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4. DAMAGE INDICATING PARAMETERS AND EARTHQUAKE MOTION LEVELS

4.4. DAMAGE TO NUCLEAR POWER PLANT FACILITIES AND DAMAGE

As Tabelas B3 e B4 em Apêndice apresentam os resultados das estimações para os modelos probabilísticos de crise bancária, para os dois conjuntos de amostras no período 1970-2011: i) amostra geral, composta por 157 países, subdividida em 33 países Gráfico 4.1: Crise Cambial - RE Probit Mundlak - Des. Globais de Liquidez sem Reservas

0 .0 0 0 .2 5 0 .5 0 0 .7 5 1 .0 0 0.00 0.25 0.50 0.75 1.00 1 - Especificidade

Area under ROC curve = 0.6162

0 .0 0 0 .2 5 0 .5 0 0 .7 5 1 .0 0 0.00 0.25 0.50 0.75 1.00 1 - Especificidade

Area under ROC curve = 0.9863

avançados e 124 países emergentes e em desenvolvimento; e ii) subconjunto da amostra geral, composto por 50 países, subdivididos 22 países desenvolvidos e 28 países emergentes.

Para a amostra geral (colunas 1 a 9 da tabela B3), o coeficiente associado ao indicador de desequilíbrios globais Transações Correntes (%PIB) na equação estimada por RE PROBIT MUNDLAK é negativo e estatisticamente significativo, indicando que aumentos nos saldos em transações correntes diminuem a probabilidade de ocorrência de crises bancárias. Quanto ao indicador de desequilíbrios globais de liquidez, Reservas – Ouro/M2, os efeitos marginais do mesmo nas equações estimadas por POOLED PROBIT e RE PROBIT, tanto para as especificações com a variável Reservas (%PIB) quanto para as especificações sem a variável Reservas (%PIB) apresentam valores negativos e estatisticamente significativos, indicando que um aumento nos desequilíbrios globais de liquidez – portanto uma diminuição no nível das Reservas menos Ouro/M2 – aumenta a probabilidade de ocorrência de crises bancárias. Ademais, há evidências de que aumentos nos níveis de dívida pública em relação ao PIB, de crescimento do crédito e do PIB em relação à tendência aumentam a probabilidade de ocorrência de crises bancárias, e aumentos nos níveis de Reservas (%PIB) diminuem a probabilidade de crises bancárias.

Para a amostra de 33 países avançados (colunas 10 a 18 da tabela B3), os efeitos marginais do indicador de desequilíbrios globais Transações Correntes (%PIB) nas equações estimadas por POOLED PROBIT e RE PROBIT são positivos e estatisticamente significativos, indicando que um aumento dos saldos em transações correntes aumenta a probabilidade de crises bancárias. Os efeitos marginais do indicador de desequilíbrios globais de liquidez, Reservas – Ouro/M2, nas equações estimadas por POOLED PROBIT e RE PROBIT, para as especificações com e ser Reservas (%PIB), apresentam valores negativos e estatisticamente significativos, indicando que aumentos nos desequilíbrios globais de liquidez – portanto uma diminuição no nível das Reservas menos Ouro/M2 – aumentam a probabilidade de crises bancárias. Além disso, as evidências sugerem que aumentos nos níveis de Reservas (%PIB) diminuem a probabilidade de crises bancárias, e um aumento do PIB em relação à tendência aumenta a probabilidade de ocorrência de crises bancárias.

Para a amostra de 124 países emergentes e em desenvolvimento (colunas 19 a 27 da tabela B3), os efeitos marginais do indicador Transações Correntes (%PIB) para todas as equações não são estatisticamente significativos. Somente o efeito marginal do indicador

de desequilíbrios globais de liquidez, Reservas – Ouro/M2, na equação estimada por POOLED PROBIT com Reservas (%PIB) é negativo e estatisticamente significativo, indicando que um aumento nos desequilíbrios globais de liquidez – portanto uma diminuição no nível das Reservas menos Ouro/M2 – aumenta a probabilidade de ocorrência de crises bancárias. Ademais, os resultados sugerem que aumentos nos níveis de dívida pública em relação ao PIB e do PIB em relação à tendência aumentam a probabilidade de ocorrência de crises bancárias.

Para a amostra de 50 países desenvolvidos e emergentes (colunas 1 a 9 da tabela B4), os efeitos marginais do indicador Transações Correntes (%PIB) para todas as equações não são estatisticamente significativos. Somente o efeito marginal do indicador de desequilíbrios globais de liquidez Reservas – Ouro/M2 na equação estimada por RE PROBIT MUNDLAK sem a variável Reservas (%PIB) é negativo e estatisticamente significativo, indicando que um aumento nos desequilíbrios globais de liquidez aumenta a probabilidade de crises bancárias. Os resultados sugerem também que um aumento do crédito e um aumento do gap do PIB em relação à tendência aumentam a probabilidade de ocorrência de crises bancárias, e que um aumento nos níveis de Reservas (%PIB) diminui a probabilidade de crises bancárias.

Para a amostra de 22 países desenvolvidos (colunas 10 a 18 da tabela B4), somente o coeficiente associado ao indicador de desequilíbrios globais Transações Correntes (%PIB) na equação estimada por POOLED PROBIT é positivo e estatisticamente significativo, indicando que aumentos nos saldos em transações correntes aumentam a probabilidade de ocorrência de crises bancárias. Quanto ao indicador de desequilíbrios globais de liquidez, Reservas – Ouro/M2, os efeitos marginais do mesmo nas equações estimadas por POOLED PROBIT com e sem a variável Reservas (%PIB) e RE PROBIT sem a variável Reservas (%PIB), apresentam valores negativos e estatisticamente significativos, indicando que um aumento nos desequilíbrios globais aumenta a probabilidade de ocorrência de crises bancárias. Ademais, há evidências de que aumentos nos níveis de Reservas (%PIB) diminuem a probabilidade de crises bancárias e aumentos no gap do PIB em relação à tendência aumentam a probabilidade de crises bancárias.

Para a última amostra utilizada, de 28 países emergentes (colunas 19 a 27 da tabela B4), não foram encontradas evidências de que os desequilíbrios globais ou desequilíbrios globais de liquidez influenciem a probabilidade de ocorrência de crises bancárias. Os

resultados sugerem aumentos do crédito e um aumento do gap do PIB em relação à tendência aumentam a probabilidade de ocorrência de crises bancárias.

Os resultados encontrados para a amostra geral são diferentes dos resultados reportados por Qin e Luo (2014), que não encontraram evidências de que os saldos em transações correntes estejam relacionados à maior probabilidade de ocorrência de crises bancárias. Na literatura consultada, não foram encontrados trabalhos que analisassem a relação entre desequilíbrios globais de liquidez e probabilidade de ocorrência de crise da dívida bancária. Os resultados obtidos indicam que há uma relação estatisticamente significativa entre desequilíbrios globais de liquidez e crises bancárias: para todas as amostras, exceto a amostra de 28 países emergentes, foram encontradas evidências de que um aumento nos desequilíbrios globais de liquidez aumenta a probabilidade de crises bancárias.

Considerando-se as tabelas B3 e B4, tem-se que na Tabela B3 o menor valor estimado para a AUROC é 0,66 e o maior valor na Tabela B4 é 0,90. Dessa forma, a performance global dos modelos estimados para discriminarem entre dois estados ou condições (de crise e de não crise) é satisfatória. Os gráficos 4.3 e 4.4 abaixo apresentam a curva ROC para essas duas equações.