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Para analisar o constructo laços sociais, da dimensão quantidade de tempo procurou- se verificar (1) qual o tempo de negócio com os principais fornecedores, (2) se existe participação de outras empresas para a geração de inovação, (3) tempo de relacionamento para absorção de inovação e (4) inovações fora do círculo. Considerando o tempo de relacionamento, buscou-se verificar a frequência de atividade do laço, se o laço for frequentemente usado, a relação é intensa. Granovetter (1973) em seu estudo utilizou três categorias de frequência do contato: muitas vezes, longo tempo (pelo menos duas vezes por semana), ocasionalmente (mais de uma vez por ano e menos de duas vezes por semana) e raramente (uma vez por ano ou menos).

Cabe destacar que para o estudo tem-se laços fortes quando for constatado que a intensidade das relações ocorrem com maior frequência e com maior proximidade no círculo de convívio e laços fracos, quando observado baixa intensidade de contato, podendo ser estes, fontes de novos contatos, oferecendo acesso a informações e recursos além daqueles disponíveis em seu círculo social mais próximo (GRANOVETTER, 1973).

Percebe-se que a questão da frequência de tempo foi a medida principal adotada por Granovetter (1973) na pesquisa que deu suporte ao desenvolvimento da teoria. O autor apoia-se no argumento de que, quanto mais tempo as pessoas convivem umas com as outras (frequência de tempo) mas elas se tornam semelhantes de várias maneiras. Para tanto na sequência apresenta-se as respostas obtidas dos investigados para cada questão que compõe a dimensão quantidade de tempo, sendo que as questões são representadas por (1), (2), (3) e (4), a seguir.

(1) Para identificar a frequência de tempo, foi questionado qual o tempo médio de negócios com os principais fornecedores. Para entrevistado E1 “dificilmente na linha na metalurgia a gente fica trocando de fornecedor até porque já se sabe quem tem o melhor preço que tem o produto padrão que o mercado precisa, é normal manter o fornecedor, salvo casos de dificuldade financeira ou o fornecedor não conseguir honrar com os compromissos que assumiu”. Já o entrevistado E2 argumenta que também mantem os fornecedores desde a fundação da empresa “ao mesmo tempo se busca novos fornecedores para a compra de matéria prima, para ser mais competitivo, a gente faz consultas para não ficar muito na mão do fornecedor, principalmente entre fevereiro e março que o mercado para e não conseguem nos fornecer, para ter um jogo de cintura na negociação”. O entrevistado E4 afirma que em torno de 70% dos fornecedores são os mesmos desde a fundação da empresa, mas relata que nos últimos dois anos a empresa abriu para novos fornecedores por causa da concorrência de preço, hoje a empresa em sua matéria prima principal que são as chapas não fidelizam com um fornecedor, ele destaca que a compra vai depender muito da promoção e da disponibilidade do fornecedor.

Infere-se que as empresas investigadas todas tem um relacionamento de longo tempo com os principais fornecedores, novos fornecedores foram entrando quando as empresas agregaram novos produtos. Pode-se constatar por meio das respostas que a frequência no relacionamento com os fornecedores é intensa sugerindo ser um laço forte este contato de longo tempo entre a empresa com os fornecedores, conforme Granovetter (1973) as relações de maior frequência e maior proximidade são os laços fortes, nesse sentido os laços fortes com os fornecedores tendem a manter relações estáveis e coesas. Em casos específicos como do entrevistado E4, que em sua matéria prima principal não fideliza o fornecedor, sugere-se um laço fraco, porém com os demais fornecedores existem laços fortes.

(2) Para identificar ainda a quantidade de tempo, foi questionado se as principais inovações que foram introduzidas na empresa tiveram a participação de empresas fora do APL e de que forma isso aconteceu. O entrevisto E1 relata que na inovação de processos a empresa consegue por meio da contratação de funcionários que trazem uma bagagem de conhecimento sobre novas tecnologias que são usadas nas empresas onde funcionário já trabalhou, desta forma a empresa aplicou o conhecimento do funcionário. Na inovação de produtos é por meio da necessidade constatada com o cliente. O mesmo destaca que “os principais incentivadores para a geração de inovação são os clientes por meio das suas necessidades”. Outra questão muito importante levantada pelo entrevistado, é que a empresa tem conhecimento que deveria participar mais de feiras de negócios para estabelecer novos

contatos, a mesma participa, porém não com tanta frequência como as demais empresas da região.

Já para o entrevistado E2, a motivação para investir em inovação vem dos concorrentes, e as principais inovações introduzidas são de empresas fora do APL, em virtude do ramo que a empresa trabalha, foi através de empresas fora do APL que a mesma conseguiu identificar também oportunidades de inovação.

O entrevistado E3 relatou toda a trajetória produtiva de um determinado produto da empresa, que demostrou que a mesma vem procurando se atualizar no mercado quanto a inovação de produtos. Umas das formas que a empresa capta e introduz a inovação é através das experiências em feiras e viagens para o exterior, outra forma mencionada é captada inovações de empresas locais por meios dos funcionários. O entrevistado relata que considera que sua empresa tem uma participação pequena dentro do APL, que o mesmo tem uma função abrangente, que por este motivo não consegue introduzir inovação com a participação de empresas do APL, apenas com recursos e empresas de fora do APL. A empresa também se considera pioneira em inovação, a exemplo de seu produto que foi lançado a 3 anos atrás, foi a primeira máquina rotativa do mercado brasileiro, ela só existia na França e Itália, “é uma inovação que nós fomos os pioneiros e depois foi copiado por outras empresas”.

Das últimas inovações que foram introduzidas na empresa conforme o respondente E4, somente uma empresa do APL participou, a empresa busca outras empresas para participar através de pesquisa de mercado, através de viagens, feiras de outros países como Alemanha, China. A empresa ainda demonstra a certa preocupação em ter parcerias com empresas de dentro do APL no sentido de introduzir inovação, pois as mesmas são do mesmo segmento e muitas são concorrentes “a gente tem uma restrição para buscar parcerias nesse sentido”.

Infere-se que as empresas relatam alguns meios para adquirir a inovação, seja por meio dos funcionários que são laços fortes, ou ainda através de viagens, feiras a outros países e clientes que são estabelecidos por meio dos laços fracos. Desse modo, observa-se que as feiras internacionais, de uma forma geral, representam um importante espaço de inserção e consolidação, que conectam atores externos ao APL. Essas redes são importantes fontes para a aquisição de novos conhecimentos, determinante para o processo de constituição da capacidade absortiva dessas empresas.

Pode ser constatado que todas as empresas têm forte participação de empresas fora do APL para a geração de inovação que são considerados laços fracos, pois segundo

Granovetter (1973), os laços fracos são os de menor intensidade nas relações e baixa intensidade de contato, porém são fontes de novos contatos e oferecem acesso a informações e recursos além daqueles disponíveis em seu círculo social mais próximo.

Segundo os entrevistados a falta de colaboração entre as empresas do APL deve se ao fato de ser concorrente uns dos outros. A literatura corrobora que para uma empresa adquirir conhecimento, depende da valorização do conhecimento externo, e por sua relação com outras empresas que possam contribuir com essa aquisição (LANE; LUBATKIN, 1998). Neste sentido, é muito importante estabelecer relações com outras empresas que possam contribuir para a geração de novos conhecimentos e inovação. Este relacionamento acontece por meio dos laços fracos, são os contatos de menor frequência e por meio deles é possível adquirir um número maior de conhecimento (GRANOVETTER, 1973). Para tal, observamos que as relações são estabelecidas com agentes externos ao APL, tendo sido relevante fonte para a aquisição de novos conhecimentos, refletindo no processo de constituição da capacidade absortiva dessas firmas por meio de laços fracos.

(3) Para identificar a quantidade de tempo com os parceiros comerciais, foi questionado se o tempo de relacionamento com parceiros contribuem ou não na capacidade de absorção de inovações pela empresa e de que forma acontece. O entrevistado E1, mencionou que possui parceiros estratégicos, e que boa parte das estratégias comerciais é baseada em parcerias. Que este relacionamento com os parceiros comerciais influência na capacidade de absorção de inovação da empresa quando os produtos dos parceiros se somam, pois existem interesses em comum. “A parceria só começou acontecer quando nossa empresa desenvolveu produtos que são interessantes para estas empresas que nos procuram para fazer um fornecimento casado”.

O entrevistado E2 relata que a empresa tem parceiros como a Embrapa, Bayer, Syngenta, empresas internacionais, que através destas empresas consegue-se captar inovação, e estas empresas exigem certos padrões de qualidade, também dentro do APL a empresa tem parceiros, estas empresas passam as necessidades dos clientes sendo possível aprimorar os produtos, com base nisso a empresa aperfeiçoa os projetos e melhora o fluxo de produção, para tentar chegar mais próximo da qualidade no concorrente. Percebe-se que estas parcerias na empresa são de longo tempo.

Na empresa E3 as parcerias são de longo tempo e por meio dela a empresa diz que consegue adquirir conhecimento. O tempo de relacionamento com os parceiros é mais uma vez identificado pelo entrevistado E4, “o tempo com certeza influência porque, em nossas ultimas inovações buscamos parcerias de longo prazo, pois não é simplesmente desenvolver

um produto, um processo novo e terminar após a conclusão, a gente sempre buscou sequência, por exemplo, temos contrato com empresas de parceria de no mínimo 5 anos, a gente busca um tempo maior até para absorver esse “knowkow” que essa empresa, esses profissionais tem para dentro da nossa empresa, e isso tem por outro lado uma fidelidade nossa perante eles também, como uma garantia de ambas as partes”.

Infere-se que o tempo de relacionamento com parceiros pode contribuir na capacidade de absorção de inovações de todas as empresas. As parcerias acontecem para realizar vendas em conjunto, para aprimorar os produtos e melhorar o fluxo da produção, e ainda na implementação de inovação e desenvolvimento de novos produtos. O tempo de relacionamento entre as empresas e os parceiros é de longo tempo, este longo tempo de parceria conforme mencionado pelos entrevistados acontece em decorrência da complexidade em implantar as inovações, assim o tipo de laço identificado é fraco, pois não pertence ao APL, e conforme Granovetter (1973) nos laços fracos a intensidade da relação é definida por baixa intensidade de contato. A absorção da inovação advém destas empresas parceiras, e conforme o entrevistado E4 menciona ocorre a fidelização da empresa com os parceiros como forma de garantia entre ambas às partes.

Conforme destaca Lane e Lubatkin (1998) a transferência de conhecimento, em parcerias, não é automática, pois quando os conhecimentos prévios da empresa receptora se distanciam muito dos conhecimentos dominados pela outra empresa, essa transferência pode se tornar inviável. Fica evidenciado no estudo que existem parcerias com outras empresas, contudo, não com intensidade dentro do APL, conforme já sustentando na literatura está troca de conhecimento entre parceiros precisa ocorrer com aproximação do conhecimento para que o mesmo seja dominado e explorado.

(4) A literatura tem afirmado que a maioria das inovações nas empresas advém de parceiros fora do círculo mais próximo. Granovetter (1973, 1983) argumenta que os laços fracos, desempenham papel fundamental, por serem responsáveis pela difusão de inovação, de novas ideias e informação. Sendo assim, foi questionado se esta situação é observada na empresa. Na empresa E1 o mesmo diz que não havia observado até o momento da entrevista, mas após questionado o mesmo afirmou que realmente a inovação vem de contatos mais distantes, não vem do relacionamento com as empresas próximas. O entrevistado diz que a tecnologia utilizada nos produtos pós-colheita está atrasada. Quem está dominando o mercado são as grandes empresas, estas que tem mais recursos, mais contatos, e acabam impedindo que outras empresas se desenvolvam, pois é ela que dita o

preço no mercado. As empresas acabam criando o básico para tentar competir, pois precisa- se ter uma estrutura financeira sólida para conseguir investir em novas tecnologias.

A empresa E2 também confirma que a inovação advém de parceiros fora do círculo mais próximo, “sim observamos esta situação na empresa”. O entrevistado trouxe um exemplo de um cliente que adquiriu um sistema 95% da sua empresa e 5% de outra empresa, totalmente fora da linha de produtos da empresa, então com um olhar mais crítico investigaram porque o cliente optou em comprar aquele equipamento de outra empresa. Com base na análise de compra do cliente, a empresa procurou outros fornecedores pra tentar buscar a tecnologia dele para implementar na empresa. Esta tecnologia não tem nas empresas de Panambi, e o fornecedor também não é próximo.

Para e entrevistado E4 a inovação também advém de parceiros fora do círculo mais próximo, e menciona que isso acontece muito por motivo da concorrência, acabam buscando fora fortalecendo mais. Neste mesmo sentido o entrevistado E3 diz que dentro do APL não tem novos conhecimentos para agregar, a não ser com feiras e palestras.

Infere-se que compreender a difusão do conhecimento é essencial para que possamos ser capazes de entender como as redes sociais atuam como mecanismos essenciais no processo de constituição da capacidade absortiva das empresas pertencentes ao APL. Zander e Kogut (1995) abordam, em seu trabalho, a importância da constante interação entre indivíduos de diferentes empresas para a aquisição e assimilação de novos conhecimentos. Verifica-se que quanto à difusão de inovações dentro do círculo mais próximo não é constatado na pesquisa, portanto ocorre um baixo grau de coesão e baixo nível de compartilhamento de informações e novos conhecimentos relativos as inovações dentro do APL, não sendo mencionado à possibilidade de ocorrer difusão de inovação dentro do círculo mais próximo, confirmando esses resultados com o encontrado na teoria já mencionada.

Contudo, ainda que haja uma predisposição, por parte dos empresários, em manter segredos relativos à inovações implementadas em suas empresas, conforme afirma o entrevistado E4 que “a parceria fora do círculo mais próximo acontece devido a concorrência”, esses segredos podem não ser sustentados por longos período e transbordam para o restante das empresas concorrentes. Na medida em que os trabalhadores de diferentes organizações participantes do APL possuem relações, sejam de amizade, parentesco, vizinhança, dentre outras, o processo de transbordamento de novos conhecimentos torna-se inevitável. O que pode parecer contrassenso é corroborado pelo argumento de Cohem e Levinthal (1990), a manutenção de uma elevada capacidade absortiva que lhe permita

assimilar e explorar novos conhecimentos é essencial para manter sua posição de liderança. Ainda que ocorra o processo de transbordamento, a empresa estará sempre um passo à frente.

Kogut e Zander (1992) argumentam que as empresas são comunidades sociais que se utilizam da sua estrutura relacional e esquemas de codificação compartilhados para incrementar a transferência e comunicação de novas habilidades e capacidades. Sendo assim, é possível identificar na pesquisa que a troca de informações advém de parceiros fora do círculo mais próximo, através desses laços fracos, que segundo Granovetter (1973) são relações de baixa intensidade de contato, porém tem-se a aquisição de conhecimentos que se encontram internalizados em outras empresas, o que gera incrementos no processo de constituição da capacidade absortiva destas empresas. Assim sendo, vai-se ao encontro da proposição de Gulati, Nohria e Zaheer (2000), que o desempenho de uma organização poderia ser entendido de forma mais precisa examinando a rede de relações dos indivíduos que a compõem.

O quadro 6 resume as evidências atribuídas para a categoria de análise quantidade de tempo, conforme dados levantados.

Quadro 6 – Evidências categoria de análise quantidade de tempo

Indicadores Evidências

Tempo de negócio Relacionamento de longo tempo com os fornecedores – Laço forte Participação de outras empresas

na geração de inovação

Participação de empresas fora do APL, viagens e feiras, participação de clientes – Laço fraco

Participação de funcionários – Laço forte Tempo de relacionamento para

absorção de inovação

Tempo de relacionamento entre as empresas e os parceiros é de longo tempo – Laço forte

Inovações fora do círculo Inovações advêm de fora do círculo mais próximo – Laço fraco Fonte: dados da pesquisa, 2019.

No quadro 6, verificou-se a partir das respostas obtidas, que existe relacionamento de longo prazo, indicando existir laços forte para o tempo de negócio com os fornecedores, quanto a participação de outras empresas na geração de inovação, foi identificado que existe participação de outras empresas fora do APL, e ainda a inovação é adquirida por meio de viagens, feiras e clientes, ambos são considerados laços fracos, visto que foi identificado baixa intensidade de contato, os funcionários também participam na geração de inovação, porém como o contato é frequente o laço é considerado forte. Para finalizar a dimensão ainda foi constatado que as inovações advêm de fora do círculo mais próximo, sendo estas relações de baixa intensidade e laço fraco. No entanto, Granovetter (1973), destaca que estes

tipos de relacionamentos podem ser fontes de novos contatos, oferecendo acesso a informações e recursos além daqueles disponíveis em seu círculo social mais próximo.

Os resultados deste estudo estão de acordo com Granovetter (1973), que indicam que as inovações advêm de fora do círculo mais próximo, e vão ao encontro do estudo de Cárdenas (2017), que também evidenciou por meio das respostas dos entrevistados, que as feiras e viagens permitem o acesso a novos conhecimentos. Porém contradizem o estudo de Cárdenas (2017) no sentido de que os fornecedores foram considerados laços fracos, e neste estudo foram considerados laços fortes, por existir relacionamento de longo tempo.

Ainda no constructo laços sociais, por meio da intensidade emocional procurou-se verificar (5) as relações formais e informais com os parceiros, (6) as relações articuladas dentro do APL, (7) laços fracos para desenvolver inovação. Buscou-se analisar a proximidade emocional entre os atores, uma vez que, conforme destaca Wellman (1979), a proximidade é a característica mais importante definidora de relacionamentos próximos.

(5) Para identificar a intensidade emocional, foi questionado se as relações com os principais parceiros limitam-se a relações formais do negócio ou seus representantes buscam ampliar os laços de afinidade. O entrevistado E1, argumenta que as relações acontecem sempre que existe um interesse mútuo entre as partes, assim consegue-se estreitar os laços de afinidade, porém se um dos lados percebe que o outro está tentando se aproximar só para ganhar, alguém acaba caindo fora. O empresário relata que tem um parceiro que se relaciona muito bem e que considera alguns clientes como parceiros comerciais, pois tem um relacionamento bastante próximo e acabam desenvolvendo junto às soluções para o negócio. Para o entrevistado E2, as relações não são estritamente formais do negócio, possuem uma relação aberta, de amizade e de profissionalismo, e isso acontece para que as negociações aconteçam de uma forma mais flexível. Além dos laços formais de negócio já estabelecido com os parceiros, o entrevistado E3 menciona que tem relacionamento mais próximo com um parceiro que tem representação em todo o país e na América Latina, eles fazem convenções, e abrem para que a empresa divulgue seus produtos nestas convenções, segundo ele isto só acontece devido ao relacionamento mais próximo que tem com este parceiro.

Para o entrevistado E4, existem as duas situações, apenas casos extremamente formais de negócio, e tem situações em que os laços se ampliam, formando relações informais, as pessoas acabam se confundindo com funcionários e amigos, o que acaba gerando mais frutos segundo o entrevistado, nestes casos de relacionamento mais próximos as pessoas acabam olhando os negócios como um só, ficando perceptíveis os resultados, as

empresas parceiras se comprometem mais em decorrência de conseguir estreitar os laços de afinidade.

Infere-se que além de existirem laços formais (laço forte) nos negócios, também ocorrem os laços informais (laço fraco), segundo os entrevistados estes laços informais acabam abrindo novas oportunidades, que não iriam acontecer se os laços fossem apenas formais, outra vantagem identificada em decorrência do relacionamento informal são os resultados alcançados com empresas parceiras, pois existe mais comprometimento na busca dos objetivos. Constata-se que a intensidade emocional está presente nas relações informais