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Alternative deployment strategy of fast reactor startup on enriched U fuel 1. Introduction

Technologies off the shelf Result of today’s R&D Fruits of tomorrow’s R&D

3. SYNERGIES SCENARIO CASE STUDIES

3.3. FAST REACTOR CENTRED SCENARIOS ENVELOPING SCENARIOS WITH REPROCESSING OF THERMAL REACTOR FUEL TO ENABLE NOTICEABLE GROWTH RATE OF FAST

3.3.7. Alternative deployment strategy of fast reactor startup on enriched U fuel 1. Introduction

Os estoques existem como um mal necessário. “Não importa o que está sendo armazenado como estoque, ou onde ele está posicionado na operação; ele existirá porque existe uma diferença de ritmo ou de taxa entre o fornecimento e demanda. Se o fornecimento de qualquer item ocorresse no exato momento em que foi demandado, o item nunca seria estocado” (SLACK, 1997, p. 383).

Embora não agreguem valor ao produto fabricado, os estoques têm um papel importante na produção: são criados para absorverem problemas nos sistemas de produção e, para isso, podem exercer uma série de funções, dentre as quais as seguintes (TUBESTO ,

1997):

• Garantir a independência entre as etapas produtivas com a colocação de estoques amortecedores entre as etapas da cadeia produtiva. Um problema que exista em uma das etapas não será transferido para as demais; por exemplo, estoques de matérias primas protegem a produção contra fornecedores que atrasam suas entregas.

• Permitir uma produção constante, evitando problemas devido a variações sazonais e/ou de demanda. Nos períodos de demanda baixa, produz-se para estoque e, quando a demanda aquece, vende-se os estoques sem alterar o ritmo da produção.

• Possibilitar o uso de lotes econômicos. Certas etapas de sistemas produtivos (por exemplo, máquinas com tempos altos de setup ou

fomos) exigem produção ou movimentação de grandes lotes (maiores que o consumo imediato) para absorver os custos produtivos, gerando excedentes que precisam ser administrados.

• Utilização como fator de segurança, prevenindo variações da demanda não consideradas nas previsões.

• Para obter vantagens comerciais, prevenindo possíveis aumentos de preço de matérias primas, ou ainda obtendo descontos maiores na

compra de quantidades superiores às normais.

Estoques representam recursos financeiros imobilizados, podendo-se afirmar que, quanto menos o nível de estoques em um sistema produtivo, mais eficiente ele será. Todavia, embora sejam buscadas ações para minimizá-los, eles existirão de uma forma ou de outra, tanto como matérias primas, quanto como produtos semi-acabados ou acabados. Além disso, o controle dos estoques assegura a fabricação da ordens dentro dos prazos assumidos com os clientes. Esse é um ponto crítico para qualquer empresa; SLACK (1997) afirma que atrasos na entrega são muito ruins para a empresa, que poderá perder credibilidade em primeiro lugar e clientes, em segundo, o que é indesejável sob qualquer ótica.

“Do ponto de vista da gestão da produção, a finalidade precípua do estoque é alimentar o fluxo produção-venda, de forma contínua e uniforme, evitando as interrupções” (MACHLINE et al, 1972). Os estoques que interessam na gestão da produção são matérias primas, produtos em fabricação, produtos acabados e materiais indiretos (produtos que podem não figurar no produto acabado, mas concorrem para a sua produção, como lubrificantes, combustíveis, etc).

Para BURBIDGE (1983), o controle de estoques é basicamente um sistema que regula a produção pelo nível de estoques de matérias primas e produtos semi-acabados nos almoxarifados. Este nível deve ser cuidadosamente definido, já que a existência de estoques implica em imobilização de recursos financeiros, além de custos adicionais de manuseio e conservação. Em tempos mais recentes, a adoção de filosofias tipo just-in-time (CORREA e

GIANESI, 1993), reduziu substancialmente o tamanho dos almoxarifados, que, no limite, podem ser inexistentes ou virtuais, isto é, os diversos tipos de matérias primas dão entrada na fábrica á medida em que são necessários para cumprir as etapas das ordens de fabricação.

Assim, o controle de estoques pode se originar tanto em um almoxarifado, onde se retiram as matérias primas necessárias para a execução das ordens de fabricação, quanto em um setor de descarga, onde as matérias primas dão entrada em uma seqüência rigidamente estabelecida para a execução das ordens. No primeiro caso, os custos são certamente maiores, já que a existência de um almoxarifado representa investimentos em áreas adicionais e as matérias primas em estoque têm um custo, representado pelos recursos imobilizados e pelo

No segundo caso, há uma redução substancial dos recursos imobilizados, mas a inexistência de estoques pressupõe acordos rigorosos de entrega de matérias primas, em ritmo e quantidades pré-estabelecidas para que não ocorram atrasos nos prazos de produção (CORREA e GIANESI, 1993). Este método se aplica mais para empresas que tem um plano de produção muito bem estabelecido, como montadoras de automóveis ou outros bens de capital, mas não é tão efetivo nas pequenas empresas, ou mesmo em empresas que utilizam o sistema de “puxar” a fabricação através das vendas (produção para vendas), em vez de “empurrar” a produção, preocupando-se depois em vender (produção para estoques).

Considerando apenas o controle de estoques através de almoxarifados, tem-se um sistema onde a característica básica é que a garantia da existência da quantidade necessária de matérias primas para alimentar as ordens de produção é dada pelo estabelecimento de um nível de reposição ou ponto de pedido (BURBIDGE, 1983). Toda vez que a quantidade de um

determinado item de almoxarifado cai abaixo deste ponto, é emitida uma ordem de compra para repor os estoques no nível considerado adequado.

A determinação do ponto de pedido pode ser feita de diversas forma empíricas, mas sempre tendo em vista dois componentes principais, segundo MONKS (1987): uma quantidade suficiente para controlar a demanda durante o tempo normal de entrega do pedido ( Dt a) e uma

margem de segurança destinada a cobrir eventuais atrasos na entrega ou aumento imprevisto no consumo (ES). Com base nestas considerações, o ponto de pedido (PP), pode ser determinado de acordo com a equação;

PP = Dta +ES

E, sendo a demanda durante a entrega do pedido igual ao consumo médio diário (CD) vezes o tempo normal de entrega (TE), pode-se escrever:

O imponderável na equação é representado pelo estoque de segurança, que é estabelecido de forma empírica, baseado na experiência de cada empresa. Este valor irá determinar a folga existente nos estoques, levando a empresa a trabalhar com estoques mínimos ou máximos. Ao se trabalhar com maiores valores de estoques, o risco de não atendimento dos prazos de fabricação é virtualmente nulo, todavia esta situação confortável do ponto de vista da produção tem um custo mais elevado, relativo não só aos recursos imobilizados, como aos encargos necessários para armazenar e conservar os estoques, que por vezes podem inviabilizar a sua manutenção (MACHLINE et al., 1972).

Até o momento, esta abordagem procurou mostrar o controle dos estoques nos almoxarifados, de tal forma que sempre haja componentes em estoque suficientes para atender às necessidades da produção. Por outro lado, há a necessidade de se estabelecer também o ritmo em que os diversos componentes do mix de produtos a fabricar são necessários na linha

de produção. Uma abordagem das mais utilizadas é a do Lote Econômico de Fabricação (LEF), que vem a ser o estabelecimento de uma quantidade ótima a ser fabricada pela empresa (MOREIRA, 1996). Através desta abordagem estabelece-se o fluxo de matérias primas pelo setor de produção, necessário para atender aos diversos compromissos estabelecidos, sem atrasos e com custos mínimos de gestão dessas matérias primas.

O LEF é aquele que torna mínimos os custos de fabricação de um determinado produto, pressupondo simultaneidade de suprimento e de consumo (MACHLINE et al., 1972). O LEF pode ser definido através da equação desenvolvida em SLACK (1997):

LEF = 2CpD

(

CeCf 1- — onde:

Cp = Custo do pedido

Ce = Custo de manutenção por período (custo de estocagem)

Cf = Custo de fabricação de uma unidade do produto

Apesar do estabelecimento do LEF ser utilizado comumente como um recurso de produção, há que se considerar que ele é um elemento orientador ou mesmo balizador da produção, mas não deve ser considerado um elemento determinante. Se por um lado, o LEF determina o tamanho de um lote de fabrícação do ponto de vista de mínimo custo, por outro, certas situações implicam em desconsiderá-lo. Por exemplo, quando a produção é exportada através de contamers, o fabrícante procurará sempre produzir uma quantidade que ocupe por inteiro o(s) Container(s). Por vezes, as quantidades a serem fabricadas, correspondentes ao

pedido efetuado pelos clientes, o estabelecimento do mix de produtos a fabrícar, ou ainda a disponibilidade de máquinas ou mesmo o trabalho dentro da filosofia just-in-time, determinam um certo rítmo de fabrícação que pode não considerar os LEF para os diversos produtos.

5.3 - O APRAZAMENTO: DEFINIÇÃO DE PRAZOS DE FABRICAÇÃO E DATAS

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