Une solution singulière
Chapitre 1 : Des lettres antidotes
1- Ecrire des lettres
Segundo previsões da FAO (2003) e a verificar-se um aumento demográfico, uma maior urbanização e rendimentos crescentes, tais factos terão como consequência um
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Uma cadeira de estilo Windsor, feita de madeira árvore da borracha, viu o seu preço de mercado declinar de US$ 11 para US$ 5 no Vietnam, num espaço de 5 anos.
forte e continuo crescimento no consumo global da maior parte dos produtos da fileira da madeira, prevendo-se que o consumo cresça mais rapidamente em países em desenvolvimento, passando alguns países de serem exportadores líquidos para importadores líquidos em algumas categorias de produto florestais.
Quanto ao aumento de quotas da madeira de plantação no comércio de madeira, as forças de mercado, as barreiras tarifárias baixas e a crescente preocupação com a degradação ambiental e com o abate ilegal continuarão a orientar a produção em direcção a localizações mais eficientes e controladas, nomeadamente das plantações (especialmente alta taxas de crescimento de plantações tropicais) e florestas semi- naturais (em particular nas regiões temperadas e boreais). O esforço no sentido de restringir os volumes de produção em florestas naturais aos cortes anuais admissíveis e de restringir ilegalidades acentuará ainda mais esta tendência.
Embora o comércio nos mercados domésticos continue a dominar as estatísticas mundiais em muitas áreas, a tendência será para haver um aumento do rácio comércio internacional/produções, pois a continuar a queda de barreiras tarifárias a tendência será para aumentar o número de consumidores, baixando os preços e aumentando a qualidade para lá das fronteiras nacionais.
Embora que os países desenvolvidos continuem a manter as suas quotas de mercado, focalizando a sua atenção na tecnologia e no design de produtos, nomeadamente dos produtos da SFPTM, é expectável que a capacidade técnica dos países em desenvolvimento progrida, o que, a juntar aos salários baixos, aos amplos recursos naturais e às políticas direccionadas a processos de maior valor acrescentado, continue a orientar os países em desenvolvimento para as exportações de produtos processados, correspondentes à segunda fase de transformação da madeira (SFPTM).
É previsível que os emergentes mercados da Rússia e da China, consolidem a sua posição como principais exportadores, uma vez que a sua capacidade de desenvolvimento ainda não atingiu o seu pleno potencial; no caso da China, envolve também a sua continuada expansão como principal importador de rolaria industrial e de madeira serrada. Também o Brasil, possuidor de abundantes recursos e de uma crescente competência a nível tecnológico, se espera que venha a consolidar a sua posição no mercado internacional.
Estas previsões partem de pressupostos como a inovação tecnológica e estabilidade política; no entanto, existem razões para se ter alguma cautela quanto a essas previsões, principalmente por três ordens de motivos (FAO, 2003):
• Instabilidade política e social – a falta crescente de recursos renováveis e não renováveis, a crescente desigualdade global e uma subida do unilateralismo têm de ser tidos em conta em qualquer futura previsão no contexto do modelo de globalização actual;
• Instabilidade ambiental – as actuais taxas de crescimento económico baseiam-se na energia de recursos não renováveis com graves consequências climáticas e ambientais, pelo que será imprudente tomar como certo que o consumo global poderá continuar a crescer ao ritmo actual.
• Instabilidade económica – as medidas requeridas para corrigir as externalidades implícitas nas crescentes instabilidades política e ambiental podem exigir mudanças dramáticas em termos de políticas económicas. O rápido desenvolvimento dos mercados de serviços ambientais é apenas uma das medidas necessárias para promover a sustentabilidade, com consequências de longo alcance para a cobertura florestal e a produção de madeira.
O comércio global de produtos da floresta cresceu nos últimos 40 anos, em termos de volume e de valor, levantando questões acerca do possível impacto na gestão florestal. Por outro lado, as divergências em termos estatísticos no que respeita às áreas florestais, aos padrões demográficos e de rendimento obstam a que se tirem conclusões válidas acerca dos impactos do comércio e da crescente actividade económica.
Efectivamente há poucos indicadores disponíveis na gestão florestal sustentável no mundo inteiro, à parte a área coberta por sistemas de certificação e a extensão de floresta perdida. Embora a certificação se tenha vindo a expandir rapidamente e os diferentes esquemas existentes já tenham certificado para cima de 4 % da área florestal total no mundo inteiro, contudo, a maior parte da área certificada está em países não-tropicais e em plantações ou floresta semi-natural.
Por contraste, as áreas de florestas naturais parecem estar em contracção no mundo inteiro. Há alguma pequena rede de expansão em áreas não-tropicais mas uma perda liquida muito maior em países tropicais. A perda florestal natural é provavelmente para continuar, com a produção a deslocar-se para usos de terra mais competitivos e para sistemas de produção florestais mais intensivos e eficientes como plantações e florestas semi-naturais. Enquanto que o comércio de produtos certificados pode ser um meio para promover a gestão florestal sustentável, não é claro que ele pode fazer muito para tornar a gestão florestal sustentável de florestas tropicais naturais competitivas em relação às plantações e florestas semi-naturais.
O comércio doméstico em produtos florestais é mais importante em termos de volume do que o comércio internacional, em todas as regiões e na maior parte de países. Isto sugere que o mercado de exportação pode não ser o objectivo mais relevante para solucionar problemas de gestão florestal. Mas o comércio internacional está a aumentar tanto para países tropicais como para não-tropicais, embora a um ritmo mais rápido para os últimos, e esta tendência é previsível que continue.
A Europa e os EUA estão entre os principais importadores, exportadores e consumidores de produtos florestais. Isto sugere a importância do comércio como meio de vincular os produtores destes produtos a consumidores ambientalmente sensíveis, em particular em países tropicais onde o mercado doméstico é menos interessado em assuntos ambientais. Mas o comércio intra-regional domina a maior parte de todo o comércio internacional tanto em volume como em termos de valor, indicando que o transporte e os preços de logística ainda representam os determinantes principais dos padrões comerciais. Nessas circunstâncias, o aumento das exigências ambientais da parte de compradores na Europa e os EUA pode intensificar esses padrões.
Há novos e importantes players que emergem nos mercados internacionais, dos quais se destacam a China (importações e exportações) e Rússia (exportações). Até que ponto a sua entrada mudará os actuais padrões do comércio é algo que o futuro dirá, mas a sua capacidade em ir mais longe, em ambos os países, é altamente provável. Os países tropicais que durante muito tempo foram considerados como os fornecedores dos produtos florestais, em particular de toros e madeira serrada, aos mercados do Norte (embora a maioria da produção fosse, ao que parece, para o consumo doméstico) estão vendo as suas importações de madeira a alcançar as suas exportações, quando considerados como um grupo, parecendo também estar a deslocar a produção e a exportação para produtos de maior valor acrescentado o que, por sua vez, poderá ter consequências ao nível dos preços destes tipos de produtos, dados os baixos salários que, genericamente, são praticados nestes países.