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2.5.1. Tema I – Caracterização da supervisão

Esse tema foi explorado com base em uma única questão aberta: “Como define/caracteriza a supervisão do curso de Psicomotricidade Relacional?”.

A análise de conteúdo permitiu identificar, no total, nove grandes categorias, cada uma delas encerrando subcategorias. De modo geral, a supervisão é caracterizada como formação integrada, contínua, como suporte, mudança, muito marcada pela ação do supervisor, metodologia, aprendizagem, emoções/sentimentos positivos e como envolvendo a experienciação de dificuldades.

Como exemplos de relatos, obteviveram-se os que seguem: “É um espaço de ajuda” (S1).

“. . . com ajuda de uma pessoa experiente . . . um espaço que tem alguém que cuida do seu processo, que acompanha o seu processo, . . . organiza a tua prática” (S2).

“É de total importância o apoio psicológico que a supervisão te dá quando você está diante de algumas dificuldades” (S4).

“É um acompanhamento . . . uma ajuda terapêutica” (S6). “Um acompanhamento processual de encontros” (S7), (S11). 2.5.2. Tema II – vivência da supervisão

Esse tema foi explorado por relação com uma única questão aberta: “Como descreve a sua vivência do processo de supervisão e o que sentiu ao longo desse processo?”.

A análise de conteúdo permitiu identificar, no total, dez grandes categorias, cada uma delas encerrando subcategorias. Incluímos nesse tema informação sobre a supervisão como processo (gratificante, marcado por dificuldades, apoio/suporte, formação pessoal e profissional, investimento), envolvendo emoções/sentimentos positivos e negativos, marcado por dificuldades e pela ação do supervisor.

Os relatos a seguir exemplificam tais sentimentos:

“. . . sempre vai ter alguns pontos que você vai ter que melhorar, crescer aqui, melhorar ali, então foi bom pra que eu pudesse entender que eu estava sempre num processo de desenvolvimento constante” (S10).

“. . . quando eu não sabia eu pedia ajuda . . . estou numa construção assim, de tentar escutar melhor o outro, de tentar perceber melhor a demanda do outro” (S12).

“. . . cuidar de tudo isso que está em torno de você, cuidar do seu lado profissional mesmo” (S15).

“. . . tinha medo de estar fazendo errado e decepcionar . . . no 1º Estágio eu tava bem assustada, assim . . . eu ia com bastante medo pra supervisão” (S10).

“. . . o vínculo também é um ponto bem importante na relação com o supervisor, essa proximidade do supervisor comigo é fundamental . . . a gente tem isso como uma referência” (S2).

2.5.3. Tema III – Avaliação do processo de supervisão

Tendo em conta o discurso dos sujeitos, decidiu-se pela sua organização em torno de dois subtemas.

Neste subtema, os sujeitos referem aspectos positivos e negativos da supervisão, a consecução dos objetivos, a metodologia, o clima relacional, o envolvimento do aluno, os sentimentos e as dificuldades, como se pode perceber nos relatos a seguir:

“. . . a partir daí, das orientações e dos apontamentos feitos pela supervisão é que você vai em busca do que precisa alcançar” (S10).

“. . . a gente precisa que o supervisor mostre pra gente o que está sendo certo, o que está sendo errado e qual o caminho a seguir . . . a supervisora orienta os alunos . . . ela vai sempre pontuando” (S11).

“. . . as orientações dadas na supervisão foram essenciais para que eu conseguisse atingir os objetivos dos Estágios . . . eu alcancei todos os objetivos” (S10).

2.5.3.2. Tema III. 2. Relação entre Supervisão e Mudança

O discurso dos sujeitos nesse tema incide sobre mudanças em geral, pessoais, relacionais, profissionais, evolução/crescimento, motores da mudança, dificuldades e sentimentos e emoções experienciados.

Os relatos pertencentes a esse tema exemplificam o que foi supracitado:

“. . . no decorrer do processo de supervisão, você lida com situações difíceis, assim, outras mais alegres, situações de conquista, mas todas são capazes de fazer você mudar” (S10). “. . . o perfil da supervisão é o de conduzir para mudanças” (S12). “A mudança acontece também quando a supervisão dá suporte ao aluno para que os seus pontos positivos sejam reconhecidos, ai o aluno integra esses aspectos positivos e realiza uma mudança” (S14).

“. . . a supervisão te ajuda a mudar” (S17).

2.5.4. Tema IV – Avaliação dos aspectos organizativos da supervisão

Nesse tema, a informação foi categorizada em torno da adequação dos trabalhos, da carga de trabalho dos alunos, metodologia, aprendizagem, organização, do feedback do supervisor, das dificuldades dos alunos e sugestões de melhoria.

“. . . eu não tive tanta carga de trabalhos pra ser entregues no sentido de não dar conta do trabalho, nunca chegou a ser grande, de não dar conta. . . . Eu não acho que é uma carga grande de trabalho [a não ser a dos relatórios iniciais do Estágio I]” (S6). “. . . Cada vez que eu escrevia, que falava sobre a criança, era um ponto a mais pra aprender, pra poder numa outra sessão observar melhor, ou fazer um “link” com a Formação Pessoal ou com a teoria” (S11).

“. . . ter o retorno, até por e-mail, quando a supervisora corrigia o trabalho foi fundamental. E poder ler e refletir. Essas observações contribuem bastante” (S17), (S15), (S12).

2.5.5. Tema V – Aspectos passíveis de melhoria

O discurso dos sujeitos incide, nesse caso, na carga horária, metodologia, articulação entre a teoria e a prática, diminuição da carga de trabalho e adequabilidade do processo de supervisão:

“. . . essa falta de tempo. Para mim parecia tão pouco, porque, às vezes, parece pouco.

“Então é difícil, você quer mostrar tudo, quer orientação de tudo, quer sugar ao máximo” (S8).

“. . . que talvez pudesse ser incluída uma supervisão individual, eu acho que fez bastante diferença eu ter vindo fazer uma supervisão individual . . . pude aprofundar mais, até questões minhas, sem medo de me expor, e também mostrar uma coisa maior, um tempo maior” (S15).

“. . . acho que não. Acho que está tudo adequado, pois eu vi que eu consegui crescer, vi que muitas das minhas colegas que também tinham dificuldades conseguiram superar dificuldades . . . esse processo gradual, desde o I até o III você continuando no mesmo grupo, isso acaba também criando uma afinidade maior” (S4).