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Neste tópico, demonstramos as nossas observações e inferências sobre os textos selecionados para análise. Optou-se por incluir o material de análise no corpo do texto da dissertação a fim de facilitar a leitura.

A notícia “Transmitindo a paz e a esperança por meio da música”32 é a primeira matéria

analisada desta pesquisa. Refere-se a um texto publicado na edição 1605, do jornal Brasil Seikyo, no dia 26 de maio de 2001. A notícia é dividida em duas partes, sendo a primeira referente à apresentação da NEK em evento na cidade de Piedade/SP, e a segunda relativa ao aniversário do grupo.

Transmitindo a paz e a esperança por meio da música

Com o objetivo de transmitir paz e esperança por meio da música e divulgar os ideais da BSGI para a sociedade, no dia 20 de maio, a Nova Era Kotekitai (NEK) realizou uma apresentação na cidade de Piedade, São Paulo, em comemoração do 161º aniversário da cidade. O evento contou com a participação do prefeito Rubens Caetano da Silva; do secretário de Cultura de Piedade, Oliver Komauer; e demais autoridades. Na localidade, os membros da Regional Piedade vêm empreendendo esforços para a concretização dos objetivos da BSGI, dedicando-se na concretização do Chakubuku. Após a apresentação, Oliver Komauer disse o quanto estava satisfeito

com a presença do grupo e enfatizou sua admiração pela BSGI. Encerrando, o vice- coordenador da Divisão dos Jovens da BSGI, Miguel Asato, que acompanhava o grupo na ocasião, agradeceu o apoio da prefeitura de Piedade e enfatizou às integrantes da NEK que a apresentação foi uma extensão da vitória do Dia 3 de Maio (BRASIL SEIKYO, 2001, p. A5).

A notícia trata de uma apresentação do grupo NEK em evento comemorativo ao aniversário da cidade de Piedade, interior de São Paulo. É possível observar, já no início do texto, que a apresentação tem por objetivo divulgar os ideais da BSGI à sociedade. A matéria também relata que os associados da localidade se empenham na promoção do budismo e concretização do Shakubuku. Ou seja: se diligenciam em expandir o movimento budista na região. Diante dessas observações, ressaltaremos alguns pontos: há, no texto jornalístico, a ligação entre uma instituição e uma produção cultural. Sendo assim, as relações culturais se dão por meio de uma organização e por um grupo de artistas que se apresentam em nome desta instituição, promovendo seus ideais e pressupostos.

Williams (1992) elucida que uma sociologia da cultura não deve apenas se preocupar com as produções culturais manifestas, mas também com as práticas sociais que envolvem determinados grupos sociais. Portanto, o material deve ser compreendido como o relato de um acontecimento que diz sobre uma apresentação cultural de um grupo específico da organização budista e que envolve uma prática religiosa e organizacional e compartilhamentos de significados.

Ressaltamos que a apresentação tem como objetivo divulgar a instituição em um momento bastante específico: o movimento de expansão do budismo no local onde ocorre a apresentação. Ademais, a apresentação se configura como um conjunto de práticas sociais que caracterizam o grupo NEK e a organização budista BSGI e são transmitidos à sociedade em geral.

No primeiro capítulo, notamos que a BSGI atua em prol de uma sociedade de paz e defende que a paz será concretizada a partir de um movimento de conversão de novos adeptos ao movimento budista. Desse modo, podemos interpretar a notícia por duas perspectivas: 1) trata-se de uma notícia institucional, que relata a participação de um grupo da BSGI em um determinado evento ocorrido no organismo social e 2) a apresentação artística realizada pelo grupo NEK busca transmitir os ideais da BSGI e atrair novos integrantes à instituição. Porém, ressalta-se que a matéria citou a palavra “paz” apenas na introdução do texto.

NEK de Americana comemora 1º aniversário de fundação

No dia 12 de maio, a Nova Era Kotekitai da Região Metropolitana Americana comemorou seu primeiro aniversário de fundação com a realização de uma reunião comemorativa. Na ocasião, foi lida a mensagem de felicitações enviada pela coordenadora da NEK da BSGI, Silva Yoko Imai, apresentada uma retrospectiva do grupo e declamado o poema “Anjos dos Paz”, enviado pelo presidente Ikeda à NEK. Érika Marlene Martins, integrante do setor de Drum-tai, relatou os desafios enfrentados para permanecer no grupo e manifestou o quanto a NEK é importante para sua revolução humana. Em seguida, Márcia Takiguti, responsável pela NEK da RM, citando o exemplo do Bodhisattva Sons Maravilhosos, disse que a missão de cada uma no grupo é de transmitir a paz e a esperança por meio da música. Após Cristiane Gonçalves, supervisora do grupo, solicitar a todas que se empenhassem para concretizar os objetivos individuais e concretizassem o Chakubuku, o responsável pela RM, Kazuo Kawakami, discorreu sobre a importância dos grupos horizontais como representantes da BSGI na sociedade. Finalizando a atividade, o Pompom-tai declamou um poema do presidente Ikeda dedicado às mães e apresentou a música “Colorindo o Mundo” (BRASIL SEIKYO, 2001, p. A5).

O texto acima relata momentos da atividade comemorativa de um ano do grupo NEK, da localidade de Americana (SP), citando a leitura da mensagem do líder da SGI enviada ao grupo, a declamação do poema do grupo e relatos de integrante da NEK em relação à importância do grupo na sua vida.

No desenvolvimento do texto, observa-se frases de “incentivos” de dirigentes do grupo, o que ocorre normalmente em atividades da BSGI. São incentivos que direcionam os membros a atingirem determinados objetivos pessoais ou metas organizacionais. A primeira dirigente a discursar na atividade menciona o Bodhisattva Sons Maravilhosos, personagem da mitologia budista que assume mil formas diferentes para propagar os ensinamentos budistas, entre elas as diversas formas artísticas. Por essa perspectiva, compreende-se que a missão do grupo é transmitir a esperança e a paz por meio da música e que, além disso, as integrantes do grupo devem se empenhar para fazer com que novas pessoas, através delas, se convertam ao budismo. O discurso de expansão é ressaltado pela outra dirigente do grupo, ao solicitar “a todas que se empenhassem para concretizar os objetivos individuais e concretizassem o seu chakubuku”. O final da notícia relata os momentos artísticos da atividade, em que o poema é declamado e há a apresentação da música “Colorindo o Mundo” pelo grupo.

A notícia pode ser interpretada como um conjunto de significados compartilhados que dizem respeito a determinado grupo social. São práticas significativas que envolvem a cultura (apresentação musical) e a religião (estimulo à expansão da organização local). Mas trata-se principalmente de um texto institucional, voltado aos membros da BSGI que conseguem, desde a primeira leitura, interpretar os signos que permeiam determinada notícia.

O artigo, “A filosofia de arte e a filosofia humanística de Nitiren Daishonin33”, foi redigido por Bianca de Munhoz Minghett, no caderno “Tendência e Opinião”, publicado na edição 1656, em 15 de junho de 2002. Não consta a profissão de Minghett no texto, apenas a posição organizacional em que ocupava na época.

A filosofia da Arte e a filosofia humanística de Nitiren Daishonin

Dos Dez Estados de Vida, aqueles que compõem os Dois Veículos são os estados de Erudição e Absorção. Erudição é o estado experimentado por pessoas que mantêm contentamento e estabilidade processando seu próprio desenvolvimento e auto- reforma. São pessoas que buscam uma vida melhor, buscam idéias, informações e experiências de seus predecessores. Cientistas que desenvolvem projetos e pesquisas buscando novas descobertas experimentam esse estado.Desenvolver nosso intelecto e aumentar nossa bagagem cultural também é uma forma de influência positiva, ou seja, de elevar nosso estado de vida. Por isso nosso mestre, o presidente Ikeda, nos orienta constantemente da importância dos estudos, não só do budismo, mas também o aprimoramento de todo e qualquer conhecimento humano. No estado de Absorção, há a auto-reforma, a pessoa busca conhecimento do mundo, mas não por meio de seus predecessores ou experiências anteriores. A pessoa é capaz de perceber os fenômenos da natureza por si mesma. Artistas e filósofos vivem geralmente nesse estado. E sobre a importância da arte, o presidente Ikeda orienta que a “a arte é a flor da cultura”. E a arte realmente tem sido o alicerce do desenvolvimento da cultura Soka que direciona o artista a atuar brilhantemente ao lado do povo e para o povo, sendo porta-voz dos sentimentos das pessoas com a finalidade de beneficiar e contribuir para a mudança interior do ser humano em prol da sociedade. O artista tem o potencial de edificar a verdadeira cultura de paz. E o papel da arte na humanidade? A arte surge na humanidade como forma de organização, para transformar a experiência vivida em objeto de conhecimento por meio do sentimento. O entendimento do mundo se dá com a intuição, com o conhecimento imediato da forma concreta e individual, que não fala à razão, mas ao sentimento e à imaginação. A arte é um caso privilegiado de entendimento intuitivo do mundo, tanto para o artista que produz o concreto e o singular, quanto para o apreciador que penetra em seu sentido. Fernando Pessoa, sob o heterônimo Alberto Caieiro, escreveu: “O meu olhar é nítido como um girassol Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo.” O artista, portanto, intui a forma organizadora dos objetos ou eventos sobre os quais focaliza sua atenção. Ele vê, ou ouve, o que está por trás da aparência exterior do mundo. Percebe, através do poder seletivo e interpretativo dos seus sentidos, formas que não podem ser nomeadas, nem reduzidas a um discurso verbal explicativo. São formas que precisam ser sentidas e não explicadas. O artista não copia a natureza, mas cria símbolos da mesma natureza da vida humana. Ele atribui significados ao mundo por meio de sua obra. O espectador lê e traduz esses significados em termos de intuição e não de conceitos, em termos de sensibilidade e não de significados. A manifestação artística permite ao ser humano atribuir significados ao mundo com uma forma sensível de apresentação sendo inseparável dela. A arte desvenda o mundo recriando-o noutra dimensão de tal maneira que a realidade não está aquém ou além da obra, mas é a própria obra de

arte. Wassily Kandinsky (1866-1944) foi responsável por uma obra teórica, pictórica, gráfica, poética e cenográfica de grande importância. Ele possuía o rigor e a vontade de constituir a linguagem dos meios puros da arte que vai além das aparências da alma humana. Para Kandinsky, a arte tem uma função profética, pois o artista se encontra no vértice de um triângulo espiritual e possui a tarefa de preceder o movimento do progresso da humanidade. Ele disse: “Em todas as seções dos triângulos podemos encontrar artistas. Aquele, dentre eles, capaz de ver além dos limites de sua seção é um profeta para seu círculo pessoal e ajuda o movimento do carro recalcitrante.” Diz ainda: “A arte não é uma criação vã de objetos que se perdem no vazio, mas uma força que tem uma finalidade e deve servir ao aperfeiçoamento da alma humana, ao movimento do triângulo. É a linguagem que fala à alma, na forma que lhe é própria, de coisas que são o pão de cada dia da alma e que só ela pode perceber sob essa forma. Se a arte se esquivar diante dessa tarefa, esse vazio não poderá ser preenchido, pois não existe outra força capaz de substituir a arte”. A arte produz uma harmonia perfeita com o ambiente, conforme o conceito de esho funi, a inseparabilidade da vida e do ambiente. Ela tem o papel fundamental no processo que liga o espírito do homem à linguagem do mundo. Ela é a própria linguagem diversificada, que traduz sentimentos e sensações de forma única e como todo ser humano é único, sua expressão artística também assim o é. Kandinsky vai muito além da teoria científica da arte. Ele aborda a expressão artística como a mais genuína manifestação da vida do artista e, além disso, do sentimento de quem absorve, pois a arte é uma mensagem que tem como comunicadora e espectadora a sensibilidade humana. A filosofia humanística de Nitiren Daishonin e o desejo profundo de propagar a felicidade de ser humano para ser humano ocorre da mesma forma que o processo artístico. Manifestar o espírito do Mestre, elevar nosso estado de vida com uma vigorosa prática e compreender a relação maravilhosa do artista com o mundo nos leva à seguinte conclusão: a de que todos nós somos Bodhisattvas da Terra, artistas da grande obra do Kossen-rufu! (MINGHETT, 2002, p. A2).

O texto tem início com uma elucidação de dois estados de vida, erudição e absorção, que permeiam a vida humana, de acordo com o princípio budista dos Dez Estados de Vida. A autora defende que a busca por conhecimento é uma forma de elevar o estado de vida. Nesse sentido, o estado de erudição se assemelha ao humanismo renascentista, que sustenta que por meio da atividade intelectual o ser humano encontra o seu ápice. É importante frisar que Minghett utiliza frases do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, para desenvolver sua argumentação. Sendo assim, Ikeda, além de um líder espiritual, é tido como referência intelectual para determinado grupo.

A autora também se refere à autorreforma do ser humano, por meio do estado de absorção, e compara esse estágio às condições dos filósofos e artistas que compreendem a realidade através da percepção dos fenômenos que permeiam a natureza. O budismo praticado pela BSGI defende a autorreforma do ser humano como um meio de gerar uma transformação social. Essa autorreforma é compreendida pelos associados da organização budista como revolução humana, porém, é necessário ressaltar que, segundo os escritos budistas, essa condição é alcançada pela prática do mantra Nam – Myoho - Rengue-Kyo. Nessa perspectiva,

Minghett faz uma analogia dessa condição de mudança interior atingida com o estado de vida de artistas e filósofos.

Observamos que a leitura do texto exige do leitor uma certa atenção, pois há nele diversos temas que se relacionam e se convergem em uma única narrativa.

A autora sustenta que a arte tem sido utilizada como alicerce do desenvolvimento da “Cultura Soka”, e que o artista tem o potencial de edificar uma cultura de paz. Entendemos que a autora compreende que os grupos artísticos da organização e os seus eventos culturais contribuem para a expansão da cultura de paz. Ademais, a cultura como meio de mudança do espírito é um importante instrumento para a consolidação de uma cultura de paz. Podemos interpretar a mudança do espírito como empoderamento. Falamos desse ponto no decorrer do texto, nas abordagens sobre humanismo e revolução humana, em que o empoderamento humano fornece o alicerce para que homens e mulheres se comprometam na mudança em favor de uma sociedade mais pacífica.

A arte é descrita como algo que ultrapassa a razão humana e atribui diversos significados compartilhados pelo ser humano. Segundo Minguet, o entendimento sobre a arte se dá de forma intuitiva e o ser humano dá significados ao mundo por meio de sua obra. Quando ela escreve “o artista não copia a natureza, mas cria símbolos da mesma natureza da vida humana”, o que faz é atribuir o papel criador ao artista. A autora cita também Kandinsky e reproduz algumas das citações do artista sobre a concepção que este tem sobre a arte.

Percebemos em todo o artigo que o entendimento da autora sobre arte é fundamentado em uma concepção mais erudita. Desse modo, faz semelhanças à filosofia do budismo que contém aspectos que exigem conhecimentos do leitor sobre a doutrina para compreendê-los. O princípio budista de esho-funi (inseparabilidade da vida e do ambiente) é comparado com o poder de arte que possibilita harmonia entre o ambiente em que ela é manifestada. Segundo esse princípio da filosofia budista, os seres humanos e o seu ambiente estão interligados, e o que ocorre no meio externo é reflexo dos aspectos internos do ser humanado. Sendo assim, ele tem a capacidade de influenciar positivamente ou negativamente o local em que está inserido. Nesse sentido, a arte possibilita a harmonia no ambiente por meio dos sentimentos e sensações transmitidos pelas manifestações artísticas.

Diante da leitura de todo o texto, podemos destacar: semelhanças entre o humanismo pela perspectiva budista com o humanismo da época do Renascimento, comparações de princípios da filosofia budista com determinados aspectos da arte e mudança interna do ser humana, por meio da arte para a construção de uma cultura de paz. Destacamos, também, que o texto carrega sentidos e valores para os membros da organização budista, e que a autora parte

de um entendimento mais refinado sobre a arte, pois em nenhum momento cita as manifestações populares ou elementos da cultura de massa.

Sendo o artigo um formato do gênero opinativo, que atribui liberdade ao enunciador, observamos que a autora desenvolve sua argumentação com base em fundamentos teóricos sobre o budismo e os seus conhecimentos sobre a arte. Portanto, podemos compreender o texto não apenas como um mediador do leitor com arte, mas também proporciona ao leitor a compreensão da arte com o budismo, configurando-se, assim, como um instrumento de formação espiritual e formação cultural.

A nota “Projeto Arte pela Paz apresenta grupos de dança”34, publicada na edição 1707,

no dia 12 de julho de 2003, relata apenas a apresentação dos grupos artísticos da BSGI em evento promovido pela organização.

Projeto Arte pela Paz apresenta grupos de dança

Iniciando o projeto “Arte pela Paz”, a Coordenadoria Cultural promoveu no dia 6 de julho o primeiro dos três espetáculos programados para este segundo semestre. Tendo como temática a dança, três grupos apresentaram-se no auditório do Centro Cultural, os grupos Taiga (representando a BSGI), Essência e Cia. Dança. O segundo espetáculo será realizado no dia 6 de setembro, às 18 horas, e terá como tema “Vozes” (BRASIL SEIKYO, 2003, p. A1).

Trata-se assim de um evento que busca por meio da arte e da cultura refletir sobre a importância de atuar em prol de uma sociedade de paz. O “Arte pela Paz” agrega associados e simpatizantes do budismo de Nichiren Daishonin e tem como foco as apresentações musicais, de dança, peças teatrais, filmes e outras manifestações artísticas e culturais.

Porém, a nota refere-se, apenas, a um conjunto de significados compartilhados entre os membros da BSGI, pois esses grupos de dança apresentam-se em nome da organização em um evento promovido pela mesma instituição.

A notícia, “Arte pela Paz pede ‘não’ à violência ‘não’ à violência”, publicada na edição 1760, de 21 de agosto de 2004, é um relato da sétima edição da atividade “Arte pela Paz”, ocorrida nas dependências da BSGI, em São Paulo.

Arte pela Paz pede “não” à violência “não” à violência

Projeto apresentou o espetáculo “Vozes do Rádio”, um programa especial pela paz entre os homens. O projeto Arte pela Paz chegou a sua sétima edição com o espetáculo “Vozes do Rádio”, despedindo-se temporariamente do Auditório Presidente Ikeda da BSGI que estará fechado para reformas. Mais de oitocentas

pessoas presenciaram e avaliaram o rádio como instrumento de informação, lazer e descontração. Em sua primeira parte, o projeto recebeu a banda Bee Gees Alive, considerada pela crítica européia como a terceira melhor banda cover da formação original do Bee Gees. Formado por Guido, Tony e Júnior, os músicos encantaram a platéia interpretando os maiores sucessos do grupo que tocou nas emissoras de rádio de todo o mundo. Em uma alusão aos programas de rádio, foi apresentado o vídeo institucional da BSGI e a proposta do projeto Arte pela Paz por meio da declamação do poema “Arte” de autoria do poeta e filósofo Daisaku Ikeda, sendo finalizado com a apresentação do projeto Coro Sinfônico com a música Yesterday, sucesso dos Beatles. Um black-out no auditório abriu a encenação dos atores do Departamento Artístico que retrataram cenas da guerra para fazer um clamor pela consolidação da paz, que se inicia com a necessidade dos homens de buscarem sua transformação interior. Os atores Bruno Sciuto e Janine Correa ilustraram as diferenças retratando um trabalhador saindo de casa às cinco horas da manhã para trabalhar e uma jovem retornando à sua casa. A cantora lírica Daniela de Carli traduziu a mensagem com um solo. No telão, enquanto eram exibidas cenas de vítimas das grandes guerras, a

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