Como se pôde constatar, foi possível responder à questão da qual se partiu na altura de elaboração deste projeto. O centro de documentação do “Público – Edição Porto” apresentava realmente bastantes índices que apontavam para o facto do mesmo refletir a produção da informação levada a cabo pela redação.
Após perceber a importância geral desta instituição de preservação graças a um estudo mais teórico da problemática e de perceber a sua importância para este tipo de empresas, mas também de compreender o porquê da sua substituição por centros digitais e/ou bases de dados agregadoras, foi altura de partir para o estudo prático em si.
A primeira ferramenta utilizada para começar a perceber se a questão poderia ter uma resposta definitiva foi a tabela de inventário, utilizada para apontar todos os dados de relevo do centro de documentação, bem como dos documentos aí preservados e formar uma ideia base da forma como se procedia à arrumação, o que é que era arrumado, e de que forma é que poderia ter relação com os processos diários da redação. Foi com o estudo total da instituição que muita da informação necessária para ir em busca da resposta à problemática foi adquirida. Através da produção e análise de diagrama, fluxogramas e organigramas da instituição, através do que havia sido fornecido por funcionários da mesma, foi possível vislumbrar um elo de ligação entre tudo o que se passava na redação, dos seus atores e qual o papel do centro em si na produção dos seus produtos e na produção final da informação. Essa ligação tornou-se realmente percetível para o interveniente e para todos aqueles que eventualmente a ele venham a ter acesso, aquando da criação do modelo de classificação da informação baseado na estrutura orgânica do “Público”, uma vez que era possível dividir os documentos por temáticas gerais, mais específicas e dentro destas por assuntos e perceber que através das remissivas dos documentos para as editorias, as secções temáticas mais gerais do jornal, era possível colocar todos esses documentos, apesar da sua arrumação temática por aquilo que seriam denominadas nesse modelo por séries, dentro de uma só editoria.
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Anexos
Anexo 3 – Guião seguido aquando da realização da entrevista informal e aberta
ao diretor e à jornalista do “Público – Edição Porto”
Questões para colocar na entrevista ao dirigente da redação Norte
do Público
1. Eram os próprios jornalistas que arquivavam os documentos do centro de documentação e faziam-no segundo regras estabelecidas pela própria instituição? (Caso a resposta seja positiva) Quais eram essas regras?
2. De que forma é que o arquivo físico se encontrava organizado, isto é, de que forma e quais as regras pelas quais os jornalistas se seguiam para guardar os documentos no centro de documentação?
3. Como é que essa organização se refletia na produção da informação?
4. Qual o significado das cores nos títulos dos dossiês? (Isto porque existem dossiers com a mesma temática, mas com cores diferentes)
5. Como é que faziam distinção entre as secções às quais pertenciam os artigos? Isto porque existem as secções “Local” (Nacional) e “Mundo” (Internacional) nas quais todas as notícias, consoante o seu teor, poderiam ser colocadas. (Existem artigos que poderiam estar na secção “Política”, por exemplo, mas que na edição do jornal em que saíram estavam em “Local”).
6. Se o centro de documentação físico funcionou no vosso jornal de 1990 a 2000, então porque é que existem artigos publicados para lá dessa data?
7. Existem dossiês que não contêm documentos. Assim sendo, quais as razões para a sua criação?
8. Como é que se encontra estruturado o Público? E a redação da Edição – Porto? Poderá fornecer organigramas que apoiem e facilitem a leitura dessa estrutura?
9. Quais os processos envolvidos na produção diária da informação e de que forma é que o centro de documentação fazia parte desses processos?
10. Será possível ter acesso à legislação interna do Público para que possa ser feito um estudo mais aprofundado da instituição?
Anexo 4 – Disposição dos documentos no MIL – Biblioteca de Ciências da
Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Fotografia do centro de documentação 1
Anexo 5 – Documentos fotográficos do centro de documentação do “Público”
Anexo 6 – Trabalho de inventariação
Fase da inventariação 1
Anexo 7 – Exemplo da lista de indexação
Fundo – AJPN - Arquivo do Jornal Público Norte Secção – CT - Cultura
Série – 3 - Arte
Documentos Compostos: 3.1 - Artes Plásticas: Termos (Assuntos) – Artes Plásticas 3.2 - Artesanato: Termos (Assuntos) – Artesanato
3.3 - Banda desenhada: Termos (Assuntos) – Banda desenhada 3.4 - Galerias: Termos (Assuntos) – Galerias de arte
3.5 - Museus: Termos (Assuntos) – Museus 3.6 - Sacra: Termos (Assuntos) – Arte sacra Fundo – AJPN - Arquivo do Jornal Público Norte Secção – CT - Cultura
Série – 4 - Cultura
Documentos Compostos: 4.4 - Porto: Termos (Assuntos) – Cultura (manifestação
artística); Termos (Locais) – Porto
Fundo – AJPN - Arquivo do Jornal Público Norte Secção – FT - Fotografia
Série – 2 - Personalidades
Documentos Compostos: 2.1 - Agostinho Baptista da Silva
Documento Simples: 2.1.1 - Agostinho da Silva 1: Termos (Nomes) – Silva, Agostinho
Baptista da, 1906-1994
2.1.2 - Agostinho da Silva 2: Termos (Nomes) – Silva, Agostinho Baptista da, 1906-
1994
2.1.3 - Agostinho da Silva no colóquio “Árvore” 1: Termos (Nomes) – Silva, Agostinho