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Concept of Multiresolution Analysis

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Wavelet Transform

4.2 WAVELET TRANSFORMS

4.2.2 Concept of Multiresolution Analysis

No que concerne às pesquisas internacionais, embora escassas, notaram-se estudos que investigaram programas sobre vida independente, preparação das pessoas com deficiência para vida depois da escola, além de estudo sobre transição da escola para a vida adulta. Nesses estudos ficaram expostos certos temas, tais como: falta de práticas educativas inclusivas, planejamento de transição rápido e mal coordenado sobre inclusão no trabalho, opiniões restritivas sobre o emprego e oportunidades de vida na comunidade, baixos níveis de participação familiar e benefícios significativos do emprego apoiado. Observa-se, porém, que não foram histórias narradas pelas próprias pessoas com deficiência, mas sob a ótica dos profissionais que trabalhavam com as pessoas com deficiência. Outros raros estudos foram agregados a esta tese em virtude de sua relação com a temática proposta e por tratarem a respeito da história de vida pelas vozes das pessoas com deficiência ou com distúrbios e problemas de aprendizagem (DELANCY; O'DDRISCOLL, 2010; MORENO, 2010; BAJAÑA; ALONSO; CORREDOR, 2010;

BENTLEY et al., 2011; ZABEL; KAFF; TEAGARDEN, 2011; CHANDER, 2012; SOLÁNS, 2014; KENNEDY; BREWER, 2016).

Delancy e O'Ddriscoll (2010) apresentou o relato histórico oral da vida profissional de um ex-paciente, de um hospital para atendimento de pessoas com deficiência mental (terminologia adotada no texto original do autor). E, assim, registrou que, depois de trabalhar em vários empregos dentro do hospital, conseguiu uma autorização para trabalhar fora dele, enquanto ainda era residente desse hospital onde estava internado, atuando profissionalmente dentro e fora do hospital. Depois de sair do hospital, ele continuou a trabalhar em uma variedade de configurações de trabalho.

Moreno (2010) analisou a história de vida de uma pessoa com paralisia cerebral e graves dificuldades na fala e defendeu a utilização desse método de pesquisa para emancipação de pessoas com deficiência e desvantagens sociais, pois, nessa direção, essas pessoas podem falar acerca de temas da sociedade, extrapolando situações ainda vigentes se a fala vem delas mesmas. O teórico desvelou um novo horizonte para as pessoas com deficiência poderem falar sobre si e estabeleceu uma posição intercultural para a participação de todos e com todos, contribuindo assim para uma sociedade mais democrática e inclusiva.

Ainda se utilizando da história de vida de uma atleta paraolímpica, Bajaña, Alonso e Corredor (2010) reconhecem o esporte como forma de emancipação das pessoas com deficiência. A pesquisa apresenta a história de vida de uma atleta paraolímpica colombiana que, embora seja uma exceção, a entrevistada teve recursos para se manter economicamente com sua família.

Zabel, Kaff e Teagarden (2011), em uma pesquisa nos Estados Unidos da América sobre história oral, com narrativas de estudantes com transtornos emocionais e comportamentais, concluiu que compreender essas histórias colaborou com as políticas de educação. Foram feitas perguntas a 15 líderes de primeira geração sobre os eventos, políticas e pessoas que mais lhes influenciaram a vida profissional, a fim de identificar os fatores positivos e os negativos. Suas respostas foram filmadas, transcritas, analisadas e relatadas, servindo de base para desdobramentos nas políticas educacionais.

Bentley et al. (2011), em um projeto sobre história oral, pesquisaram a vida de jovens com dificuldades de aprendizagem em hospitais de longa permanência nos Estados Unidos e concluíram que os jovens atuais com as mesmas limitações têm mais liberdade, mais chance de escolha e oportunidades do que jovens de trinta anos atrás . Com esse

material produziram um filme em que os jovens descreveram o que aprenderam com essa pesquisa.

O estudo de Chander (2012) fez análise a partir de documentos tomando como base o movimento em defesa dos cegos ocorrido nos Estados Unidos da América em comparação ao movimento de pessoas cegas da Índia; usou como método a história oral, entrevistando 45 informantes. A pesquisa concluiu que as pessoas cegas da Índia passaram de receptoras passivas dos serviços para defensoras ativas de seus direitos.

Por sua vez, Soláns (2014) reflete sobre a história de vida de atletas paraolímpicas (deficiência motora) considerando suas próprias vozes nas trajetórias biográficas, e em todas as pesquisas nacionais ou internacionais é possível perceber pessoas com deficiência exercendo seu direito à livre expressão e obtendo o empoderamento social por meio de suas narrativas de vida.

Kennedy e Brewer (2016) investigaram por meio da história de vida as experiências e opiniões de pessoas com dificuldades na aprendizagem – que ao longo da vida haviam sido desvalorizadas ou ignoradas – e indicaram a necessidade de os pesquisadores terem criatividade e mais as ferramentas adequadas para auxiliar os entrevistados a terem habilidades verbais. Devem estes contar com o apoio de fotografias, desenhos, música e poesia, incorporados ao método de história de vida, para melhor exporem suas ideias, suas memórias, mesmo com as limitações na comunicação, encorajando-os assim a serem determinantes de sua história.

A revisão da literatura nacional e internacional concernente às histórias de vida das pessoas com deficiência abrangeu temáticas variadas e distintas, porém poucas pesquisas foram encontradas se comparadas ao universo de pessoas com deficiência no Brasil e no mundo.

Desse modo, as pesquisas nacionais envolveram: sexualidade, a inserção na escola, a evasão na Educação de Jovens e Adultos, as lutas de lideranças das pessoas com deficiência, autopercepção das mulheres com deficiência mental, autoadvocacia e empoderamento de pessoas com deficiência no Brasil e no Canadá, trajetórias escolares de estudantes institucionalizados incluídos na EJA, as vozes de estudantes com deficiência no ensino superior, empoderamento por meio de práticas desportivas, história de vida de estudantes com deficiência e o ensino da matemática, a metodologia de história de vida e a percepção das pessoas com deficiência, além da história oral de vida e o curso de vida de paratletas.

Assim como nas pesquisas nacionais, as internacionais abordaram diversas temáticas envolvendo as pessoas com deficiência, além de tratarem da trajetória de mulheres paratletas e paralímpicas na Colômbia, Estados Unidos da América, história de vida de pessoas com paralisia cerebral, relatos e produção de filmes, de ex-pacientes de hospitais para pessoas com deficiência na aprendizagem inseridas no trabalho, movimento das pessoas cegas na Índia e nos Estados Unidos da América. Todos esses estudos destacaram o empoderamento e o direito de as pessoas com deficiência poderem falar sobre si mesmas. Suas ideias, pensamentos, memórias, enfim, os fatos todos dos caminhos percorridos em sua trajetória de vida.

Embora a revisão da literatura apresente contribuições nos aspectos abordados, ainda se faz evidente a carência de novas pesquisas na área das pessoas com deficiência, sobretudo na problemática levantada nesta pesquisa referente às pessoas com deficiência egressas da EJA e incluídas no mercado de trabalho, considerando-se que, mesmo com as buscas minuciosas em quatro bancos de dados de pesquisas científicas, não foi possível encontrar nada específico sobre esse ponto enfocado.

Conclui-se, com essa revisão da literatura, que a educação para jovens e adultos com deficiência requer novas pesquisas, principalmente em temáticas ainda não pesquisadas, como as contribuições da EJA para inserção no trabalho, pela voz das pessoas com deficiência egressas dessa modalidade de ensino. Tais pesquisas trariam subsídios para outros pesquisadores, para a Educação Especial, para a EJA, para os professores das duas modalidades de ensino e para a política educacional e o trabalho.

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