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Este tópico descreve os processos operacionais de recebimento, beneficiamento, armazenagem e comercialização de grãos de uma cooperativa.

4.1.1 Recebimento

A cooperativa em estudo tem como principal recebimento de grãos das culturas de soja, trigo e milho. O recebimento de soja acontece nos meses de março e abril. Já o recebimento de trigo ocorre nos meses de setembro e outubro. O milho é recebido nos meses de janeiro à fevereiro. O processo de recebimento está descrito na Figura 3, que ocorre da seguinte forma: Figura 3 – Fluxograma de recebimento

Fonte: Dados conforme pesquisa (2016)

O produto colhido na lavoura é transportado no veículo para descarga, acompanhado da nota fiscal de produtor. Ao chegar na cooperativa, o motorista entrega a nota fiscal de produtor, e é lançada as informações de entrada. Posteriormente é efetuada a coleta de amostragem, para

Produto colhido da

lavoura Nota fiscal de produtor Informações de entrada amostragemColeta de

Análise Pesagem do veículo carregado (peso

bruto) Descarga Pesagem do veículo descarregado (peso da tara Emissão de ticket de pesagem e da nota

análise. Enquanto a análise é efetuada, o veículo é encaminhado para a balança, para a pesagem do caminhão carregado. Tendo o resultado da análise, o caminhão é encaminhado para o local de descarga. O local de descarga varia, de acordo com o grau de umidade do produto. Após descarregado, o caminhão volta novamente para a balança, onde efetua a segunda pesagem. Finalizada a segunda pesagem, é emitido um ticket de pesagem, para que seja guardado junto com a amostra da análise, e da nota fiscal. Conferidas as informações, o motorista ou responsável na retirada da nota fiscal assina o canhoto da nota fiscal e fica liberado para ir embora.

4.1.2 Beneficiamento

Trata-se da próxima etapa após o recebimento, que consiste em classificar, por meio de equipamentos próprios, os produtos com as qualidades físicas, fisiológicas e sanitárias, livre de todos os contaminantes, tais como impurezas, insetos, ervas daninhas, etc., o qual está descrito na Figura 4 e ocorre da seguinte forma:

Figura 4 – Fluxograma de beneficiamento

Fonte: Dados conforme pesquisa (2016)

O produto entregue pode vir da lavoura para a cooperativa nas condições de úmido, com o grau de umidade acima do ideal, ou seco, com o grau de umidade dentro ou abaixo do ideal permitido. Quando o produto for seco, a descarga é feita em moega separada e o produto não passa pelo secador, indo direto para a limpeza. Já se o produto estiver úmido, a descarga é destinada para a moega específica, onde passa por uma pré-limpeza para retirar a sujeira mais grossa, e em seguida vai para o secador, onde é feita a secagem final. Finalmente, quando todo o produto estiver seco, passa por uma máquina de limpeza para retirar todas as impurezas que se encontram misturadas ao mesmo, ficando este apto para armazenamento e um posterior embarque.

4.1.3 Armazenagem

No atual mercado exige-se que os processos produtivos se tornem competitivos, garantindo preço final e qualidade dos produtos. Com isso, surge a necessidade de uma maior preocupação em relação à armazenagem e conservação dos grãos. A armazenagem de grãos está descrita na Figura 5 e ocorre da seguinte forma:

Figura 5 – Fluxograma de armazenagem

Fonte: Dados conforme pesquisa (2016)

Os grãos aptos para armazenamento são levados até silos ou graneleiros. A limpeza e higienização dos armazéns é constante e periódica, garantindo a qualidade do local de armazenagem. A termometria consiste na leitura e acompanhamento dos relatórios do sistema, garantindo a conservação, observando a conservação de grãos. O processo de aeração é iniciado por ocasião da armazenagem, visando baixar a temperatura da massa de grãos a nível nacional. O controle de pragas consiste no monitoramento, registro e medidas em relação às condições de armazenagem dos grãos e da unidade armazenadora, identificando espécies e populações de pragas ocorrentes e seus danos. O controle é possível por meio de medidas preventivas e curativas de controle de pragas. A garantia do bom desempenho destas etapas, garante a armazenagem do produto com qualidade.

4.1.4 Comercialização

A comercialização é a etapa final, em que a produção agrícola, ou commodities agrícolas, são ofertadas no mercado. Estes produtos poderão atender mercados internos como externos. Assim como o país se beneficia do comércio destas mercadorias, por outro o torna dependente dos preços estabelecidos internacionalmente. Ou seja, se há alta demanda internacional, os preços sobem e as empresas produtoras lucram muito. Porém, num quadro de recessão mundial, as commodities se desvalorizam, prejudicando os lucros das empresas e o valor de suas ações negociadas em bolsa de valores. A comercialização está descrita na Figura 6 e ocorre da seguinte forma:

Armazenagem Conservação (Limpeza e higienização, Termometria, Aeração)

Figura 6 – Fluxograma de comercialização

Fonte: Dados conforme pesquisa (2016)

O grão armazenado com qualidade encontra-se apto para comercialização no mercado. O mercado disponibiliza das mais diversas opções de comercialização de grãos. Comercializado o produto, o comprador se não tem transporte próprio, autoriza o carregamento do produto que ele comprou por um terceiro (transportadora). O comprador emite para a cooperativa uma autorização para o terceiro autorizado a carregar o produto comercializado. Para a expedição, o motorista apresenta a cooperativa uma ordem de carregamento emitida pela transportadora autorizada, com informações referentes ao vendedor, ao comprador, ao produto, a quantidade, o preço unitário, o motorista, a placa, o endereço do motorista, dentre outros. Apresentada a ordem para carregamento pelo motorista na cooperativa, é efetuada a conferência e o registro inicial para carregamento. O veículo é pesado e carregada até a quantidade máxima permitida, respeitando a legislação e evitando multas por excesso de peso. Finalizado o carregamento, o veículo é novamente pesado, e é coletada a calagem para amostra da carga. Estando o produto analisado de acordo com os padrões exigidos no contrato de compra e venda do produto, é emitido o ticket de pesagem e anexado à amostra que fica guardada, e é emitida a nota fiscal. O motorista assina o canhoto da nota fiscal e está liberado para a saída com o veículo carregado.

Armazenagem com

qualidade Comercialização de grãos AGF, EGF/SOB, EGF Indústria, CPR, PEP, Contrato de opção, Equivalência de produto

Audorização pelo comprador para carregamento Motorista apresenta autorização com ordem para carregamento Preenchimento de dados para carregamento Pesagem do veículo descarregado (peso da tara)

Carregamento Pesagem do veículo carregado (peso bruto)

Coleta de

amostragem Análise

Emissão de ticket de pesagem e nota