• Aucun résultat trouvé

Des fonctions pour l’algorithme d’Euclide étendu

Dans le document MATHÉMATIQUES ET TI-Nspire (Page 60-72)

Annexe : les nombres hautement composés

Conjecture 3 : tout multiple non nul d’un nombre abondant est abondant

1. pgcd de deux entiers

2.4 Des fonctions pour l’algorithme d’Euclide étendu

A sessão de filosofia com crianças tem como objetivo incentivar os alunos a assumir uma atitude crítica e, ainda, a viver junto do outro, que é diferente e estranho, sendo que o diálogo orientado permitirá desenvolver nos alunos capacidades argumentativas e demonstrativas e, ainda, uma atitude de honestidade intelectual, em que a filosofia está em constante compromisso com a verdade.

O exercício a desempenhar na aula denomina-se Pensar o Impensável e foi criado por Tomás Carneiro138 e por nós trabalhado no projeto Jovens filósofos, uma atividade desenvolvida na Universidade Júnior. Este exercício conduz, geralmente, os seus intervenientes a refletir sobre as potencialidades de uma teoria situada fora da ordem vigente e, por isso, desraizada da utilidade prática imediata.

Num primeiro momento, perguntaremos aos alunos o seguinte: a expressão pensar o impensável constitui uma contradição? De seguida, solicitaremos os discentes a justificar o seu ponto de vista, propiciando-lhes a ocasião para desenvolver as capacidades de conceptualização, problematização e argumentação. A discussão filosófica fechada em torno do reconhecimento da contradição existente na expressão acima mencionada é, todavia, pouco enriquecedora pelo que conduziremos o diálogo no sentido de responder à seguinte questão: como é possível pensar o impensável? O

138

Tomás Carneiro é investigador e formador do departamento de filosofia da Faculdade Letras da Universidade do Porto e, ainda, um profissional na área de filosofia com crianças. Eis a sua página de internet: http://filosofiacritica.wordpress.com/.

64 cumprimento deste objetivo depende de duas vias: o aproveitamento de intervenções, que transcendem os princípios lógicos da identidade e da contradição estabelecidos por Aristóteles e/ou a personificação do crítico imaginário, um exercício de transposição em que os estudantes incorporam uma certa personagem, que discorda da perspetiva em vigor, sendo conduzidos a argumentar contra a sua própria tese. Assim, os estudantes poderão refletir profundamente sobre um pensar utópico, isto é, um pensar que transcende as convenções tradicionais e a urgência da prática.

Os diferentes significados atribuídos ao pensar o impensável, desta vez, ligado a uma base real serão expostos no quadro tradicional. Deste modo, a análise deste problema filosófica torna-se mais eficaz: há uma ordem de pensamento que perdura na nossa memória através da visualização. Essa ordem será cronológica a fim de tornar percetível a evolução de todo o processo, que comprovará certamente o enriquecimento mútuo da comunidade científica, que é constituída por nós e pelo grupo turma.

Numa segunda fase do exercício, questionaremos os estudantes sobre possíveis vantagens em pensar o impensável. Pretendemos conduzir os discentes a analisar os argumentos de uns e de outros, a reconstruir e a inventar novos argumentos de modo constante, coerente e metódico. Assim, as intervenções dos alunos serão apontadas no quadro tradicional pelas razões já mencionadas. Se, por algum motivo, o debate não fluir utilizaremos a estratégia do crítico imaginário. Ou, em última instância, problematizaremos as questões, entregando-as de imediato aos estudantes. É importante referir que, nesta altura, admissíveis resistências a esta atividade podem ser, totalmente, sucumbidas; uma vez que o grupo turma descobrirá, finalmente, a pertinência deste exercício, isto é, as potencialidades do pensar o impensável.

Numa terceira fase, solicitaremos os estudantes a escrever, sucintamente, um juízo que corresponda a uma verdade absoluta. Esta tarefa não pode exceder os três minutos. Após a sua resolução, os alunos terão que ler, em voz alta, as suas respostas e ouvir a dos restantes colegas. É, nesta altura, que os discentes deverão registar os juízos, que consideram falsos ou contingentes. Estes juízos serão registados no quadro tradicional a fim de fortalecer a memória dos seus intervenientes a partir do estímulo visual. Note-se que, nesta altura, poderemos trabalhar a capacidade de síntese, colocando questões como as seguintes: este juízo pode ser abreviado?, podemos eliminar algumas palavras e manter o mesmo sentido?, entre outras. É importante, aqui, perguntar ao autor da frase se concorda com as transformações e se tal não acontecer, devido a uma possível transfiguração de sentido, não se fazem quaisquer mudanças.

65 Num quarto momento, analisaremos os argumentos de uns e de outros sobre a falsidade e/ou contingência dos juízos. Após a apresentação dos argumentos, os discentes votarão a favor ou contra a identificação dos juízos com uma verdade absoluta. Deverão, ainda escolher um juízo falso ou contingente para contra- argumentar. Os contra-argumentos serão registados no quadro tradicional de maneira a possibilitar uma constante visualização dos mesmos e, assim, reforçar a memória. Ora, após a meditação sobre o(s) contra-argumento(s), o grupo turma terá as condições necessárias para compreender a máxima seguinte: há verdades que, apenas à superfície e num primeiro olhar, são óbvias; na verdade, um olhar atento e cuidadoso pode romper imensos preconceitos.

Numa quinta fase do exercício, o grupo turma deverá escolher uma verdade absoluta e incorporar o crítico imaginário. Nesta altura, os discentes não são senão convocados a pensar o impensável, sendo que as vantagens assinaladas durante a primeira fase do exercício podem, certamente, servir de força inspiradora a esta tarefa. É importante referir que os contra-argumentos engendrados e os cenários debuxados devem ser, sempre, alimentados pelo próprio conhecimento pelo que jamais permitiremos a difusão de argumentos incoerentes. Atempadamente, conduziremos os estudantes a corrigir os seus raciocínios ilógicos de maneira a desfrutarmos, em plenitude, da discussão filosófica em curso. Por último, importa referir que continuaremos a recorrer ao quadro tradicional a fim de fortalecer a memória mediante o estímulo visual.

Finalmente, iremos refletir em conjunto sobre as aprendizagens oferecidas nesta atividade. Ora, aqui, poderemos discorrer sobre a importância de viver em comunidade científica pelo facto dos alunos irem crescendo, mutuamente, ao longo do debate. A utilidade em construir uma linguagem rigorosa e, tendencialmente, desprovida de ambiguidades, que contribui para um diálogo fluente. As resistências em criticar e ser criticado a partir de conflitos verificados ao longo da sessão. As dificuldades em colocarmo-nos no lugar de outrem, sobretudo, quando este defende uma tese contrária à nossa.

66

Planificação Horizontal

Módulo V Desafios e horizontes da filosofia

Dans le document MATHÉMATIQUES ET TI-Nspire (Page 60-72)