Chapitre 1 : Généralités et état de l’art sur l’irradiation des matériaux inorganiques hydratés
4.2.4 Effet de la porosité et de la distance inter-feuillets
Ventola et al. (2002, p. 15) classificam o gênero oral sessão de comunicação como um gênero discursivo, devido às suas características genéricas estáveis, isto é, etapas obrigatórias. A estrutura genérica da comunicação em pesquisas experimentais em inglês é apresentada no quadro a seguir:
Quadro 11 – Estrutura do gênero sessão de comunicação em inglês
Sessão de Comunicação em uma Conferência
Coordenador ou Monitor37 - Abre a sessão
Apresentação
Coordenador ou Monitor – Apresenta o pesquisador
Apresentador – Agradece o coordenador ou monitor pela apresentação Apresentador – Contextualiza a pesquisa
Apresentador – Apresenta a pesquisa e sua estrutura genérica (exemplo: Introdução, Materiais e Métodos, Resultados, Discussão, Conclusão)
Apresentador – Agradece a audiência
Audiência – Agradece o apresentador (não verbal) Coordenador ou Monitor – Agradece o apresentador
Discussão
Apresentador - Abre a discussão
Audiência – Questiona / Faz Comentário Apresentador - Responde
Coordenador ou Monitor – Fecha a discussão Recicla a sequência: Apresentação ^ Discussão Coordenador ou Monitor – Fecha a sessão Fonte: Traduzido de Ventola et al. (2002, p. 29).
Na primeira etapa do quadro acima, ‘Abertura da sessão’, o coordenador ou monitor apresenta à audiência os participantes que compõem a sessão e seus respectivos assuntos, conforme mostra o exemplo a seguir:
01:38
Bom, deixa eu ir apresentando a mesa. Então ah... a mesa, aqui nessa sala, a gente vai, ah... o tema é (tema da pesquisa) tá. Ah... eu RV vô tá coordenando a mesa e nós temos como ah... três ah... comunicações depois: ah.. (tema da pesquisa), quem vai apresentar esse trabalho é a (nome da pesquisadora) da Unicamp; (tema da pesquisa), quem vai apresentar é a (nome da pesquisadora) e (tema da pesquisa), a (nome da pesquisadora). Tá certo?
Em seguida, na etapa ‘Apresentação do pesquisador’, o coordenador ou monitor apresenta o próximo participante à audiência, como mostra o exemplo abaixo:
02:
Bem, é... passo agora a palavra a (nome do pesquisador) que vai discutir o (tema da pesquisa).
37 Como não há distinção em inglês entre comunicação individual e coordenada (paper), o
responsável pela abertura de uma sessão é denominado chair. Em português tem-se um coordenador nas comunicações coordenadas e um monitor nas comunicações individuais.
38 Todos os exemplos da subseção 2.2.2.1 foram retirados do corpus de estudo, uma vez que não há
exemplos na literatura de comunicações orais em congressos em português nos modos oral (discurso do apresentador) e escrito (slides).
Na terceira etapa, ‘Agradecimento ao coordenador ou monitor pela apresentação’, o apresentador agradece ao coordenador ou monitor pela introdução realizada ou pelo convite feito para compor a sessão – em casos de sessões de comunicação coordenada –, conforme o exemplo abaixo:
03:
Bom, eu quero agradecer à (nome da coordenadora da sessão) o convite, também a (nomes dos participantes) pela oportunidade de compartilhar esse momento e vocês também por terem vindo aqui.
Posteriormente, na etapa ‘Contextualização da pesquisa’, o apresentador transmite à audiência um panorama geral da pesquisa antes de explicitar o objetivo do trabalho. Na presente tese, dividiu-se esta etapa em duas categorias: a ‘contextualização interpessoal da comunicação’, em que o apresentador se identifica para a audiência com o propósito de se aproximar dos ouvintes; e a ‘contextualização experiencial da comunicação’, em que o apresentador contextualiza o assunto da pesquisa antes de discorrer sobre os seus objetivos, justificativas etc. Esta última categoria é similar àquela que Ventola et al. (2002)
nomeiam ‘contextualização da pesquisa’. Os exemplos 4 e 5 a seguir demonstram
as etapas ‘contextualização interpessoal da comunicação’ e ‘contextualização experiencial da comunicação’, respectivamente:
04:
Bom, bom dia a todos, muito obrigada pela presença de todos aqui. É... eu me chamo (nome da apresentadora). e sou mestranda da Universidade Federal de Santa Catarina, sou orientada pela professora é... doutora (nome da orientadora). e
este é o título do meu trabalho é... “(título da pesquisa)”. É... esse trabalho foi
realizado como estudo piloto de uma disciplina que eu fiz pro mestrado, né? É... no momento eu já tô no segundo ano, né?
05:
Bom, eu vou apresentar pra vocês é... uma... uma comunicação que vai falar da composição de uma pesquisa de... mestrado, que foi a minha, que foi composta e organizada em dois gêneros textuais. A minha dissertação, ela tem um conto e ela tem o texto, o texto chamado dissertação com as suas marcas linguísticas e a sua organização em termos acadêmicos e científico, né? Então eu vou mostrar pra vocês o diálogo entre a dissertação e o conto que foi realizado nessa pesquisa qualitativa numa pesquisa em Linguística Aplicada. Eu sou da (nome da instituição que a apresentadora está filiada), fui, é, sou mestre pela PUC São Paulo e atualmente sou doutoranda pela Unesp de Rio Preto. E eu vou conduzir a apresentação da mesma forma que eu conduzi a construção da é... dissertação nesses dois gêneros com relação a vocês, no caso, lá, leitor, no caso aqui, audiência, tá. Se eu posso dizer
que a minha apresentação é..., se é... que a minha construção tem uma primeira característica, a primeira característica dela é levar o leitor a fazer a pesquisa junto comigo né. Então, primeiramente vou dar um panorama dessa pesquisa, é uma pesquisa que se chama (título da pesquisa). Teve como participante, onze alunos e três professores, sendo História, Inglês e Filosofia. O contexto foi uma escola noturna da rede pública estadual de São Paulo, na grande São Paulo, no ensino médio, sob a orientação da professora doutora (nome da orientadora), que para o meu, pra minha honra está aqui me prestigiando e pro meu desespero também. Estou vendo parte da minha banca de defesa aqui. Bom, preciso posicionar vocês.
Ventola et al. (2002) categorizam a etapa ‘Apresentação da pesquisa e sua estrutura genérica’ de maneira generalizada. Esta etapa foi desmembrada nesta tese em outras seis categorias: Introdução da pesquisa, Apresentação da Fundamentação Teórica, Apresentação da Metodologia, Apresentação dos Dados e Discussão dos Resultados, Apresentação das Considerações Finais e Apresentação das Referências39. O exemplo abaixo exibe a etapa Introdução da pesquisa:
06:
É... bom, os objetivos da minha pesquisa. Então, é fazer a investigação das representações de feminilidade que são apresentadas na revista. É... eu vou fazer isso através da análise das construções textuais e também das construções imagéticas, né?
No que diz respeito às etapas ‘Agradecimento à audiência’ e ‘Agradecimento ao apresentador’, pode-se citar como exemplo os agradecimentos ‘Obrigado(a)’ e ‘Muito obrigado(a)’ utilizados pelos apresentadores e coordenadores; já na etapa ‘Agradecimento ao apresentador’, não foi possível demonstrar que ela é constituída não verbalmente, por meio de aplausos, visto ser esta pesquisa dedicada tão somente a textos verbais (transcrições).
As etapas presentes na Discussão, que se segue à Apresentação, não serão tratadas neste trabalho por questões de delimitação de pesquisa.
A estrutura do gênero comunicação oral não se resume apenas à exposição oral da pesquisa científica realizada pelo apresentador. Concomitantemente, há também a apresentação de slides, que são ferramentas multimodais importantes na produção de significado. Ventola et al. (2002, p. 170) comentam que “durante a
39 Os exemplos das categorias Apresentação da Fundamentação Teórica, Apresentação da
Metodologia, Apresentação dos Dados e Discussão dos Resultados, Apresentação das Considerações Finais e Apresentação das Referências não foram contemplados nesta subseção, pois serão vistos detalhadamente em Apresentação dos Dados e Discussão dos Resultados. Eles só foram mencionados aqui como desdobramento da etapa proposta por Ventola et al. (2002) ‘Apresentação da pesquisa e sua estrutura genérica’.
apresentação dos slides, o registro da parte falada da apresentação deve adaptar-se à presença ou ausência de elementos visuais no contexto”40. As autoras ainda
ressaltam a interatividade entre os códigos semióticos, que os integra como um único texto coerente com as etapas propostas, supridas pelos slides. Assim como na apresentação oral, os slides tem sua própria estrutura genérica interna, com estágios funcionais, para juntos alcançarem o seu propósito. Vale salientar, no entanto, que não utilizarei o modelo de descrição da estrutura genérica da apresentação dos slides de Ventola et al. (2002), uma vez que, nesta tese, os slides funcionam como uma variável de registro modo (escrito, multimodal), e não como outro gênero. O quadro a seguir exibe a estrutura genérica da apresentação dos slides:
Quadro 12 – Estrutura genérica da apresentação dos slides
Transição de Código ^ (Slide ^ Identificação ^ Contextualização)* Retorno de Código41 Fonte: Traduzido de Ventola et al. ( 2002, p. 173).
Para Ventola et al. (2002, p. 174), o propósito da etapa ‘Transição de Código’ é apresentar a incorporação de um novo canal e código semiótico, conforme pode- se observar no exemplo abaixo e seu respectivo slide:
07:
Bom, é... a minha apresentação é... se insere nessa preocupação que a gente tem no curso de trabalhar a... a linguagem numa visão mais é... abrangente que não se reduz apenas a trabalhar com skills, habilidades comunicativas, mas que entenda que a linguagem é uma forma de entender o mundo e de agir no mundo é... e
portanto é uma prática social. Então, ali nos slides “Linguagem e Letramentos” que
seria “as abordagens das disciplinas de língua inglesa em um curso de inglês”.
40 During the slide show, the register of spoken part of a presentation must adapt to the presence or
absence of visuals in the context.
41 O acento circunflexo (^) representa a ordem necessária dos elementos; exemplo: Contextualização
deve acompanhar Identificação. O símbolo (*) representa qualquer número de repetição opcional. Neste caso, repetições opcionais se aplicam a Slide, Identificação e Contextualização juntos, representados pelos parênteses ( ).
Figura 7 – Etapa Transição de Código