dépouillement du corpus de la chimie en arabe, avec sa
Chapitre 5 : Classification du domaine de la chimie
5.1.2 Domaine et sous-domaine
Os scripts de vida são expetativas culturalmente partilhadas sobre a ordem e o tempo de acontecimentos num curso de vida protótipo. Já existem vários estudos realizados sobre as caraterísticas dos scripts de vida (Berntsen & Rubin, 2004).
Rubin e Hutson (2009), fizeram uma investigação com alunos universitários americanos e dinamarqueses, onde estes tinham de enunciar os setes eventos mais importantes de acontecimentos da história de vida e de scripts de vida, onde também avaliaram os seus eventos em várias escalas e medidas de depressão, os sintomas e a centralidade de um evento negativo nas suas vidas.
Os autores apresentam diferenças nos eventos partilhados e na homogeneidade da amostra entre o roteiro dinamarquês e o americano. Correlacionando a valência dos eventos de história de vida com os scripts de vida e a depressão, ambos consistiram principalmente de eventos positivos com as idades compreendidas entre os 15 e 30 anos. Nos estudantes dinamarqueses perceberam que as histórias de vida medidas através dos scripts de vida estão correlacionadas com as medidas de depressão (Berntsen & Rubin, 2004).
Atualmente, devido a mudanças de condições de vida, valores instáveis e as exigências constantes de flexibilidade, as histórias de vida são descritas como um processo através do qual o sujeito tenta manter um sentido de identidade e continuidade, através da interpretação
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de significado pessoal em conformidade com algumas normas culturais de referência. As histórias de vida não são criadas de forma isolada, baseiam-se na experiência pessoal.
Berntsen & Rubin (2004), defendem a ideia de que os scripts de vida são estruturas cognitivas partilhadas dentro de uma determinada cultura e que existe correlação entre o padrão do ciclo de vida previsto pelos scripts de vida e a distribuição das memórias autobiográficas.
A história de vida pode ser vista como um alto nível de organização da personalidade, integrando caraterísticas, projetos e valores.
Os fatores, como traços de personalidade, valores, preocupações como caraterísticas específicas da influência pessoal, dependem da forma como uma história de vida individual concorda ou desvia-se das normas culturais dos scripts de vida (Berntsen & Rubin (2004).
O conceito da história de vida e do script de vida também diferem em relação ao intervalo de tempo de vida em que ocorrem, os scripts de vida abordam a vida de um protótipo, desde o nascimento até à morte, enquanto a história de vida, abrange a vida de uma pessoa desde o nascimento até ao ponto da narração.
Portanto, um script de vida é definido como uma série de eventos que acontecem numa ordem específica e representa um ciclo de vida protótipo dentro de uma determinada cultura (Rubin & Berntsen, 2004).
Podemos definir um script de vida da seguinte forma:
(1) Um roteiro de vida é o conhecimento semântico sobre as expetativas numa determinada cultura sobre eventos de vida e não, uma forma pessoal de memórias episódicas para esses eventos;
(2) Um roteiro de vida é uma série de eventos temporalmente ordenados;
(3) Os scripts de vida podem ser descritos em termos de encaixes e os seus requisitos; 4) Os scripts de vida formam um grupo hierárquico com o evento de transição formando uma ordem em uma série de ações subordinadas ou de episódios;
(5) Os scripts de vida são utilizados para processar histórias de vida;
(6) Os encaixes e as suas exigências para os scripts são eventos transitórios culturalmente importantes;
(7) Os scripts de vida representam um campo de vida normativo, não são extraídos de ações pessoais em contextos recorrentes, são transmitidos pela tradição;
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(8) Os scripts de vida não representam uma média de vida, representam uma vida idealizada em que muitos eventos comuns e importantes são esquecidos;
(9) Os scripts de vida são distorcidos da vida real para favorecer eventos positivos e, (10) Os scripts de vida são distorcidos da vida real para favorecer eventos previstos para ocorrer no período sancionado (Rubin & Berntsen, 2004).
Os scripts de vida não são histórias de vida mas sim, ajudam a estruturar as histórias de vida individuais, fornecendo um esquema geral de que, uma instância particular com todos os desvios do esquema, podem ser organizados.
Para uma pessoa específica, os eventos na história de vida pessoal como o seu calendário podem entrar em conflito com os eventos e prazos prescritos pelo roteiro de vida cultural (Rubin & Berntsen, 2004).
Em psicologia cognitiva, os scripts de vida são uma forma de conhecimento semântico, enquanto uma narrativa de vida representa o conhecimento de memórias episódicas ou autobiográficas (Rubin & Berntsen, 2004).
Além das diferenças nas tarefas de memória autobiográfica, a sobreposição entre os eventos da história de vida de uma pessoa e o script de vida podem variar em função de questões específicas para a pessoa e da sua constituição psicológica, como também em função de experiências específicas do passado do sujeito e da forma como tem lidado com esses eventos (Rubin & Berntsen, 2004).
Estudos anteriores demonstraram que a centralidade da escala de eventos (CES) é positiva correlacionada com sintomas de transtorno de Stress Pós-traumático (PTSD), mesmo quando se controla com as medidas de ansiedade, depressão, dissociação e autoconsciência (Berntsen & Rubin, 2004; Rubin et al.,2009).
Os scripts de vida são expetativas culturalmente partilhadas sobre a ordem e o tempo dos acontecimentos num curso de vida protótipo. Estes relacionam-se com o conhecimento semântico sobre as expetativas de eventos de vida numa determinada cultura e não são memórias de acontecimentos pessoais desses respetivos eventos. Podem ser descritos em termos de intervalo de tempo, pois, são eventos transitórios culturalmente importantes que ocorrem num momento culturalmente sancionado destes eventos.
Os scripts de vida são utilizados para processar a história de vida de um sujeito, sendo que os scripts representam um campo de vida normativo, não são extraídos de ações pessoais
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em contextos recorrentes, mas sim, são transmitidos pela tradição num determinado contexto cultural.
Os scripts de vida são distorcidos da vida real em favorecimento de eventos positivos.