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Contexte d’émergence des mouvements d’Action catholique

Chapitre 3 : Les mouvements d’Action catholique et le personnalisme

3.2 Contexte d’émergence des mouvements d’Action catholique

financiamentos para pagamentos de mão-de-obra e de compra de insumos para o processo produtivo. As empresas utilizam recursos de terceiros quando possuírem robustez patrimonial.

As famílias tem o papel de consumidores finais dessa economia e elas gastam as suas rendas comprando bens de consumo. Portanto, a desconexão de uma empresa por um processo de falência leva essas famílias ao desemprego e à falta de renda.

Nesse diapasão, é necessário discutir como uma realidade social concreta pode ser capturada por um modelo artificial, similarmente a um holograma dessa representação social.

1.3.3. A REALIDADE CONCRETA DE UM FATO SOCIAL E SUA

MENSURAÇÃO

A realidade concreta de um fato social possui uma inter-relação entre observador e observado, em que o objeto da observação poderia ser captado e mensurado. A realidade percebida pelo avaliador é impregnada com conceitos aprendidos e elaborados pelo seu ser, pelo pensamento corrente e pelo ideário estabelecido. Quando se trata de sua representação, lida-se com o espírito humano individual e coletivo, com convicções e com criações, ambas as faces não captadas pelas ciências naturais.

Para discutir o ponto de contato entre o objeto observável (fatos econômicos, fatos sociais e fatos políticos) e o observador (aqui subtendido pelo binômio homem- código), bem como no caminho inverso, é necessário repensar paradigmas e conceitos, percorrendo os diferentes métodos de conceber as realidades e os limites em que o objeto e o observador inserem-se.

Nesse passo, preliminarmente nos remetemos aos estudos de Steiner (2004) sobre as afirmações de Goethe.

Segundo Steiner (2004), a concepção de mundo de Goethe ou a sua cosmo visão baseia-se em princípios de uma ciência pretensamente livre de premissas, porém com as mesmas exigências das ciências naturais. Segundo o seu método, uma opinião científica não deveria, em nenhuma hipótese, ser expressa numa

autoridade, mas em princípios estabelecidos. Por suas palavras – “a teoria em si e por si de nada serve senão para fazer crer na conexão dos fenômenos” (p.30).

De forma clara, Steiner (2004) elabora seus conceitos a partir das próprias coisas, de maneira objetiva. Seguindo por esse caminho, afirma que Goethe chega, em suas investigações cientificas, ao conceito do “fenômeno primordial” (ligado ao mundo inorgânico) e ao conceito de “tipo” (ligado ao mundo orgânico), ambos pertencentes a ideários cósmicos, que transcendem a materialidade. Esses conceitos permitiram a Goethe realizar todas as variações de sua cosmo visão (p.82).

Por natureza inorgânica, Steiner (2004) indica que se trata de um processo com diferentes sucedâneos de acontecimentos, ou seja, resulta de fatores que se confrontam exteriormente ao objeto. Nesse caso, um acontecimento ou uma relação entre dois objetos distintos, pelos quais um fenômeno manifesta-se e transfere seu próprio estado a outro. Ou ainda, trata-se de um sistema de atuações, em que um fato é a consequência de outros do mesmo tipo (p. 92). Assim, todo fenômeno cujo efeito resultar de um causador denomina-se fenômeno primordial ou fundamental.

Steiner (2004) infere existir uma lei geral, segundo a qual esses acontecimentos têm de se suceder e se enunciar como tal. Desta forma, a ciência em sua concepção apresenta a análise de acontecimentos objetivos, combinados em seus fatos pela sua natureza, em linha com o pensamento Newtoniano. Para Steiner, o experimento deve nos garantir que nada mais influencie um processo determinado além daquilo que temos em conta. Conjugam-se certas condições cuja natureza conhecemos e esperamos o que virá resultar disso. Aí temos o fenômeno objetivo como fundamento da criação subjetiva (p.37).

Por natureza orgânica, Steiner (2004) pressupõe que cada objeto tem uma natureza própria e específica, ou seja, um princípio-fundamento. Possui um conteúdo estruturado em si, que nos fornece o meio necessário para deduzirmos aquelas propriedades (p. 96).

No mundo inorgânico, percebe-se um fato e as suas relações entre um segundo, um terceiro e assim por diante, de outros fatos que se relacionam entre eles. Nessa natureza, é necessário um fator adicional externo, o qual vai fundamentar as influências das condições externas em algo que não se deixa determinar passivamente por elas, mas que se autodetermina ativamente sob suas influências. Quando se forma uma imagem genérica de um objeto, afirma, essa

imagem manifesta-se de todas as formas particulares deste, o que permite a Goethe determinar essa forma generalizada como “tipo”.

Um exemplo de pressuposto de “tipo” é a teoria darwinista, a qual explica toda a manifestação dos seres em evolução. Analisando Goethe, Steiner (2004) afirma que cada ser humano é um ser com natureza de percepção sensorial, com espírito humano individual, com convicções próprias, com princípios de natureza mental reveladas pela captação do mundo exterior e no pensar próprio. Para ele, o homem não deve atuar segundo o princípio inorgânico, visto que seus atos são realizações de leis que ele outorga para si mesmo, na busca do ponto que lhe permite participar do mecanismo do mundo. Segundo o autor, o indivíduo tem como algo ideal a conquista de uma existência baseada em si mesma, guardando consigo este “ideal” (p. 45).

A concepção hologramática de representação de uma sociedade nunca vai representar a natureza orgânica dos indivíduos dessa sociedade, por não conceber esse espírito humano individual e as percepções sensoriais com o mundo inorgânico. A inteligência artificial e a neurociência ainda, em marcha, estão distante da reprodução de tais mundos. Contudo, no atual estágio de avanço computacional, é possível modelar certos comportamentos que podem ser captados e estabelecidos como uma boa representação da realidade concreta. Exemplo disso é o processo de escolha de preços por consumidores em determinadas situações de renda disponível, de oferta, de processos produtivos, de emprego, de menor preço e outros, pela técnica do “partner prefered”.

Um desafio ainda pendente diz respeito à modelagem do comportamento de indivíduos em uma sociedade, convivendo com os mundos orgânicos e inorgânicos, pelos quais as percepções sensoriais do ser com o seu mundo externo e as suas vontades sejam captadas e representadas por sinais, com alguma significância na computação, e que ainda sejam passíveis de uma modelagem.

O desafio torna-se maior ainda quando percebemos que certos comportamentos coletivos possuem, segundo as ideias dos estudos da complexidade, padrões não previsíveis que emergem de ações coletivas (fenômenos emergentes). Alguns estudos atuais já procuram representar certas economias através de uma modelagem computacional, capturando certos fenômenos que se transcendem, assumindo-se assim algumas hipóteses pelas

quais se impõem certas condições de existências, em uma tentativa de representar o mundo real.

Resta-nos então saber como os fenômenos (impactos sociais) relacionam-se com o objeto (economia em estudo), e como se processam na inter-relação. Para tal estudo, valemo-nos da visão dialética de autores de corrente marxista. Nessa abordagem, Gadotti (1983) estuda a dialética utilizada por Marx, desde suas origens gregas. Segundo o autor, a dialética utilizada por Platão era um método de ascensão ao inteligível e ao mesmo tempo um método de dedução racional das ideias, em um duplo movimento que se permite passar da multiplicidade (coletividade) ao unitário (indivíduo) (p.16).

Ainda, segundo Gadotti (1983, p.17), a dialética utilizada amplamente por Aristóteles vai ser resgatada por Descartes em seu “Discurso do Método”, pelo qual

propõe regras para análise (o Método), a fim de atingir cada elemento do objeto ou fenômeno estudado e a sua síntese ou reconstituição do conjunto. Marx propõe, por sua vez, por meio de análise e síntese, um “método de pesquisa” e um “método de exposição”, mas fundamenta em Hegel e nas escolas alemãs sua base de análise e síntese. Hegel retoma a dialética “como tema central da filosofia e como filosofia”, o mundo dos pensamentos seria uma totalidade coesa e perfeita. (p.18).

O “pensar” para Hegel era a única maneira de ver o concreto e o único fator da realidade. Assim, com Hegel, o “pensar” passou a equivaler ao próprio objeto. A realidade concreta é a resultante final entre a tese e a antítese. Esse movimento é dinâmico, já que o conflito entre os dois entes apresenta uma transitoriedade contínua, sempre havendo a possibilidade de uma nova tese.

Segundo Gadotti (1983), a dialética de Marx consiste na formação de uma base empírica e interpretativa histórica da realidade. Seu método de análise o leva a partir do particular para o geral para depois retornar ao fenômeno particular da realidade concreta, como apresenta em sua “Crítica à Economia Política”(p. 22).

Nesse concreto, Marx (1994) afirma que:

O indivíduo é o ser social. Sua manifestação da vida – ainda que não apareça na forma imediata de uma manifestação comum executada em companhia de outros - é, por conseguinte, uma manifestação e uma afirmação da vida social. A vida individual e a vida genérica do homem não são diferentes. (p.95.Grifo nosso).

1.3.4. OS IMPACTOS SOCIAIS

Segundo Frank Vanclay (2006), entender os impactos sociais é compreender como as consequências para as populações humanas impulsionam-se, seja através de ações públicas ou privadas, isto é, como esses agentes interagementre si no dia- a-dia do ambiente proporcionado.

Por esse ambiente, o autor cita as condições proporcionadas, por exemplo, a criação do estado de bem-estar-físico e social, receios e aspirações futuras, empregos, condições de saúde e outros aspectos ligados ao desenvolvimento regional (Ibidem, p. 4-5).

O autor enumera princípios tidos como fundamentais para se estudar e definir “impactos sociais”. São eles:

1- Ambiente social: A criação de um ambiente social mais equânime em ambiente sustentável deve ser um dos aspectos mais fundamentais da avaliação dos impactos e do planejamento do desenvolvimento.

2- Intervenções planejadas: É possível prever grande parte dos impactos sociais das intervenções planejadas, as quais podem ser modificadas, de forma a reduzirem os seus impactos sociais negativos e potenciarem os impactos positivos.

3-Aspectos Sociais: A Avaliação de Impacto Social (AIS) deve ser uma parte integrante do processo de desenvolvimento e incluída em todas as suas etapas, desde a concessão à sua implementação.

4- O desenvolvimento social sustentável deve estar no centro das atenções, e a AIS deve contribuir para a definição da(s) melhor(es) alternativa(s) de desenvolvimento.

5- Capital Humano: Em todas as intervenções planejadas e respectivas avaliações, devem ser abertas vias para o desenvolvimento do capital social e humano das comunidades locais e o reforço dos processos democráticos. 6- Em todas as intervenções planejadas, especialmente naquelas em que há impactos inevitáveis, devem ser procuradas soluções para tornarem beneficiárias as pessoas que sofrem os impactos.

7- A AIS deve conferir a devida consideração às alternativas de qualquer intervenção planejada, especialmente nos casos em que é provável a ocorrência de impactos inevitáveis. Deve ser dada a máxima atenção às potenciais medidas de mitigação de impactos sociais e ambientais, mesmo nos casos em que as comunidades sujeitas a impacto podem ser consideradas beneficiárias e aprovam a intervenção planejada.

8-Cultura: O conhecimento e a experiência locais e o reconhecimento dos diferentes valores culturais locais devem ser incorporados em qualquer avaliação.

9- Não deve haver recurso à violência, assédio, intimidação ou força indevida, em relação com a avaliação ou implementações de intervenções planejadas. 10- Os processos de desenvolvimento que infringem os direitos humanos de qualquer parte da sociedade não devem ser aceitos. (Ibidem,p.10)

Vale observar que esses princípios estão em linha com a Declaração do Rio (ECO RIO), de 1992.

1.3.5. AMBIENTES E IMPACTOS SOCIAIS ATRAVÉS DE JOGOS

REPRESENTATIVOS POR SISTEMAS DE AGENTES

Após os conceitos iniciais de como são atribuídos os impactos sociais, analisaremos como a economia pode atuar no desenvolvimento desse ambiente social. Os jogos computacionais desenvolvidos para esse fim têm sua importância na antevisão de uma realidade construída. Para isso, parte-se da hipótese de que a economia contribui na redução ou no incremento do potencial dos impactos sociais produzidos, bem como também para mitigar determinadas situações adversas de forma antecipada.

Para Stuart Russel e Peter Norvig (2004) a ciência econômica é consistida em agentes individuais que maximizam o seu próprio bem-estar econômico. “A maioria das pessoas pensa que a economia trata de dinheiro, mas economistas dirão que na realidade a economia estuda como as pessoas fazem escolhas que levam a resultados preferenciais” (p.11).

Segundo os autores, os resultados preferenciais ou utilidade foi formalizado por Léon Walras (1834-1910), aperfeiçoado por Frank Ramsey (1931) e mais tarde por John Von Neumann e Oskar Morgenstern, em seu livro “The Theory of Games

and Economic Behavior” (1944). A partir daí, outros estudos sucederam-se. A teoria da decisão, que combina a teoria da probabilidade com a teoria da utilidade, fornece uma estrutura formal completa para decisões sob as condições de incertezas. Para Stuart Russel e Peter Norvig (2004):

[...] isto é adequado para “grandes” economias em que cada agente não precisa levar em conta as ações de outros agentes como indivíduos. No caso das “pequenas” economias, a situação é muito parecida com um jogo: as ações de um jogador podem afetar de forma significativa a utilidade de outro (positiva ou negativamente) (p. 11).

Sucederam-se outros trabalhos, como a pesquisa operacional de Bellman (1957), formulando um conjunto de problemas decididos de forma racional. Posteriormente, surgiram problemas decisórios sequenciais, chamados pelo matemático russo Andrei Markov de “processos de decisão”6.

Tais trabalhos contribuíram para a formação de problemas com agentes providos de decisões racionais, porém ainda dissociados dos estudos de inteligência artificial. A razão para isso foi a aparente solução que tais problemas ofertavam no campo da complexidade. Em 1978, Herbert Simon, pesquisador pioneiro em inteligência artificial, desenvolveu modelos baseados em satisfação, em que as tomadas de decisões “boas o suficiente” eram preferidas em vez de cálculos portentosos e laboriosamente realizados que conduziam a uma decisão ótima.(Ibidem, p.12).

Posteriormente, na década de 1990, os problemas de decisão baseados em sistema de agentes foram retomados por Wellman (1995). Retorna-se também aos estudos no campo de redes neurais artificiais, baseados em estudos do sistema nervoso, particularmente do cérebro, desenvolvido pela neurociência7. No estágio

6Markov estudou o limite de integrais e a teoria da aproximação e, depois de 1900, aplicou métodos

de frações contínuas comprovando o teorema do limite central. É conhecido pela equação conhecida por “cadeia de Markov”, segundo a qual os estados anteriores são irrelevantes para a predição dos estados seguintes, desde que o estado atual seja conhecido. Influenciou o planejamento econômico de países como a URSS e Índia.

7Basicamente projetam-se as funções de um neurônio em um algoritmo e captam-se os seus sinais

atual, os problemas e subproblemas gerados levaram os pesquisadores a examinarem e desenvolverem problemas com os chamados “agentes inteligentes”.

Em consequência disso, os sistemas de raciocínio e planejamento devem ser capazes de lidar com a incerteza. A segunda consequência importante da perspectiva do agente é que a inteligência artificial foi levada a um contato muito mais estreito com outros campos, como a teoria de controle e a economia, que também lidam com agentes”. (Ibidem,p.27-8).

O interesse desses estudos, como veremos, é a construção de uma economia artificial que pode refletir processos em ciclos ou em rede, de forma a demonstrar um processo de difusão e propagação de efeitos tais como renda dos consumidores, processos de consumo, falências de firmas, e outros, por mecanismos de interação de modelos de agentes. Alguns desses agentes podem nessa economia ter comportamento melhor do que outros, o que nos remete a ideia da existência de um agente racional. O que, no conceito de Stuart Russel e Peter Norvig, demonstra “um agente que se comporta tão bem quanto possível” (p.33).

Stuart Russel e Peter Norvig (2004) definem um agente racional pelo conjunto de suas ações:

[...]é aquele que faz tudo certo – em termos conceituais, toda entrada na tabela que corresponde à função de agente é preenchida de forma correta. É óbvio que fazer tudo certo é melhor do que fazer tudo errado; porém, o que significa fazer tudo certo? Como uma primeira abordagem, diremos que a ação certa é aquela que fará o agente obter maior sucesso. Então precisaremos de algum método para medir o sucesso. (p. 35).

Um medidor de desempenho é um processo na computação que visa captar os seus sinais gerados (positivo ou negativo). É o que vemos na explicação de Stuart Russel e Peter Norvig (2004):

Quando um agente é inserido em um ambiente, ele gera uma sequência de ações, de acordo as percepções que recebe. Essa sequência de ações faz o ambiente passar por uma sequência de estados. Se a sequência é desejável, isso quer dizer que o agente funcionou bem. Evidentemente, não existe uma medida fixa apropriada a todos os agentes. (p.36).

Na economia artificial construída, os medidores são as realizações que tais agentes executam: verificam a sua renda, definem compra ou não, o banco

empresta ou não dinheiro às firmas, de acordo com a robustez financeira (patrimônio) e outras sequências similares. Assim, o conceito “racionalidade”, para Stuart Russel e Peter Norvig (2004), depende de quatro fatores: a medida de desempenho que define o critério do sucesso; o conhecimento anterior que o agente tem do ambiente; as ações que o agente pode executar; e a sequência de percepções do agente até o momento (Ibidem).

A simulação por computador permite, ainda, o controle do comportamento dos agentes. Adicionalmente, verifica-se que as informações entre os agentes operam de tal sorte que surgem na simulação conceitos dos estudos de complexidade como emergência, auto-organização, retro-alimentação, imprevisibilidade, efeitos de causas múltiplas nos modelos não lineares e outros.

Para estudarmos um crescimento econômico por ação de multi-agentes, consideramos que eles não são oniscientes8e nem possuem perfeição9. Para Ben Coppin (2010), agente é uma ferramenta capaz de realizar alguma tarefa em nome de um humano e nesse diapasão possuem algumas características adicionais, que mesmo que os parâmetros mudem, estão imbuídos de conhecimentos adicionais de domínio que os torna hábeis a realizar as suas tarefas, ainda que surjam situações inesperadas. (p.471).

Segundo Coppin (2010), as características adicionais dos agentes relacionam-se à autonomia – que é a capacidade de agir e tomar decisões; a capacidade de aprender, de armazenar novas informações de forma útil; a cooperação –, capacidade de cooperar uns com os outros.

Os agentes estão inseridos em um ambiente nem sempre propício às suas realizações de suas tarefas. O resultado entre o acoplamento entre eles pode levar aos agentes mudanças em seus comportamentos. Os agentes, ao se adequarem ao novo ambiente, comportam-se em meio a mecanismos de adaptabilidades. Dentre o universo de ambientes adversos, Stuart Russel e Peter Norvig (2004) definem alguns tipos e suas particularidades, que farão diferenças quando da modelagem. As características destas particularidades são: completamente observável versus parcialmente observável, quando os sensores são capazes de detectar todos os

8 Para Stuart Russel e Peter Norvig (2004, p.37) um agente onisciente é aquele que sabe o resultado

real de suas ações e pode agir de acordo com ele. Para os autores, a onisciência possui uma realidade incomum.

9 Existe uma diferença entre racionalidade e perfeição. A racionalidade maximiza o desempenho e,

aspectos relevantes para as escolhas das ações dos agentes; determinísticos

versus estocásticos, quando é completamente determinado pelo estado atual pela

ação executada, caso contrário ele é estocástico; estático versus dinâmico, quando se puder alterar o seu estado atual; discreto versus contínuo, quando o tempo é tratado com variabilidade nas ações– quando finito, diz-se que é discreto; episódico

versus sequencial, quando a experiência do agente é dividida em fases – no primeiro caso, diz-se episódico, no sentido inverso, o caso é sequencial; finalmente, o sistema de único agente versus multi-agentes. Neste último, com maior grau de dificuldade, surgem os efeitos da competitividade e da cooperação alicerçadas na comunicação entre eles. (p.41-3).

De acordo com as modelagens pretendidas, tanto os agentes como o universo dos seus ambientes permite observar diferentes resultados, de acordo com as diferentes combinações, em um cruzamento de agentes e suas ações versus ambientes possíveis. Obteremos respostas não mono-causais decorrentes dos efeitos das interações desses entes, em que um poderá refletir ações no outro, de forma reflexiva. Por isso, garantir que as características serão captadas adequadamente é crucial na obtenção dos resultados planejados.

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