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No entanto, o futuro da Majora não será apenas a comercialização de jogos de tabuleiro, sejam eles clássicos ou novidades. Um dos planos de Catarina Jervell passa pela internacionalização da marca, tendo como primeiro passo a expansão da empresa para Espanha, para no futuro apostar nos mercados de língua oficial portuguesa, considerados um mercado natural. O facto de a sua produção ser feita por empresas estrangeiras será uma mais-valia no reconhecimento e crescimento da marca além-fronteiras. Mas poderá a Majora sobreviver no mundo atual apostando apenas em jogos tradicionais? A reposta é simples: não. Apostar apenas nos jogos de tabuleiro que a conduziram ao sucesso no passado foi o que levou a empresa a fechar portas, e José Pinto Basto sabe disso. Sim, é verdade que “a Majora fez uma incursão muito tímida nos jogos digitais”, segundo o mesmo afirma ao jornal Público. Mas o empresário também afirma que “não pode haver entradas tímidas neste negócio” (Silva, 2015). Assim sendo, será correto afirmar que a Majora irá apostar forte no mercado digital, num esforço de se dar a conhecer ao mundo transpondo os seus clássicos jogos de tabuleiro para jogos para

Outro grande passo é garantir a criação de uma loja online. Catarina Jervell, diretora da empresa, confessa: “A nossa estratégia digital está em desenvolvimento e iremos dar prioridade à loja online, estamos a desenvolver os conteúdos e estará preparada em várias línguas. Por enquanto vamos ter os jogos apenas em português.”.

Está ainda previsto para 2018 a abertura de um museu em Lisboa para dar a conhecer todo o espólio da marca.

CONCLUSÃO

A Majora, que viveu, e marcou, principalmente, o mercado no período dos jogos de tabuleiro, que tiveram a sua época áurea, é, sem sombra de dúvida, uma marca com um lugar especial no coração dos portugueses ditos baby

boomers (nascidos antes de 1982, e antes dos millennials) e dos seus filhos

mais velhos. No entanto, foi o advento da revolução tecnológica, uma ocorrência sem precedentes (Gonçalves e Oliveira, 2010; Isaacson, 2014), que ditou o caminho que quase acabou por completo com a marca Majora. Conseguir prever a necessidade da mudança é uma competência muito específica que algumas organizações têm (Hayes, 2010). Conseguir alinhar-se com as tendências será um outro passo também necessário (Smart et al., 2013; Gonçalves et al., 2016). A previsão com sucesso dá à empresa a possibilidade de estudar o fenómeno, ou tendência emergente, para então conceber uma resposta adequada que, não existindo, levará ao desaparecimento da empresa ou certamente a um desempenho muito inferior ao ambicionado pela gestão de topo (Hayes, 2010). Muito embora tenha passado todas as dificuldades referidas, a verdade é que a empresa parece ter ganho uma nova vida sob a direção de Catarina Jervell e do grupo liderado por José Luís Pinto Basto. Com uma clara aposta num mercado atual (o mercado dos jogos para smartphone), a verdade é que a Majora tem uma enorme margem para crescer. Adicionalmente, o facto de manter a aposta naquilo que a impulsionou para o sucesso mostra a vontade que tem de continuar a crescer juntamente com as crianças portuguesas, e também de as fazer crescer.

A verdade é que o caminho a trilhar ainda é longo, e serão muitas as dificuldades no futuro. No entanto, a vontade demonstrada pela direção da “nova” Majora é de louvar, tendo em conta o passado recente desta empresa. No caso de ser bem-sucedida, o sucesso do passado poderá vir a ser uma realidade no curto-prazo, e a verdade é que se nota nas pessoas (e aqui entenda-se uma parte dos adultos portugueses) uma certa nostalgia sempre que se fala no “Sabichão”, jogo de tabuleiro que envolvia rodar uma peça (o Sabichão) para se obter uma resposta de cultura geral.

O futuro da Majora parece ser risonho. Resta agora saber se vão agarrar esta oportunidade e ter um futuro de felicidade, felicidade essa que querem, aliada ao conhecimento, proporcionar tanto aos mais jovens como aos mais velhos.

REFERÊNCIAS

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A INTERNACIONALIZAÇÃO DE UMA