• Aucun résultat trouvé

Comportement des applications pour les alg` ebres ` a division

Quanto às propostas de capacitação, identificamos ser necessário capacitar os jangadeiros sobre as posturas corretas durante a retirada das redes do mar, retirada dos peixes das redes e armazenamento destas no interior da jangada para diminuir a ocorrência de dores.

161

Quanto às propostas de gestão da atividade, identificamos a necessidade de conscientizar os jangadeiros sobre a importância de haver uma cooperação no trabalho, como alguns parceiros de pescaria já o fazem, no sentido de haver um revezamento de funções ao puxar as redes, desmalhar o peixe e armazenar as redes no interior da jangada, desconcentrando o esforço físico para uma só pessoa ao realizar o esforço repetitivo.

Quanto às propostas de projeto, como orientações para o projeto de uma jangada verificamos a necessidade de:

- Rever o local onde o motor fica inserido para disponibilizar o banco de governo ao descanso do pescador enquanto aguarda para puxar as redes;

- Haver um ponto de apoio na jangada para o jangadeiro se escorar enquanto permanece em pé, evitando seu desequilíbrio, visto que para manter-se nesta posição também há esforço físico devido ao balanço do mar;

- Considerar a altura da jangada no projeto da mesma, de modo que haja espaço interno suficiente para armazenar as redes, diminuindo o esforço físico despendido durante esta etapa da atividade.

Como orientações para o projeto do carrinho, as propostas discutidas foram: - Localizar o eixo dos pneus traseiros do carrinho no mesmo alinhamento onde se localiza a tampa da jangada;

- Inclinar a superfície do carrinho na parte traseira, próximo ao patião; - Verificar a possibilidade de construir o carrinho em aço inoxidável; - Inserir grampos no carrinho para prender a jangada.

5.1.5 5ª Oficina

No dia 07 de agosto de 2010 foi realizada a Oficina de Nutrição. Embora o foco da oficina tenha sido a validação e restituição das informações sobre alimentação dos jangadeiros, manipulação e acondicionamento destes na embarcação, com vistas à busca de melhorias na atividade sob esses aspectos, algumas questões abordadas seriam úteis para a elaboração de propostas para o projeto de uma jangada.

162

No tocante aos aspectos sobre a alimentação dos jangadeiros, as discussões desta oficina abordaram os horários da pescaria com gelo e da pescaria de ida e vinda, os alimentos consumidos em cada uma delas, os horários em que os jangadeiros fazem pausas para se alimentarem, quem prepara a comida que será consumida por eles durante a pescaria, o destino das sobras e a causa da deterioração desses alimentos. Os resultados encontram-se detalhados no trabalho de Oliveira (2010).

Quanto às questões abordadas com influência no projeto da jangada, foi discutido sobre o local onde os alimentos são armazenados na embarcação, tanto durante a pescaria de ida e vinda como na pescaria de gelo. Durante a pescaria de ida e vinda, os alimentos consumidos pelos jangadeiros comumente são: biscoitos, pães, doces, rapadura, refrigerantes, frutas e sanduíches prontos. Não há na embarcação um local adequado ao armazenamento destes alimentos, que são acondicionados em sacolas plásticas, embalagens plásticas, samburás, monoblocos e em baldes de plástico, geralmente no interior da jangada, podendo estar em contato com equipamentos de pesca, redes e recipientes com combustível. Alguns jangadeiros também dispõem os alimentos na tampa da jangada mais próxima à popa, local onde também são armazenados objetos que não deveriam estar em contato com os alimentos. Alguns jangadeiros têm consciência de que esta não se deve acondicionar os alimentos no interior da jangada, conforme fala do jangadeiro J22: “Mas é errado, o certo era levar

fora porque num contaminava porque hoje em dia todo mundo ta usando gasolina dentro, bota dentro da jangada, só basta o vapor da gasolina passar pra comida. Às vezes o cisco das rede fede que só quando vai comer é o puro cisco. É, porque ta tramando com as rede bota dentro e a comida ta lá atrás... quando vai tirar pra comer sente o gosto todinho do cisco na boca.”

Já na pescaria de gelo, devido ao tempo mais prolongado de permanência no mar, os jangadeiros costumam levar, além dos alimentos supracitados, alimentos prontos como: arroz, feijão, macarrão, carne, cuscuz, macaxeira, galinha ou peixe frito. Esses alimentos são geralmente ingeridos no início da navegação, pois como não há um local na jangada propício ao seu armazenamento, tornam-se impróprios para o consumo. Algumas vezes, podem ser armazenados dentro da caixa de isopor com gelo destinada ao armazenamento do pescado capturado. Alguns jangadeiros levam os equipamentos necessários para preparar o alimento na própria jangada, durante a pescaria, prática esta

163

pouco identificada nos dias de hoje. A causa para esta mudança, segundo os jangadeiros, é conseqüência da inserção do motor na atividade, visto que o tempo de permanência no mar foi reduzido, conforme fala do jangadeiro J15: “Antes de ter esses

motor a gente levava a farinha, levava sal, calvão... antes do motor que saía de manhã, a viagem era mais atrasada, aí levava. Chegava lá fora fazia o liguento.” Outra causa

para esta prática ter ficado tão escassa é o risco de haver explosões durante o cozimento pelo contato de faíscas com o combustível do motor, “é por isso que hoje em dia a

gente ta levando a comida já preparada pra evitar essa arrumação” (Jangadeiro – J22). Dessa forma, os jangadeiros relataram sua percepção sobre esta problemática ao

afirmarem que são conscientes dos riscos de explosões ao cozinharem os alimentos na jangada e, por outro lado, sabem do risco de levarem a comida pronta e esta estragar. Estas questões evidenciam a necessidade de haver um local adequado ao armazenamento dos alimentos na embarcação.