II. La perception des molécules microbiennes et signalisation chez les plantes
2. Les interactions plantes-agents mutualistes
2.1 La communication entre les partenaires : les signaux pré-symbiotiques
Na pesquisa relatada nesta dissertação, a observação de aulas foi utilizada antes da aplicação dos outros instrumentos, pois “Principalmente nos estudos de caso em que as crenças são investigadas no seu contexto, a observação de aulas dos participantes é mais utilizada”
(VIEIRA-ABRAHÃO, 2006b, p.225). Consideramos que a observação de aula permite compreensão do pesquisador a respeito do contexto pesquisado, tais como, contexto físico, sua cultura e atividade.
Convém lembrar que as crenças dos participantes são investigadas por abordagem contextual de Barcelos (2001). Essa autora indica que, na abordagem contextual, os pesquisadores investigam as crenças por meio da descrição do contexto dos participantes. Nesse sentido, a observação de aula insere o investigador no ambiente real dos participantes e é o instrumento indispensável nessa abordagem.
As aulas, as disciplinas de japonês 5, japonês 6 e japonês 7, foram observadas sem interferência do investigador (VIEIRA-ABRAHÃO, 2010), com objetivo de interpretar as crenças e relatar ações dos participantes no ambiente mais natural possível, em dois períodos. O primeiro período foi de 04 de novembro de 2015 até 01 de dezembro de 2015 (foram de três disciplinas, 18 aulas observadas) em abreviatura como [OA1]. O segundo período foi de dia 31 de maio de 2016 até dia 23 de junho de 2016(duas disciplinas, 11aulas observadas) em abreviatura como [OA2]. As observações de aula do primeiro período estão esquematizadas no quadro a seguir:
QUADRO 3 – OBSERVAÇÃO DE AULAS [OA1] REALIZADA DISCIPLINA DE JAPONÊS 5
Disciplina Japonês 5:
Terças e quintas-feiras, das19:00 às 20:40, 9 alunos matriculados Data de
observação Dia No. de alunos O tema da aula Obs.
1 03/11/2015 Terça-feira 8 Deficiência física /saúde
2 05/11/2015 Quinta-feira 8 Deficiência física /saúde
3 16/11/2015 Terça-feira 7 Mapa e discussão
4 18/11/2015 Quinta-feira 7 Compreensão de um texto em japonês do livro didático
5 24/11/2015 Terça-feira 6 Aspecto cultural japonês
Compreensão de um texto em japonês no folheto do museu japonês 6 26/11/2015 Quinta-feira 6 Elaboração de um texto escrito em
japonês
Fonte: elaboração nossa.
QUADRO 4 – OBSERVAÇÃO DE AULAS [OA1] REALIZADAS DISCIPLINAS DE JAPONÊS 6
Disciplina Japonês 6:
Data de
observação Dia No. de alunos O tema da aula Obs.
1 04/11/2015 Quarta-feira 8 Descrição e discussão do
interior de casa Reflexão sobre conversação e
aula 2 09/11/2015 Segunda-feira 7 A discussão sobre moradia no
Japão
3 11/11/2015 Quarta-feira 6 Boas maneiras na cultura
japonesa
4 16/11/2015 Segunda-feira 7 Descrição de ação e movimento
5 18/11/2015 Quarta-feira 6 Uso de conjunção
6 23/11/2015 Segunda-feira 5 Descrição de ação e movimento
7 25/11/2015 Quarta-feira 4 Fluência na comunicação
Fonte: elaboração nossa.
O primeiro período foi antes de selecionar os participantes desta pesquisa. As turmas foram daqueles que estão no nível intermediário, sendo quinto, sexto e sétimo semestres.
QUADRO 5 – OBSERVAÇÃO DE AULAS [OA1] REALIZADAS DISCIPLINA DE JAPONÊS 7
Disciplina Japonês 7:
Terças e quintas-feiras, das19:00 às 20:40, 6 alunos matriculados Data de
observação Dia No. de alunos O tema da aula Obs.
1 10/11/2015 Terça-feira 1 Leitura e compreensão
de textos em japonês
Leitura e compreensão individual bem como
leitura oral de textos disponíveis no livro
didático 2 12/11/2015 Quinta-feira 6 Leitura e compreensão
de textos em japonês
3 17/11/2015 Terça-feira 4 Leitura e compreensão
de textos em japonês 4 19/11/2015 Quinta-feira 2 Leitura e compreensão
de textos em japonês
5 01/12/2015 Terça-feira 7 Leitura e compreensão
de textos em japonês
Fonte: elaboração nossa. As aulas observadas foram entre as últimas duas provas periódicas avaliativas do semestre da cada disciplina observada. Consideramos esse período como um círculo de atividades dos participantes na sala aulas. Os dados obtidos na sala de aula ajudaram-nos a
conhecer em que contexto os candidatos participantes desta pesquisa atuam na sua aprendizagem.
O segundo período ocorreu depois de aceito o convite pelos participantes desta pesquisa. Foram ao todo 11 observações. Dois participantes se vincularam na disciplina de Japonês 7. Uma na disciplina de japonês 6.
QUADRO 6 – OBSERVAÇÃO DE AULAS [OA2] REALIZADAS DISCIPLINAS DE JAPONÊS 6
Disciplina Japonês 6:
Segundas e quartas-feiras, das 19:00 às 20:40 Data de
observação Dia No. de alunos O tema da aula Obs.
1 05/06/2016 Quarta-feira 5 Cotidiano (Aula dirigida
Leitura e compreensão de textos em japonês)
Miniteste.
2 07/06/2016 Segunda-feira 6 Literatura (Aula dirigida Leitura e compreensão de textos
em japonês)
3 19/06/2016 Quarta-feira 4 Aprendizagem de LJ (Aula
dirigida
Leitura e compreensão de textos em japonês)
Fonte: elaboração nossa.
No período observado, a professora encarregada da disciplina de Japonês 6 esteve de licença. Três aulas foram no modo de aula dirigida, com monitor da disciplina aplicando um miniteste de vocabulário e de kanji (ideograma). Após isso, os estudantes resolviam os exercícios. A última aula observada dessa disciplina ocorreu no dia 19 de junho de 2016, pelo fato de o resto do ensino ter sido a distância.
As notas de campo são registros coletados durante uma observação (LÜDKE; ANDRÉ, 1986). Vieira-Abrahão (2006a) ressalta a importância de tomadas de notas de campo, pois viabilizam o registro de dados em seus contextos de origem e que podem ser consultadas facilmente pelo pesquisador, conforme exemplificam os quadros a respeito das observações de aulas.
QUADRO 7 – OBSERVAÇÃO DE AULAS [OA2] REALIZADA DISCIPLINA DE JAPONÊS 7
Disciplina Japonês 7:
Data de
observação Dia No. de alunos O tema da aula Obs.
1 28/05/2016 Terça-feira 4 Mangá (Exercício de
Compreensão auditiva, leitura em voz alta)
Leitura e compreensão de textos em japonês
Leitura e compreensão individual bem como leitura oral
de textos disponíveis no
livro didático
2 30/05/2016 Quinta-feira 3 Mangá (Exercício de
Compreensão auditiva, leitura em voz alta)
Leitura e compreensão de textos em japonês
Miniteste (no início da aula de acordo com lista de vocabulário e
de kanji (ideograma)
3 05/06/2016 Terça-feira 4 Mangá (Exercício de
Compreensão auditiva, leitura em voz alta)
Leitura e compreensão de textos em japonês
Miniteste
4 07/06/2016 Quinta-feira 2 Mangá (Exercício de
Compreensão auditiva, leitura em voz alta)
Leitura e compreensão de textos em japonês
Miniteste
5 12/06/2016 Terça-feira 3 Mangá (Exercício de
Compreensão auditiva, leitura em voz alta)
Leitura e compreensão de textos em japonês Apresentação oral com par
Miniteste
6 14/06/2016 Quinta-feira 4 Mangá (Exercício de
Compreensão auditiva, leitura em voz alta)
Leitura e compreensão de textos em japonês Apresentação oral com par
Miniteste
7 19/06/2016 Terça-feira 5 Mangá (Exercício de
Compreensão auditiva, leitura em voz alta)
Leitura e compreensão de textos em japonês Apresentação oral com par
Miniteste
8 21/06/2016 Quinta-feira 5 Mangá (Exercício de
Compreensão auditiva, leitura em voz alta)
Leitura e compreensão de textos em japonês Apresentação oral com par
Miniteste
Fonte: elaboração nossa.
Para que as anotações sejam consultadas facilmente e também de acordo com objetivo desta pesquisa, delimitamos os focos de anotação nos seguintes conteúdos abaixo adaptados da concepção de Lüdke e André (1986). Essas autoras indicam a anotação de campo em duas partes, a saber: uma parte descritiva e outra reflexiva. Explicitamos abaixo os detalhes das duas
partes. A parte descritiva se refere a um registro detalhado do que se ocorre no campo. (LÜDKE; ANDRÉ, 1986), ou seja:
a) descrição dos participantes: sua aparência física, seus maneirismos;
b) reconstrução de diálogos e atitudes: as falas, tom da voz, gestos, as reações e interações dos participantes por algum acontecimento no que se relaciona à autonomia na aprendizagem e/ou à possibilidade de influenciar as crenças sobre autonomia na aprendizagem;
c) descrição dos locais: espaço físico, atmosfera onde foi feita a observação que pode influenciar nas crenças e ações;
d) descrição dos comportamentos do observador: descrever a si mesmo sobre como e onde se posiciona para fazer as anotações.
A parte reflexiva se refere às percepções pessoais do pesquisador feitas durante o momento da observação, tais como suas especulações, sentimentos, problemas, ideias, impressões, dúvidas (LÜDKE; ANDRÉ, 1986), ou seja, o processamento mental do pesquisador diante da observação. As reflexões do pesquisador podem ser:
a) respeito às ideias geradas: as ideias surgidas e percepções obtidas pela observação; b) mudança na perspectiva: a mudança de interpretação em relação à anterior;
c) metodológicas: Os procedimentos e estratégias metodológicas utilizadas; os problemas encontrados na obtenção de dados e a forma de resolvê-los;
d) esclarecimentos necessários: dúvidas surgidas e necessidade de esclarecimento e, se for o caso, por meio de entrevistas.
As anotações para esta pesquisa foram feitas em caderno de tamanho médio, estando a pesquisadora sentada em cadeira lateral da sala e procurando observar as ações, mas sem chamar muita atenção dos estudantes pela presença dela. A gravação em áudio em todas as aulas observadas foi feita com aviso prévio aos participantes e professores por meio de termo de consentimento (veja apêndice B) firmado por eles. A opção por utilizar somente as gravações em áudio é justificada pelo fato de a filmagem em vídeo acarretar o aumento da inibição dos participantes.