3. Troisième partie : sur le terrain huit pistes sur l'emploi des TIC à l'école
3.3 Contextes de contrôle et contextes de confiance
Diante das questões apresentadas destacamos aquela referente à importância do conhecimento para o exercício profissional de qualidade, em que:
“só podemos considerar que o exercício é profissional quando ele se baseia no conhecimento, onde a reflexão possibilita articular e qualificar a prática que por vezes te desafia a buscar mais conhecimentos, a construir e elaborar novas proposições desconstruindo e reconstruindo conceitos. O projeto ético-político-profissional define minha prática, mais do que influenciar é a base que dá sustentação ao fazer e fazer-se da profissão. E se faz presente na minha postura, como me comporto com respeito a mim mesma e à equipe, meus colegas de trabalho, a gestão seja ela participativa ou desfavorável a participação. Mas ela especialmente se manifesta no meu relacionamento com a população, na maneira como me posiciono no mundo através das situações que enfrento no dia a dia. Se você me permite vou falar uma citação que gosto muito de Menestrel, […] não importa quão boa ou ruim seja uma situação, ela sempre tem dois 'lados'. E o projeto ético- político-profissional define de que lado estou e a que princípios defendo” (SUJEITO G). “o profissional deve ter em mente a necessidade do conhecimento para melhor desenvolver suas ações, sempre visando o bem estar da comunidade. Percebo que as diretrizes que norteiam o projeto da ética profissional ajudam muito a prática e reconheço a necessidade do engajamento profissional junto à equipe interdisciplinar” (SUJEITO D). “sabemos que não existe teoria sem prática.
Quando ainda somos estudantes temos uma visão bem cômoda de um profissional, mas no momento de atuação nos deparamos com situações de conflito entre teoria e prática... é quando vamos enfrentar algum problema para ser resolvido imediatamente, […] não temos uma fórmula matemática para resolver, mas temos algo que estudamos, discutimos, pesquisamos lá atrás quando ainda éramos estudante e que vai dar base, apoio e, principalmente, conhecimento teórico de como solucionar os problemas que surgem no nosso dia a dia como profissional. Somos profissionais como um vasto conhecimento teórico-metodológico... visamos conhecer a totalização o indivíduo, tendo uma visão holística do mesmo, percebendo, verificando a verdade dos fatos, para depois julgar... para dar resolutividade àquelas demandas, não esquecendo os valores éticos da profissão” (SUJEITO B).
“a gente, tendo o conhecimento, está preparado para exercer a profissão, buscando o interesse da população, avançar na compreensão da realidade, procurando suas contradições para a construção de um novo real possível” (SUJEITO F).
“eu acho que o Assistente Social é o profissional que, por natureza, tem mais visão crítica. No seu trabalho cotidiano contribui para o atendimento das demandas imediatas da população além de facilitar o seu acesso às informações e ações educativas para que a saúde possa ser percebida como produto das condições gerais de vida, da dinâmica das relações sociais, econômicas e políticas do país. Além do que o Assistente Social apresenta condições teórico-metodológicas e éticas políticas, que o permite fortalecer os Conselhos de Saúde, apoiar e fomentar a implantação de Conselhos Locais de Saúde e a luta pela garantia e ampliação dos direitos sociais” (SUJEITO E).
Quando questionadas sobre a realização de cursos durante a prática profissional, têm-se as seguintes pontuações:
“a articulação entre o conhecimento e o exercício profissional é a base, o 'alicerce' para a execução da tarefa do Assistente Social, sem a teoria não há base para o conhecimento do exercício profissional, para fortalecer as redes sociais.
Fiz cursos de reciclagem, Educação Permanente, Curso de Especialização de Serviço Social nas Políticas Sociais e Organizações Sociais. Pretendo fazer mais cursos de Especializações na área de Saúde” (SUJEITO A).
“tenho curso de Especialização em Gerontologia” (SUJEITO D).
“tenho curso de Pós Graduação em Saúde Coletiva” (SUJEITO F).
“possuo Especialização na área de Serviço Social e Políticas Sociais” (SUJEITO C). “já fiz parte do Cress, aqui na nossa Regional de Saúde no Pólo de Educação Permanente em saúde), onde fiz o curso de Educação Permanente, já tenho duas especializações, curso Técnico em Prevenção de Dependência Química e no momento faço mestrado em Ciências Sociais Aplicadas pela UEPG” (SUJEITO G).
“eu já participei de grupos de Educação Continuada e de Pólo de Capacitações, hoje não participo mais. Eu ainda gostaria de fazer um curso de Especialização em Saúde da Família, pois o Mestrado em Ciências Sociais é mais abrangente e eu sinto falta de uma especialização mesmo” (SUJEITO E).
“fiz muitos cursos na área de saúde, educação e outros, mas por opção própria não quis fazer
pós-graduação, mas acho que os profissionais que fazem essa opção estão sendo corajosos para enfrentarem muitos dias e noites de sono, viagem, família...” (SUJEITO B).
Outro aspecto em destaque na fala dos entrevistados é o dissenso historicamente permeado na categoria entre a teoria e a prática, ou seja, entre o saber e o fazer. Contrariamente à perspectiva modernizadora o Serviço Social na contemporaneidade não se destaca somente pelos seus instrumentos e técnicas de intervenção. Desde o Movimento de Reconceituação tem-se apresentando uma postura crítica associada ao processo de trabalho baseado* nos pressupostos marxistas, os quais não podem ser reduzidos às formas de intervenção profissional. Dessa forma, “o saber transmitido na formação profissional integra um conjunto de conhecimentos, valores, modelos e símbolos que se acumulam no próprio fazer e que se traduzem naquilo que se conhece como prática” (SILVA et al., 2010).
O mundo vem sofrendo transformações na esfera econômica, política e social caracterizando uma transição no modo de produção – a acumulação flexível. Esse fato está redefinindo, através da globalização, padrões culturais, relações sociais e o processo de trabalho. Essas mudanças influenciam diretamente a organização da produção repercutindo no processo de trabalho do Assistente Social. Tem-se uma série de agravantes que se traduzem nos processos de precariedade do trabalho, desemprego estrutural, na crise dos sistemas de proteção social, dentre tantos outros (SILVA et al., 2010).
Partindo dessa análise o assistente social é o profissional que vem articulando o exercício do Serviço Social e o contexto social, econômico e político do país. Iamamoto (2006) tem destacado que o Serviço Social brasileiro está redimensionando e renovando sua interpretação no âmbito teórico-metodológico nos campos dos valores, da ética e da política. Sob o embate ao Serviço Social Tradicional e conservador buscou-se adequar criticamente a profissão às exigências atuais.
Assim, construiu-se democraticamente a base normativa da profissão, por meio da Lei de Regulamentação da Profissão, através do estabelecimento de competências e atribuições profissionais, o Código de Ética do Assistente Social, de 1993, qual prescreve uma série de direitos e deveres, princípios e valores humanistas que devem guiar o exercício cotidiano e a renovação das Diretrizes Curriculares para a Formação Profissional.
As novas demandas postas ao Serviço Social exigem um perfil profissional crítico e capaz de formular, recriar e avaliar propostas que apontem para a progressiva democratização das relações sociais. “Exige, para tanto, compromisso ético-político com valores democráticos e competência teórico-metodológica na teoria crítica em sua lógica da explicação da vida social”. Esses elementos, unidos à pesquisa da realidade, possibilitam enfrentar situações particulares do seu trabalho cotidiano conectando-os aos processos sociais macroscópicos que as geram e as modificam.
“Mas requisita, também, um profissional versado no instrumental técnico-operativo, capaz de potencializar as ações nos níveis de assessoria, planejamento, negociação, pesquisa e ação direta, estimuladora da participação dos sujeitos sociais nas decisões que lhes dizem respeito, na defesa de seus direitos e no acesso aos meios de exercê-los” (IAMAMOTO, 2006, p. 193).
A efetivação dos princípios da profissão remete a luta pela construção de uma nova ordem societária e indicam, no exercício cotidiano, um novo modo de operar o exercício profissional. Assim, tem-se o desafio de torná-lo um guia prático para o exercício profissional que exige um radical esforço de integrar o dever ser com sua implementação prática (IAMAMOTO, 2006).
Pode-se considerar que a realização de cursos de graduação, de pós-graduação e/ou de capacitação profissional é de extrema importância para o desenvolvimento de um trabalho de qualidade, no entanto, a busca pelo conhecimento deve, sobretudo, objetivar a proposição e efetivação de novas práticas e ações profissionais.
De maneira geral, conclui-se que a adoção da integralidade nas ações pressupõe a compreensão do novo paradigma da saúde, o da produção social. Nesse contexto, de acordo com Laurell (1983), o processo saúde-doença caracteriza-se como um processo social constituindo relações dos homens com a natureza, através do meio ambiente, do território, bem como da relação com os outros, mediante o trabalho, as relações sociais, culturais e políticas num determinado espaço geográfico e num determinado tempo histórico.
Deste modo, a definição de saúde proposta pelo SUS traz implícita essa compreensão e demonstra a necessidade de novos conhecimentos e novas práticas sociais e sanitárias buscando superação das práticas até então constituídas nos serviços. Decorre daí a importância do aprimoramento intelectual e de novos conhecimentos que geram novas práticas.
3.2.7 Dificuldades e facilidades no processo de