CAPÍTOL 2. MARCO AUREL. La introducció de l’àlgebra
2.3. Libro Primero de Arithmetica Algebratica
2.3.2. Els símbols
Após a análise dos resultados sobre criatividade e conhecimento político surge o seguinte questionamento:
A criatividade (isto é, geração de novas ideias) está positivamente associada ao conhecimento político da memória organizacional? Na busca por respostas, ainda surge mais uma questão:
O nível de formação escolar interfere na percepção em relação à criatividade (isto é, na geração de ideias)?
Para responder a estas questões, recorreu-se à base dos dados onde foram armazenadas as informações coletadas junto aos gerentes de relacionamento, e com o auxílio do aplicativo SPSS v.22, verificou-se o nível de correlação existente entre a variável CH6 do capital humano (geração de novas ideias) e o fator conhecimento político da memória organizacional. O procedimento estatístico revelou uma correlação positiva e substancial (0,514), conforme demonstrado no Quadro 19:
Quadro 19 - Correlação da variável geração de ideias com conhecimento político Correlações Conheci- mento Político (MOF3) Geração de Ideias (CH6) Coeficiente de Spearman MOF3 Coeficiente de Correlação 1,000 0,514** Sig. (2 extremidades) . 0,000 N 220 220 CH6 Coeficiente de Correlação 0,514** 1,000 Sig. (2 extremidades) 0,000 . N 220 220
(**) A correlação é significativa no nível 0,01 (2 extremidades) Fonte: Dados da pesquisa (2015)
A partir da constatação da correlação substancial da criatividade com o conhecimento da memória organizacional e dada a importância da escolaridade na formação do profissional, conforme evidenciado no referencial teórico desse estudo, emerge a seguinte dúvida: o nível de formação escolar afeta a percepção em relação à criatividade (isto é, a geração de novas ideias)? Em função da dúvida levantada e à luz da literatura sobre o tema surgiu a seguinte hipótese de análise:
H1: O nível de formação escolar interfere na percepção em relação à criatividade (isto é, na geração de ideias).
O conjunto dos 220 gerentes de relacionamento que respondeu à pesquisa, em relação ao nível de formação apresenta a seguinte
distribuição: 153 gerentes possuem o nível de pós-graduação, 58 têm graduação e apenas nove gerentes pertencem ao nível de ensino médio. Na aplicação do teste de hipótese a amostra foi separada em dois grupos: 01 – Com pós-graduação e 02 – Sem pós-graduação.
Para a realização do teste de hipótese levou-se em consideração a hipótese nula. Essa hipótese, também denominada H0, pressupõe o contrário da hipótese alternativa H1. Dessa forma tem-se:
H1: O nível de formação escolar interfere na percepção em relação à criatividade (isto é, na geração de ideias).
H0: O nível de formação escolar não interfere na percepção em relação à criatividade (isto é, na geração de ideias).
Por meio de testes estatísticos realizados com auxílio do SPSS v. 22, é possível verificar se a hipótese nula (H0) é aceita ou não. Em caso de aceitação da hipótese nula, a hipótese alternativa não é confirmada e, ao contrário, se a hipótese nula for rejeitada confirma-se a hipótese alternativa.
Após a definição das hipóteses nula e alternativa, o passo seguinte foi a definição do nível de significância, neste caso 5%. Para definição do tipo de teste de hipótese, paramétrico ou não paramétrico é necessário que se faça previamente o teste de normalidade dos dados. Se os dados apresentarem uma distribuição normal usa-se o teste T paramétrico, se a distribuição dos dados não for normal o tipo de teste mais adequado é o não paramétrico. O teste de normalidade univariada de Kolmogorov- Smirnov é o mais adequado para amostras acima de 30 participantes (FÁVERO et al., 2009). O Quadro 20 apresenta o resultado do teste de normalidade realizado no SPSS v. 22:
Quadro 20 – Teste de normalidade Nível de Escolaridade Kolmogorov-Smirnov Estatística Grau de liberdade Significância CH6 Com Pós- graduação 0,162 153 0,000** Sem Pós- graduação 0,169 67 0,000** (**) Significante ao nível de 0,05 Fonte: Dados da pesquisa (2015)
Ao analisar o teste de Komogorov-Smirnov observa-se que a significância 0,000 é menor que 0,05. Conclui-se que os dados não apresentam uma distribuição normal e, nesse caso, o teste de hipótese mais adequado é o do tipo não paramétrico. Dentre os tipos de teste não paramétrico está o de Mann-Whitney, disponível no aplicativo SPSS v. 22 e que foi escolhido para esta análise. O Quadro 21 apresenta o resumo do teste de Mann-Whitney:
Quadro 21 - Resumo do teste não paramétrico Mann-Whitney
Fonte: Dados da pesquisa (2015)
Como a significância 0,161 é maior que 0,05, se aceita a hipótese nula, rejeita-se a hipótese alternativa e pode-se afirmar que não existe
diferença entre os grupos (Com pós-graduação e Sem pós-graduação) em relação à geração de ideias.
Os achados deste estudo em relação à criatividade reforçam os resultados e conclusões de trabalhos de outros autores que abordaram o tema. A criatividade é uma característica do indivíduo, um elemento do capital humano que se materializa na geração de ideias e contribui para o desenvolvimento da competência das pessoas da organização.
Mas as organizações também precisam ser criativas para gerir a sua competitividade, antecipando-se aos fatos e tendências com o propósito de obter equilíbrio de resultados no curto e no longo prazo. Entretanto, como destacam Nonaka e Takeuchi (1997), as organizações não podem criar conhecimentos por si mesmas, elas dependem da iniciativa do indivíduo e da interação deste com o grupo.
Para as organizações serem criativas, os seus líderes devem estar preparados para suportar as oscilações de humor e emoções dos colaboradores. Os insucessos e fracassos devem ser vistos como experiências criativas. Dessa forma, o comprometimento da alta gerência com o desenvolvimento de políticas de apoio é indispensável para as iniciativas de criação de conhecimento.
No entanto, como foi aceita a hipótese nula, constata-se que a formação escolar em nível de pós-graduação não interfere na percepção em relação à criatividade. Isso posto, retoma-se a indagação inicial se a criatividade está positivamente associada ao conhecimento político da memória organizacional.
A dimensão do conhecimento político da memória organizacional é representada pelo conhecimento dos responsáveis pela tomada de decisão, pelo conhecimento de como uma nova ideia pode se tornar realidade na organização e das implicações das decisões para os diferentes departamentos. O apoio dos tomadores de decisão às iniciativas dos funcionários é importante para a geração de novas ideias e para a solução dos problemas encontrados, pois, a maior parte das pessoas da organização quando precisa de aconselhamento sobre determinado assunto consulta outras pessoas que consideram conhecedoras do tema.
Para fim, diante da constatação das correlações apresentadas entre a criatividade e o conhecimento político da memória, como resposta à indagação: a geração de novas ideias depende de políticas e incentivos da alta gerência? Pode-se afirmar que a geração de novas ideias depende das políticas da organização e do apoio dos representantes da alta gerência, pois, com o suporte dos líderes, os colaboradores tendem a ser fiéis e têm a sensação de responsabilidade compartilhada, caso contrário, a falta desse apoio pode se constituir numa barreira ou entrave à criatividade.
5.2 QUALIFICAÇÕES X CONHECIMENTOS DA MEMÓRIA