores capazes de desempenharem com eficácia as funções de ensino. Segundo García (1999, p. 36)“o importante não é que os professores possuam destrezas ou competências, mas que sejam sujeitos intelectualmente capazes de selecionar e decidir qual a competência mais adequada em cada situação”.

A orientação pessoal sustenta que tanto o aprender, como o ensinar é um processo de cunho pessoal que visa auxiliar o professor a aprender a conhecer-se e a desenvolver-se como pessoa. Nesta orientação subentende- se que o desenvolvimento pessoal, assim como a maturidade psicológica, são peças importantes na competência do professor. Isto significa que a formação segundo este ponto de vista não é equacionada como um processo de aquisição de competências para o ensino, mas sim pensada de forma a desenvolver um crescimento psicológico.

“ (…) Acho importante tecer que estou cada vez mais confiante, pois sinto-me a crescer a nível pessoal e profissional” Reflexão nº46

Por fim, a orientação crítica social faz referência às dimensões ética e política do ensino, no qual defende que a formação de professores deve estar orientada para a construção de uma sociedade mais justa e democrática, aspeto que tive em conta durante as aulas. Segundo Alburquerque et al. (2005, p. 111) “esta perfila uma visão otimista sobre o poder transformador da educação e, por outro, acusa a escola de cumplicidade na preservação das desigualdades sociais”.

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Cada uma destas orientações enfatiza uma conceção de bom professor e de um bom ensino, preconizando propósitos específicos para a formação de professores.

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