No mês de setembro, realizou-se uma reunião geral, no Colégio Pedro da Fonseca, presidida pelo responsável pela unidade curricular PES, com os três núcleos de estágio. A mesma teve como propósito: a apresentação formal dos mestrandos, das professoras cooperantes e dos orientadores da Universidade de Évora, bem como a apresentação do plano de trabalho para os dois semestres de 2015-2016 e, ainda, o fornecimento de documentação diversa sobre a PES.
A apresentação e reunião no AERM com as professoras cooperantes de Português e de Espanhol tiveram lugar no dia dois de outubro de 2015. Este primeiro contacto permitiu- nos conhecer a escola sede, a Escola Secundária Conde de Monsaraz, os seus espaços, o Diretor do AERM, alguns professores, a coordenadora do Departamento de Línguas, algum pessoal não docente, bem como tomar conhecimento de alguns procedimentos burocráticos. Depois, conhecemos a Escola Básica, uma vez que a PES decorreu nestas duas instituições do AERM. Relativamente à caracterização física das escolas, ambas têm um espaço acolhedor. As salas estão dotadas de todo o material necessário para a prática letiva, são amplas, arejadas, a acústica é adequada, têm capacidade máxima para vinte e cinco alunos, no entanto, as nossas turmas eram menores. Dispõem de um quadro branco, tela, computador com ligação à internet e projetor. Existem, também, outros recursos aos quais podemos aceder como televisão, rádio, DVD e colunas. Para além da entrega de alguns documentos relativos à PES, estipulou-se o horário e as turmas que nos iam ser atribuídas, para a fase formativa e sumativa, de acordo com o previsto no Regulamento da PES - Ordem de Serviço n.º 9/2011, de 5 de julho. Procurámos recolher alguma informação para dar início ao nosso trabalho, designadamente, o Projeto Educativo [PE], o Regulamento Interno e a listagem dos alunos de cada turma.
Posteriormente, as professoras cooperantes enviaram-nos diversos documentos orientadores para a preparação, a execução e a avaliação da prática letiva, nomeadamente, os programas das disciplinas, a planificação das atividades letivas de Português do 7.º ano (cf. Anexo I), a planificação por módulos do 10.º F de Português (Ensino Secundário Vocacional), a planificação anual do 8.º ano de Língua Estrangeira II (Espanhol elementar), a planificação das atividades letivas de Espanhol (continuação) do 11.º ano (cf. Anexo II), um exemplar da planificação a curto prazo para a disciplina de Português e de Espanhol, os critérios de avaliação de Português (cf. Anexo III) e de Espanhol (cf. Anexo IV), o QECRL, o Plano Anual de Atividades [PAA] e a indicação dos manuais adotados em cada uma das disciplinas, a saber: ¡Ahora Español! 2, para o 8.º ano de Espanhol, Endirecto.com 5, para o 11.º ano (Espanhol continuação) e Entre Palavras 7, para o 7.º ano de Português. Ressalvamos que o 10.º F (Ensino Secundário Vocacional), na disciplina de Português, não adotou um manual específico. Foram-nos transmitidas algumas informações sobre as turmas informalmente, nomeadamente, na disciplina de Espanhol, relativamente ao 8.º C e 11.º A/B porque eram turmas de continuação, mas o 7.º E de Português não era, bem como outros dados de natureza burocrática. Ficou
estipulado que iniciaríamos a observação das aulas das professoras cooperantes a partir do dia seis de outubro, dado que ambas precisavam de (re)conhecer as turmas e de fazer a diagnose dos conhecimentos das mesmas, nas respetivas disciplinas. Relativamente à disciplina de Português, poderíamos observar e acompanhar uma turma do 7.º ano, o 7.º E do 3.º Ciclo do Ensino Básico, o 10.º F do Ensino Secundário Vocacional ou o 10.º ano de Literatura Portuguesa, pois foram estas as turmas atribuídas à referida docente. Ficou decidido que realizaríamos a PES, na disciplina de Português, nas duas primeiras turmas mencionadas, dada a compatibilidade de horários. Na disciplina de Espanhol, as turmas já estavam previamente selecionadas pela professora cooperante, o 8.º C (nível elementar – A2) e o 11.º A/B (nível B1.2 e B2.1), uma vez que ambas já tinham tido uma experiência análoga no ano letivo anterior, tendo o resultado sido positivo. Decidiu-se, igualmente, que reuniríamos, semanalmente, ou quando necessário, com cada uma das professoras cooperantes.
A professora cooperante de Português, enquanto Diretora de Turma, informou-nos sobre algumas das suas competências, designadamente, presidir o Conselho de Turma; desenvolver ações que promovam e facilitem a correta integração dos alunos na vida escolar; promover um acompanhamento individualizado dos alunos; garantir aos restantes docentes meios e documentos de trabalho que garantam o conhecimento da turma, entre outras. Apresentou-nos, também, o dossiê referente à sua Direção de Turma [DT] que se estruturava em 7 rubricas37. Verificámos que os DT efetuam contactos periódicos com os Encarregados de Educação [EE], nomeadamente, quando os seus educandos apresentam comportamentos desadequados, absentismo e baixos níveis de motivação, com o fim de os consciencializar sobre a situação e os resultados escolares dos mesmos. Constatámos, igualmente, que é cada vez maior o número de alunos que ingressa em cursos profissionais e vocacionais, encontrando nestes um percurso alternativo ao Ensino Regular para prosseguir os seus estudos. No entanto, segundo os resultados da avaliação externa38, um dos aspetos a melhorar é encontrar medidas que mitiguem o abandono/desistência dos cursos profissionais. Testemunhámos o constante empenho dos diversos professores/as das turmas para ajudar os alunos a superar as
37 Índice do dossiê de Diretor/a de Turma: 1) introdução; 2) a turma; 3) os alunos; 4) os EE/pais; 5) o Conselho de Turma; 6) legislação; 7) documentação diversa.
dificuldades sentidas nas várias disciplinas, ora propondo apoios individualizados, ora ajustando os elementos de avaliação às características dos alunos.
Salientamos que as professoras cooperantes e o professor orientador da Universidade de Évora, desde o início, se mostraram muito afáveis, cordiais e disponíveis. Esta postura manteve-se inalterável ao longo de todo o processo da PES (observação, prática de ensino e avaliação das aulas), quer na fase formativa quer na sumativa, contribuindo decisivamente para o nosso crescimento profissional, pessoal e reflexão crítica. Destacamos, igualmente, o trabalho desenvolvido com a nossa colega da PES, que sempre se pautou pelo respeito mútuo, cordialidade, responsabilidade, seriedade e capacidade de apreciação crítica (auto e heteroavaliação). Relativamente aos restantes docentes e pessoal não docente, todos se mostraram recetivos, atenciosos e disponíveis, especialmente os funcionários da reprografia de ambas as escolas.
Em suma, ao longo do ano letivo, constatámos a existência de boas práticas educativas que nos permitiram perceber quais as melhores formas de abordar e resolver os distintos problemas com os quais os professores se deparam quotidianamente. Julgamos que os contributos da Psicologia Humanista, tal como refere Fernández (2004), designadamente o papel dos fatores afetivos e motivacionais na aprendizagem (p. 413), foram decisivos no trabalho desenvolvido durante a nossa PES.