A Couto, S.A. encontra-se numa posição consolidada no mercado português, mantendo vendas estáveis e clientes fiéis à marca. No entanto, existem oportunidades que se poderiam explorar em termos de promoção (tais como campanhas publicitárias) que, se realizadas de maneira cuidada, poderão auxiliar ao reacendimento e conservação da imagem da Pasta Dentífrica Couto no quotidiano atual dos portugueses. Isto poderia beneficiar a empresa uma vez que apesar de, atualmente, uma percentagem significante dos consumidores ainda reconhecer a Pasta Dentífrica Couto (e se relembrar das antigas manobras publicitárias a esta associada), este não será eternamente o caso – com a passagem do tempo (se nada se alterar), a tendência irá ser, certamente, a de diminuição de utilizadores da marca e consequente desaparecimento desta. Uma estratégia de marketing mais ativa poderia simultaneamente dar a conhecer a marca a gerações mais jovens e atraí-las com os seus produtos vintage, cada vez mais “na moda”. Outra via também possível, seria a de investimento em desenvolvimento de novos produtos direcionados para o nicho de mercado em que a Couto S.A. prospera – por exemplo, de forma a ir de encontro aos seus principais consumidores (idosos), poder-se-ia desenvolver produtos como creme para dentaduras (para melhor fixação). Por outro lado, poderia apelar-se ao público-alvo atual, mas com produtos para os seus filhos e netos – pasta dentífrica para crianças – embora este esforço não tenha tido sucesso no passado, poderia tentar-se de novo mas com outra abordagem ao mercado – com sabores apelativos e diferentes, não só de goma elástica, mas também de bebidas cola, chocolate, entre outros, num claro apelo ao rejuvenescimento da marca, que se vê como crucial.
Também importante de referenciar, é o futuro da Couto, S.A.. Alberto Silva, o atual dono, está envelhecido e sem filhos ou descendentes a quem possa legar a organização. Tem dois pretendentes - um da área da cosmética e outro do setor farmacêutico - que desejam comprar a marca "Pasta Dentífrica Couto" e aumentar o volume de negócios (Silva, 2013), o que significa que este está longe de ser o fim desta emblemática marca portuguesa.
Interessante, também, reparar que estes dois pretendentes à compra da empresa traduzem bem as duas componentes de imagem do produto: a cosmética (componente mais atual) e a farmacêutica (componente inicial – “pasta medicinal”).
Independentemente dos próximos passos desta organização, a Couto, S.A. é um exemplo ideal relativamente a adaptação estratégica e evolução de marca, e um modelo de tradição nos tempos modernos. Dado que a maior parte das firmas não dura mais de 15 anos e como a Couto, S.A. já conta com 85 anos de existência, em 2017, isto é sinal de que tem produtos de excelência e uma boa abordagem. Havendo empresas interessadas na sua compra é também sinal de que muito se poderá fazer por esta marca. Resta saber o que irá acontecer no futuro – futuro esse que muito terá a ver com marketing e as suas possibilidades no século XXI.
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