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Contrainte et déformation du composite à la rupture . 156

5.2 Modélisation du comportement en traction

5.4.2 Contrainte et déformation du composite à la rupture . 156

Em relação ao processo de filtragem do pó, sendo um sistema que raramente apresenta falhas ao nível funcional, não serão feitas alterações a nível técnico em relação ao que normalmente se encontra na indústria. Onde o projeto atual se irá destacar, é nas medidas de segurança tomadas e na redução considerável da rede pneumática que se fez notar ao longo de todo o processo.

O dimensionamento dos equipamentos de filtragem depende o caudal imposto pelo sistema pneumático, e tal como deste, o seu dimensionamento é de extrema complexidade e exige anos de experiência no ramo. Como tal foram apenas feitas algumas considerações e recomendações sobre esta temática.

5.11.1 Localização dos filtros do pó

De modo a reduzir ao máximo o comprimento e a complexidade das redes pneumáticas, a localização dos filtros foi pensada no sentido de os aproximar ao máximo do processo, não pondo em causa, contudo, a segurança dos operadores e do processo em si. O método de extração do pó consiste na divisão do pó recolhido do processo em 3 saídas independentes entre si, procurando minimizar os riscos de propagação das chamas em caso de incêndio, e ao mesmo tempo, a distância percorrida.

• 1º trituração

Na 1ª trituração, houve um corte fundamental no transporte pneumático, não existindo a possibilidade de instalar um ciclone para a remoção do pó. Como alternativa, na base do triturador existirá uma malha de separação que irá separar as terras e algum pó que se solta da cortiça no momento da trituração, caindo por gravidade para uma tolva que as irá guiar para um sistema pneumático de transporte para o exterior do edifício. A passadeira rolante irá ao longo do seu comprimento apresentar um sistema de aspiração idêntico ao utilizado nas mesas densimétricas, que irá retirar o pó em suspensão do processo. Ambos os sistemas irão convergir para uma saída comum do edifício da fábrica.

• 1º Peneiro e 2ª trituração

A entrada da cortiça para o 1 peneiro será feita pneumaticamente, partindo do secador. No topo do peneiro será instalado um ciclone que irá filtrar o ar antes da entrada no equipamento. Após a 2 trituração, é crucial a remoção de pó do processo, sendo por isso o transporte feito igualmente através da rede pneumática, sendo que existirá outro ciclone à entrada do segundo secador. Ambas as saídas de pó dos ciclones irão convergir para a segunda zona de saída do ar do edifício da fábrica.

• Trituração das recirculações, 2º peneiro e mesas densimétricas

Após sair do secador, a cortiça é direcionada para o segundo peneiro onde irá convergir com a matéria-prima recirculada e novamente triturada. Existirá então na zona acima do peneiro um ciclone para o processamento destes granulados. Para além do ciclone, esta terceira saída de pó para os filtros de ar irá transportar também as poeiras aspiradas nas mesas densimétricas, bem como a saída de materiais pesados da mesa densimétrica responsável pelos granulados de dimensões inferiores a 1 milímetro.

Estas três divisões apresentam uma distância considerável entre elas e apenas irão convergir na zona próxima dos filtros de ar. Idealmente cada uma destas saídas teria como destino um filtro de mangas em separado, sendo que essa solução construtiva seria debatida aquando do dimensionamento destas estruturas por parte de uma entidade especializada.

5.11.2 Silo do pó

O Silo do pó, sendo extremamente vulnerável em caso de incêndio, está localizado por razões de segurança a mais de 5 metros do edifício onde decorre o processo. Este silo terá como zona de menor resistência o topo da sua estrutura. Este detalhe construtivo garante que, em caso de explosão, será esta componente a ceder primeiro, direcionando a energia de uma eventual explosão na vertical e evitando a projeção de estilhaços a alta velocidade e de labaredas para as zonas circundantes do mesmo.

No interior do silo existirá um mecanismo com o intuito de fazer circular o pó de cortiça, não permitindo a formação de grumos juntos às laterais da estrutura, prejudiciais a nível de capacidade do próprio silo, e que apresentam um risco de segurança adicional, mecanismo que será descrito no subcapítulo 5.15.

A saída inferior do silo encontrar-se-á a uma altura relativa ao chão superior a 4 metros, permitindo, caso seja necessário, descarregar o pó para o interior de um camião. Idealmente, todo o conteúdo de pó no interior do silo será pneumaticamente transportado para a central de cogeração para ser queimado para produção de energia térmica e elétrica.

5.11.3 Cogeração

Apesar do esforço feito para contactar empresas de fabrico destas centrais, não foi obtida qualquer resposta, e a informação disponível não permitiu obter detalhes relevantes sobre este tipo de instalação. Contudo, alguns exemplos foram encontrados e uma ideia geral das dimensões de uma estação de cogeração foi obtida, estando representada na Figura 5.32. Em relação à capacidade de produção de energia de caldeiras existentes a funcionar a partir de pó de cortiça, estas apresentam

como será visto no subcapítulo 5.15.3, sendo até possível vender a energia produzida à rede. A dúvida que permanece é se a produção diária de pó iria permitir atingir tais produções, ou se seria necessário adquirir matéria-prima para garantir a produção dessa energia.

O transporte do pó do silo para a central seria feito por via pneumática (representado a castanho na Figura 5.32), sendo que a tubagem responsável pelo transporte estaria no exterior, apoiada ao longo do telhado da fábrica. Através de um revestimento com materiais retardantes de chama nas zonas de apoio das tubagens, é garantida uma proteção adicional do edifício em caso de incêndio.

Figura 5.32 ̶ Localização da central de cogeração, da zona de filtragem e do silo do pó.