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Fichiers de configuration d’interface

Le système X Window

8.2. Fichiers de configuration d’interface

Uma das questões que me fez pensar mais ainda sobre a prática de docência e o tema abordado nessa pesquisa foi instigada pela banca de qualificação da dissertação: será que meus educandos/educandas têm pretensão de aprender inglês para questões práticas, que serão percebidas no cotidiano de cada um, ou eles/elas pretendem saber inglês pensando em, algum dia, viajar para o exterior e precisar se comunicar? Os objetivos de aprender um idioma seriam para eles realidade ou utopia?

Ao problematizar essa questão, refleti sobre as aulas e sobre as conversas e, de uma maneira geral, posso relatar aqui que eles/elas possuem sonhos. Sonhos tão possíveis de serem alcançados, mas que, para muitos, tornam-se tão distantes. Suas aspirações são de conseguir um trabalho ou um bom trabalho para poder ganhar o suficiente para comprar suas coisas; passar no ENEM ou vestibular e estudar o tão sonhado curso de Direito, Engenharia Civil, Arquitetura, Enfermagem, Jornalismo, Agronomia e Ciências Contábeis; conseguir uma bolsa de estudos ou, pelo menos, um financiamento para cursar a faculdade na própria cidade onde moram; fazer cursos técnicos; abrir um salão de beleza e especializar-se em designer de

71 sobrancelhas; sair de casa e conseguir um emprego em Porto Alegre; ir a um show da cantora Demi Lovato e poder entendê-la.

Baseando-me nas observações e falas dos/das estudantes, posso constatar que a aprendizagem de inglês serviria de uma forma prática para eles/elas utilizarem no cotidiano, no trabalho, na vida acadêmica. De modo geral, o inglês seria um acréscimo de conhecimento para ser utilizado em questões práticas. Poderia ser fantasiosa o que uma educanda falou sobre ir em um show da cantora norte-americana, porém, em 2016, esta mesma cantora confirmou um show em Porto Alegre.

Portanto, para a conquista desses sonhos, não falta entusiasmo dos próprios sonhadores, mas falta a motivação de alguns pais ou responsáveis. A família é tão importante na formação humana dos/das jovens. Principalmente, nos últimos anos do ensino médio, eles precisam ser ouvidos, precisam ter alguém que acredite em suas decisões e que dê apoio para que prossigam sua caminhada de estudo e trabalho, por caminhos não tortuosos como os que alguns escolhem para si.

A educação, como dito anteriormente, não é função somente da escola. Todas as partes envolvidas devem colaborar. A escola pode ser a ponte.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação na contemporaneidade sugere que sejam feitos estudos a fim de problematizar os temas concatenados à formação do(a) educando(a). Faz-se necessário compartilhar os questionamentos e dificuldades educacionais para que se possam auferir possíveis recursos para a busca de resultados positivos.

Desta forma, a partir das experiências na docência e deste estudo, procurei, no primeiro capítulo, apresentar uma pesquisa sobre a língua estrangeira, mais especificamente a língua inglesa, buscando alocar o contexto em que esta adquire relevada importância na aprendizagem nas escolas, principalmente as públicas, onde se tem reduzida carga horária para esse componente. Ainda, apresentei uma síntese da história do ensino de línguas estrangeiras no Brasil e a influência da língua estrangeira na aprendizagem, a partir de alguns estudos de Vigotski. Finalizando o capítulo, a Língua Inglesa entra na pauta, para ressaltar sua importância no mundo contemporâneo. Na sequência, no segundo capítulo, procurei mostrar, na perspectiva de aprendizagem da Língua Inglesa – LI, uma breve relação entre as políticas públicas e o currículo das escolas, contextualizando a historicidade do(a) educando(a), no âmbito da participação dos grupos na busca pelo reconhecimento das identidades, assim como na visão de Arroyo e a re(construção) do currículo a partir desse reconhecimento, como sugerem Goodson e Sacristán. No terceiro capítulo, aponto o tema educação, fazendo referência à teoria de Nóvoa e Perrenoud, principalmente, quanto à questão da participação de todos os segmentos da sociedade na construção de uma educação de qualidade, em que o(a) educando(a) é protagonista no trabalho escolar, devendo agir com autonomia para aprender a gerir sua própria aprendizagem. Os diálogos dos(as) educandos(as) e as observações da prática docente em escolas públicas foram relatadas no quarto capítulo, englobando algumas atividades que foram feitas nas aulas de Língua Inglesa.

Tratando do tema autonomia dos(as) estudantes, parece óbvio relatar que os mesmos precisam estudar e realizar as atividades, já que também é um assunto discutido nas escolas e

73 em encontros de formação para professores, porém, não é muito difundido entre as obras de pesquisadores e estudiosos em educação. Portanto, diante do exposto, pode-se afirmar que se faz necessário esse registro, para que possa ser discutido e, a partir disso, possam surgir reflexões e questionamentos a fim de aprimorar a prática e tornar o ensino mais produtivo e com qualidade.

Assim, a partir dessas afirmações, para aprender efetivamente, o educando precisa participar da vida escolar, realizando a sua função: a de participar das aulas, fazer as atividades propostas e estudar – trazer o material, zelar pelos livros, cadernos e patrimônio escolar; é o mínimo para o aperfeiçoamento do ensino e da educação. Precisa “gerenciar” sua vida como estudante, de maneira que suscite em si a autonomia necessária para sua emancipação pessoal, ministrada através do seu trabalho e dedicação. Além disso, constata-se que, dessa forma, poderá ter mais responsabilidades também em sua vida além da escola. O protagonismo nos estudos fornecerá os meios necessários para gerir a sua própria vida acadêmica, vida profissional e, principalmente, a vida pessoal.

Entretanto, essa ideia exposta depende (e muito) da dimensão histórico-social da qual vem e a qual estrutura as pessoas. É essa a base determinante para a motivação inicial e para a continuação e definição de sua vida, inclusive a escolar. A teoria relaciona-se com a prática quando se percebe que os sujeitos, tão individualizados, tão cheios de cultura (a sua cultura), com tantas experiências (boas e ruins), vêm para a escola e compartilham destas com os colegas e professores. Como tantas vivências poderiam ser anuladas? Contudo, ainda, como contemplar tamanha diversidade de experiências num mesmo grupo, com tão pouco tempo de contato, como no ensino dos fragmentados componentes curriculares, como a LI?

Apesar de vários questionamentos pós-pesquisa terem ficado sem resposta, pode-se dizer que os resultados obtidos foram positivos, uma vez que a pesquisa contemplou a prática docente, vivenciada por mim, nas escolas onde atuo. A bibliografia pesquisada pode amparar a experiência como docente, centrando em alguns impasses no processo de ensino- aprendizagem de Língua Inglesa.

Verificando que os(as) educandos(as) não tinham aproveitamento do ensino de inglês porque não se sentiam motivados, possuindo alguns, certo repúdio em aprender, e sem ocupar o tempo, propiciava-se a inquietude e indisciplina, a pesquisa foi feita para discutir as perspectivas no processo de ensino-aprendizagem em sala de aula, problematizando a aprendizagem de inglês, para que esta se desse de forma mais efetiva, com a participação dos(as) estudantes.

74 À vista disso, além da observação das aulas, os(as) educandos(as) foram ouvidos nos grupos de discussão realizados durante as de Língua Inglesa, e, a partir dos diálogos, os conteúdos e a prática puderam ser reestruturados de forma a contemplar seus anseios quanto à disciplina. De forma simples, os conteúdos passaram a ser trabalhados com atividades que pudessem ensinar ao mesmo tempo em que fossem divertidas e envolvessem a participação de todos, tornando a aula menos cansativa e mais prazerosa. Em alguns casos, pode-se atrelar o vocabulário vivenciado por eles ao conteúdo (a história e os movimentos do skate, por exemplo).

Desta forma, gradativamente, pude conhecer um pouco da sua historicidade, das suas experiências e o que almejam. Assim, a motivação foi surgindo e a participação nas aulas tornou-se parte da rotina. A autonomia, pelo menos na realização das atividades e na busca por resoluções para questões de decisão da turma, tornou-se constante.

Considerando que essa pesquisa foi feita a partir da prática e experiências vividas nas escolas públicas onde trabalho, em uma perspectiva de aprofundar o conhecimento dessas experiências baseadas em teorias, e aperfeiçoar e melhorar a prática como docente, ainda permanecem muitos questionamentos, os quais poderão ser seguidos com estudos posteriores, buscando aprimorar o trabalho exercido com os/as educandos/as. A partir destas questões, o trabalho poderia ser continuado em outras escolas, turmas, ou, ainda, com a participação de professores de línguas.

Se a prática tornar-se mais concisa, a aprendizagem torna-se mais efetiva e, assim, a educação mais consistente e a formação adequada/positiva. Assim, para melhorar o ensino, como a escola poderia proceder em relação ao ensino de línguas, no sentido de mudar o currículo para aumentar a carga horária para esses componentes? E, aumentando a carga horária, tendo um ensino mais direcionado, de que maneira pode-se incitar o educando a ser mais autônomo e realizar as tarefas, mesmo fora da escola?

Ao fazer uma reflexão sobre a educação, atenta-se para o fato de que esta é uma das maneiras para ajudar na formação e instrução (instruir no sentido de permitir o conhecimento dos vários temas que estão presentes no mundo e no cotidiano das pessoas) das crianças, jovens e adultos. Então, pergunto-me porque essa forma de ajudar no progresso de um país encontra-se em crise desde muito tempo, se se sabe que é uma forma importante de capacitação e formação para a cidadania. Valorizar a educação deveria ser uma das prioridades da sociedade. Assim, sem a devida valorização, procuro formas para solucionar a sobrecarga de trabalho dos educadores e ainda, como se dá o ensino em escolas que não

75 possuem o mínimo de estrutura física e pedagógica, para uma aprendizagem eficaz e uma formação de qualidade.

Ademais, tratando-se de alguns educadores que contam com um sistema ineficaz de ensino-aprendizagem e trabalham com um ensino fragmentado, com metodologias e avaliações que somente quantificam, não levando em consideração a historicidade e os problemas que acompanham os educandos até as escolas: o que fazer para melhorar/transformar esse processo e contar com a participação de toda a comunidade escolar?

E, para complementar, a mídia mostra vários programas ligados à educação e às escolas. Programas estes que estão dando certo e que unem os conteúdos didáticos a diversas práticas feitas em turno inverso, que não só permitem que os estudantes permaneçam na escola, mas especialmente, que participem com motivação dos estudos e outras atividades, aprendendo muito mais do que conteúdos, mas, também, autonomia, disciplina, cultura, arte, e, aprendendo a acreditarem nos sonhos. Não seria este um dos caminhos para uma educação mais efetiva? Fazer valer a identidade das pessoas de cada região e oportunizar o protagonismo dos educandos em atividades que tornem a escola mais condicionada para a função de formação cidadã pode ser uma maneira de melhorar/progredir o ensino, a aprendizagem e o sistema escolar.

Acreditar no potencial das crianças e jovens, percebendo-os como protagonistas sociais, é uma maneira de valorizar as identidades dos grupos que frequentam a escola. Valorizar e apoiar a educação, contextualizando os conteúdos com as vivências dos educandos, sem deixar de trabalhar a aprendizagem efetiva, em uma educação de qualidade que possibilite conhecimento para além da vida escolar, é uma pretensão/ambição que acredito ser possível se todos trabalharem para isso.

Na educação, principalmente, onde se trabalha com sujeitos, pessoas de todos os tipos, que requerem atenção, que, às vezes, não são ouvidas, não são percebidas, são excluídas para serem incluídas, a pesquisa e o debate precisam ser contemplados continuamente. As políticas e o sistema educacionais necessitam do apoio de todos, buscando, também, a valorização dos profissionais, o que refletirá em um melhoramento do trabalho em sala de aula. Para finalizar, acredito plenamente que é na educação que a palavra progresso faz sentido, ao fomentar uma efetiva qualidade de ensino e formação intelectual e social para os educandos, tornando-os mais críticos, autônomos, em favor de uma educação cidadã, visando um futuro mais promissor para eles mesmos e para o país.

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ANEXOS

Anexo 1: LISTA DE ABREVIATURAS

Art.: Artigo

CAAE: Certificado de Apresentação para a Apreciação Ética COEB: Congresso de Educação Básica

CPF: Cadastro de Pessoas Físicas DOU: Diário Oficial da União Dr.: Doutor

ed.: Edição

ENEM: Exame Nacional do Ensino Médio etc.: et cetera

EUA: Estados Unidos da América h: Hora

ibid.: Ibidem

ISSN: International Standard Serial Number

LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LE: Língua Estrangeira

LI: Língua Inglesa

MEC: Ministério da Educação e Cultura/Ministério da Educação n.: Número

OAB: Ordem dos Advogados do Brasil ORG: Organizador/Organizadores p.: Página

81 PACTO: Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio

PCN/PCNs: Parâmetros Curriculares Nacionais

PCN+/PCNs+: Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio Prof.: Professor

RS: Rio Grande do Sul R$: Reais

SAE: Secretaria de Assuntos Estratégicos SBS: Special Book Service

SEDUC: Secretaria Estadual de Educação SEF: Secretaria de Educação Fundamental s/n: Sem número

TNT: Tecido não tecido

TTC: Tempo de trabalho de casa TV: Televisão

UFMG: Universidade Federal de Minas Gerais