APPENDIX A HANDSHAKE SEQUENCES AND EXAMPLE HOST
EXAMPLE HOST PROCESSOR DISK CONTROL PROGRAM
Após a caracterização das manchas, o perito deve proceder à identificação/análise da natureza subjacente ao evento que a originou.
O estabelecimento das movimentações referentes ao evento, onde ocorreu o derrame de sangue e, principalmente, a identificação da direcção das manchas de sangue, vai permitir, ao perito, uma compreensão mais abrangente das acções que tiveram lugar. Este acontecimento inclui: a sequência geral dos acontecimentos, onde teve início e onde se findou; a direcção com que uma gota entrou em contacto com a superfície; e o reconhecimento do percurso realizado, através do rasto de sangue (Bevel, & Gardner, 2002).
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Sequência geral dos acontecimentos
As cenas de crime, normalmente, obedecem a uma regra cuja orientação é a de que o local, onde é encontrado um maior número de manchas de sangue, corresponde, normalmente, ao local ou área onde a ofensa teve o seu término. Contrariamente, o local, onde se encontra um menor número de manchas de sangue, corresponde ao local ou área de início da ofensa. Esta regra existe por duas razões: à medida que o ataque se perpetua, o volume de sangue derramado aumenta, devido à presença de maiores danos, no sistema circulatório; com o aumento dos danos, a capacidade de locomoção da vítima diminui, havendo tendência para parar numa determinada área, conduzindo à acumulação de sangue. Porém, a alteração do corpo, para uma cena secundária de crime, constitui uma excepção a esta regra (Bevel, & Gardner, 2002).
Determinação da direcção
À medida que uma gota de sangue entra em contacto com uma superfície, começa a desabar, ou seja, a inércia age de forma a que a gota se mova na mesma direcção assumida, até ter encontrado a superfície de impacto. O sangue, no momento do impacto, dirige-se para as extremidades da mancha, criando uma mancha elíptica ou circular, tendo em conta o ângulo do impacto. Independentemente da forma, a mancha resultante irá ter um eixo maior e um outro menor, sendo que o eixo maior se encontra alinhado com o caminho efectuado pela gota de sangue. Apenas nos impactos a 90º é que este eixo não constitui o maior eixo (Bevel, & Gardner, 2002).
Ilustração 58. Colapso da gota de sangue durante um impacto com um ângulo agudo e formação do maior eixo (Bevel, & Gardner, 2002).
É este último eixo que constitui o início da aferição da determinação da direcção da mancha; este, traçado no meio da mancha, vai definir dois possíveis percursos, efectuados pela gota, durante o seu voo/percurso (Bevel, & Gardner, 2002).
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Ilustração 59. Duas possíveis direcções definidas pelo maior eixo e o contributo das manchas satélites e do rendilhado na aferição da real direcção (Bevel, & Gardner, 2002)
De forma a aferir qual dos dois percursos foi, efectivamente, realizado, o perito deve ter em conta as manchas satélites ou extremidades rendilhadas. Quando uma gota de sangue entra em contacto com uma superfície, inicia-se um processo de transformação, cuja natureza depende do ângulo, formado entre a gota e a superfície, e pela própria natureza da superfície em análise. Da ondulação, previamente referida, podem, através da sua quebra/desligamento da mancha original, formar-se outras manchas, manchas satélite ou, no caso de não haver separação completa, margens rendilhadas. Neste último caso, a forma adquirida pelas margens vai reflectir a direcção do movimento no impacto, sendo que, em impactos que rondem ângulos de 75º a 90º, manchas aproximadamente circulares, as margens rendilhadas são visíveis em redor de toda mancha, enquanto que, em impactos de menores ângulos, haverá um lado que apresenta um maior rendilhado (Bevel, & Gardner, 2002; Gun, 2009).
Ilustração 60. Rendilhado uniforme, impacto a 90º (1); Rendilhado concentrado na parte inferior da mancha, impacto a 70º (2); Rendilhado visivelmente concentrado na parte inferior, impacto a 50º (3);
Cauda e mancha satélite presente em impacto a 20º (4) (Bevel, & Gardner, 2002)
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No que concerne à direcção das manchas satélites, normalmente, reflectem o mesmo sentido que a mancha original, sendo que, por vezes, podem ocorrer pequenas alterações, provocadas pela natureza da superfície. Nestes casos, a direcção da globalidade das manchas será determinada, tendo por base o eixo da mancha original. Numa situação normal, a cauda de uma mancha primária é indicativa da direcção do movimento da gota, aquando do seu impacto na superfície, enquanto que a cauda da mancha satélite é indicativa da direcção oposta ao do movimento.
Na ausência de manchas satélites e margens rendilhadas, o perito perfila a direcção, através da aferição dos eixos, independentemente da forma da mancha; é importante salientar um acréscimo de dificuldade em aferir os eixos, no caso de manchas circulares, comparativamente às manchas elípticas. Em todas as situações, a superfície de impacto pode constituir um entrave, na análise da direcção das manchas, mascarando-a (Bevel, & Gardner, 2002).
Ilustração 61. Estabelecimento do maior eixo em manchas circulares e elípticas (Bevel, & Gardner, 2002)
Ainda, no que concerne à direcção assumida pela gota de sangue, no momento do impacto com a superfície, o perito deve ter em conta dois fenómenos, não muito comuns: o efeito de ricochete e o movimento dos alvos. No primeiro processo, as gotas de sangue entram em contacto com um obstáculo que lhes altera o movimento original e, no segundo, o perito deve ter em atenção a real posição do alvo, bem como do seu movimento (Bevel, & Gardner, 2002).
Identificação de rastos
À medida que os indivíduos, com ferimentos, se movimentam, ou à medida que objectos mudam de sítio, dentro de uma cena de crime, aumenta a probabilidade da criação de rastos de sangue. Normalmente, estas manchas reflectem, a partir dos variados ângulos de impacto, a direcção do item que lhe deu origem. Por norma, quanto mais rápido o
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movimento da pessoa ou do objecto que lhe deu origem, mais agudos serão os ângulos de impacto das gotas de sangue, resultando, assim, em padrões com manchas mais elípticas. Um conjunto de manchas, num determinado local, com diferentes formas, indicativas de diferentes ângulos de impacto, podem denunciar variações, na velocidade do indivíduo ou objecto que lhes deu origem. Por outro lado, um padrão de gotejamento, num determinado local, pode ser indicativo da cessação do movimento, durante algum período de tempo (Bevel, & Gardner, 2002).
Ilustração 62. Rasto de sangue devidamente identificado (Bevel, & Gardner, 2002) Movimento em “Wipes” e “Swipes”
Este tipo de manchas, anteriormente referidas, causadas por distúrbios em manchas pré- existentes, pode ser indicador do movimento do item em apreço, em determinados acontecimentos. Esta aferição do movimento é mais visível em manchas pré-existentes, ―wipes‖, comparativamente a ―swipes‖, uma vez que a aferição, neste último caso, vai depender do modo como o objecto entrou em contacto com a superfície (Bevel, & Gardner, 2002).
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Ilustração 63. Padrão “wipe” com visível direcção do movimento (Gun, 2009)
Por norma, o perito, perante este tipo manchas, baseia a sua análise na aparência da mancha, na cor apresentada e no desbaste da mesma. Este desbaste é, normalmente, observado na parte final do ―swipe‖. Para além destes traços, o perito analisa possíveis rastos, deixados a partir da mancha original, ―feathering‖ (plumagem), indicativos da diminuição/extinção do contacto entre o item ensanguentado e a superfície em análise.
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Ainda na aferição da direcção, o perito deve ter em conta as informações que determinados padrões repetitivos de transferência e o tipo de percursos que os derrames de sangue assumem, podem fornecer (Bevel, & Gardner, 2002).