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DISTRIBUTED DATA PROCESSING (DDP)

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Esta unidade abrange os corpos de composição granítica, que ocorrem de variadas formas e dimensões, encaixados nos xistos da Formação Seridó. Em geral, formam altos topográficos devido a maior resistência à erosão que as suas hospedeiras, onde apresentam contatos intrusivos.

O maior deles dá forma a Serra das Flechas, aparentando uma estrutura dômica, indicada pela atitude das encaixantes, mas apresentando um formato quase sigmoidal, sugerindo uma colocação sin- a tardi-tectônica, sob influência da ZCPJC (Figura 27.a). Outros corpos também sofrem esta influência, encontrando-se alinhados segundo a estruturação NE-SW, como o Serrote Redondo, situado no núcleo da anticlinal, e os que formam a Serra Branca, situados fora das linhas axiais. Estes granitóides são leucocráticos, apresentando aspectos macroscópicos como textura média equigranular, coloração cinza claro, podendo-se notar uma foliação marcada por finas bandas de máficos esverdeados. Na maioria das vezes encontram-se intemperizados, apresentando uma capa alaranjada devido a produção de hidróxido de ferro, produto de alteração dos minerais máficos (Figura 27.b).

Figura 27: Afloramentos dos granitos da Suíte Alcalina Caxexa. (a) Amostrando granito leucocrático cinza claro da Serra das Flechas, apresentando desplacamento devido a intenso intemperismo; (b) o mesmo granito nas imediações do Serrote Redondo, exibindo fraturas de direção aproximadamente E- W e N-S e uma capa de intemperismo alaranjada.

A amostra coletada na Serra das Flechas, a luz do microscópio, possui composição mineralógica composta por microclina (35%), plagioclásio (29%), quartzo (23%), hornblenda (7%), hedenbergita (5%), titanita (1%), opacos (Tr), apatita (Tr) e zircão (Tr). Os máficos estão

alinhados indicando a direção da foliação, enquanto os grãos de feldspato e quartzo formam uma trama poligonal. Essa composição aponta para um hedenbergita-hornblenda sienogranito, podendo ser correlato as rochas da Suíte Intrusiva Alcalina Caxexa, visto seus aspectos macro e microscópicos similares.

A microclina ocorre como cristais hipidiomórficos a xenomórficos, com geminação segundo a lei albita-periclínio, com tamanhos de até 1,8 mm. O plagioclásio está na forma de grãos hipidiomórficos a xenomórficos, com tamanho variando entre 0,3 mm e 1,5 mm, localmente apresentando geminação polissintética. Analisando estas geminações, através do método de Michel-Levy, foi constatado um ângulo de extinção médio de 10°, o que aponta para uma composição variando de oligoclásio a albita, indicando um baixo teor de anortita. O quartzo é xenomórfico, com grãos de 0,2 mm até 1,5 mm, apresentando extinção ondulante e inclusões de apatita, minerais opacos, titanita e zircão, sugerindo recristalização tardia.

A hornblenda ocorre de forma hipidiomórfica, com cristais prismáticos de pleocroísmo intenso variando de verde escuro a castanho amarelado (Figura 28.a), com inclusões de titanita, minerais opacos e apatita. Está associada a hedenbergita, de cor verde, que ocorre como cristais prismáticos hipidiomórficos, de até 1,0 mm, com alta birrefringência (Figura 28.b). Este piroxênio também pode ocorrer com hábito granular, na forma de pequenos cristais de 0,3 mm. A titanita também se encontra sob a forma de pequenos cristais hipidiomórficos de no máximo 0,3 mm. Os minerais opacos, apatita e zircão estão como inclusões, ocorrendo como grãos submilimétricos.

Figura 28: Fotomicrografias do hedenbergita-hornblenda sienogranito. (a) cristal hipidiomórfico de hornblenda (Hbl), com geminação evidenciando intenso pleocroísmo, além de hedenbergita (Hd) e titanita (Ti) granulares; (b) hedenbergita associada a hornblenda, orientados na matriz poligonal quartzo- feldspática.

De maneira mais restrita, soleiras de leucogranitos contendo granada, estão encaixadas nos xistos, próximos ao Serrote Redondo, de maneira concordante a subconcordante com a foliação de baixo ângulo (Figura 29.a e b). A composição e a forma de colocação destes sheets

graníticos difere dos granitoides anteriores, sendo então correlacionados a outra unidade, a Suíte Jardim do Seridó, que corresponde a granitos peraluminosos.

Figura 29: Afloramento dos granitos peraluminosos da Suíte Jardim do Seridó. (a) Ocorre como camadas concordantes a foliação de baixo ângulo dos xistos; (b) as granadas podem ser centimétricas e exibem sombra de pressão. Notar sigmoide de quartzo indicando cinemática destral.

A análise da seção delgada deste litotipo indica composição mineralógica formada por plagioclásio (28%), feldspato potássico (27%), quartzo (23%), biotita (9%), granada (7%), muscovita (6%), apatita (Tr), opacos (Tr) e zircão (Tr). Os minerais filossilicatos estão orientados destacando a foliação em meio a uma matriz quartzo feldspática, de textura fina a média, conferindo textura granolepidoblástica (Figura 30.b).

Os feldspatos contam com cristais (0,3 mm a 1,2 mm) hipidiomórficos a xenomórficos, com plagioclásio apresentando macla polissintética e baixo teor de anortita (oligoclásio). O quartzo, hipidiomórfico a xenomórfico, tem tamanho variando desde de 0,1 mm a 1,4 mm, com grãos menores como inclusões nas granadas, e os maiores recristalizados nas sombras de pressão das mesmas. Os minerais biotita e muscovita ocorrem com hábito típico lamelar, com cristais hipidiomórficos de 0,3 mm até 2,5mm, sendo comum a substituição da primeira pela segunda. A granada tem textura poiquilítica, com inclusões de quartzo e opacos, predominantemente. Formam cristais hipidiomórficos, podendo gerar agregados de até 6 mm, e apresentam sombra de pressão assimétricas, indicando uma cinemática destral e definindo a granada como pré-tectônica (Figura 4.30.a). Portanto, há indícios que este muscovita-granada- biotita monzogranito tenha sido afetado por evento tectono-metamórfico posterior a sua cristalização.

Figura 30: Fotomicrografias do granada-biotita monzogranito da Suíte Jardim do Seridó. (a) Deflexão da foliação, marcada pela biotita (Bt) e muscovita (Mu), devido a presença de granada (Grn) pré- tectônica; (b) foliação bem marcada pelos filossilicatos em meio a matriz poligonal quartzo feldspática.

De natureza filoniana, ocorrem diques de pegmatito, de dimensões variadas, mas também alguns corpos pegmatíticos, principalmente na parte SW da área ocupada pelos xistos, podendo estar truncando a foliação ou estar concordante a mesma (Figura 31.a). Estão preferencialmente orientados segundo a direção NE-SW, geralmente de forma tabular, sendo aqueles de maior dimensão facilmente reconhecidos pela forma alongada e relevo destacado. Predominam os diques de pegmatitos tardi-tectônicos, que aproveitam as descontinuidades das encaixantes (foliação S3, principalmente), não apresentando foliação nem deformação aparente. A composição mineralógica principal consiste em cristais, de granulação grossa, de K- feldspato, quartzo, plagioclásio, muscovita e biotita, onde é comum ocorrer o intercrescimento dos dois primeiros, denotando textura gráfica. Além destes minerais, alguns pegmatitos ainda apresentam granada e turmalina. A maioria dos pegmatitos da área são homogêneos, mas foram identificados alguns heterogêneos, que apresentam zoneamento interno, como o pegmatito Alto Serra Branca.

Nesses pegmatitos heterogêneos pode haver ocorrência de minerais de alto valor econômico como berilo, tantalita-columbita, espodumênio e gemas, além de concentrar grande quantidade de minerais industriais (quartzo, feldspato e micas). Por esta razão, são encontrados intensamente explorados pela atividade garimpeira, como visto na Figura 31.b

Figura 31: Afloramento de pegmatitos graníticos encaixados nos xistos da Formação Seridó. (a) Pegmatito homogêneo em contato subconcordante com a encaixante; (b) núcleo de quartzo de pegmatito heterogêneo exposto pela atividade garimpeira.

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