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tique de la morphogenèse

2.5.1 Contrôle et commandabilité

Antes de se avançar para a apresentação da modelização econométrica, é importante conhecer primeiro a história deste sector, ainda que de forma resumida, para melhor se compreender as transformações a que o mercado das telecomunicações português se submeteu. Os acontecimentos históricos a seguir mencionados foram retirados do livro de José Mata (2000).

Portugal conheceu no início dos anos 90 a primeira revolução no mundo das telecomunicações, com a criação da primeira empresa, em 1991, a TMN. Nessa altura, as tarifas aplicadas aos telefones fixos e aos telemóveis eram diferentes, apesar de possuírem uma estrutura semelhante: existia uma taxa de instalação que, no caso dos telemóveis, se designava por taxa de activação; assinatura mensal, e dois preços por minuto de conversação, consoante a chamada fosse realizada durante o dia ou durante a noite.

Em Outubro de 1992, o sector das telecomunicações recebeu mais um operador de rede móvel, a Telecel (que transitou de nome para Vodafone a partir de Janeiro de 2001). Face à entrada deste concorrente, foram criados novos planos tarifários, podendo os clientes “escolher entre assinaturas mais elevadas e um preço por minuto de conversação mais baixo, e assinaturas mais baixas e um custo por minuto mais elevado” (ibid., pp. 1 e 2).

Atendendo a esta situação, os preços das chamadas começaram a diminuir, em termos globais, atraindo novos clientes e, consequentemente, alargando a carteira de clientes em cada um dos operadores móveis.

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Por outro lado, como é do conhecimento comum, as chamadas on-net ou intra-rede tinham e têm preços normalmente inferiores aos de chamadas off-net ou inter-rede, incentivando os clientes a preferirem uma rede, quanto maior for o número de contactos que possuem dessa rede. Observado este comportamento, os operadores móveis decidiram investir na angariação de novos clientes, oferecendo os telemóveis a um preço baixo, sujeito a um período mínimo de fidelização.

Devido ao facto de a Portugal Telecom (PT), proprietária da TMN, ter sido uma empresa estatal nos seus primeiros anos de funcionamento no mercado, os seus funcionários e a sua própria gestão não se sentiram motivados no sentido de angariar novos clientes nem de manter os seus clientes antigos. Com esta postura, a TMN foi rapidamente ultrapassada pela Telecel, que conquistou a liderança no mercado das telecomunicações. Com a alteração da estrutura da PT, a gestão da TMN ficou mais flexibilizada, e uma das primeiras consequências de tal facto foi o lançamento do “Mimo”, por parte da TMN, “o primeiro plano em que o pagamento era feito antecipadamente” e “o primeiro serviço que não tinha assinatura mensal, sendo os pagamentos periódicos, que os clientes eram obrigados a efectuar, totalmente utilizáveis na realização de chamadas” (ibid., p. 2).

Mais tarde, a Telecel lançou vários planos “Vitaminas” (T, K, R e P, etc.), cada um deles dirigido “a um segmento de mercado e… [com] uma estrutura de preços de acordo com as características desse segmento”4. Novos planos tarifários foram também

introduzidos, como os “pacotes de minutos”, mas, a par disso, registaram-se alterações profundas na tecnologia da produção de telemóveis, passando os mesmos a

4 Em http://www.vodafone.pt/NR/rdonlyres/ABB9A0A9-6E3D-4E2A-A8BB-

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serem substancialmente mais leves, o que gerou uma maior adesão de novos subscritores deste serviço.

Em Setembro de 1998, o mercado português das comunicações móveis de voz conheceu um terceiro concorrente, a Optimus. Para este novo operador, o desafio era “construir uma base de clientes que tornasse atractivo para outros clientes aderirem a esta rede.” (ibid., p. 3) Para tal, investiu fortemente em marketing, iniciando “as suas operações com uma tecnologia superior às dos concorrentes e [planeando] … a sua rede de forma global, em vez de a ir aumentando gradualmente como tinham anteriormente feito os [seus] concorrentes” (ibid., p. 3). Assim, a Optimus começou a praticar preços inferiores aos dos seus concorrentes, no sentido de angariar novos clientes, mas “a TMN e a Telecel rapidamente baixaram os seus preços ou criaram campanhas de fidelização dos seus clientes, com base num programa de atribuição de pontos em função das chamadas realizadas por cada cliente, que mais tarde poderiam ser trocados por brindes” (ibid., p. 4).

As alterações no mercado de telecomunicações português não pararam de suceder, e desde aí tem registado, por um lado, um número cada vez maior de subscritores deste serviço e, por outro lado, em 2007 e 2008, a entrada de retalhistas que operam como redes móveis de terceiros na modalidade de operador móvel virtual (MVNO – Mobile Virtual Network Operator), nomeadamente, os CTT – Correios de Portugal, S. A. (CTT, com a marca Phone-ix) e a Zon (com a marca Zon Mobile), respectivamente. Estes dois últimos operadores retalhistas não serão objecto de estudo neste trabalho devido à pequena percentagem de clientes deste serviço. Assim, a nossa análise centrar-se-á nos três grandes operadores de rede móvel em Portugal: TMN, Vodafone e Optimus.

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Além disso, a estabilização das estratégias adoptadas pelos operadores e a entrada de novos prestadores de serviço neste sector não trazem a partir de 2005 alterações significativas nas quotas de mercado dos seus principais operadores, como se poderá constatar no gráfico seguinte:

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 TMN Vodafone Optimus

Fonte: ICP - ANACOM

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4. Um Modelo Bietápico para explicar o Comportamento de