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Chapitre 2 : La communication et la fabrique d'enchantement du territoire

2.2 La communication environnementale à l’épreuve d'un territoire à risque

Tabela 6: Tabela comparativa da porcentagem média de lucro nas consultas de vários convênios

2001 2001 2002 2002

sem procedimento com procedimento (CBO) sem procedimento com procedimento (CBO)

AGF 0,56 0,68 0,52 0,65 CESP 0,60 0,65 0,57 0,62 CORREIO 0,52 0,70 0,47 0,68 GAMA 0,46 0,69 0,40 0,66 MARITIMA 0,55 0,55 0,51 0,51 MEDISER 0,49 0,58 0,43 0,54 PORTO SEG 0,56 0,56 0,52 0,52 ROYAL 0,39 0,64 0,32 0,60 SEISA 0,51 0,70 0,46 0,68 SUL AM 0,55 0,62 0,51 0,59 UNIBANCO 0,55 0,55 0,51 0,51 UNIMED 0,49 0,59 0,43 0,55 VASCO 0,49 0,58 0,43 0,54 ACESS CARD 0,61 0,73 0,58 0,71 AFPESP 0,61 0,73 0,58 0,71 AFUSE 0,61 0,73 0,58 0,71 CARTÃO CRIS 0,61 0,73 0,58 0,71 NIPOMED 0,61 0,73 0,58 0,71 MÉDIA 0,54 0,65 0,5 0,62

OBS: 1) O valor da margem de lucro calculada pela fórmula PV = CUSTO/1-(LUCRO+IMPOSTO) 2) O custo médio annual em 2001 foi R$7.69 e em 2002 foi R$8.79

3) O imposto por paciente em 2001 foi de R$ 3.15 e em 2002 foi R$3.21,

25 COMENTÁRIOS

Os cálculos mostrados neste trabalho, orientam tecnicamente para a condução de negociações com os compradores de serviços médicos. Lembramos que tratam apenas de custos diretos, e de forma parcial; não foi considerada a depreciação do material e do imóvel, bem como o custo de capital. Esses valores podem variar com o valor do imóvel, aluguel etc.

Os valores pagos pela maioria dos convênios são baseadas na tabela AMB, de 1990 e de 1992. O correio utiliza a tabela Ciefas-98; os valores das consultas não sofrem aumento há muito tempo. Vários convênios ainda utilizam a tabela AMB 90 ou 92 como mostra a tabela 1. Para ilustrar a diminuição da margem de lucro, temos a tabela 5 mostrando que, nas consultas sem procedimentos, houve redução na margem de lucro de 4% e nas consultas com procedimentos de 3%, entre 2001 e 2002.

Os valores das consultas não são reajustados desde 1990 e algumas foram reajustadas em 1992. A inflação acumulada calculada pelo IGPM desde 1990 foi 363,11% e desde 1992 foi 289.16%. Isso quer dizer que o valor médio da consulta sem procedimento em 2002 (inflação 289.16%) deveria ser R$70.81 e a com procedimento R$113.47. Significa também que o lucro médio da consulta sem procedimento deveria ser R$48.58 e com procedimento R$ 79.84.

A OMS recomenda que o médico atenda 4 consultas por hora, nesse ritmo o médico que atendesse 8 horas, atenderia 32 consultas por dia o que renderia em média, em 2002, na consulta sem procedimento um total de R$ 75.52 por dia. E nas consultas com procedimento, de acordo com a definição do CBO, o médico

deveria lucrar R$ 341.12 por dia, se não houver glosas e se o paciente trouxer as guias dos exames realizados. Desse valor ainda deverá ser descontado o imposto de renda, cursos, congressos e todas as despesas para atualização do médico.

É importante treinar os funcionários para que diferenciem de forma clara e fácil a consulta, do retorno, para que seja feita cobrança adequada sem glosas. Isso é um item importante, pois cada convênio tem um período diferente para que se cobre uma nova consulta, como mostra da tabela 1.

No caso dos convênios, que orientam o paciente a retirar a guia de procedimento, é importante explicar ao paciente que os procedimentos só serão pagos, se ele trouxer as guias, tentando sensibilizá-lo e evitando o não recebimento pelo trabalho realizado.

Devemos estimular os funcionários para a melhora do atendimento, confirmando as consultas com antecedência tentando diminuir as faltas e verificando a possibilidade de agendar a consulta para um outro dia, melhorando a assiduidade.

Podemos aumentar os lucros diminuindo o custo unitário (economia de escala), seguindo os preceitos de Deming1. que foca o cliente, não tolerando maus

desempenhos, aperfeiçoando o processo de atendimento, buscando o melhor custo-benefício sem diminuir a qualidade, reduzindo os desperdícios, delegando tarefas após treinamento, instituindo a liderança, eliminando o medo, cuidando das interfaces entre os diversos departamentos, estabelecendo objetivos, e metas baseados na melhoria da qualidade de atendimento, verificando o bem estar dos funcionários, dando liberdade aos funcionários para opinarem nos processos, produtos e serviços, educando e treinando constantemente e evitando os 7 erros.

27 Investir em “marketing”, redigindo artigos e estimulando os pacientes para que levem para suas casas, empresas e escolas. Fazer também artigos e anúncios em jornais de circulação local, realizando atendimento gratuito para instituições como orfanatos, creches e crianças carentes, participando da campanha “olho no olho”.

Cuidado no projeto do novo consultório para que este tenha bom impacto visual, tenha área de trabalho para os funcionários, de forma que eles se sintam confortáveis e tenham espaço para se organizarem, sala de espera agradável com assentos confortáveis, boa ventilação, piso adequado.

Verrilli DK (1993) realizou um trabalho a respeito de “Managed care” onde ele concluiu que os médicos estão sendo remunerados com defasagem de 16% e nós com 289.16%(acumulada desde 1992). Mesmo corrigindo essa defasagem, ele acredita que essa remuneração está muito aquém do que o médico realmente merece9.

Esses valores, são irrisórios, pois esse profissional demora 19 anos, no mínimo, para estar pronto para o mercado de trabalho, fora o investimento pessoal e financeiro dispensado para essa realização. O valor de uma mensalidade do curso de medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo é R$ 1600,00 em 6 anos é R$1778.72,00 e na UMC R$ 1800,00 num total de R$115200,00, sem somar a estadia, alimentação, livros etc. Há faculdades gratuitas, mas as vagas são muito limitadas. O investimento pessoal é incalculável, o vestibulando de medicina é privado do convívio social e familiar para estudar para o vestibular, para dar plantões no internato e na residência. Enquanto em outras carreiras os profissionais se formam e já partem para o

mercado de trabalho o médico ainda tem que investir na carreira fazendo a residência médica e às vezes até estágios sem remuneração.

Esses cálculos são parciais e enfatizamos que não consideramos a depreciação do imóvel e dos equipamentos, bem como o custo de capital. A maioria dos convênios, utilizam as tabelas AMB 90 e AMB 92. Isso significa que as consultas não sofrem aumento há pelo menos 8 anos. Segundo o IGPM a inflação acumulada desde 1990 foi 363,11%, prejudicando os resultados obtidos. Achamos que essa margem de lucro, no caso de profissional que para estar pronto para o mercado de trabalho demora pelo menos 19 anos, sem contar nos altos investimentos financeiros e pessoais que isso envolve, é muito pouco, concordando com a literatura internacional.

29 CONCLUSÕES

Com os dados do consultório estudado chegamos às seguintes conclusões: 1. Valor médio do custo da consulta realizada neste consultório na praça de São Paulo em 2001 foi R$7.69 e em 2002 foi R$8.79.

2. O lucro médio da consulta sem procedimento em 2001 foi R$16.80 em 2002 foi R$10.85, na consulta com procedimento em 2001 foi R$27.61 e em 2002 foi R$21.66.

RESUMO

OBJETIVO: Calcular o valor da consulta oftalmológica para melhor condução nas negociações com diversos compradores dos serviços médicos.

MATERIAIS E MÉTODOS: Análise dos documentos de receita e despesa de um consultório oftalmológico, no período de janeiro de 2001 a setembro de 2002.

RESULTADOS: Nessa análise, o valor médio da consulta sem procedimento foi R$24.29 e com procedimento (exame sumário musculatura extrínseca ocular, fundo de olho e tonometria) foi R$ 38.24 em 2001 e 2002. O custo médio foi R$7.69 em 2001 e R$8.79 em 2002. O lucro médio da consulta sem procedimento foi R$16.80 e com procedimento foi R$27.61 em 2001; em 2002 R$10.85 e R$21.66 respectivamente.

CONCLUSÕES: Calculamos que o custo médio da consulta foi R$7.69 em 2001 e R$8.79 em 2002 e as negociações com as empresas de saúde, para este consultório, deverão ser baseadas nesse valor.

31 SUMMARY

1) OBJECTIVE: To calculate the value of ophthalmologic service, to improve the negotiations with different health care enterprises.

2) MATERIAL & METHODS: To analyses the costs and aims documents of an ophthalmologic clinic, between J anuary/2001 to September/2002.

3) RESULTS: In this analysis, the mean price of an consultation was R$ 24.29, and with a procedure (summary examination, ocular extrinsic movements, fundus and tonometry) was R$38.24 in 2001 and 2002. The mean costs was R$7.69 in 2001 and R$8.79 in 2002. The mean gain of consultation without procedures was R$16.80 and with procedures was R$27.61 in 2001; in 2002 R$10.85 and R$21.66 respectively.

4) CONCLUSIONS: We estimate that the mean cost of consultation was R$7.69 in 2001 and R$8.79 in 2002, the negotiations with the enterprises of health care, for this clinic, should be based in this value.

BIBLIOGRAFIA

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7. PADOVEZE, CL: Contabilidade gerencial : um enfoque em sistema de informação contábil. 1ª ed, São Paulo, Atlas, 1996.

8. REGONHA, E: Seminário: Gestão de custos e resultados. Realização: EPM - Mestrado profissionalizante, 2001.

9. VERRILLI DK; DUNN DL; RAND L: The Resourse-Based Relative Value Scale Methods, Results, and Impacts for Ophthalmology. Arch Ophthalmol. 1993:111:41-49.