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A.4 DRIFT-PHOENIX

4.5 Paramètres atmosphériques dérivés à partir de l’ajustement de spectres synthétiques

O cronograma das visitas realizadas e as atividades desenvolvidas indicam os momentos da coleta de dados na unidade:

29/11/14 – Primeira visita na creche, das 9h às 12h, observação do trabalho da Coordenadora Pedagógica no acolhimento das famílias e na condução do processo de auto avaliação da unidade baseado no instrumento (INDIQUE) Indicadores da Qualidade da Educação Infantil (BRASIL, 2009). Neste dia, além do caderno de campo, utilizei o celular para o registro fotográfico de alguns momentos ilustrativos da presença dos pais. O encontro compôs-se de quatro momentos: a recepção e acolhimento dos familiares com café da manhã, a reunião introdutória com todos presentes (pais e algumas crianças, equipe gestora, funcionários e professoras) dirigida pela Coordenadora Pedagógica, que mostrou um filme das atividades desenvolvidas pelas crianças e, posteriormente, elucidou os objetivos do encontro; momento de discussão em pequenos grupos das dimensões propostas pelo INDIQUE. Aqui aparece uma problemática enfrentada nas primeiras visitas. Como o foco de observação era a CP, nem sempre a situação vivenciada no campo permitia concentrar as atenções no sujeito da pesquisa. Assim, levado pelo bom senso, mantinha a postura de não ser inconveniente respeitando o momento e o trabalho dela. Após as discussões dos grupos menores, a assembleia foi retomada pela CP, que conduziu as atividades na elaboração de uma planilha das ações que a comunidade educativa propôs após as discussões. Essa primeira visita muito me entusiasmou, pois o acolhimento do ambiente da creche, a sintonia e organização das ações daqueles que ali trabalham, além da disposição e engajamento mostrados por eles, indicou que há algo significativo no trabalho da CP para ser pesquisado e divulgado.

04/02/15 – Das 9h às 12h. Início das atividades na creche: participei da reunião inicial conduzida pela diretora e CP da unidade. A equipe de educadores e o Projeto Político Pedagógico do CEI foram apresentados. Os familiares receberam informações diversas e, em especial, sobre o processo de acolhimento desenvolvido pela unidade. Acompanhei a CP nos momentos que antecederam o início da reunião. Fui juntamente com os pais no agrupamento do Berçário 1, respeitando novamente a dinâmica do trabalho da CP. Realizei observações da reunião geral de acolhimento aos familiares e a das professoras, utilizei o caderno de campo para anotações e o celular para o registro de algumas cenas da organização do espaço físico e da disposição dos materiais pedagógicos.

05/02/15 – 7h40min às 9h. Primeiro dia com a recepção das crianças. Pude acompanhar com a CP a recepção das crianças e familiares e o desenvolvimento das atividades planejadas segundo o projeto institucional “Adaptação”.

06/02/15 – 12h às 13h30min. Acompanhei Viviam nas dependências da unidade. Ela, neste dia, manifestara sua preocupação em dedicar mais atenção à minha presença. Sua fala me propiciou esclarecê-la sobre os objetivos da pesquisa. Explicitei que pelo contrário, o meu trabalho seria facilitado se pudesse permanecer invisível, que estaria ali para aos poucos interferir cada vez menos no contexto, e, se possível, gostaria de registrar o percurso natural dos acontecimentos cotidianos na creche, que não precisava dispender atenções no intuito de me recepcionar ou me acolher em minhas visitas na unidade. Expus a intenção de acompanhar seu trabalho sem interrompê-la na lida diária. O momento de observação mais esperado foi o do encontro com o grupo docente no horário de reunião coletiva. O grupo avaliou as estratégias do acolhimento de crianças e pais, dados importantes foram observados em relação ao planejamento dos espaços e materiais nesse período de inserção das crianças e familiares na creche.

12/02/15 – 6h40min às 9h. Neste dia compareci à reunião do Projeto Especial de Ação (PEA). Tive a oportunidade de me apresentar às professoras do grupo da manhã. Elas realizam esses encontros às terças, às quartas e às quintas-feiras, semanalmente. Antes da chegada da CP, para o início da reunião, expus ao grupo os objetivos da pesquisa e que eles coincidem com o meu próprio desenvolvimento profissional, pois além de pesquisador, me apresento também como Coordenador Pedagógico que quer aprender a partir das experiências do trabalho da Viviam, solicitando assim, a colaboração e a licença para compartilhar com elas, por alguns dias, seus espaços de trabalho e estudo.

03/03/15 – 11h50min às 13h30min. Presenciei a reunião do PEA da tarde. Participei de conversas informais dos professores com a Assistente do Diretor da escola que avaliou a primeira reunião do Conselho de CEI26. Percebi as estratégias da CP para o planejamento e avaliação de uma festa dos aniversariantes do mês. Diversos conteúdos foram discutidos: O processo de escuta das professoras, a problematização da CP sobre os desafios propostos às crianças, trocas de práticas entre as docentes, estratégias para uma boa roda de conversa entre as crianças, conversa informal com a CP sobre o desenvolvimento das professoras;

06/04/15 – 9h às 13h. Análise documental do Projeto Político da Unidade, conversa com a professora Letícia sobre o planejamento semanal do mini-grupo I; conversa com a professora Dora sobre o planejamento da sala do berçário I.

26 Conselho de CEI – Reunião de Colegiado administrativo com representantes dos diversos segmentos que compõem a creche: pais, equipe gestora, professores e funcionários.

08/04/15 – 12h às 13h30min. A CP já havia se aposentado. Propus uma entrevista coletiva com as professoras do período da tarde. Como a CP estava ausente, a avaliação do grupo sobre a Viviam transcorreu de forma mais natural e descontraída, favorecendo a expressão de opiniões do grupo sobre a CP. Inicialmente, retomei os objetivos da pesquisa. Conversei com o grupo sobre o planejamento da unidade no período de adaptação; procedi com questionamentos sobre a Coordenadora Vivian na contribuição do processo do desenvolvimento profissional delas e perguntei: se foram ou não favorecidas pela CP no planejamento das atividades docentes? Como são enfrentadas as divergências e os conflitos por conta de pontos de vistas diferentes no grupo?

14/04/15 – 10h30min às 12h30min – Data da segunda reunião pedagógica na unidade. Entrevista com a Coordenadora Pedagógica Vivian.

O roteiro de observação das visitas previa o foco do meu olhar no desenvolvimento das atividades da Coordenadora Pedagógica, entretanto, a intenção inicial era observar ao máximo as atividades desenvolvidas pela Vivian. Mas pude, nas diversas visitas, apreender a dinâmica de seu cotidiano. Não era conveniente segui-la pelas dependências da creche o tempo todo. Assim, após três visitas, intentei vê-la de mais longe. Permanecia na unidade observando a dinâmica da sua movimentação que naturalmente aparecia: percebia a CP no atendimento a um familiar, num chamamento para tratar de um assunto urgente. Mas, nos encontros planejados com professores (PEA) e com a comunidade, permanecia muito próximo verificando, mais detidamente, características de seu trabalho. Quando ia à sua sala, observava o ambiente, a organização de seu material de trabalho, mas logo ela era chamada para atendimento de uma mãe, nesse momento era preciso deixá-la. Os momentos do PEA e as entrevistas trouxeram dados importantes para a condução dessa pesquisa. Estava advertido que a CP entrara com o pedido de aposentadoria, e a qualquer momento poderia não mais encontrá-la no desenvolvimento do seu exercício profissional. Mesmo assim, pude desenvolver nove visitas, contando com a do final do ano de 2014.

A análise documental do Projeto Político Pedagógico foi iniciada com a leitura do documento na creche. Solicitei uma cópia do mesmo, para o estudo e análise do PPP fora do espaço da creche. Pesquisei parte da documentação pedagógica da creche27: os instrumentos de trabalho da CP e os das professoras, o planejamento das atividades docentes, as observações, os registros e as avaliações realizadas pelas professoras, além

27 Documentação Pedagógica, segundo DAHLBERG, MOSS, PENCE (2003) refere-se a um processo e a um conteúdo. Como conteúdo é o material que registra o que as crianças fazem e dizem. Como processo, é o uso dos registros possibilitando a reflexão, a comunicação e a vivência de processos democráticos pelos profissionais da educação, pelas crianças e comunidade e, ainda, pelos políticos.

dos documentos institucionais como o Projeto Político Pedagógico da Unidade (PPP) e o Projeto Especial de Ação (PEA)