Materials and Methods
C.9. Extract preparation
II.1. INTRODUÇÃO
De acordo com INFANTI JR. e FORNASARI FILHO (1998) e conforme o princípio do uniformitarismo, enunciado por HUTTON, em 1976, reexposto por PLAYFAIR, em 1802, e popularizado por LYELL, nas edições de Principles of Geology, todos retirados da primeira referência, os mesmos processos físicos atuantes hoje operaram no passado, embora não necessariamente com a mesma intensidade.
Os processo físicos seriam os responsáveis pela moldagem da paisagem, ou seja, está relacionada às forças atuantes na superfície da terra (a gravidade, as marés, a radiação e o calor interno).
A gravidade ou o campo gravitacional terrestre é responsável pela tendência da água e do solo ou rocha se deslocarem dos pontos mais altos para os mais baixos. Os fundos dos mares são os limite para esse movimento nivelador. O efeito gravitacional do Sol e da Lua, sobre os oceanos, provoca as marés que favorecem um ataque de maior amplitude das ondas do mar sobre as costas continentais. Como também a grande quantidade de energia solar recebida pela Terra na forma de radiação solar, convertida em trabalho mecânico pela água, desempenha um papel importante na modelagem da paisagem.
Os processos de dinâmica superficial são resultado da interação de diversos fatores físicos, químicos, biológicos e, recentemente, quando o homem passou a interferir nos processos naturais, também de fatores antrópicos (socioeconômicos, culturais ou tecnológicos).
Partindo do meio físico, com a ótica da Geologia de Engenharia, FORNASARI FILHO et. al. (1992) e INFANTI JR. e FORNASARI FILHO (1998), abordam os processos que, com alguma freqüência, são afetados por atividades humanas individualizadas e modificadas do meio ambiente, Tabela II.1.
Utilizando esta ótica, observa-se que o fenômeno da erosão está enquadrado nas esferas da hidrosfera (escoamento das águas em superfície) e da litosfera (exógenos: intemperismo e movimentos de massa).
Tabela II.1 – Processos geológicos.
ATMOSFERA HIDROSFERA LITOSFERA
Circulação de água no ar
Escoamento das águas em superfície Endógenos: sismos e vulcanismo Circulação de partículas e gases na atmosfera Movimentação das águas de subsuperfície Exógenos: intemperismo e movimentos de massa.
De acordo com LLOPIS TRILLO (1999), erosão provém do verbo latino erodere que significa roer. É um fenômeno geológico natural, gerador de sedimentos, que sempre existiu na superfície terrestre, começando quando as rochas põem-se em contato com a atmosfera. Em última instância se deve a energia solar e a presença de um potencial regulador que é a gravidade e seu poder de influência em toda a superfície do planeta, como também na mesma intensidade no tempo e no espaço.
A intensidade com que se manifesta depende de uma série de fatores que, por sua vez, são dependentes da geologia e do clima da região considerada, e ainda, da ação antrópica..
Conclui-se que a erosão é um fenômeno do desgaste das rochas e solos, com desagregação, deslocamentos ou arrastamento das partículas por ação de agentes erosivos. As
formas de erosão são diferenciadas pela velocidade e pela ação dos agentes que a produz.
II.2. TIPOS DE EROSÃO
Classifica-se a erosão por dois processos: 1º) Quanto à velocidade e 2º)Quanto ao agente erosivo.
Quanto à velocidade do processo segundo DAEE (1990), o solo é uma camada viva, no sentido do processo permanente da sua formação, através da alteração das rochas e de processos pedogenéticos comandados por agentes físicos, químicos e orgânicos. Este processo de erosão, remove seus constituintes, sobretudo pela ação da água de chuvas. Portanto, na superfície da terra há um quadro extremamente dinâmico, no qual diversos processos atuam de forma contraditória, formando e erodindo os solos. Este é um quadro que reflete um certo equilíbrio na natureza e, onde, a erosão é considerada como erosão normal. Entretanto, às vezes, esse equilíbrio é rompido com uma intensificação da erosão quando, então, se considera uma erosão acelerada que, sendo mais veloz que os processos de formação dos solos, não permite que estes se regenerem. Neste quadro de desequilíbrio observa-se a perda das diversas camadas ou horizontes do solo sucessivamente até que aflorem as rochas subjacentes. A perda total do solo constitui um altíssimo índice de degradação da superfície da terra, impedindo a realização de importantes atividades humanas, como o uso agrícola do solo, embora esta erosão acelerada, quando desencadeada por alterações das condições geológicas ou climáticas, se dê ao longo de milhares de anos. A erosão acelerada, quando provocada pelo homem, pode ocorrer em poucos anos; sendo conhecida por erosão antrópica.
Quanto ao agente erosivo, à nível global do conjunto da superfície terrestre, os diferentes tipos de erosão dividem- se: erosão hídrica e erosão eólica. Esta revisão
bibliográfica se limitará ao primeiro tipo.
De acordo com LLOPIS TRILLO (1999), a uma escala reduzida de um talude e zonas vizinhas, os únicos agentes que revestem importância são a erosão eólica e, sobretudo, a erosão hídrica produzida pelas gotas de chuva que no impacto sobre o terreno desprendem partículas que são arrastadas pelas águas de escoamento, e pelas águas de infiltração irão reduzir a resistência e coesão do solo.
II.2.1. EROSÃO HÍDRICA
LLOPIS TRILLO (1999), define a erosão hídrica como aquela em que os processos de desagregação das rochas ou solos, e de desnudação e transportes, são efetuados pela chuva.
A erosão hídrica é dependente de forças devidas a fatores ou determinadas por fatores que afetam seu processo, será mais bem esquematizado na Figura II.1.
Este tipo de erosão pode se processar em duas formas: erosão interna e externa, devido, respectivamente, a fluxos internos e externos (ver quadro abaixo).
Tabela II.2 – Tipos e subtipos de processo erosivo.