Estimation du coût de base Bâtiments nucléaires de surface (SS2)
2. Conception et dimensionnement de l’installation nucléaire
2.1 Evolution de la conception entre J esq 05 et J aps 03b
1 – Objectivo, descrição da amostra e metodologia de análise do estudo
Abordamos na parte I do nosso trabalho a componente teórica referente à imparidade de activos fixos, concretamente a NIC 36.
Sabendo que as empresas portuguesas que elaboram contas consolidadas e cotadas em bolsa, são obrigadas a partir de 2005 a adoptar as normas emanadas pelo IASB, iremos procurar nesta segunda parte do trabalho, identificar como tratam estas empresas nas suas contas consolidadas, a problemática da imparidade a que a NIC 36 se refere.
1.1 – Objectivo do estudo
Segundo Rodrigues e Guerreiro (2004) poderão existir factores que condicionam o sucesso da harmonização contabilística, nomeadamente o âmbito da aplicação das normas e a correcta aplicação destas: Para a prossecução do nosso objectivo do estudo, temos de partir da premissa que as empresas que estão obrigadas a adoptar a NIC 36, têm plena capacidade técnica, de modo a contrariar tais possibilidades.
Gomes et al. (2005) efectuaram uma investigação com o objectivo de saber qual o grau de adaptação das empresas portuguesas relativamente à NIC 38, tendo concluído que as referidas empresas não demonstram grande sensibilidade à harmonização contabilística.
Incutido deste espírito, e dada a importância que a NIC 36 tem sobre a realidade de algumas empresas portuguesas, assim como a raridade de informação sobre este tema, levaram-nos a efectuar este estudo com os seguintes objectivos:
- Analisar as condições e os critérios que levam à imparidade de activos fixos; - Analisar o reconhecimento contabilístico da imparidade nas empresas portuguesas obrigadas a adoptar a NIC 36;
- Analisar os critérios usados por estas empresas portuguesas na mensuração de imparidade;
- Analisar o tipo de divulgação que as empresas portuguesas relatam relativamente aos activos fixos em imparidade.
Desta forma, atingiremos o objectivo final do presente trabalho que consiste na análise da aplicação, mensuração e divulgação que as empresas portuguesas que adoptam a NIC 36, fazem dos seus activos fixos.
1.2 – Definição da amostra
Da população passível de estudo, que é constituída por um universo de 52 empresas, já que são estas que estão obrigadas à aplicação das NIC desde Janeiro de 2005 e desde que apresentem as suas contas consolidadas, a amostra que seleccionamos para o estudo empírico é constituída pelo conjunto de 20 empresas, cotadas na Euronext, que constituem o índice PSI 20 das cotações oficiais em mercado continuo.
Este conjunto é constituído por empresas nacionais, sendo algumas delas associadas também a outras internacionais. Representam diversas actividades económicas, e uma vez que constituem o índice PSI 20, está desta forma assegurado que registam apreciáveis valores contabilísticos e importante informação para os accionistas e demais interessados, encontrando-se desta forma constituída uma amostra significativamente relevante e coerente para o objectivo da investigação a desenvolver.
Definida a nossa amostra, consultamos a página web de cada empresa a fim de obter os respectivos relatórios e contas das mesmas, para a prossecução da nossa investigação.
Tendo em conta a nossa amostra e o nosso objectivo de investigação, a pesquisa na página da web de cada uma das empresas, prendia-se mais concretamente com a análise do balanço consolidado, da demonstração dos resultados (DR) consolidada, no anexo ao balanço e a demonstração dos resultados (ABDR) e do relatório de gestão, com data de 31 de Dezembro de 2006, e analisar dentro de cada uma destas peças de relato financeiro a problemática da imparidade de activos fixos, pelo que se deu ênfase na análise de rubricas específicas relativas ao imobilizado corpóreo e incorpóreo, bem como a outros
relacionados especificamente com o que a NIC 36 defende.
No âmbito da pesquisa das empresas que constituem o índice PSI 20, estabelecemos que seriam objecto de análise aquelas que constituem este índice à data em 31 de Dezembro de 2006.
Tendo em conta as premissas referidas, e uma vez que foi possível identificar todas as peças de relato financeiro das empresas que constituem o índice PSI 20 à data de 31 de Dezembro de 2006, garantimos as ferramentas de trabalho necessárias para o estudo a que nos propusemos. Assim, a amostra objecto de análise passou a ser constituída por 20 empresas (Apêndice 1).
1.3 – Metodologia e análise
A metodologia seguida para o estudo em causa iniciou-se pela selecção da amostra. A investigação a que nos propusemos, é qualitativa e não quantitativa, pelo que no tratamento dos dados recolhidos, não serão efectuados regressões ou outras análises estatísticas, sendo apenas relatadas evidencias qualitativas, tendo usado, para tratamento dos dados recolhidos, ferramentas informáticas nomeadamente “Excel” e “Word”.
A segunda fase do nosso estudo descritivo passou pela recolha dos relatórios e contas das empresas em estudo, com referência ao ano económico de 2006, em especial do relatório de gestão, balanço consolidado, DR consolidada e ABDR consolidadas. Na posse destes elementos, efectuamos uma recolha e interpretação de dados, à luz do tema proposto, e em consonância com o que defende a literatura revista sobre a imparidade de activos, concretamente a NIC 36.
Esta metodologia, leva-nos a estar convictos de que as conclusões da análise que será efectuada, deverá revelar as práticas usadas pela população das empresas que estão obrigadas a usar as NIC, no caso específico a NIC 36.
consultadas, sendo para isso elaborado um guião (apêndice 2) de análise específico que criamos com o objectivo de procurar nas fontes de informação das empresas, respostas sobre o que a NIC 36 defende.
Para conseguirmos o objectivo pretendido já referido anteriormente, o guião elaborado, foi executado tendo em conta os aspectos fundamentais da NIC 36 e outros que embora a norma não frise, se evidenciaram pertinentes no estudo.
Com vista à materialização nas peças de relato financeiro das empresas do objectivo traçado, colocamos uma primeira questão, com o objectivo final de definir a metodologia para a elaboração do guião:
- Qual o grau de adaptação das empresas portuguesas com valores cotados na Euronext, e com contas consolidadas, relativamente à NIC 36?
Consequentemente, a metodologia usada para a elaboração do guião, passou pela elaboração de um conjunto de perguntas por nós formuladas, com suporte teórico na NIC 36, com duas hipóteses possíveis de resposta:
- Sim, que poderá significar consoante o caso: resposta positiva; aplica-se na empresa; adopta a NIC 36;
- Não, que poderá significar consoante o caso: resposta negativa; não se aplica na empresa; não adopta a NIC 36.