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CHAPITRE I. BASES THEORIQUES DE L’ASSIMILATION ET ETUDE PSYCHOLINGUISTIQUE12

2. M ODELES PSYCHOLINGUISTIQUES ET RECHERCHES EMPIRIQUES SUR LES VARIATIONS PHONOLOGIQUES .23

2.2. Etude psycholinguistique des variations phonologiques

downwind, visto da esquerda para a direira. No primeiro caso o vento passa primeiro pelas pás e depois pelo rotor sendo necessário fazer-se o alinhamento das pás com um mecanismo adicional (conceito activo) enquanto que na segunda situação o alinhamento é feito pelo leme de orientação. No terceiro exemplo pode-se ver uma turbina em que o vento passa primeiro pela torre e só depois pelo rotor, neste caso as pás alinham automaticamente com a direcção do vento sem nenhum mecanismo auxiliar.

A utilização de pequenas turbinas de alta eficiência e baixo custo em ambiente urbano (figuras 100, 102 e 105) apresentam

grandes potencialidades de desenvolvimento, porque

aumentam a eficiência global do sistema de energia e permitem reduzir até 30% da carga correspondente ao consumo no

sector doméstico sem grandes impactos técnicos ou

investimentos (ESTANQUEIRO; SIMÕES, sem data).

Figura 99

Tipos de turbinas eólicas de eixo horizontal

102

Figura 102 Mini turbina - INETI Figura 103 Curva de Potência consoante a velocidade do vento

Fonte: LNEG Fonte: LNEG

A fim de minimizar o impacto negativo das turbinas eólicas em ambiente urbano foi desenvolvido em Portugal uma turbina – OMNIFLOW - com elevada produção de energia, de área reduzida e grande capacidade de usar o vento turbulento que se verifica nas zonas urbanas. Esta turbina utiliza uma asa invertida para dirigir o vento de qualquer direcção (omnidireccional) e promover um efeito de Venturi, que acelera o escoamento na direcção da turbina de eixo vertical. A superfície da asa é coberta por células fotovoltaicas de alta

eficiência que maximizam a produção de energia. Os

painéis fotovoltaicos são divididos em três zonas

independentes e usam micro-inversores com monitoramento para maximizar a produção de energia e evitar queda de produção por efeitos de sombra (OMNIFLOW, 2014).

Vantagens da tecnologia eólica:

 Não polui, é inesgotável e não emite gases com efeito de estufa para a atmosfera;

 A energia do vento é transformada facilmente em energia eléctrica;

Figura 104 Turbina eólica Omniflow

Fonte: Omniflow

Figura 105 Turbina eólica Omniflow inserida num edifício

Fonte: Omniflow

5.7.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS

 Concorre de forma rentável com as tecnologias tradicionais de obtenção de energia (EDP), podendo funcionar em sistemas autónomos ou híbridos, neste caso associado à tecnologia fotovoltaica.

Desvantagens

 A intermitência do vento não permite calcular com exactidão a energia que se pode produzir;

 O impacto visual provocado pelos aero-geradores na paisagem e na arquitectura;

 O ruído provocado pelo vento a bater nas pás;

 A influência na avifauna provocado pelo choque das aves contra as pás das hélices.

Para finalizar a energia eólica complementa-se com e

fotovoltaica, porque durante a noite, com boas condições climáticas, o aero-gerador produzirá energia, conseguindo-se deste modo um incremento de energia à que foi acumulada durante o dia.

104 A água, depois do ar, é o elemento essencial à vida. Desde os primórdios da humanidade as grandes deslocações e a competitividade entre os povos têm sido em função da água e dos locais onde esta abunda. O crescente fértil no Médio Oriente surge nas bacias dos rios Tigre, Eufrates, Jordão e Nilo. A história da civilização ocidental desenvolveu-se à volta desta região, dada a abundância de água e à fertilidade dos campos na influência destes rios. Até à contemporaneidade o domínio da água tem gerado as mais variadas disputas. A próxima guerra no Médio Oriente poderá ser devido à disputa da água e não do petróleo (MILLER, 1998).

…Todas as pessoas, em qualquer lugar, e todos os dias, precisamos dela. Precisamos de água para beber, para cozinhar, para a agricultura, para a indústria, para a energia, para os transportes, para rituais, para o divertimento, para a vida. E não somos só nós, seres humanos que precisamos dela, toda a vida está dependente da água para a sua

sobrevivência (Mikhail Gorbachev citado por

BERTOLO;SIMÕES, 2008).

Da totalidade da água existente na terra, apenas 0.003%

encontra-se disponível para o consumo humano,

nomeadamente em aquíferos, na forma de vapor, em lagos e rios (MILLER,1998).

Citando Miller, a pegada da água é um indicador do uso de água doce que abrange o uso directo ou o indirecto da água, de um consumidor ou de um produtor. A pegada da água de um indivíduo, de uma comunidade ou de um negócio é definida através do volume total de água doce que é usado para produzir os produtos e serviços consumido pelo indivíduo ou pela comunidade. O uso da água é medido tendo em conta o seu volume consumido, evaporado e/ou poluído numa unidade

de tempo. Uma pegada da água pode ser calculada para um produto particular, para qualquer grupo bem definido de consumidores (por exemplo um indivíduo, uma família, uma vila, uma cidade, uma província, um estado ou uma nação) ou de produtores (por exemplo uma organização pública, uma empresa privada ou um sector económico). A pegada da água é um indicador geográfico explícito, (figura 106) não mostra somente volumes de utilização de água e de poluição da água, mas também a sua localização.

A utilização da água para consumo humano tem sido um factor cultural e uma prática bastante antiga. Têm sido desenvolvidas tecnologias de captação e armazenamento em todas as civilizações, não sendo possível atribuir a nenhuma delas uma prática específica Esses vestígios podem ser encontrados tanto em civilizações da América como na Europa ou em África (BERTOLO;SIMÕES, 2008).

Figura 106

Water foot print – A Pegada da água

Fonte:

http://www.waterfootprint. org/?page=files/waterfootprints

106 Cochas, sulcos artificiais, eram executadas nas encostas para armazenar a água da chuva. As Cochas eram circulares (até 50m de diâmetro), e os produtos agrícolas eram semeados nas extremidades. O sistema de Cochas estava interligado por um sistema de canais para que não se desperdiçasse nenhuma água. No litoral o problema era a ausência de chuva e para aproveitar toda a pluviosidade e para a drenarem e conterem a água da chuva elevavam o terreno. Esta técnica era designada por huarohuaros ou huachos (idem, 2008).

Os Romanos desenvolveram técnicas para a utilização da água a nível urbanístico, democratizando os sistemas de distribuição, através da criação de uma rede para alimentação de fontanários, banhos públicos e uso privado. Nos locais onde não existiam sistemas de abastecimento eram captadas as águas pluviais, (figura 107) através dos telhados (compluvium) que se inclinavam para o pátio interior e ai a água era recebida num tanque (impluvium) para depois de uma primeira decantação ser armazenada numa ou várias cisternas interligadas (idem, 2008).

Os árabes deram continuidade às tecnologias da hidráulica dos romanos, adaptando-as a climas áridos e semi-áridos, chegando até nós em exemplos ainda em bom estado de conservação ou até mesmo em actividade. Os algibes são cisternas de armazenamento da água da chuva, bastante comuns no sul da Península Ibérica, e que até há bem pouco tempo eram utilizadas tanto em Espanha como em Portugal. A fraca precipitação levou ao aproveitamento das águas da chuva, para uso em trabalhos domésticos, construindo-se caleiras de telha ao longo das fachadas e sob os eirados, para recolha das águas que correm pelas suas vertentes ou dos seus terraços, sendo deste modo conduzida para cisternas. Se não é suficiente a água recolhida recorre-se então ao eirado

6.1 TÉCNICAS ANCESTRAIS