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Associating a MIME type to a handler

Dans le document The ELinks Manual (Page 61-0)

9. Introduction to MIME handling

9.2. Setting up elinks.conf

9.2.3. Associating a MIME type to a handler

1.1.1. O Caso do NOS Primavera Sound

O Festival NOS Primavera Sound tem vindo, desde a sua primeira edição, a crescer em público, receitas e prestígio. Cada edição tem ultrapassado os números da anterior, o que augura um futuro cada vez mais auspicioso.

Já em 2012, aquando a primeira edição do festival, Rui Rio (presidente da Câmara Municipal do Porto à época) afirmava “…que a autarquia “procura não fazer as coisas por acaso, mas com uma certa lógica”, apostando nos “eventos grandes e de qualidade” à semelhança do Circuito da Boavista e das corridas de aviões.” Realçava a importância do Parque da Cidade como cenário natural adequado a grandes eventos.

Estima-se que economicamente as suas receitas ultrapassem os 18 milhões de euros (números relativos a 2014), o que num curto espaço de tempo vem criar um interessante impulso para a cidade. Estes números são avançados por um estudo realizado pelo ISAG (Instituto Superior de Administração e Gestão), pelo qual é responsável Ana Borges, que visa com o mesmo “caracterizar o perfil sociodemográfico do visitante do festival, avaliar o impacto económico direto para a cidade do Porto, a satisfação do visitante no evento e a possibilidade de retorno para a próxima edição”. (Núcleo de Investigação do ISAG, 2015). E assim se chegou à conclusão que em 2014 “83,6% revelaram estar globalmente satisfeitos ou muito satisfeitos com o evento, um aumento de 7,3 pontos percentuais comparando com 2013”.

O festival tem realmente um impacto interessante no turismo, nomeadamente a nível cultural, de alojamento e restauração, tal como revela o estudo, pois “aumentou o número de visitantes que pernoitaram quatro ou mais noites em hotéis, e a localização revelou-se o principal fator para determinar a escolha do alojamento, seguida do preço.” (Neves, 2015)

Um dado igualmente interessante é o facto de a segunda língua mais falada no festival ser o espanhol, o provavelmente advém da proximidade do nosso país vizinho, ou até mesmo do facto do NOS Primavera Sound ser parceiro do Barcelona Primavera

Sound, e assim atrair público espanhol pela curiosidade. E na verdade, dos 23% de

estrangeiros que se estima que visitaram a cidade do Porto para assistir ao festival, a maioria será realmente espanhola. Em média, cada visitante estrangeiro gastará 70,97 euros na cidade por dia. (“Os dados são de um estudo feito em parceria entre a NOS Primavera Sound e o ISAG – European Business School, sobre o evento de 2015.”). 77% do público encontra-se na faixa etária dos 18 aos 35 anos, o que indica um público bastante jovem, talvez aliciado pelo espírito alternativo e diferenciador do evento. Outro dado que vem beneficiar o turismo no Porto é o facto de “...a maioria dos visitantes aproveite para conhecer melhor a cidade.”, o que serve de importante alavanca para acelerar o motor da atividade turística. (Barbosa, 2016)

No atual ano de 2016, na quinta edição do festival, e segundo uma entrevista dada por José Barreiro (diretor do NOS Primavera Sound) ao site Noite Música

Magazine (Caria, 2016), os passes gerais que davam acesso a todos os dias do festival

esgotaram, o que denota um crescimento de ano para ano. Afirma ainda que este é realmente um festival diferenciador, acompanhado de perto por João Paulo Feliciano,

artista plástico reconhecido que segue “todas as fases de montagem”: “apesar de sabermos perfeitamente que há festivais que têm bandas maiores, sabermos perfeitamente que há festivais com outros orçamentos maiores do que nós temos, nós conseguimos levar a nossa avante e conseguimos que, ao fim de cinco edições, o festival esteja esgotado e, isso é sinal que o trabalho está a ser bem feito e está a ser correspondido pelo público.”

Com quatro palcos, três deles funcionando simultaneamente com escolhas internacionais, não existe uma hierarquia vincada entre bandas principais e secundárias (“Qualquer banda que toca num dos palcos chamados de secundários, podia perfeitamente estar no principal.”).

Quanto a comparações com o festival de Barcelona, do qual o NPS é parceiro, apesar deste primeiro contar já com 15 edições e uma dimensão consideravelmente maior, José Barreiro considera que “…aquilo que nós tentamos fazer aqui no NOS Primavera Sound é uma edição gourmet da edição de Barcelona e, portanto, selecionamos sempre bandas que também tocam em Barcelona, obviamente, mas que mostrem ao público português, apesar de mais de 50% dos passes gerais terem sido vendido no estrangeiro, que há uma diferenciação de programação.”

Em termos turísticos, o diretor do NPS salienta os 90% de ocupação hoteleira aquando a realização deste evento, bem como a subida de preços por quarto nesta época, o que reflete o valor que o festival confere à cidade: “O festival mexe mesmo com a cidade. Não só com a cidade do Porto mas também aqui com a vizinha Matosinhos, onde há imensa gente a almoçar e a jantar nos restaurantes. Este é um público com um alto poder de compra, que fica em hotéis, janta e almoça em restaurantes da cidade e, portanto, não é um público que está a contar dinheiro, é um público que vem usufruir não só da boa música mas também da cidade.”

Um dos aspetos capazes de diferenciar o NPS é a realização de “eventos de ativação da marca”, pequenos concertos (Mini NOS Primavera Sound e Primavera nas Virtudes) de entrada gratuita, capazes de criar um convívio entre aqueles que vão ao festival e aqueles que não têm possibilidade de o fazer, antes que este aconteça.

Ao finalizar a entrevista, José Barreiro destaca que “…o NOS Primavera Sound proporciona uma experiência diferente que tem que ser experienciada, que tem que ser vivida”.

Outro atributo importante do NPS é a consciência ambiental que este detém. Por isso mesmo, na edição de 2016, foram distribuídos gratuitamente pelo público copos de

plástico reutilizáveis. O resultado foi um recinto limpo no final. Esta foi a primeira vez que um festival de maior dimensão optou por esta iniciativa em Portugal, e foi agradavelmente bem recebida pelo público em geral.

Todas estas características diferenciadoras têm vindo a conotar o NPS como um festival diferenciador, equilibrado e criador de grande empatia com o público: “Essas medidas têm vindo a afirmar a preocupação do festival com a sustentabilidade e isto vem reforçar o nosso posicionamento, de um festival que se preocupa com a música (que tem um cartaz suficientemente cuidado para que possamos ter este objetivo permanente), com as pessoas (que cheguem rapidamente ao recinto, que tenham uma alimentação cuidada, pelo que procuramos ter um parque de alimentação muito diversificado, muito cuidado, com limpeza permanente, e que traga também para o festival aquilo que de melhor a gastronomia do Porto tem) e com o ambiente. E acho que temos conseguido fazer isso.” (Leite, 2016)

A revista Time Out de Londres destaca as dez principais razões que deverão levar as pessoas a ir ao NPS e a visitar a cidade do Porto. Este artigo define o festival como sendo “íntimo”, com um alinhamento musical a ter em conta, e localizado numa cidade “histórica deslumbrante”. O Porto é caracterizado como um cruzamento entre o urbano e o tradicional, detendo a sua identidade no belo rio Douro.

A revista refere que o facto do festival se realizar ao fim da tarde proporciona a oportunidade para os seus visitantes de descobrir os encantos da cidade durante o dia. E

acrescenta: “ O NOS Primavera Sound é a desculpa perfeita para uma escapadela única

num dos mais brilhantes cantos da Europa.”

Para fundamentar esta citação, o artigo destaca a beleza dos monumentos históricos, as paisagens dos Jardins do Palácio de Cristal e das pontes sobre o Douro, as casas pequenas e empilhadas, assim como a Casa da Música, criando todo um ambiente “eclético”. A localização do festival no Parque da Cidade é também um dos seus pontos fortes, tendo o mar como cenário.

Ao longo do tempo, e como já foi referido, tem-se assistido a um aumento do público estrangeiro no NPS, sendo que já 58 nacionalidades estiveram representadas nele na edição mais recente, 2016.

Outros pontos fortes da cidade que também é mencionado são a sua deliciosa gastronomia, tanto a tradicional como a contemporânea, bem como os preços baixos tanto na restauração, como no alojamento e nos transportes.

Por estas razões, o Porto tem vindo a atrair turistas cada vez mais jovens e informados. E se estes turistas procuram um local com animação noturna, aqui irão encontrar inúmeros bares, onde podem tanto degustar o intemporal vinho do Porto, como experimentar vinhos mais recentes, também da área do Douro.

No NPS o estilo musical que reina é o Indie, e os nomes que se apresentam no cartaz são bastante conceituados, como por exemplo, PJ Harvey ou Sigur Rós, e até mesmo a lenda dos Beach Boys, Bryan Wilson. Contando ainda com diversos Dj’s, há garantia de animação até às 6h da manhã. E na cidade, a animação vivida nos bares e ruas só começará a partir da meia-noite.

O artigo não deixa de fora uma possível visita às paisagens do rio Douro de barco, para assim apreciar as magníficas paisagens, vales e montanhas, únicos no Mundo.

A Time Out alerta por fim para o sentimento de saudade, palavra portuguesa sem possível tradução para outra língua, e que será a sensação sentida após esta particição no NPS e animada viagem ao Porto. Refere ainda aos seus leitores que a próxima edição decorrerá ente 8 e 10 de junho de 2017. (Manning, 2016)

1.1.2. Caso do NOS D’Bandada

O NOS D’Bandada é um evento patrocinado igualmente pela NOS, que se realiza em setembro em diversos pontos da cidade do Porto na mesma noite. Em 2015 realizou-se a quinta e maior edição de sempre, com animação um pouco por todo o centro histórico, com palcos ao ar livre, em bares e em cafés emblemáticos, e com uma oferta musical que abarca desde o fado até ao hip hop. (Paulo, 2015)

De forma a conferir a este evento uma maior visibilidade internacional, em 2015 foi convidada imprensa de diversas nacionalidades, incluindo da Itália e do Reino Unido: “A Associação de Turismo do Porto (ATP) pretende com esta ação divulgar experiências diferenciadoras que o destino oferece aos seus visitantes e aumentar a sua notoriedade. A Associação de Turismo do Porto (ATP), agência responsável pela promoção e comercialização turísticas do Porto e Norte junto dos mercados externos, continua a apostar na vinda de jornalistas internacionais do sector a este destino em datas coincidentes com a realização de grandes eventos na região.”

Esta participação é importante na medida em que este acontecimento tem vindo a atrair cada vez mais público estrangeiro, que visita a cidade por motivos de lazer, para além do crescente número de residentes a participar.

Para a ATP, o objetivo é “…contribuir para posicionar o Porto e Norte como um destino diferenciador e potenciador de experiências únicas junto dos seus visitantes.” (Porto., 2015 a.).

Dado o sucesso do NOS D’Bandada, em 2015 este foi galardoado com o prémio na categoria de “Melhor Contribuição para a Divulgação da Música Portuguesa”, pelo Portugal Festival Awards1.

1.1.3. O caso Caixa Ribeira

Este é um festival de fado recentemente realizado no coração do centro histórico da cidade, a Ribeira, que celebra este estilo musical tipicamente português e Património da Humanidade. Por se realizar no início de junho, está muito associado à celebração do dia de S. João, a 24 de junho, fazendo parte do calendário de festividades da cidade nesse mês.

O Caixa Ribeira é mais um contribuidor para a diversificação e riqueza da oferta cultural e turística da cidade, e Rui Moreira, atual presidente da Câmara Municipal do Porto afirma: "Nessa altura [do S. João] somos muito atraentes para o turismo, mas precisamos que as pessoas fiquem mais tempo na cidade. Gostaríamos que ficassem o mais tempo possível porque isso aumenta o consumo, é muito importante para a hotelaria e a restauração".

A organização distribuiu, na edição de 2015, 40 artistas pelos 11 palcos disponíveis. (Diário de Notícias, 2015)

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