• Aucun résultat trouvé

CHAPITRE V – ANALYSE ET DISCUSSION

CONCLUSION ET RECOMMANDATIONS

medida pelo "aspect ratio". 0 m e n o r r e t a n g u l o e n v o l v e n t e de uma forma e definido

como 0 reHingulo de menor area que cobre completamente 0 objeto na imagem. 0

"aspect ratio" de uma forma e definido como a razao entre 0 menor e 0 maior lado do

respective menor retangulo envolvente, sendo uma medida comumente associada ao

alongamento do objeto em uma determinada dires:ao. 0 "aspect ratio" assume maximo igual a 1 para formas como circulos e quadrados, decrescendo na medida que a forma

e

mais alongada em alguma dires:ao especifica. Considerando-se 0 caso de circunferencias

e elipses, pode-se verificar que 0 "aspect ratio" e inversamente proporcional

a

energia de

dobramento, visto que esta assume seu minimo quando aquele assume seu maximo. A

Tabela 6.1 apresenta 0 "aspect ratio" das formas menos e mais suavizadas das Figuras

6.5(a), (e) e (1), em que pode-se observar que a energia de dobramento de grandes escalas pode ser usada para inferir a mesma informas:ao que 0 "aspect ratio".

o

menor retangulo envolvente de uma forma em uma imagem pode ser calculado

facilmente rotacionando-se a forma em tome de seu centro de massa para uma serie de

angulos entre 0 e n 1 2 . Para cada angulo, 0 retangulo envolvente horizontal (isto

e,

urn

retangulo com dois de seus lados paralelos ao eixo x ) , 0 qual e definido pelo ponto mais

alto

a

esquerda e pelo mais baixo

a

dire ita da curva rotacionada, e calculado. 0 retangulo

de menor area

e

0 proprio menor retangulo envolvente rotacionado pelo mesmo angulo

da curva, angulo este que pode ser usado para estimar 0 principal eixo do objeto

[Castleman, 1996]. A rotas:ao do contomo em tome de seu centro de massa por urn

angulo

e

pode ser facilmente implementado transladando-se 0 centro de massa da curva

para a origem do eixo de coordenadas, seguido da aplicacrao da seguinte equacrao:

em que u r ( t ) denota 0 contomo rotacionado. A translacrao do centro de massa do

contomo para a origem pode ser feita subtraindo-se 0 as coordenadas do centro de massa

da curva original, ou, altemativamente, calculando-se os descritores de Fourier do

6.3.2 Exemplo do Efeito de Aha Curvatura Mascarada

It.:::::::II

proximo experimento ilnstra 0efeito da alta cnrvatura mascarada em relayao

a

celula da Figura 6.5(1). Com a intenyao de mostrar como a presenc;a de protrusoes agudas em urn objeto e refletida por urn aumento local na energia de dobramento multi-escala, a celula da Figura 6.5(1) foi editada para produzir 3 novas versoes de si mesma, as quais SaD apresentadas na Figura 6.10. A celula original, mostrada na Figura 6.10(a), possui duas protrusoes agudas que podem tomar a estrutura de "gargalos" acrescentando-se esferas em cima das respectivas extremidades, como nas Figuras 6.10(b) e (c). Coloca-se essas "luvas redondas" nas protrusoes para evitar que 0 efeito de altissima curvatura das extremidades possa aparecer. Finalmente, a Figura 6.10(d) foi obtida apagando-se as protrusoes da celula original. Os diagramas de energia de dobramento dos quatro contomos SaD apresentados na Figura 6.11. 0 efeito de alta curvatura mascarada e capturado pela energia de dobramento de maneira mais acentuada para a forma da Figura 6.10(a). Para essa celula, a energia apresenta 0 aumento mais

significativo nas escalas intermediarias. Tal efeito, que ocorre de maneira menos pronunciada na celulas das Figuras 6.10(b) e (c), praticamente desaparece na celula da Figura 6.10(d).

E

importante notar que a energia de dobramento nas pequenas escalas

e

praticamente a mesma para as quatro formas, devido ao fato de todas elas possuirem basicamente a mesma estrutura de complexidade em pequenas escalas. De fata, as diferenyas estruturais entre as quatro formas SaD relativas a estruturas de escalas intermediarias (numero de grandes protrusoes, gargalos, etc., estruturas estas que possuem urn pape! central em teorias recentes de perCepyaO de formas [Kimia et al.,

1995; Siddiqi & Kimia, 1995]) e grandes escalas (alongamento geral ou

retangularidade), 0que e sentido pela energia de dobramento.

Portanto, a evoluc;ao da energia de dobramento multi-escala normalizada em termos da escala de analise reflete 3 tipos distintos de informac;ao estrutural sabre a forma analisada:

Figura (6.11): Energia de dobramento das formas da Figura 6.10 (a) ("-"), (b) ("-.-"), (c) (" ... ") e (d) ("*").

Figura (6.12): (a) Celula neural artificial; (b)-(d) Versoes editadas da celula original, nas quais 0padrao de ramificayao de cada dendrito foi progressivamente

apagado.

1. pequenas escalas: riqueza de ramificayoes locais; 2. escalas intermediarias: presenya de grandes protrusoes; 3. grandes escalas: alongamento da forma.

Para ilustrar essa interpretayao da energia de dobramento, 0 seguinte experimento

foi realizado. A celula neural (artificial) apresentada na Figura 6.12(a) foi editada de

maneira que a ramificayao local (de menor escala) fosse gradualmente apagada de urn

ramo dendritico primario por vez (Figuras 6.12(b), (c) e (d». Seguindo a interpretayao e

terminologia sobre 0 significado da energia de dobramento ao longo da evoluyao em

escalas, a seqUencia de formas das Figuras 6.12(a) ~ (d) apresenta:

1. quantidade decrescente de detalhes de pequenas escalas;

2. quantidade crescente de estruturas de escalas intermediarias, representadas pelos

ramos dendriticos isolados e sem sub-ramificayoes, que atenuam 0 efeito de alta

curvatura mascarada de maneira similar as "luvas redondas" do experimento anterior;

3. equivalencia de estrutura de grandes escalas, uma vez que a retangularidade

e,

16,

lIE lIE III 9

lIE 0 0 x 6 + 0 x lI< x 14 x x + + + + +

1

\:

12 t + ~ IT 1 ~ 10 X + 0

:f

IT2~ lIE X 0

~:

:t i ~

U ~.

Ol I ! ! ! ! -5 -4 -3 -2 -1 1 Escala

F i g u r a (6.13): Energias de dobramento das celulas da F i g u r a 6 .1 2 (a) (" ... "), (b)

("0"), (c) ("x") e(d)("+").

A F i g u r a 6.13 mostra a energia de dobramento para as quatro celulas, e a amilise

acima pode ser observada nesses diagramas. A energia nas pequenas escalas (indicado por OJ na F i g u r a 6.13) classifica as formas na ordem (a)~(d). Para as escalas

intermediarias (indicado por (J2 na F i g u r a 6.13), ocorre uma inversao dos valores da

energia de dobramento, sendo as celulas classificadas na ordem (d)~(a). Finalmente, a energia de dobramento para as altas escalas e basicamente a mesma para as quatro celulas.

6 .3 .3 T o l e r a n c i a a T r a n s f o r m a c ; o e s G e o m e t r i c a s

It •

Jr

iS experimentos foram realizados para ilustrar a invariancia da energia de dobramento a transformayoes geometricas (bidimensionais) na imagem. No

primeiro experimento, uma me sma celula sofreu uma serie de transformayoes

geometricas realizadas diretamente na imagem digital, ao passo que no segundo a transformayao deu-se antes da aquisiyao da imagem.

A F i g u r a 6 .1 4 mostra uma serie de celulas obtidas por 3 tipos de transformayoes

2D: escalonamento, reflexao e rotayao. A primeira linha ( F i g u r a s 6.14(a)-( d)) apresenta

as celulas escalonadas, obtidas pela aplicayao da tecnica de gerayao de pinlmides de imagens [Lindeberg, 1994; Burt & Adelson , 1983], isto e, filtragem passa-baixas seguida de sub-amostragem. A ordem de magnitude de cada versao escalonada esta indicada embaixo de cada celula das F i g u r a s 6.14(a)-( d). As energias de dobramento

dessas celulas aparecem no canto superior-esquerdo da F i g u r a 6 .1 5 , em que se observa

urn born grau de tolerancia ao escalonamento das celulas, apesar das diferenyas entre as quatro formas (diferenyas devido

a

amostragem e

a

fase de pre-processamento e extray30

dos contomos). As maiores diferenyas apontadas pela energia de dobramento ocorrem nas pequenas escalas, justamente onde os efeitos da amostragem e pre-processamento

~ ~ ~

-+(,

(a) (1.25) (b) (1) (e) (0.75) (d) (0.5)

~

K

~ ~

(e) (f) (D) (9) (R) (h) (DR)