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A redistribuição das tarefas pelos operadores foi realizada principalmente com o intuito de diminuir o tempo de espera das máquinas quando ocorre uma micro paragem, com vista à melhoria da eficiência das linhas que constituem a segunda escolha. Por esse motivo, um dos operadores ficou unicamente responsável por atender as máquinas de todas as linhas quando ocorria uma paragem e por preencher corretamente a folha de registo de produção e paragens. As restantes tarefas foram divididas pelos outros dois operadores, os quais foram denominados por operadores logísticos (ver tabela 32).

Tabela 32 - Tarefas realizadas pelos operadores após a implementação da primeira redistribuição Operador Nº Descrição da tarefa

Operador de máquinas

1 Atender as máquinas que constituem todas as linhas quando ocorre uma paragem

2 Preencher corretamente a folha de registo de produção e paragens

Operadores logísticos

1 e 2

1 Realizar a limpeza das máquinas que constituem todas as linhas 2 Realizar os setups de todas as linhas enquanto o operador de

máquinas continua a vigiar as suas linhas

3 Realizar o autocontrolo visual a todas as saídas das máquinas EE3D

4

Garantir a existência de meios de armazenamento vazios em todas as linhas para o tempo despendido na mudança de meio de

armazenamento ser o mínimo possível

5 Movimentar os meios de armazenamento cheios de todas as linhas para o local adequado e fazer o respetivo registo no PPAI.

Realça-se que o atendimento das máquinas era uma preocupação constante dos operadores na distribuição inicial e, muitas vezes, estes tinham que tomar decisões quanto à prioridade da realização das várias tarefas o que resultava na sua desorientação. Este problema, com a presente distribuição, foi resolvido. Além disso, embora as linhas parassem por não existirem meios de armazenamento vazios para substituição, isso passou a ocorrer esporadicamente quando estes ainda não haviam sido libertados por outros setores, já que os operadores logísticos tinham que garantir a sua existência em todas as linhas, quando necessário.

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A presente redistribuição das tarefas pelos operadores foi implementada apenas no 2º turno pois era o único turno possível de acompanhar durante o horário de trabalho para perceber qual o impacto da realização da redistribuição na segunda escolha.

Logo após a implementação da redistribuição, foi realizado um novo estudo para estimar o tempo de espera de uma máquina quando ocorria uma micro paragem. As observações registadas nesse estudo encontram-se no anexo M. O tempo médio de espera obtido foi de 53 segundos, ou seja, inferior ao observado na distribuição inicial, o que era desejado com a realização da redistribuição.

Esta redistribuição esteve implementada durante 20 dias. Posteriormente, analisou-se a eficiência média das linhas obtida durante esse período, a qual se comparou com a observada quando ainda estava aplicada a distribuição inicial das tarefas pelos operadores.

Apesar de, ao longo da realização deste projeto, também terem sido realizadas alterações técnicas nas máquinas na tentativa de diminuir a ocorrência de micro paragens, como essas alterações foram realizadas maioritariamente em máquinas piloto, o impacto observado na eficiência do setor deve-se essencialmente à redistribuição das tarefas pelos operadores com o intuito de diminuir o tempo de espera das máquinas quando ocorre uma micro paragem.

Tabela 33 - Eficiência média das linhas na distribuição inicial e após a implementação da primeira redistribuição das tarefas pelos operadores

Eficiência média no 2º turno

Linhas Distribuição inicial Primeira redistribuição Diferença

1 72,13% 69,36% -2,77% 2 73,29% 76,93% 3,64% 3 86,05% 85,94% -0,11% 4 85,26% 80,93% -4,33% 5 78,49% 83,46% 4,97% 6 78,90% 79,90% 1,01% 7 82,55% 74,29% -8,26% 8 79,20% 78,79% -0,42% 9 80,10% 80,03% -0,07% 10 77,03% 75,87% -1,17% 11 80,85% 74,59% -6,26% 1 e 2 72,71% 73,15% 0,44% 3 a 11 80,94% 79,31% -1,63%

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Observando a tabela 33 constata-se que com a implementação da primeira redistribuição a eficiência das linhas 1 e 2 aumentou, em média, 0,44 pontos percentuais por turno, enquanto que nas linhas 3 a 11 diminuiu, em média, 1,63 pontos percentuais.

No entanto, a implementação da redistribuição das tarefas pelos operadores para tentar diminuir o tempo de espera das máquinas e, consequentemente, o tempo improdutivo associado à ocorrência de micro paragens, não tem só repercussões na eficiência, mas também na produção da segunda escolha já que essas paragens são um fator que a influencia. Por esse motivo, analisou- se também a produção média das linhas após a realização da redistribuição, a qual se comparou com a observada quando estava aplicada a distribuição inicial das tarefas pelos operadores (tabela 34).

Tabela 34 - Produção média das linhas na distribuição inicial e após a implementação da primeira redistribuição das tarefas pelos operadores

Produção média no 2º turno

Linhas Distribuição inicial Primeira redistribuição Diferença

1 50 140 52 987 2 847 2 46 308 57 831 11 523 3 66 964 66 505 -459 4 65 769 63 824 -1 946 5 59 995 66 385 6 390 6 57 551 60 041 2 490 7 62 424 56 575 -5 849 8 60 907 62 152 1 245 9 62 127 61 751 -376 10 59 974 60 522 548 11 61 842 58 908 -2 934 1 e 2 48 224 55 409 7 185 3 a 11 61 950 61 851 -99

Analisando os resultados obtidos pode-se concluir que durante o período em que a primeira redistribuição esteve implementada a produção das linhas 1 e 2 aumentou, em média, 7 185 rolhas por turno (14,9%), enquanto que nas linhas 3 a 11 diminuiu, em média, 99 rolhas (0,2%).

Desta forma, pode-se concluir que a realização da redistribuição das tarefas pelos operadores não trouxe os resultados esperados já que a eficiência e a produção média nas linhas 1 e 2 aumentaram, mas o mesmo não se verificou nas linhas 3 a 11.

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É importante salientar que durante a realização do estudo para estimar o tempo de espera das máquinas após a implementação da redistribuição, verificou-se que o operador responsável por atender as máquinas de todas as linhas tinha que percorrer uma distância considerável. Assim, quando ocorriam micro paragens simultaneamente em várias máquinas, estas acabavam por esperar pelo operador um tempo significativo. O reflexo disso é a diminuição da eficiência e da produção média que se observou nas linhas 3 a 11 após a implementação da primeira redistribuição.

Apesar do tempo médio de espera das máquinas no estudo realizado ter reduzido para 53 segundos, realça-se que isso pode não ter sido o reflexo da realidade dado que o número de observações registadas não foi o suficiente face ao número mínimo de observações calculado tendo em conta um nível de confiança de 90% e uma precisão de 10% (tabela 35).

Tabela 35 - Número real e número teórico de observações para estimar o tempo de espera de uma máquina após a implementação da primeira redistribuição

z - Nível de confiança 90% 1,645 s - Desvio padrão da amostra (hh:mm:ss) 00:00:43

a - Precisão 10% 0,1

̅ - Média da amostra (hh:mm:ss) 00:00:53 Número real de observações 145 Número teórico de observações

(Nível de confiança=90%; Precisão=10%) 180

Uma vez que a implementação da redistribuição não estava a ter os impactos esperados e o projeto se encontrava próximo do fim, não foram registadas mais observações para confirmar o tempo médio de espera das máquinas obtido, já que a prioridade era encontrar uma redistribuição das tarefas que trouxesse resultados positivos para o setor.

O passo seguinte passou por tentar perceber o porquê da redistribuição realizada não ter tido impactos positivos no setor. Para isso, uma vez que apenas um operador estava responsável por atender as máquinas de todas as linhas quando ocorria uma paragem, calculou-se a carga de trabalho aproximada desse operador através da análise do tempo total improdutivo devido à ocorrência de micro paragens nos meses passados até ao momento da realização da análise. Além disso, calculou-se a carga de trabalho aproximada para dois e três operadores atenderem as máquinas de todas as linhas quando ocorre uma micro paragem para auxiliar na implementação de uma nova redistribuição. O cálculo da carga de trabalho por operador foi efetuado de acordo com a seguinte fórmula:

80

ℎ = / (ℎ)

7,5 ℎ × º

Tabela 36 - Carga de trabalho para um, dois e três operadores a atender as máquinas que constituem as linhas

Nov/Dez Jan Fev Mar Tempo total em micro paragens (h) 607,77 499,05 562,68 571,15

Número de turnos 66 56 57 63

Tempo total em micro paragens/turno (h) 9,2 8,91 9,87 9,07 Carga de trabalho para um operador

atender as máquinas 123% 119% 132% 121%

Carga de trabalho para dois operadores atenderem as

máquinas 61% 59% 66% 60%

Carga de trabalho para três operadores atenderem as

máquinas 41% 40% 44% 40%

Analisando a tabela 36 constata-se que a carga de trabalho para apenas um operador atender as máquinas de todas as linhas, em todos os meses analisados, é superior a 100%. Isto comprova que a redistribuição das tarefas realizada não era viável, dado que em alguns momentos devido a várias micro paragens ocorrerem em simultâneo, as máquinas estavam à espera da intervenção do operador durante um período de tempo considerável.

Visto que não foram obtidos os resultados desejados com a implementação da primeira redistribuição, realizou-se uma segunda redistribuição das tarefas pelos operadores no 2º turno, a qual será descrita no subcapítulo seguinte.

4.4.2.3. Implementação da segunda redistribuição das tarefas pelos

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