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5. Chapitre 5 : résultats des mesures d’adsorption

5.5 Effet du vieillissement d’un charbon actif

O padrão inseguro-evitante (padrão A) caracteriza-se pelo predomínio do comportamento exploratório sobre o comportamento de vinculação. Em vez de procurar de modo activo a proximidade com a figura de vinculação, o bebé ignora-a e afasta-se dela. Além disso, não há uma diferenciação clara entre o modo como a criança reage à figura de vinculação e ao estranho, podendo até haver um menor evitamento face ao sujeito desconhecido. Por outro lado, não há uma comunicação clara e franca de sentimentos entre o bebé e a figura de vinculação: a comunicação directa tende a estar centrada apenas em expressões positivas e as emoções negativas tendem a ser dirigidas para os objectos. A tendência para minimizar a expressão das emoções negativas, que se observa nestas crianças, decorre das experiências com o prestador de cuidados que rejeita ou ignora aquele tipo de emoções (van IJzendoorn, Schuengel & Bakermans-Kranenburg, 1999b).

Na situação laboratorial, as crianças evitantes exibem reduzidos comportamentos de agressividade durante a Situação Estranha, apesar de poderem apresentar comportamentos agressivos súbitos em casa. A resposta de evitamento, observada durante o procedimento experimental, pode ser uma forma de minimizar a expressão da agressividade e impedir que

a mãe, em relação à qual a criança tem uma necessidade desesperada de proximidade, se torne rejeitante (Main et al., 1981).

Este tipo de interacção evitante pode, também, ser compreendido à luz da história da relação. As observações conduzidas por Ainsworth e colaboradores (1978) ao longo do primeiro ano de vida das crianças em contexto familiar revelam que estas experienciaram respostas rejeitantes e insensíveis por parte da figura de vinculação face aos comportamentos de vinculação, particularmente nos momentos em que o sistema de vinculação estava mais intensamente activado (ex.: situações de doença, ameaça de perigo, etc.). Uma das dimensões do comportamento da figura de vinculação que parece estar associada aos padrões inseguros das crianças é a sensibilidade materna (True, Pisani & Oumar, 2001), apesar do consenso acerca da sua relevância ser difícil de alcançar devido aos constrangimentos de operacionalização do constructo (Belsky & Isabella, 1988). A dimensão sincronia da interacção foi objecto de estudo por Isabella e Belsky (1991). Esta investigação mostrou que existe uma associação entre o evitamento da criança e o comportamento materno intrusivo e excessivamente estimulante.

Da articulação entre a análise dos comportamentos dos bebés evitantes em casa e no decurso da Situação Estranha, podemos pensar que desenvolveram um conflito entre a necessidade de aproximação e de evitamento. De facto, o comportamento de vinculação da criança não atinge o objectivo, desencadeando por isso frustração, raiva e irritação no bebé. Para além dos comportamentos de vinculação, também os sentimentos negativos tendem a ser inibidos pelo conflito inibição-evitamento, o que leva, durante a Situação Estranha, ao direccionamento destes sentimentos para os objectos. As observações realizadas no contexto familiar foram relacionadas com o modo como os bebés evitantes se comportam durante a Situação Estranha (Ainsworth et al., 1978). Nos episódios de separação, estes bebés, por vezes, iam à procura da figura de vinculação. Quando a mãe reaparecia, o sistema comportamental de vinculação tendia a estar intensamente activado mas, por outro lado, a presença da mãe desencadeava comportamentos de evitamento. Perante este conflito, o comportamento da criança assumia duas formas: alternando entre a aproximação e o evitamento, ou ignorando a mãe. Nestas circunstâncias, o comportamento exploratório da criança parece servir o que os etologistas chamam de comportamento de deslocamento. Ou seja, quando dois sistemas comportamentais antitéticos (neste caso a aproximação e o

191 evitamento) estão intensamente activados, tendem a bloquear-se mutuamente e, então, emerge outro sistema comportamental que, neste caso, surge sob a forma de exploração.

A justificação para as respostas comportamentais destas crianças é o conflito proximidade-evitamento (especialmente relevante para o contacto corporal) e decorre da acumulação de frustrações inerentes aos comportamentos de proximidade e de procura de contacto. Nas observações domiciliárias, Ainsworth e colaboradores (1978) concluíram que as mães das crianças evitantes são mais rejeitantes, na medida em que revelam mais sentimentos negativos, ressentimentos para com o bebé e oposição perante as suas manifestações de vinculação. Estas mulheres são menos afectuosas que as mães de crianças seguras, no contacto corporal. Como consequência, estes bebés associam o contacto corporal a experiências desagradáveis o que poderá contribuir para experienciarem um conflito entre aproximação e evitamento. A estratégia de procura de contacto poderá culminar em experiências de rejeição e causar um conflito doloroso. Por isso, em vez da procura de contacto, a criança tende a exibir comportamentos de evitamento através dos quais é afastada a atenção das condições que, em princípio, activariam o sistema de vinculação. Nestes casos, o evitamento da figura de vinculação pode ser interpretado como uma estratégia de desactivação do comportamento de vinculação por medo de rejeição.

O padrão inseguro-evitante corresponde, de acordo com a metodologia do CCH (Miljkovitch et al., 2003) para a classificação das histórias da ASCT (Bretherton et al., 1990), à adopção de uma estratégia desactivada no que concerne à vinculação. Também Granot e Mayseless (2001) utilizam o mesmo conceito para classificar as crianças em idade escolar que adoptam predominantemente o evitamento na tarefa de completamento de histórias (Bretherton et al., 1990). Os autores falam em protótipo eviante. A principal característica destas crianças é a inibição do sistema de vinculação (desactivação) e a tendência para a evitar os temas relacionados com a vinculação, causadores de níveis de stresse significativos. Perante as tarefas propostas pela ASCT as crianças evitantes mostram-se muito relutantes em participar no completamento das histórias. Quando se envolvem na construção das narrativas fazem-no de modo superficial centrando-se nos estereótipos familiares sem introduzir emoções. Outro aspecto importante é o facto de apresentarem dificuldades marcadas no reconhecimento dos aspectos negativos das personagens e das relações de vinculação. São incapazes de relatar acontecimentos ou

emoções negativas. Estas crianças têm grande dificuldade em representar-se como alvo da protecção e ajuda no seio da família e quando a história sugere uma ameaça aos laços de vinculação estas crianças são incapazes de desencadear conteúdos que permitam o restabelecimento da proximidade e da segurança. Na história do regresso, por exemplo, as crianças evitantes não mostram sentimentos de alegria impedindo, muitas vezes, que o reencontro seja consumado. Apresentam uma expressão emocional fraca ou inexistente (Miljvovitch et al., 2003). As relações com os prestadores de cuidados são caracterizadas pela distância, ausência de acessibilidade emocional, diminuição do significado afectivo ou convencionalidade exagerada (Granot et al., 2001). O protagonista exibe uma visão do mundo marcada pela negação ou pela atitude neutra perante situações ameaçadoras. A narrativa é superficial, unidimensional ou convencional. A resolução dos conflitos é neutra e pode ser alcançada pelo distanciamento.