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5.8 Relation entre l'évolution de la microstructure et du comportement ma-

6.2.3 Ecoulements ségrégés

Os canais informais apresentam rapidez na atualização das informações e a formação de grupos de contatos que auxilia o processo de busca contínua de informação (TARGINO, 2000). Consolida-se na comunicação oral, por meio dos contatos interpessoais. (PISCIOTTA, 2006) e tem sido objeto de estudo de pesquisadores (FUNARO; NORONHA, 2006).

Essa literatura é conhecida por literatura cinzenta por ser de difícil acesso e aquisição e por não ter passado ou estar regida por qualquer tipo de controle bibliográfico específico. Com as tecnologias, os documentos passaram a ser caracterizados não mais pela sua tipologia ou características, mas pela sua acessibilidade na web, assim como se considera o caráter volátil e a insegurança quanto à permanência e recuperação na web. Por outro lado, é utilizada por trazer originalidade e privacidade e tem sido objeto de estudo de pesquisadores e incluída em repositórios em formato digital (FUNARO; NORONHA, 2006).

Os canais informais são as discussões pessoais, as chamadas telefônicas, as correspondências privadas, os encontros locais e os seminários (BACK, 1972). Le Coadic (2004) cita, ainda, os contatos pessoais, as conversas, as reuniões, as trocas de correspondências etc. Funaro e Noronha (2006) citam, ainda, as atas de congresso, os boletins, as dissertações de mestrado, a literatura comercial, as normas, as patentes, as publicações oficiais, os relatórios técnicos e as teses de doutorado. Essa tipologia pode ser vista no Quadro 3.

QUADRO 3 – Tipologia dos canais informais de comunicação

DOCUMENTO AUTORIA DEFINIÇÃO

Atas de

congressos Martin Veja (1995 apud Almeida, 2000)

Compilações de conferências, palestras, comunicações, workshops ou atividades de caráter similar, apresentadas em reuniões de intelectuais procedentes das áreas de

humanidades, ciências sociais, da saúde ou de ciência e tecnologia, registrados em qualquer tipo de suporte

Boletins Martin Veja

(1995 apud Almeida, 2000)

Publicações em série editadas por entidades oficiais ou organizações privadas

Dissertação de

mestrado Severino (1979) Trata-se da comunicação dos resultados de uma pesquisa e de uma reflexão, versando sobre um tema igualmente único e bem delimitado. A diferença em relação à tese de

doutorado está no caráter de originalidade. Literatura

comercial Dias e Campelo (2000) É o nome utilizado por profissionais da informação para designar o material produzido por empresas e outras organizações, com o objetivo de promover a venda de seus produtos e serviços. São catálogos de fabricantes e de produtos, na forma de folhetos, folders ou brochuras e, mais recentemente, sítios na internet.

Normas Veado (1985) É um documento que reflete a consolidação de uma

tecnologia; nela podem encontrar-se a definição dos parâmetros de um produto, sua provável padronização e os métodos para sua certificação; também pode definir as especificações de projetos, as características das matérias- primas, os procedimentos de fabricação e os métodos de ensaio e inspeção.

Patente INPI (s.d.) É um título de propriedade temporária sobre uma invenção

ou modelo de utilidade, outorgados pelo Estado aos

inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. Em contrapartida, o

inventor se obriga a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente.

Publicações oficiais Hoduski (1993 apud VERGUEIRO, 2000)

É qualquer item produzido por meios reprográficos ou outros, editado por uma organização que é um organismo oficial, e disponível para uma audiência mais larga que a daquele organismo.

Relatórios

Técnicos Campelo (2000) Documentos que descrevem os resultados ou o andamento de pesquisas pra serem submetidos à instituição financiadora ou àquela para a qual o trabalho foi feito. Tese de

doutorado Severino (1979) Trabalho científica que trata da abordagem de um único tema, exigindo pesquisa própria à área científica em que se situa, com os instrumentos metodológicos específicos.

Fonte: Funaro e Noronha (2006, p.221)

Segundo Le Coadic (2004) e Targino (2000), as principais características dos canais informais são: público restrito; informação armazenada e não recuperável; informação recente; direção do fluxo selecionada pelo produtor; redundância às vezes significativa; não precisa avaliação prévia para publicação; feedback significativo para o autor. De acordo com Población e Noronha (2002, p.105) “[...] parte considerável da atual produção responde pelas necessidades do crescimento da literatura cinzenta (dissertações/teses, comunicações em eventos e relatórios)”.

A comunicação informal pode promover outro tipo de canal, os colégios invisíveis. Um colégio invisível é um grupo de eminentes e produtivos cientistas que promove o conhecimento científico e estimula o seu crescimento (CRANE, 1972). Kneller (1980) complementa que pode ser um grupo ou escola que trabalha em uma tradição de pesquisa com contato entre os membros. Santana (2000) complementa que estes pesquisadores trabalham em torno de um mesmo problema ou área de pesquisa e em constante comunicação. Nesse interrelacionamento é que se dá o colégio invisível e a seleção das teorias num dado campo.

Os objetivos dos colégios invisíveis, segundo Acosta-Hoyos (1980) são: (a) estimular a comunicação pessoal entre pesquisadores da mesma área, tanto em nível nacional como internacional; (b) evitar a duplicação de pesquisas similares, em nível microorganizacional; (c) facilitar a organização de núcleos de comunicação científica; (d) aproveitar a capacidade e o potencial dos cientistas mais experientes; (e) incentivar as novas gerações de pesquisadores mediante o compartilhamento de descobertas e dados; (f) possibilitar o contato direto, a fim de facilitar o avanço de pesquisas em andamento; (g) permitir o fluxo contínuo de transferência de informações técnico-científicas.

Entre os canais informais, os eventos nacionais e internacionais vêm desempenhando papel importante na comunidade científica. O Quadro 4 sintetiza os principais eventos e as suas respectivas entidades promotoras no campo da ciência da informação (Ver descrição dos eventos no Apêndice A).

QUADRO 4 - Eventos nacionais e internacionais e sua entidade promotora no campo da ciência da informação

EVENTO NACIONAL ENTIDADE

Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência

da Informação (ENANCIB) Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação (ANCIB)

Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD)

Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB)

Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa em Informação (CINFORM)

Encontro Nacional de Educação em Ciência da Informação (ENECIN)

Universidade Federal da Bahia (UFBA) Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN)

Congresso Iberoamericano Gestão do

Conhecimento e Inteligência Competitiva (GECIC)

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)

Reunião Anual da SBPC Sociedade Brasileira para o Progresso da

Ciência (SBPC) Km Brasil - Congresso Brasileiro de Gestão

do Conhecimento Sociedade Conhecimento (SBCG) Brasileira de Gestão do

Seminário Nacional de Bibliotecas

Universitárias (SNBU) Departamentos de Biblioteconomia/Ciência da Informação de Universidades Públicas Federais/ Instituições de Ensino Superior e

Comissão Brasileira de Bibliotecas

Universitárias (CBBU)

EVENTO INTERNACIONAL ENTIDADE

World Library and Information Congress Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA)

Pré conferências e Reunião Anual ASIS & T

Annual Meeting

American Society for Information Science & Technology (ASIS&T)

Congresso da ISKO International ISKO

Conference

International Society for Knowledge

Organization (ISKO)

Congreso Iberoamericano de Bibliotecologia Asociación de Bibliotecarios Graduados de La República Argentina (ABGRA)

Simpósio Internacional de Documentación Educativa (SIDOC)

Red de Bases de Datos de Información Educativa (REDINED)

Fonte: Dados da pesquisa, 2009

Os canais informais continuam tendo um impacto relevante para a comunicação científica. O mapeamento das redes informais poderá desvendar as dimensões chaves da comunicação científica, em especial as que acontecem institucionalmente, tais como as redes de cooperação (quem troca informação com quem), de confiança (quem pede conselhos a quem), de inovação (como é o fluxo

de troca de novas ideias) e de motivação (quem são os colaboradores que estimulam e motivam) (GARCIA, 2009). De acordo com Carvalho (2009, p.162):

[...] as redes sociais e a comunicação informal são duas vertentes a serem pesquisadas, com o fim de resgatar no ser humano aptidões emocionais e afetivas mediante um processo de autoconhecimento e que ajudem a redimensionar, cada vez mais, os procedimentos tecnológicos a favor do ser humano e, assim, atingir níveis qualitativos ainda melhores para a vida no futuro.

Para Côrtes (2006, p.53) “atualmente, a comunicação científica encontra-se diante de uma série de novas possibilidades e desafios”. O autor acrescenta às publicações impressas os “[...] jornais científicos on-line, fóruns de discussão, sistemas de open archives e open access, além das “nuvens virtuais” de literatura cinzenta na Web”. Com as tecnologias de informação e comunicação, as mudanças na comunicação científica tem alterado também o conceito nos tipos de canais e um mesmo canal de informação pode ser tanto formal como informal. Moreira (2005, p.57) cita o exemplo da auto publicação de um relato de pesquisa que “é ao mesmo tempo informal (porque não obedece a um formato fixo) e formal (porque não se limita a um grupo definido de receptores)”. Assim, a subseção seguinte trata dos canais eletrônicos de informação.