9. Peindre avec GIMP 1 La Sélection
9.10. Créer une brosse de taille variable
5.2.1.5 Risco produtivo
Esse item possui cinco respostas possíveis, que variam de “Risco Muito Baixo (1)” a “Risco Muito Alto (5)”. Ele é calculado com base na série histórica de produtividade da região de atuação da empresa e das atividades agrícolas predominantes na região. Tem a finalidade de representar a probabilidade de quebra de safra em uma determinada região.
A Plataforma Agrometrika realiza o cálculo de risco através de rating (nota), que é calculado a partir de 1 score, que varia de 0 a 100. Quanto maior a nota, melhor é a classificação do cliente e menor é o risco do crédito. São 15 os ratings considerados, descritos a seguir: AA, A+, A, A-, B+, B, B-, C+, C, C-, D, E, F, G e H.
A Plataforma Agrometrika utiliza a regra do BACEN 2682 para classificar o rating de acordo com o período de atraso do cliente, conforme o quadro abaixo. Ou seja, para um cliente com atraso entre 15 e 30 dias, o seu rating máximo será B; para um atraso entre 31 e 60 dias, o seu rating máximo será C, e assim por diante.
Quadro 5 - Rating máximo em função de atraso Resolução 2682 do Banco Central
Fonte: Agrometrika (2017)
O cálculo do rating da Plataforma Agrometrika é efetuado em função da política de pesos adotados para os itens especificados acima, de acordo com a relevância e grau de risco que cada item representa para a avaliação do crédito. Sendo assim, para cada conceito, a
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companhia atribui os seguintes pesos:
Quadro 6 - Conceito x Peso pessoa física
Fonte: Empresa objeto da pesquisa (2017)
Através desses conceitos e pesos atribuídos a cada um deles, chega-se a um score do cliente. Por meio de tal score, chega-se a um rating para o cliente conforme quadro abaixo.
Quadro 7 - Score x rating
Intervalo Inferior Intervalo Superior Rating
94,60 100,00 AA 89,20 94,60 A+ 83,80 89,20 A 78,40 83,80 A- 73,00 78,40 B+ 67,60 73,00 B+ 62,20 67,60 B- 56,80 62,20 C+ 51,40 56,80 C+ 46,00 51,40 C- 36,80 46,00 D 27,60 36,80 E 18,40 27,60 F 9,20 18,40 G 0,00 9,20 H
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O critério utilizado para sugestão de limites é o custo operacional de produção do produtor rural, como item indicativo da necessidade de capital de giro na safra analisada. Esse custo será calculado em função da matriz de produção cadastrada (culturas e áreas). Por isso, é importante o cadastro detalhado e correto das suas atividades rurais, para que o Sistema calcule de forma mais precisa o limite sugerido para o produtor rural. O cálculo utilizado para a obtenção do limite sugerido é um percentual multiplicado pelo custo operacional. Esse percentual está relacionado diretamente com o rating. Para cada rating, a companhia estabeleceu um percentual.
5.2.2 Pessoa Jurídica (Revenda)
Na análise de Pessoa Jurídica, a Plataforma Agrometrika leva em consideração cinco conceitos, discriminados a seguir:
5.2.2.1 Relacionamento com o mercado
a) conceito Comercial: conceito checado com os demais fornecedores em relação ao comportamento histórico e atual do cliente;
b) conceito bancário (não obrigatório): referente ao conceito histórico e atual do cliente perante o setor bancário;
c) restrições: verificações de pendências do cliente junto a órgãos de defesa de crédito, como SERASA e também em lista de trabalho escravo (Ministério do Trabalho e Emprego), apontamentos no IBAMA (Ministério do Meio Ambiente) e Tribunal de Justiça.
5.2.2.2 Histórico comercial
a) histórico de crédito: verificação de pontualidade de pagamento do cliente em relação à concessão de crédito;
b) tempo como cliente: em função da data da primeira compra com a empresa e c) tempo de mercado da empresa: em função da data de constituição da empresa.
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5.2.2.3 Conceito de balanço
Refere-se à análise econômico-financeira dos dois últimos exercícios dos Balanços Patrimoniais e Demonstrativos de Resultados cadastrados no Sistema. São considerados os seguintes pontos:
a) vendas: análise horizontal do faturamento da empresa em função da evolução do volume de vendas. É considerado “Crescimento” para aumento de vendas acima de 8%; “estabilidade” para crescimento entre -8% e 8% e “declínio” para crescimento abaixo de -8%;
b) rentabilidade: análise horizontal em função da evolução da margem de lucro da empresa. É calculada a Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido e a Rentabilidade Sobre Vendas. Nesses dois quesitos, são realizadas as análises vertical e horizontal para se chegar à qualificação de rentabilidade a partir dos dois últimos balanços cadastrados. É considerado “Estabilidade” para aumento de rentabilidade acima de 3%; “estabilidade” para crescimento entre -3% e 3% e “declínio” para crescimento abaixo de -3%.;
c) endividamento: comparação dos diversos índices de endividamento (endividamento geral, financeiro, curto e longo prazos) da empresa analisada em relação à média setorial na qual a empresa se enquadra. As respostas podem ser “baixa”, “regular” e “elevada”. Para determinar se cada tipo de endividamento é “baixo”, “regular” ou “elevado”, é feita uma comparação do endividamento em relação ao ano anterior e também em relação à média setorial, conforme exemplo abaixo;
d) liquidez: comparação dos diversos índices de liquidez (liquidez corrente, seca, geral e imediata) em relação à média setorial na qual a empresa se enquadra. As respostas podem ser “satisfatória” ou “insatisfatória”. Da mesma forma que é realizado para o cálculo do conceito de cada tipo de endividamento, para se calcular o conceito de cada tipo de liquidez, é realizada uma comparação com a média do setor;
e) índices setoriais: Da mesma forma que é realizado para o cálculo do conceito de cada tipo de endividamento, para se calcular o conceito de cada tipo de liquidez, é realizada uma comparação com a média do setor.
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5.2.2.4 Risco operacional
Esse tópico refere-se à qualificação das diretrizes de gestão e componentes operacionais da revenda proponente ao crédito. Os itens são:
a) principal bandeira: verificação dos fornecedores que essa empresa representa no mercado. Para os fornecedores de produtos considerados de “primeira linha”, melhora-se o rating da revenda ou cooperativa, em função de esses terem maior probabilidade de possuírem melhor gestão financeira e preferência do pagamento dos produtores em relação a produtos de “segunda linha” ou “produtos genéricos”, em função de maior dependência tecnológica do produto adquirido;
b) possui ERP: verificação se a empresa possui algum sistema informatizado de controle e gestão dos processos da atividade (contábil, produtivo, financeiro, dentre outros. A sua existência melhora o rating da Pessoa Jurídica analisada; c) unidades de negócio: verificação do número de unidades e dispersão geográficas
das filiais da empresa. Quanto mais unidades de negócios a empresa possui, melhora-se o seu rating.
5.2.2.5 Qualificação de recebíveis
Estimativa da situação da empresa em relação aos riscos oriundos de repasses a créditos comerciais ou mercantis para os produtores. A análise desse item é relevante, visto que, na maioria das vezes, a maior parcela do ativo dos distribuidores de insumos agropecuários é composta pelo item “contas a receber”. São quatro os itens de análise nesse conceito:
a) exposição ao crédito: relação entre as duplicatas a receber de produtores rurais e o patrimônio líquido da empresa. Esse cálculo é realizado em função do último balanço patrimonial cadastrado. Quanto maior essa relação, menor tende a ser o rating, visto que é uma empresa mais alavancada no crédito de curto prazo repassado aos produtores clientes ou cooperados;
b) estimativa de liquidez do produtor: em função da distribuição geográfica das unidades de negócio da empresa, a Plataforma Agrometrika realiza um acompanhamento automático da situação do produtor rural “padrão” dessas localidades. Toma-se como base, para isso, as três culturas mais representativas, pelo critério de área cultivada, no município em que a empresa possui unidades
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de negócio, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os indicadores econômicos acompanhados pelo BackOffice da Agrometrika são: preço médio de venda, estimativa de produtividade e custo operacional de produção. Destaca-se que esse indicador possui um valor que irá variar ao longo do tempo, em função das oscilações de mercado e de clima; c) agregação de valor sobre operação comercial: análise de margem de lucro sobre
custo da empresa em função do Balanço Patrimonial e Demonstrativo de Resultados, o que irá determinar o valor agregado pela empresa aos proprietários e acionistas. Quanto maior o valor, melhor tende a ser o rating da empresa; d) risco Produtivo: esse item possui cinco respostas possíveis, que variam de “Risco
Muito Baixo (1)” a “Risco Muito Alto (5)”. Ele é calculado com base na série histórica de produtividade da região de atuação da empresa e das atividades agrícolas predominantes na região.
A Plataforma Agrometrika realiza o cálculo de risco através de rating (nota), que é calculado a partir de 1 score, que varia de 0 a 100. Quanto maior a nota, melhor é a classificação do cliente e menor é o risco do crédito. São 15 os ratings considerados, descritos a seguir: AA, A+, A, A-, B+, B, B-, C+, C, C-, D, E, F, G e H.
A Plataforma Agrometrika utiliza a regra do BACEN 2682 para classificar o rating de acordo com o período de atraso do cliente, conforme o quadro 5. Ou seja, para um cliente com atraso entre 15 e 30 dias, o seu rating máximo será B; para um atraso entre 31 e 60 dias, o seu rating máximo será C, e assim por diante.
O cálculo do rating da Plataforma Agrometrika é efetuado em função da política de pesos adotados para os itens especificados acima, de acordo com a relevância e grau de risco que cada item representa para a avaliação do crédito. Sendo assim, para cada conceito, a companhia atribui os seguintes pesos:
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Quadro 8 - Conceitos x pesos pessoa jurídica
Fonte: Empresa objeto da pesquisa (2017)
Através desses conceitos e pesos atribuídos a cada um deles, chega-se a um score do cliente. Por meio desse score, chega-se a um rating para o cliente conforme quadro 7, mesmo utilizado para pessoas físicas.
Para se chegar ao limite sugerido, a empresa optou por estabelecer um percentual sobre as vendas líquidas da organização. Esse percentual, está relacionado diretamente com o rating. Para cada rating, foi estabelecido um percentual que, multiplicado pelas vendas liquidas, chega-se ao limite sugerido.
Com o limite definido (pessoa física ou jurídica), o mesmo é registrado num outro sistema denominado Datasul. É nesse sistema que o limite do cliente é aceito de imediato, se estiver na alçada do analista ou transita nas caixas de aprovações devidas. Essas alçadas, devido ao crescimento de faturamento da empresa, foram alteradas e estão melhor especificadas na
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política de crédito disponibilizada como anexo no final do trabalho. A figura abaixo ilustra esse processo de concessão de crédito.
Figura 18 - Fluxograma do modelo atual de concessão de crédito
Fonte: Empresa objeto da pesquisa (2017)
Com a definição do limite e a aprovação, era feita a análise da necessidade de garantia para o faturamento do cliente. Isso era feito verificando-se o valor total dos pedidos feitos pela área comercial para o ano. Se esse valor estivesse dentro do clean concedido, não haveria a necessidade de garantia. Caso ultrapassasse o clean, essa exposição seria preenchida com o aporte de garantias. As garantias trabalhadas pela empresa são: hipoteca, penhor mercantil, CPR, endosso de CPR e caucionamento de duplicatas. A política de garantias da companhia está disponibilizada como anexo ao final do trabalho.
Com o intuito de alavancar crédito para o cliente e diminuir o risco, contratou-se um seguro de crédito e foram lançadas ferramentas financeiras e disponibilizadas aos seus clientes, tais como: CRA cliente e Troca com troco. No CRA cliente, o cliente da companhia pegava um montante na operação e apenas 50% do valor da operação eram destinados à compra de produtos da empresa, os outros 50%, se dava a destinação que quisesse, desde que não fosse para pagamento de produtos concorrentes. Como a operação tinha um custo muito baixo, houve muita adesão à ferramenta, que contribuiu para o aumento das vendas. A troca com troco entra no cenário de compra em dólar, uma espécie de proteção cambial. O cliente fazia o pedido em dólar e a empresa travava um dólar futuro na bolsa. Se o dólar futuro travado, no dia do
Pedido via
Salesforce
Documentações
anexadas ao
salesforce
Consulta Serasa
Uso do
Agrometrika para
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pagamento, estivesse abaixo do valor de travamento, a diferença do valor travado para o valor do dia era devolvido ao cliente em forma de crédito para compras futuras. Se o dólar no dia do pagamento estivesse maior que o dólar futuro travado, o cliente não pagaria essa diferença cambial, a própria operação com a bolsa liquidava. Essa ferramenta também contribuiu muito para o aumento das vendas na companhia.
Comparando esse processo de concessão de crédito à luz da teoria explanada, tem- se as seguintes conclusões:
a) na técnica subjetiva, tanto para pessoa física como para jurídica, os C’s de crédito são abordados adequadamente. Caráter, capacidade, capital, colateral e condições são informações exploradas e compõem o processo de concessão de crédito da empresa. As fases de analises de crédito também explanadas na técnica subjetiva, estão em acordo com o praticado pela companhia;
b) na análise objetiva, o sistema de pontuações é utilizado pela companhia, já que, várias informações do cliente, do negócio e da região são utilizados para se chegar a um score final, necessário para a definição do limite de crédito;
c) a companhia continua sem fazer uso de modelo de insolvência para a composição do crédito do cliente. O sistema Agrometrika pode ser parametrizado para se fazer uso do modelo de Kanitz, porém a empresa optou por não o utilizar;
d) quanto ao rating, o agrometrika faz uso dessa classificação no processo de concessão do limite sugerido, conforme explanado;
e) na parte de garantias, a companhia continua a não fazer uso de aval e cheque caução. Não se reconhece a fiança como garantia, mas sim como parte integrante do cadastro. A fiança não tinha a finalidade de alavancar crédito.
Nas entrevistas feitas com os analistas de crédito, foram apontadas algumas dificuldades e melhorias, dentre elas:
a) a dispersão das informações e o uso de vários sistemas continua a ser um problema, impactando na agilidade das análises. As documentações cadastrais são anexadas ao sistema salesforce, a consulta Serasa é feita em site específico, o cálculo de limite é feito no agrometrika e a aprovação de limites e liberação de pedidos no Datasul, tudo isso demanda mais tempo nas análises, principalmente, no cenário atual, onde o faturamento praticamente quadruplicou. O ideal, segundo os analistas, é que todas essas etapas sejam feitas por um único sistema ou que os mesmos se comuniquem entre si;
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b) os analistas continuam a fazer liberações por produto, ou seja, além da concessão do limite, os pedidos ficam presos em suas caixas e os mesmos são liberados por produtos. Isso também demanda muito tempo dos analistas. O ideal, segundo eles, é que essa liberação por produto seja feita pela administração de vendas, em vez de ser feita pelo analista. Caberia à área financeira gerar e aprovar o limite para o cliente e a administração de vendas fazer as liberações; c) Outra reclamação frequente é que o balanço e DRE do cliente são imputados no
Agrometrika manualmente e isso demanda muito tempo do analista. Os analistas sugeriram a contratação de uma pessoa para imputar esses balanços ou a contratação do serviço pelo próprio Agrometrika.
Comparando o processo antigo de concessão de crédito com o atual, a empresa deu um grande salto com a aquisição do Agrometrika, um softwear robusto, parametrizável e voltado ao mercado agrícola. Agora, a empresa tem históricos dos créditos concedidos e acompanhamento das propostas feitas, já que, cada vez que a proposta é consultada, o sistema sugere um rating e limite atual com as informações atualizadas. Outro salto foi a alteração dos valores de alçadas de crédito dos analistas. A empresa aumentou esses valores, dando mais autonomia e agilidade ao analista. Porém, continua trabalhando com vários sistemas para análise de crédito quando o ideal seria apenas um ou que os existentes conversassem entre si e a liberação de pedido por produto pelo analista de crédito. A contratação de seguro de crédito e as operações financeiras ofertadas para seus clientes também foi uma grande sacada da empresa e impactou positivamente no seu faturamento.
O quadro a seguir faz alusão aos dois processos, a evolução da transição deles e sugestões de melhoria para o processo atual.
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Quadro 9 - Sumário de resultados
Modelo Antigo Modelo Atual
Pedido via Webvendas; Documentações por e-mail; Consulta Serasa não integrada ao
sistema;
Uso do Access para se chegar ao limite;
Uso do Datasul para gestão e autorização do limite (alçada do analista de R$ 400.000,00); Liberação por produto;
Uso de garantias para proteção do crédito.
Pedido via Salesforce;
Documentações no Salesforce; Consulta Serasa não integrada ao
sistema;
Uso do Agrometrika para se chegar ao limite;
Uso do Datasul para gestão e autorização do limite (alçada do analista de R$ 1.000.000,00); Liberação por produto;
Uso de garantias, seguro de crédito e operações financeiras para proteção e alavancagem de crédito.
Evolução Sugestão de melhoria
Aquisição do Salesforce. Sistema próprio para vendas onde tem-se um acompanhamento gerencial melhor das vendas;
Melhor gestão dos documentos, já que agora eles são anexados ao Salesforce. Antes não se tinha o controle, pois eram enviadas por e- mail;
Aquisição do Agrometrika. Sistema mais robusto, com inteligência de mercado e voltado para o mercado agrícola. Análises mais confiáveis e atualizadas;
Aumento no valor da alçada do analista de crédito de campo. Isto implicou em mais autonomia do analista e rapidez nas análises; Contratação de seguro de crédito e
uso de operações financeiras como forma de proteção e alavancagem de crédito.
Comunicação entre os sistemas que fazem parte do processo de
concessão de crédito: Salesforce, Agrometrika e Datasul;
Consulta ao Serasa automática. Logo que abrir uma proposta de limite no Agrometrika, este já fazer a consulta automaticamente; Liberação por produto ser feita pela
administração de vendas. Analista de crédito atribui o crédito ao cliente e a administração de venda faz a gestão da liberação;
Inputs dos Balanços e DRE's automáticos feitos pelo próprio Agrometrika.
Fonte: Empresa objeto da pesquisa (2017)
Como se pode observar, a mudança no processo de concessão de crédito foi válida e benéfica para a empresa, porém, existem alguns pontos a serem melhorados.
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6 CONCLUSÃO
Neste trabalho, foram apresentados o conceito de crédito e risco, as principais etapas do processo de análise e concessão de crédito a pessoas físicas e jurídicas. Foram estudadas as principais técnicas de análise de crédito sob as abordagens subjetiva e objetiva. Também foram apresentadas a resolução do Banco Central sobre classificação de operações de crédito, garantias acessórias e alguns modelos de análise desenvolvidos para auxiliar na tomada de decisão de concessão de crédito. Juntamente com a pesquisa bibliográfica, foi feito um estudo de caso numa empresa de agronegócio.
Para o trabalho, foi determinado como problema da pesquisa, avaliar se a mudança no processo de concessão de crédito e a troca de sistema, feitas pela empresa objeto deste estudo, trouxeram benefícios para ela, o que foi analisado por meio de entrevistas com o coordenador da área de crédito e cobrança e com três analistas de crédito em campo e por meio de acesso aos arquivos da empresa. Pode-se afirmar que o objetivo geral foi contemplado, pois conseguiu-se levantar com detalhes os dois processos de análise e concessão de crédito adotados pela empresa objeto da pesquisa e constatar que a mudança de processo trouxe vários benefícios para a mesma. A aquisição do Agrometrika, um sistema mais robusto, parametrizável, com inteligência de mercado e voltado para o mercado agrícola, trouxe mais confiabilidade às análises. Agora, a empresa tem históricos dos créditos concedidos e acompanhamento das propostas feitas, já que, cada vez que a proposta é consultada, o sistema sugere um rating e limite atual com as informações atualizadas. Outro benefício foi a alteração dos valores de alçadas de crédito dos analistas. A empresa aumentou esses valores, dando mais autonomia e agilidade ao analista. Pode-se afirmar que outro ponto de melhoria foram as operações financeiras ofertadas para seus clientes que impactaram positivamente no seu faturamento.
O objetivo específico, a comparação desses dois processos de concessão e a análise de crédito à luz da teoria explanada, também foi atingido. No processo antigo, concluiu-se que as técnicas subjetiva e objetiva abordadas estão de acordo com o referencial teórico explanado, porém, a empresa não faz uso do modelo de Kanitz para cálculo de insolvência e nem atribui rating aos clientes, como sugerido na teoria. Na parte de garantias, a empresa não utiliza nem aval e nem de cheque caução. A fiança não é reconhecida como garantia, mas sim, como parte integrante do cadastro, ou seja, não tem a finalidade de alavancar crédito. No processo atual, concluiu-se que as técnicas objetiva e subjetiva também estão de acordo com o referencial teórico. A companhia continua sem fazer uso do modelo de Kanitz para cálculo de insolvência.