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Estimation du coˆ ut d’une reconfiguration

Este capítulo tem como objetivo apresentar as principais contribuições dos laços na capacidade absortiva identificadas neste estudo, para tanto se apresenta no quadro seguinte as principais respostas obtidas dos entrevistados, a respeito das dimensões que compõe o constructo de capacidade absortiva utilizado nessa pesquisa, que demonstram como as redes desempenharam um importante papel na aquisição de novos conhecimentos, através do estabelecimento de laços, essencial para a constituição da capacidade absortiva dessas empresas. Na primeira coluna são apresentadas as evidências, e na segunda coluna é apresentada a fala dos entrevistados que corroboram com as evidências.

Quadro 14 – O papel dos laços para o processo de constituição da capacidade absortiva

Evidências Respostas dos entrevistados

Redes estabelecidas com fornecedores para o processo de inserção de novas

tecnologias

“Tem condição de contribuir trazendo novos tipos de materiais, um aço que resiste mais que o convencional.” E1

“Eles participam junto do desenvolvimento, alguns fornecedores não têm certos produtos, e acabamos desenvolvendo em conjunto para a nossa aplicação, e muitas

vezes com exclusividade.” E4

Redes estabelecidas com clientes “Os principais colaboradores para as inovações são os clientes, eles ajudam a inovar muito mais do que as próprias

empresas do APL.” E1

“Praticamente 80% da melhoria dos nossos produtos vem do cliente final, da solicitação de melhoria, de alguma

dificuldade encontrada para trabalhar.” E2 “[...] são muito importantes, primeira pelas necessidades deles, que hoje toda a inovação é baseada na necessidade do

cliente.” E4

Redes estabelecidas com parceiros comerciais

“Relacionamentos com os parceiros comerciais contribuem na capacidade de absorção de inovação” E1

“[...] temos parceiros como a Embrapa, Bayer, Syngenta, que são empresas internacionais, são através destas empresas que

conseguimos captar inovação” E2

“[...] a gente consegue ver resultado, a empresa parceira se compromete mais com a nossa por ter maior afinidade.” E4 Importância de viagens para a absorção

de conhecimentos externos

“Nas feiras e viagens para o exterior sempre se traz novidades.” E3

“[...] a gente buscou através de pesquisa de mercado outras empresas, através de viagens, feiras, de outros países como

Alemanha, China.” E4

Redes estabelecidas com a participação dos funcionários

“Na inovação de processos a inovação a gente conseguiu com a contratação de funcionários então eles sabiam de tecnologias que já usavam em outras empresas daí eles

trouxeram novidades pra dentro da empresa” E1 “Captamos algumas inovações das empresas locais por meios dos funcionários, que se encontram na universidade e acabam

trocando informações” E3

“Isso é bem importante, se a gente pega a fábrica e o administrativo vai muito do que estas pessoas já vivenciaram,

é importante no dia a dia de como fazer tal peça, o cara da solda, o cara que corta, eles não ajudam bastante do

desenvolvimento do produto.” E4

“[...] existe troca de informações, eles são os principais, conhecem o produto.” E3

Baixo nível de cooperação entre as empresas do APL

“[...] hoje as empresas do APL são do mesmo seguimento e muitas são concorrentes à gente tem uma restrição para

buscar parcerias nesse sentido.” E4

“Sim, isso acontece muito por motivo da concorrência, a gente acaba buscando fora e acaba fortalecendo mais.” E4

“Dentro do APL não temos muito que aprender, a não ser com feiras e palestras.” E3

Baixa articulação entre as empresas do APL

“[...] eu me aproximo pouco do APL, eu acabo não participando muito, então eu fico sem contato, mas até então

eu não percebi essa vantagem dentro do APL” E1 “Acredito que não exista relações articuladas, parcerias entre

as empresas do APL, no sentido de promover inovação.” E2 “Nunca vi isso, até ultimamente não estamos participando das

reuniões” E3

“[...] a gente não vê, não existe esta relação articulada entre as empresas do APL por causa da concorrência.” E4

Redes estabelecidas com empresas fora do APL, como mecanismos de acesso a

novos conhecimentos

“A gente costuma utilizar empresas fora do APL” E1 “[...] basicamente foram empresas de fora do APL” E4 “Foram outras empresas fora do APL que identificamos

inovações” E2

“A gente utiliza os parceiros fora, e nos últimos quatro anos que temos estes parceiros, são parceiros para novos produtos

ou algum novo processo de fábrica.” E4 Redes estabelecidas para o processo de

aquisição

“Conseguimos capturar o conhecimento sobre os concorrentes através dos clientes” E1

“o que é divulgado nas redes sociais, também dos clientes que nos falam que tal empresa está testando tal produto.” E4

“A gente sempre está de olho em feiras no Brasil e no exterior, se a gente conseguir se adiantar melhor” E3 “Quando tínhamos o contato com a UPF conseguíamos visualizar e criar novas oportunidades através desse contato

com a universidade” E2

Redes estabelecidas para o processo de assimilação

“Acontecem reuniões do grupo, brainstoring, e normalmente não encontramos referenciais aqui no Brasil para seguir.” E1

“Visitando feiras, visitando empresas, profissionais que trazem.” E3

“A gente fala que tem que buscar de quem já tem aplicado e que deu certo pra gente buscar essa experiência, e muitas

vezes as empresas se copiam, não em produtos, mas em processos, porque nem tudo a gente pode copiar e nem tudo a

gente sabe” E4

“Como a cidade é pequena, o concorrente acaba sabendo o que estamos fazendo e nós sabemos o que eles estão fazendo,

não tem como esconder porque os funcionários se conversam.” E4

Redes estabelecidas para o processo de transformação

“Em termos de tecnologia basicamente e-mail, whatsapp, software da empresa.” E4

“[...] situações de mercado conversando com algumas pessoas de outras empresas, que se tornam referência.” E4 Redes estabelecidas para o processo de

aplicação

“Conseguimos fazer isso por meio das experiências que adquirimos ao longo dos anos conseguimos implementar

mais produtos.” E2

“A experiência não ajudou muito para isso, porque a gente buscou consultores, para conseguir fazer isso.” E4 Fonte: dados da pesquisa, 2019.

Os resultados evidenciam que as redes estabelecidas com fornecedores, clientes e parceiros comerciais são essenciais para o processo de inserção de novas tecnologias e aquisição de novos conhecimentos. Tais indícios estão de acordo com Huang e Chang (2008), que indicam que o estabelecimento de laços sociais entre um produtor e seu principal fornecedor permitiu a criação de mecanismos informais de coordenação. A existência desses mecanismos foi, de acordo com esse estudo, fator fundamental para a transferência de conhecimentos entre esses atores.

Também concordam com os achados de Cruz (2011) que identificou que as fontes de conhecimento industrial, como fornecedores, clientes e concorrentes, apresentam maior interferência na capacidade da organização de transformar e explorar conhecimento relevante do que fontes de conhecimento científico como universidades, centros de pesquisa.

Os resultados também evidenciam a importância de viagens para a absorção de conhecimentos externos, a presença em feiras e viagens é apontada pelos entrevistados como um mecanismo fundamental para a inserção de novos conhecimentos, estes meios além de abrir a possibilidade de formação de laços com novos clientes e fornecedores,

permitem o acesso a novos conhecimentos que porventura possam trazer melhorias à produção e ao posicionamento de mercado.

Os achados deste estudo estão de acordo Cárdenas (2017), que também evidenciou por meio das respostas dos entrevistados, que as feiras e viagens permitem o acesso a novos conhecimentos, utilizando deste meio como estratégia para o fechamento de contratos e a venda da produção, além do viés comercial, os entrevistados destacam também um papel no sentido de aproximar, em um local específico e em alguns dias, diferentes atores da cadeira, de todo o mundo. Sendo assim, representam um importante espaço de inserção e consolidação em redes que os conectam a atores externos ao APL. Essas redes são importantes fontes para a aquisição de novos conhecimentos, determinante para o processo de constituição da capacidade absortiva dessas firmas.

Nas redes estabelecidas com a participação de funcionários, observamos a importância, no âmbito das empresas do APL, dos laços fortes (GRANOVETTER, 1973) que conectam os indivíduos, fortalecendo a troca de informações e conhecimentos por intermédio dessa rede, o que gera reflexos para a capacidade absortiva dos indivíduos e das empresas ali estabelecidas. Cárdenas (2017) também identificou em sua pesquisa que se observa um conhecimento acumulado por parte dos funcionários, e esses fatores explicitam uma importante presença de laços fortes conectando muitos dos atores que atuam do Polo investigado, facilitando o fluxo dos conhecimentos ali desenvolvidos e estocados.

É observado ainda baixo nível de cooperação e articulação entre as empresas do APL, em consequência baixa capacidade de absorção dentro do APL, essa baixa coesão, faz com que haja pouca predisposição ao compartilhamento de novos conhecimentos, tornando a articulação sobre o APL bastante difícil, na medida em que há baixo nível de confiança entre as empresas. Os laços por sua vez identificados são fortes, pois conforme (GRANOVETTER, 1973) são contatos de maior frequência, porém o conteúdo são as mesmas informações e contatos. Neste sentido (CHENG; NIU; NIU, 2014) argumentam que as empresas precisam estar envolvidas com outros membros do cluster, para que mais oportunidades sejam criadas e para manter o conhecimento existente atualizado. Sugere-se nesse sentido que as empresas participantes do APL envolvam se mais para trocar informação.

Neste sentido os resultados deste estudo concordam com Cárdenas (2017) no que remete aos produtores que atuam na região pesquisada, observou-se um baixo nível de coesão e cooperação entre eles, mesmo observando que muitos se conhecem pessoalmente há bastante tempo, as relações corporativas se mostraram pouco cooperativas. O mesmo

resultado foi encontrado no estudo de Leis (2009), segundo o autor, a capacidade absortiva das redes de cooperação interorganizacionais brasileiras pode ser considerada média. O mesmo pode ser constatado nas firmas francesas, que apresentaram resultados similares, registrando índices pouco abaixo das notas obtidas pelas organizações nacionais.

Nas redes estabelecidas com empresas fora do APL, este relacionamento acontece por meio dos laços fracos, são os contatos de menor frequência e por meio deles é possível adquirir um número maior de conhecimento (GRANOVETTER, 1973). Para tal, observamos que as relações são estabelecidas com agentes externos ao APL, tendo sido relevante fonte para a aquisição de novos conhecimentos, refletindo no processo de constituição da capacidade absortiva dessas firmas por meio de laços fracos.

Nas redes estabelecidas para o processo de aquisição, assimilação, transformação e aplicação, devemos observar que, considerando os estudos de Zahra e Goerge (2002), capacidade absortiva é composta por estas quatro capacidades, portanto, não há formação dessa capacidade sem a aquisição de novos conhecimentos. Considerando os aspectos até aqui levantados, constamos que o aprendizado tem uma forte derivação das redes sociais que conectam esses diversos atores, permitindo a aquisição de novos conhecimentos ao longo do tempo, o que teria possibilitado o processo de constituição da capacidade absortiva destas empresas.

Os laços fortes contribuem com a capacidade de aquisição de conhecimento do ambiente externo, sendo identificada está contribuição para agregar novos tipos de materiais no processo produtivo, na inovação de processos, no desenvolvimento de produtos, contribuem ainda para o processo de conhecimento dos concorrentes atuais e potenciais, para o conhecimento das novidades e tendências que surgem no mercado. A qualidade da aquisição de uma empresa está expressa na velocidade, intensidade e valor do conhecimento adquirido (BRETTEL; GREVE; FLATTEN, 2011). Neste sentido, percebe-se que a intensidade quanto à aquisição destas informações foi frequente, e o valor do conhecimento, estão nas informações obtidas dos laços fortes para alcançar a capacidade abortiva. Para Murovec e Prodan (2009), esta aquisição pode ocorrer por meio de clientes, parceiros industriais, concorrentes, fornecedores ou até mesmo por meio de universidades, institutos de tecnologia e centros de pesquisa. Sendo constatado neste estudo, que a aquisição se deu por estes meios, este conjunto de informações indica a contribuição dos laços fortes na capacidade de aquisição.

Ainda contribuem para a capacidade de transformação do conhecimento, verifica-se que ela consiste na internalização e processo de conversão que ocorre dentro de uma

empresa, cada vez que uma nova informação foi interpretada (NOBLET; SIMON; PARENT, 2011). A internalização nas empresas do APL ocorrem por meio da utilização de tecnologia da informação para comunicação, adaptando os sistemas internos, processos e procedimentos para a informação recém-assimilada, este processo foi percebido apenas com contatos de maior frequência e nas relações do círculo mais próximo, sendo constatado, que a transformação se deu por estes meios. Logo, este conjunto de informações indica a contribuição dos laços fortes na capacidade de transformação.

Cabe destacar ainda que os laços fortes, constituídos por interações intensas e alta frequência (GRANOVETTER, 1973), são importantes para a constituição de redes, e neste sentido verificamos que os funcionários são importantes elos de novos conhecimentos, conectando as empresas a outras empresas, pois ainda que se tente evitar transbordamentos do conhecimento, estes acabam fluindo por intermédio desses atores em função de diferentes laços relacionais que os conectam.

Nota-se que os laços fracos contribuem para a capacidade de assimilação do conhecimento, considerando que foi identificada a capacidade de assimilação de novas tecnologias por meio da visitação em feiras e em outras empresas fora do APL, visto que, todas as empresas têm participação de empresas fora do APL para o processo de assimilação. A assimilação por sua vez refere-se a rotinas e processos de uma empresa que lhe permitem analisar, processar, interpretar e compreender as informações obtidas a partir de fontes externas trata-se da capacidade de interpretação organizacional e conversão do novo conhecimento (ZAHRA; GEORGE, 2002).

Neste sentido, foi constatada a assimilação do conhecimento e tecnologias relevantes provenientes de experiências bem sucedidas de outras empresas, que foram assimiladas e internalizadas. Este conjunto de informações indica a contribuição dos laços fracos na capacidade de assimilação, pois nestes laços ocorre baixa intensidade de contato, porém oferecem acesso a informações e recursos. Quanto à capacidade de aplicação do conhecimento, não foram identificadas fortes contribuições dos laços para esta capacidade.

Tais achados evidenciam que a capacidade absortiva das organizações em inovar e gerar novos conhecimentos organizacionais está cada vez mais dependente de sua rede de relacionamentos. Os dados mostraram que a aquisição de novos conhecimentos externos ao APL deriva em grande parte da formação de laços fracos (GRANOVETTER, 1973), indo ao encontro ao estudo de Cárdenas (2017) que também evidenciou que no Polo investigado a aquisição do conhecimento é formada por laços fracos, contudo, diferentemente deste estudo que auferiu que os fornecedores são considerados laços fortes por existirem contato

próximo e de longo tempo, o estudo de Cárdenas (2017) identificou que os fornecedores são laços fracos.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os arranjos produtivos locais são meios para aumentar a produtividade das empresas, fortalecendo as capacidades de inovação, estimulando a formação de novas empresas, reforçando e ampliando o arranjo para que este seja mais competitivo territorialmente. Em decorrência disso, o APL está relacionado com um ambiente mais propício para a difusão de conhecimento, propiciando cooperação multilateral entre as empresas, instituições e poder público. A inovação e o conhecimento são elementos centrais para o sucesso dos APLs, bem como para a dinâmica de crescimento das nações, regiões e setores, visto que a proximidade geográfica, contribui para melhorar o ambiente e promover a troca de conhecimentos, fomentando a busca de competitividade e dinamismo tecnológico.

Ao longo das pesquisas sobre o tema, a capacidade absortiva foi compreendida como uma estratégica para as empresas, ao considerarmos que o ambiente de negócios tem se tornado cada vez mais dinâmico, exigindo mudanças crescentes. Nessa circunstância, a inovação torna-se essencial, sendo a capacidade absortiva requisito fundamental para permitir o acesso ao conhecimento, garantindo a manutenção da competitividade da firma, sendo o estudo das redes sociais meio para esclarecer a constituição e impactos na capacidade absortiva.

Sendo assim, os APLs são constituídos de laços coesos, sustentada por processos de aprendizagem coletiva e de dinâmica inovativas, desencadeando uma maior especialização e cooperação aliada à competição e troca de informações no arranjo. O presente estudo teve como objetivo analisar como os laços fortes e fracos contribuem com o desenvolvimento de capacidades absortivas das empresas do APL Pós Colheita Panambi/Condor, por meio de entrevista com os gestores de empresas participantes do APL.

Para tanto tem-se como objetivos específicos, inicialmente identificar a existência dos laços fortes nas empresas do APL. Nesse sentido os laços fortes foram identificados nos relacionamentos do longo tempo com os fornecedores que são mantidos por relações estáveis e coesas, por este motivo foram considerados laços fortes. Ainda foi identificado que no relacionamento com fornecedores e funcionários existe reciprocidade e, são meios utilizados para adquirir inovação, existindo troca de recursos e informações, os laços fortes também foram identificados nos laços formais com empresas parceiras. Conforme Granovetter (1973, 1983) as relações de maior frequência e maior proximidade são os laços fortes.

Quanto a existência dos laços fracos nas empresas do APL, que se constitui no segundo objetivo específico, os indícios apontam que os laços fracos foram identificados, por meio da forte participação que as empresas mantem com empresas fora do APL para a geração de inovação, ainda por meio de viagens e feiras e clientes que também são meios utilizados para adquirir inovação, existindo reciprocidade, troca de recursos e informações. Foi constatado que as inovações advêm de fora do círculo mais próximo, sendo estas relações de baixa intensidade e laço fraco.

Existem ainda os relacionamentos informais com os parceiros que permitem troca de recursos e são essenciais para implementar inovação e novas oportunidades, a confiança também foi identificado como um elemento essencial para o desenvolvimento tecnológico, e não foi identificada entre as empresas do APL, apenas com empresas de outros segmentos, podemos considerar que a confiança acontece por meio dos laços fracos que segunda Granovetter (1973, 1983) desempenham papel fundamental, por serem responsáveis pela difusão de inovação, de novas ideias e informações.

Quanto ao desenvolvimento da capacidade absortiva nas empresas do APL, verifica- se que o processo de aquisição do conhecimento se dá em grande parte na captura das informações através de clientes, representantes de vendas e redes sociais (facebook, instagran) de outras empresas, existindo a abertura com o meio para acompanhar as tendências do mercado, porém não existe cooperação das empresas com P & D e o desenvolvimento interno das tecnologias acontece de maneira informal.

O processo de assimilação das tecnologias acontece em visita a feiras, por meio dos funcionários através de reuniões de grupo, já quanto à interpretação e assimila do conhecimento interno existente (recursos humanos) quanto a experiência e as competências dos seus funcionários é constatado que existem dificuldades, porém as mesmas podem ser solucionadas em conjunto.

Para o benchmarking industrial e gestão do conhecimento, é constado que existe absorção e adaptação das tecnologias implementadas pela concorrência, desde que não infrinja a lei. Quando a frequência de cursos de formação e eventos profissionais, não é frequente nas empresas.

Quanto ao processo de transformação do conhecimento, são utilizados meios de tecnologia da informação a fim de melhorar o fluxo de informações, comunicação e conhecimento entre os membros da empresa, quanto a capacidade de renovação de práticas internas que demonstrem ser obsoletas, é constato que é de fácil identificação as práticas, porém são difíceis de serem eliminadas. É constada que acontece de maneira fácil a

capacidade de adaptação dos processos e tecnologias criados por outros para as necessidades das empresas. No que se refere ao processo de aplicação do conhecimento, verificou-se que o novo aproveitamento do conhecimento que são as capacidades de utilizar e explorar novos conhecimentos no local de trabalho para responder rapidamente as mudanças, infere-se que existe absorção do conhecimento, porém a aplicação não acontece de forma rápida. Quanto a aplicação das experiências adquiridas ao longo dos anos, infere- se grau moderado de aplicação. Na capacidade de aplicação quanto a pro atividade tecnológica, foi constatado que as empresas demonstram pro atividade para responde às exigências do mercado, ou a pressão da concorrência, quando visualizam que precisam inovar para ganhar mercado.

Nesse sentido os resultados indicam que os laços fortes e fracos contribuem com o desenvolvimento de capacidades absortivas das empresas do APL Pós Colheita Panambi/Condor, na medida em os principais aspectos relativos ao processo que as redes desempenharam na constituição da capacidade absortiva das empresas são as redes estabelecidas com fornecedores, clientes, parceiros comerciais, funcionários, viagens, com empresas fora do APL que contribuem para o processo de inserção de novas tecnologias e acesso a novos conhecimentos.

Percebe-se que os laços fortes contribuem mais para o processo de aquisição e transformação do conhecimento, e que os laços fracos contribuem mais para o processo de assimilação do conhecimento. Porém para a fortalecimento do APL como um todo infere-se