Technologies off the shelf Result of today’s R&D Fruits of tomorrow’s R&D
3. SYNERGIES SCENARIO CASE STUDIES
3.2. SCENARIOS WITH THE INTRODUCTION OF A NUMBER OF FAST REACTORS TO SUPPORT MULTI-RECYCLING OF Pu IN LWRs AND FAST REACTORS (SCENARIO FAMILY B)
3.2.1. Evaluation of national NESs based on Pu cycle with the introduction of a number of fast reactors 1. Introduction
A pesquisa será desenvolvida na área de produção industrial, abrangendo especificamente as atividades de Planejamento e Controle da Produção. Como instrumento para a realização da pesquisa, escolheu-se a empresa X, pequena empresa do ramo de confecções, sediada no município de Florianópolis, SC. Esta empresa possui uma linha de produção bastante diversificada, fabricando um total de 42 tipos de produtos diferentes, entre camisetas unissex (sem manga, com manga curta e longa, sem gola e com gola), bermudas, blusas femininas {tops, blusas com e sem manga) e vestidos.
A pesquisa a ser realizada terá caráter teórico-empírico, elaborada na forma de um estudo exploratório seguido de um estudo descritivo. Os estudos exploratórios são, segundo TRIVINOS (1987, p. 109), “aqueles que permitem ao investigador aumentar a sua experiência em torno de um determinado problema (...) onde o pesquisador parte de uma hipótese e aproftinda seus estudos nos limites de uma realidade específica, buscando antecedentes e maior conhecimento para, em seguida, , planejar uma pesquisa descritiva ou do tipo experimental. (...) O estudo exploratório não exime a revisão da literatura, as entrevistas, o emprego de questionários etc.”.
Os estudos descritivos têm por objetivo conhecer traços característicos, problemas, valores, métodos, etc do objeto em estudo (TRIVINOS, 1987). Neste caso particular, o estudo descritivo dará ensejo ao desenvolvimento de um modelo operacional que representará o planejamento e controle da produção de uma pequena empresa de confecções. A construção de modelos é parte essencial dos modos de investigação, representando, na acepção de DEMO (1985, p. 213), “a observação, o ponto de partida e de chegada”.
Os modelos são parte integrante das simulações que, no entender de BRUYNE, HERMAN, e SCHOUTHEETE (1982, p. 241), “refere-se á construção e manipulação de um modelo operatório representando todo, ou parte de, um sistema ou processos que o caracterizam. Por exemplo, um modelo simulado de uma organização é sua representação simbólica, destinada a reproduzir os caracteres ou as propriedades de um sistema organizacional que são considerados pertinentes para o objeto da pesquisa”.
Esta mesma acepção é apresentada por PHILLIPS (1974), ao afirmar que “simulações são modelos operativos, análogos ao fenômeno”. Mas é necessário um certo cuidado no caso de se usar a simulação como modo de investigação e pesquisa. BRUYNE, HERMAN, e SCHOUTHEETE (1982) colocam como objetivo principal da simulação (e do modelo decorrente, claro) não o de reproduzir o fiincionamento real do sistema, mas o de programar em computador certos processos teóricos e observar os resultados gerados, para comparar eventualmente os resultados obtidos com dados empíricos que tenham sido recolhidos. Os
242, que eles permitem “aplicar uma teoria já aceita a problemas concretos, descrever o comportamento de organizações existentes, ajudar a conceber ou melhorar a forma e o funcionamento de uma organização”.
O estabelecimento de um modelo adequado à representação do PCP da empresa deve considerar um estudo prévio da situação da empresa e, a partir disto, a concepção de um sistema de informações operativas em base computacional. ERDMANN (1998) propõe que a investigação que leve ao estabelecimento do modelo, contemple algumas etapas básicas, dentre as quais destacam-se;
a) Diagnóstico Situacional da empresa, com o levantamento de dados da produção, descrição do PCP da forma com que está constituido e seu fiincionamento.
b) Coleta de Informações Relevantes, compreendendo informações sobre pessoal (recursos humanos), clientes, fornecedores. Estes setores/pessoas devem se manifestar acerca de seus interesses ou necessidades, as necessidades da empresa que está sendo diagnosticada (em termos de PCP), incluindo adicionalmente a visão de cada um deles sobre o sistema a ser desenvolvido, em termos de saídas.
c) Definição dos Subsistemas Necessários, que são as partes componentes do sistema de informações operacionais, também conhecidas como rotinas e subrotinas. Estes subsistemas são definidos considerando-se como referencial, os objetivos do sistema, as expectativas e necessidades levantadas e problemas detectados.
d) Concepção do Sistema, com a conexão dos elos ou as ligações entrada-saida entre todos os subsistemas, levando à materialização da estrutura do sistema. Nesta etapa, deve-se ter como base o modelo conceptual que, de acordo com ERDMANN (1998), considera os seguintes componentes principais:
d. 1) Entradas, que são as informações que abastecem o sistema para que as saídas possam ser produzidas;
d.2) Saídas, que são os produtos do sistema, sua razão de ser;
d.3) Processamento, que são as rotinas de fimcionamento do sistema; d. 4) Contingências, que são as características ambientais que condicionam as características organizacionais.
O passo seguinte pode ser a programação, que é a transmutação do modelo em
software para utilização na empresa. Nesta etapa deve-se considerar que o software desenvolvido deve ser bastante simples e utilizar ambientes conhecidos
para sua execução, de forma a ser amigável e atraente ao empresário.
Em seguida, há que estabelecer o método a ser utilizado nos estudos. RICHARDSON et al. (1985) definem método como a escolha de um procedimento sistemático para a descrição de fenômenos que estão sendo pesquisados, agrupando os métodos em dois grandes grupos, os métodos qualitativos e os métodos quantitativos. A pesquisa a ser desenvolvida neste trabalho, foi delineada com a utilização do método qualitativo.
A pesquisa bibliográfica trata do levantamento da bibliografia já publicada e que tenha relação com o tema em estudo, e sua finalidade, segundo MARCONI e LAKATOS (1982) é a de colocar o pesquisador em contato direto com tudo aquilo que foi escrito sobre determinado assunto. A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos como livros, anais, periódicos e material impresso em geral. MARINHO (1980) afirma que, além de ser um dos meios mais simples de economizar esforços ao empreender uma pesquisa, a consulta á literatura constitui uma excelente fonte de idéias e um importante subsídio ao delineamento da pesquisa.
A pesquisa bibliográfica, neste trabalho, está relacionada com a administração da produção de uma pequena empresa, desde uma perspectiva histórica que se inicia nos primórdios da administração científica. Através da produção em série as empresas cresceram, tornando-se organizações de grande envergadura e alcance mundial, dominando o cenário
crescimento das pequenas empresas. Com o decorrer do tempo, as pequenas empresas passaram a representar uma parcela substancial no Produto Interno Bruto dos países. O trabalho prossegue analisando as características das pequenas empresas, principalmente a existência de planejamento e controle da produção e custos.
Neste ponto, a pesquisa bibliográfica é seguida por uma análise, onde a prática da empresa é confrontada com o referencial teórico, ou seja, uma determinada unidade (a empresa) é analisada em profundidade (TRIVINOS,1987), servindo de base para o modelo a ser criado. Esta análise será baseada principalmente no levantamento das fichas de produto e de processo na empresa X, visando inicialmente descrever a prática e procedimentos em PCP. Em seguida, será concebido um sistema integrado de PCP, efetuado através de um aplicativo de larga utilização no mercado para, através de comparação determinar o desempenho da empresa antes e depois da aplicação deste sistema.