BIENHEUREUX LES AFFLIGÉS
26. Vous demandez s'il est permis d'adoucir ses propres épreuves ; cette question revient à celle-ci : Est-il permis à celui
A tarefa refere-se às prescrições e constitui, na perspectiva da organização do trabalho e da produção, o que se pede ao operador. Neste caso específico, as tarefas são representadas pela Instrução de Trabalho (IT) e por verbalizações dos facilitadores, líderes e supervisores das frentes de colheita. A IT pertence a um documento chamado databook, que fica disponível na tenda do terreirão de cada frente e estabelece os requisitos mínimos para a realização das atividades de operação de colhedora de cana.
Todos os dias, os operadores devem realizar o checklist da máquina. O líder enfatiza isso no Diálogo Diário de Segurança (DDS) sugerindo que eles façam tão logo quando trocam de turno, para verificarem imediatamente a presença de problemas na máquina. O documento do checklist vem com campos para serem preenchidos durante toda a semana, nos três turnos. As verificações, quando não conformes, são categorizadas em itens que impedem a
operação do equipamento, itens que devem ser corrigidos no dia e itens que demandam uma programação de manutenção. Esses itens não conformes demandam uma abertura de Ordem de Serviço (OS) para a manutenção, de acordo com sua urgência.
É obrigação dos operadores também fazer os apontamentos na plataforma de monitoramento, como já definido na nota de rodapé 18. Caso não façam, a plataforma é configurada para perguntar ao operador toda vez que a máquina para o que provavelmente ele está fazendo: se está esperando o transbordo manobrar (caso o operador tenha acabado de manobrar a colhedora) ou se está aguardando transbordo, por exemplo.
Independentemente da situação de cana processada no talhão, os supervisores e facilitadores cobram dos operadores a utilização de todos os implementos automatizados disponíveis da máquina colhedora: copiadores de solo dos divisores de linha, do disco de base e o Field Cruise. Este último é um “sistema eletrônico que limita e controla a rotação do motor e garante uma redução acentuada de consumo” (GUIMARÃES, 2009).
Procedimentos de segurança são exigidos pela organização. Alguns desses procedimentos:
a) Ler e assinar a Permissão de Trabalho (PT), reconhecendo que estão cientes dos riscos existentes de trabalhar no CTT;
b) Utilizar Equipamento de Proteção Individual (EPI): uso de uniforme que consiste em calça e camisas de mangas compridas; perneira; botina de segurança; boné ou toca árabe; protetor solar; óculos de proteção transparentes para o trabalho noturno e óculos escuros para o trabalho diurno;
c) Fazer o acero em caso de parar a máquina para alguma manutenção. Acero nesse caso significa limpar uma área que caiba a colhedora, para evitar ataques de animais peçonhentos e a perda de ferramentas ou objetos no campo.
O supervisor 1 e o líder 1 explicaram que a regulação do extrator primário e a sincronia dos facões picadores são ações de responsabilidade do operador para obter ganhos positivos na colheita. O supervisor 1 explicou que quando os facões não estão sincronizados, a qualidade do corte não está sendo perfeita e perdas invisíveis são geradas. Quando eles estão sincronizados, os cortes dos rebolos ficam retos, sem desnível (Figura 4.2).
Caso os facões não estejam sincronizados, os operadores têm que abrir uma OS para os mecânicos regularem. Mas existem situações que o próprio operador pode solucionar.
Nessas situações, ele registra na Plataforma de monitoramento a função de “operador- mantenedor”, a exemplo da troca ou ajustes das faquinhas do disco de corte.
Figura 4.2 - Qualidade do corte dos facões picadores
(a) (b)
Legenda: (a) o rebolo indicado pelo número 1 estava com o corte ideal, ou seja, os facões estavam sincronizados; rebolo número 2, estava com o corte desnivelado, indicando que provavelmente os facões precisavam de manutenção; (b) cortes com estilhaços – indicativo de falta de sincronia. Fonte: Fotografia de autoria própria
O operador tem que estar atento ao tamanho dos rebolos, um dos elementos que interfere na densidade da carga. O facilitador A mostrou como regula o tamanho dos rebolos de cana. O operador pode colocar a esteira do rolo picador para correr mais rápido, assim resulta em rebolos maiores, ou pode desacelerar a esteira para obter rebolos menores.
Sobre a velocidade das máquinas, “nós temos uma velocidade determinante que é de 6 km/h., mas varia bastante do TCH da cana, entendeu? Às vezes, você pega uma fazenda com um TCH melhor, nem se você quisesse, você conseguia” (supervisor 1). Pesquisadora: “Andar rápido?”.
Não dá conta, a máquina não deixa. É 1 ou 2/h (km/h), cê entendeu? Aí você também tem que ver uma série de coisas, como tá a limpeza, se você tá com o facão novo, se tá bem sincronizado, se a regulagem do extrator tá bem ajustada... você tem que conciliar uma coisa com a outra, aí você olha na carga também, vê como é que tá, a altura de corte. Então às vezes tem cana que o TCH é fraquinho que dá condição de você andar uns 4 ou 5 (km/h) (supervisor 1).
Ou seja, a usina estipula uma velocidade padrão, 6km/h. Todavia, os gestores não a exigem, visto que essa variável é condicionada, pelo menos, ao TCH da cana-de-açúcar.
O operador gerencia todas essas funções, considerando as metas determinadas pela empresa: metas de produção, de perdas, de densidade e de consumo de combustível. Como dito no tópico anterior, os operadores têm que gastar menos do que 0,95 litros de diesel para colher uma tonelada de cana, ou seja, praticamente 40 litros/h. O supervisor 1 reconhece que a
CH570 consegue chegar nesse nível utilizando todos seus recursos, mas uma máquina que tem um padrão irregular, esse indicador extrapola. “Mas o que mais dilui o custo do combustível é a cana. Quanto mais você produzir, mas você diminui o custo do diesel” (supervisor 1).