Em 1997, pela realização de intercâmbios e estudos em parceria com a Universidade
de Sevilha - Espanha, na interação com professores ligados a Rede IRES, e especialmente,
após a realização do II Encontro Iberoamericano de Professores e Coletivos Escolares que
Fazem Investigação na Escola (1999)
3, organizado pela Rede TEBES (México), alguns
professores da UNIVATES (RS), passaram a atuar de modo mais concreto no sentido de
integrar as atividades já desenvolvidas, desde longa data, com professores em exercício nas
escolas de Educação Básica.
Desta forma, o EIE iniciou, no Brasil, no ano de 2000, promovido pelo
Departamento de Ciências Exatas e Biológicas da UNIVATES (Lajeado, RS), visando
desencadear a reflexão sobre a prática docente dos alunos dessa instituição (licenciandos e
pós-graduandos) e de outros docentes com atividades inovadoras em suas aulas (na escola ou
na universidade), sabendo quão raros são estes momentos de reflexão no cotidiano
profissional dos professores.
3Este foi o II Encontro Iberoamericano, pois o “Seminário Iberoamericano de concepção e desenvolvimento curricular no âmbito do projeto IRES” realizado em Huelva, na Espanha, no ano de 1992, foi considerado o primeiro Encontro Iberoamericano.
Conforme Harres (2004), na UNIVATES, desde a década de 1990, foram ofertados
cursos de especialização para professores da escola em formação continuada, o que
possibilitou a discussão e a reorganização do currículo para a formação inicial de professores
nesta universidade, e após algumas lutas burocráticas, constituiu-se o curso de Ciências
Exatas com habilitação para Matemática, Física e Química no Ensino Médio, o que possibilita
a atuação na escola de maneira interdisciplinar. Porém, segundo ele
[...] é frequente observar-se, depois de certo tempo, uma notável redução no entusiasmo e na vontade desses professores em mudarem a educação. O confronto com outros colegas cujas praticas estão cristalizadas é muito desgastante e, na maioria dos casos, perdedor. Estas constatações nos levaram a abrir outra frente de atuação. Baseado na longa experiência de outras redes na organização de eventos formatados para aproximar, integrar e fortalecer mutuamente professores inovadores, passamos a promover desde 2000 os encontros sobre investigação na escola (HARRES, 2004, p. 68).
Essas práticas inovadoras podem ser entendidas como possibilidades/ alternativas ao
ensino tradicional, caracterizado principalmente por aulas meramente expositivas, repetitivas
e memorísticas, em que o professor é apenas considerado como fonte de saber e não como
mediador da construção e significação do conhecimento científico. Nesse contexto, a
“investigação” na escola pode ser traduzida como a elaboração de atividades de ensino e
aprendizagem a ser desenvolvida em sala de aula, a reflexão sobre a eficiência da proposta, a
problematização, e a busca de outras práticas inovadoras.
Nos anais da primeira edição, os organizadores do EIE destacam que as atividades de
ensino, pesquisa e extensão realizadas pela UNIVATES, incluindo este evento, estão apoiadas
[...] nos resultados e reflexões do Grupo Didática e Investigação Escolar do Departamento das Ciências Experimentais, Sociais e Matemáticas da Universidade de Sevilha e da Rede IRES – Investigação e Renovação Escolar, que envolve universidades ibero-americanas e grupos independentes de professores inovadores de países como a Argentina, o Brasil, a Colômbia, a Espanha e o México (HARRES, 2000, p. 15).
Esta informação justifica a exposição inicial das experiências com grupos de
investigação escolar na Espanha, sendo estes, como já exposto, fonte de inspiração para a
realização deste evento, no Brasil.
As cinco primeiras edições (de 2000 à 2004) e a IX (2009) do EIE, bem como o “IV
Encontro Iberoamericano de Coletivos Escolares e Redes de Professores que fazem
Investigação na sua Escola”
4(2005) foram promovidas pela UNIVATES.
Desde 2006, o EIE foi realizado em diferentes instituições: o VI (2006) e o X (2010)
na FURG - Rio Grande/RS; o VII (2007), na PUCRS - Porto Alegre/RS, e o VIII (2008), na
UNIJUI - Ijuí/RS. Cabe destacar também, a participação pontual de professores e licenciandos
de Universidades da Argentina, Uruguai, Colômbia, México e Espanha, em algumas edições,
considerando que esses sujeitos de outros países muitas vezes eram convidados pela equipe de
organização do evento.
De maneira geral, este encontro se caracteriza pela forma participativa com que se
desenvolve. Cada participante inscreve, previamente, um relato investigativo sobre alguma
atividade inovadora realizada em sala de aula, preferencialmente sobre sua atividade docente.
Os relatos enviados são analisados, organizados e separados em grupos de trabalho, conforme
as temáticas, e enviados aos demais participantes do grupo para leitura prévia,
questionamentos, avaliação e sugestões ao autor, que podem ser incorporadas ao texto antes
do encontro presencial e da publicação dos mesmos.
Durante o encontro, os grupos de trabalho debatem os textos lidos previamente e
apontam questões para serem apresentadas e discutidas na sistematização final, momento em
que todos os grupos são reunidos para compartilhar os principais tópicos das suas discussões e
apontamentos.
O EIE é realizado durante dois dias, sendo que no primeiro são feitas as discussões
nos pequenos grupos, logo após é realizada a junção de grupos, que no segundo dia
apresentam suas conclusões em uma assembleia geral reunindo todos os participantes. Esta
sistematização pode ser apresentada de várias maneiras, como por exemplo, teatro, dinâmicas,
poesia, cartazes, slides, etc. Cada grupo possui dois redatores, que são responsáveis por anotar
as principais questões discutidas durante a apresentação dos relatos, e que, em seguida,
reúnem-se aos demais redatores para compor um texto final, contendo a exposição das
temáticas, as questões apontadas, as colocações e as sugestões pensadas pelos grupos.
4O “Encontro Iberoamericano de Coletivos Escolares e Redes de Professores que fazem Investigação desde a sua Escola” é um evento que acontece a cada três anos em um país diferente, e no ano de 2005 foi realizado no Brasil, tendo como sede a UNIVATES. Em função disto, o VI EIE foi adiado para o ano posterior. A sistemática de trabalho destes encontros iberoamericanos foi inspiradora, servindo de modelo para a organização e realização dos EIE no Rio Grande do Sul, desde sua primeira edição.
Para chegar a essa estruturação atual, o EIE passou por um longo caminho de
construção, discussão, revisão e avaliação, descrito a seguir, buscando explicitar a trajetória
evolutiva e reflexiva propiciada por esses encontros e pelas leituras dos anais.
O I EIE foi criado para propiciar aos professores do Vale do Taquari avanços de
reflexão sobre a sua prática docente. Assim, em setembro de 2000 estruturou-se o evento que
iniciou uma caminhada na direção da criação e desenvolvimento de grupos de professores
investigadores no Brasil. O evento, conforme os organizadores, pretendia servir também
como forma de garantir a continuidade e o avanço da inovação escolar e o estabelecimento de
uma cultura de análise da prática pedagógica, desenvolvidas em outras ações dos grupos de
pesquisa participantes (HARRES et al, 2001).
A proposta inicial, estendida para além dos alunos dos cursos de licenciatura e de
especialização, visou atingir também aos docentes que desenvolviam atividades inovadoras
em suas aulas (seja na escola ou na universidade), posto que são raras as oportunidades de
reflexão e troca de experiências no cotidiano profissional dos professores.
Esta primeira edição do evento teve vários objetivos, descritos no Quadro 4.
Quadro 4: Objetivos do I encontro sobre investigação na escola
Favorecer que professores inovadores escrevam e analisem trabalhos sobre suas atividades;
Socializar experiências escolares inovadoras em uma perspectiva não hierárquica, isto é, que os professores discutam e avaliem de igual para igual com colegas de trabalho, com futuros professores e com formadores de professores; Avaliar e contrastar o modelo didático alternativo de investigação na escola com a prática docente de professores inovadores;
Avaliar uma alternativa na forma de estruturar eventos de formação continuada que ressaltem os avanços já conquistados e superem o enfoque comumente “corretivo” e de destaque para as debilidades da prática pedagógica; Priorizar a consideração das reais necessidades dos professores em detrimento à simples divulgação de novas ideias através de palestras pontuais;
Favorecer a criação, a partir deste evento, de grupos de professores investigadores como forma de garantir a continuidade e o avanço da inovação escolar;
Permitir uma avaliação das ações desenvolvidas na UNIVATES, especialmente no DCEB, e através da pesquisa
Desenvolvimento de Processos Inovadores na Formação de Professores, no que diz respeito à identificação de
demandas formativas, à caracterização dos obstáculos à inovação no exercício profissional e à comparação com “o estado da arte” em outras regiões/instituições do RS;
Fomentar o desenvolvimento de uma cultura de análise da prática pedagógica coerente com as novas diretrizes da formação de professores em termos da legislação brasileira e conclusões do Fórum das Licenciaturas, espaço institucional no ano de 2000 na UNIVATES;
Superar o antagonismo das posições de professores de escola e de professores “formadores investigadores”, geralmente expressos em eventos de formação continuada. Nessas ocasiões é comum os primeiros dizerem que tudo que os formadores/investigadores propõem é “muito” teórico e distante da realidade, enquanto que estes afirmam que os professores de escola “querem tudo pronto” e só procuram “receitas”...
Fonte: Anais do I Encontro sobre Investigação na Escola, 2001
Além disso, os organizadores pensaram também que essas atividades não devessem
restringir-se a uma única área do saber. A interdisciplinaridade, a identificação de problemas
comuns e a necessidade de ações conjuntas na escola justificavam que essas reflexões não se
prendessem aos limites disciplinares.
A resposta ao primeiro desafio lançado alcançou sucesso para além dos limites da
região do Vale do Taquari. Ao todo participaram do primeiro encontro 115 professores, que
apresentaram um total de 70 trabalhos, oriundos de diferentes regiões do estado do Rio
Grande do Sul, além de um trabalho de Santa Catarina e dois da Argentina. Destes 73
trabalhos apresentados, 32 foram escritos por Professores da Escola, 10 por Professores em
Formação Inicial, 19 por Professores da Universidade, 6 por Pós-Graduandos, e 6 não foi
possível identificar a função dos autores.
Os resumos estendidos dos trabalhos inscritos foram enviados antecipadamente à
organização do evento que os leu, selecionou e distribuiu em sete grupos temáticos de
discussão (Quadro 5).
Quadro 5: Grupos temáticos de discussão do I encontro sobre investigação na escola
Grupo A: Reflexões sobre a prática docente
Grupo B1: Ideias prévias e dificuldades de aprendizagem Grupo B2: Ideias prévias e dificuldades de aprendizagem Grupo C: Formação continuada
Grupo D: Formação inicial de professores Grupo E: Experiências curriculares Grupo F: Educação infantil
Fonte: Anais do I Encontro sobre Investigação na Escola, 2001.
Como avaliadores externos, foram convidados os professores Dr. Rafael Porlán
(Universidade de Sevilha/Espanha) e Dr. Roque Moraes (PUCRS) que, ao circularem por
todos os grupos durante as discussões puderam ter uma visão geral dos trabalhos, a qual foi
relatada e discutida no painel de apresentação das conclusões de cada grupo. Entre os avanços
da investigação na escola, apontados pelos avaliadores externos destacaram-se três: a) Uma
ênfase maior das propostas, em relação a outros eventos de formação continuada, em
iniciativas coletivas de professores; b) Uma perspectiva mais efetiva dos participantes como
sujeitos, promovendo seu envolvimento em todas as etapas da investigação; c) A necessidade
de uma sistematização mais rigorosa das investigações de modo a atingir uma qualidade
formal mais elaborada (HARRES et al, 2001).
No segundo dia do evento, foi realizado um painel sobre redes de professores
investigadores, coordenado pelo professor Dr. Verno Krüger (na época trabalhando na
UNIVATES) que falou sobre o plano em andamento, ao qual o evento e o grupo de pesquisa
considerariam na continuidade, a constituição de uma rede iberoamericana formada por
professores investigadores. Tal rede incluiria, além dos brasileiros, professores da Espanha,
(vinculados à REDE IRES, ligados principalmente à Universidade de Sevilha), professores do
México (“RED TEBES - Transformación de la Educacíon Básica desde la Escuela”, ligados à
Universidade Pedagógica Nacional do México), e professores da Colômbia (“RED CEE -
Calificación de Educadores em Exercício”, ligada a Universidade Pedagógica Nacional da
Colômbia).
Também foram apresentadas no evento a experiência de duas redes argentinas. A
primeira experiência sobre “Red de Profesores que Hacen Investigación Educativa”, ligada à
Confederación de Trabajadores de la Educación de la República Argentina – CTERA, foi
relatada pelo prof. Miguel Duhalde. A experiência da outra rede argentina, “Asosiación de
Maestros de Monte Carlo”, foi apresentada pelo prof. Jesus Armando Castro.
Concluindo o painel, o prof. Dr. Roque Moraes (na época professor da PUCRS),
apresentou as atividades desenvolvidas até aquela data no âmbito do projeto de pesquisa
“Educação em Ciências: preparando cidadão para o novo milênio”, financiado pelo CNPq e
que congrega atividades de experimentação e investigação curricular em quatro universidades
gaúchas (PUCRS, UNIJUÍ, FURG e UNIVATES).
De modo geral, a avaliação final do encontro (avaliadores externos e avaliação dos
grupos) identificou, de forma majoritária pelos participantes, aspectos claramente inovadores
em grande parte dos trabalhos e, ao mesmo tempo, a necessidade da continuidade do avanço
na reflexão sobre a inovação e a investigação escolar, uma vez que houve também a
identificação, no contexto escolar, de resistências e obstáculos a este avanço.
O II EIE, realizado em 2001, seguiu a mesma estrutura do primeiro encontro. Cada
participante apresentou um relato de cunho investigativo e enviado à organização
antecipadamente sobre alguma atividade inovadora que estivesse realizando em sala de aula,
preferencialmente sobre sua própria prática docente. Os grupos de discussão estiveram
distribuídos em torno aos mesmos temas da primeira edição e a avaliação do evento se deu
segundo os mesmos aspectos da vez anterior, visando o avanço na direção em que os
pressupostos do grupo de pesquisa e do evento em si apontavam.
O evento procurou atender aos objetivos descritos no Quadro 6. A partir desta edição
do evento, os novos objetivos diferenciados em relação aos iniciais estão grifados em negrito,
para facilitar a comparação e análise dos mesmos.
Quadro 6: Objetivos do II encontro sobre investigação na escola
Favorecer que professores inovadores escrevam e analisem sobre suas atividades, fomentando o desenvolvimento
de uma cultura de análise da prática pedagógica;
Socializar experiências escolares inovadoras em uma perspectiva não hierárquica, isto é, que os professores discutam e avaliem de igual para igual com colegas de trabalho, com futuros professores e com formadores de professores; Avaliar e contrastar o modelo didático alternativo de investigação na escola com a prática docente de professores inovadores;
Permitir uma avaliação das ações desenvolvidas na UNIVATES, especialmente no DCEB, e através da pesquisa
Desenvolvimento de Processos Inovadores na Formação de Professores, no que diz respeito à identificação de
demandas formativas, à caracterização dos obstáculos à inovação no exercício profissional e à comparação com “o estado da arte” em outras regiões/instituições do RS;
Favorecer a criação, a partir deste evento, de grupos de professores investigadores como forma de garantir a continuidade e o avanço da inovação escolar;
Avaliar uma alternativa na forma de estruturar eventos de formação continuada que ressaltem os avanços já conquistados e superem o enfoque comumente “corretivo” e de destaque para as debilidades da prática pedagógica;
Fonte: Anais do II Encontro sobre Investigação na Escola, 2002.
Para isso, pretendia-se que os mesmos avaliadores externos estivessem presentes,
identificando avanços e obstáculos na caminhada. Isto não foi possível, pois o professor Dr.
Rafael Porlán e o professor Dr. Roque Moraes estiveram impossibilitados de participar. Dessa
forma a Professora Dra. Valderez Marinado de Lima (FAPA/RS) e a Professora Dra. Pilar
Azcárate Goded (Universidade de Cádiz/Espanha) foram convidadas para realização dessa
tarefa.
O evento foi divulgado inicialmente entre os participantes da primeira edição que, ao
receberem os anais impressos do primeiro encontro, receberam junto uma carta convite com
os detalhes da segunda edição e com sugestões da melhor forma de organizá-la. Para os novos
participantes, a divulgação deu-se através de um prospecto semelhante ao enviado pelos
organizadores no primeiro Encontro.
Como mudança mais importante desta edição e atendendo à avaliação da vez
anterior, foi aumentado o tempo para discussão nos grupos e proposto, logo no início do
evento, uma discussão sobre qual seria a melhor forma de, ao final, realizar-se a socialização
dos resultados. A proposta aprovada foi a de que cada grupo elaborasse um pôster que ficou
exposto no início da manhã de sábado para conhecimento de todos, permitindo também um
contato maior entre autores de trabalhos de grupos diferentes.
A discussão dos trabalhos envolveu a tarde e a noite do dia 31 de agosto. Após as
apresentações dos trabalhos, cada grupo elaborou uma síntese das características dos avanços
e obstáculos mais importantes e das conclusões alcançadas apresentadas no dia seguinte, ao
grande grupo sob a forma de um pôster.
Esta segunda edição contou com a apresentação de 75 trabalhos, e destes, 21 foram
identificados como autoria de professores da escola, 18 foram escritos por professores em
formação inicial, 20 por professores da universidade, 7 por pós-graduandos, e 8 não-
identificados.
A avaliação final dessa organização foi altamente positiva (HARRES et al, 2002a) e,
após a exposição dos painéis, houve um debate e apresentação de uma avaliação geral pelas
professoras Dra. Pilar Azcàrate Goded e Dra. Valderez Marinado de Lima, seguindo-se, ainda
uma avaliação geral do encontro realizada entre todos os participantes.
O III EIE (2002) contou com a participação de 150 professores, oriundos de
diferentes escolas e instituições do estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ, ULBRA, UFSM,
UNIVATES, PUCRS, FURG, UPF, UFPEL e URI-Santiago), além de um trabalho de Santa
Catarina, dois da Argentina e um do México. No total, o evento contou com 91 trabalhos
inscritos para apresentação. Destes, 21 foram de autoria de professores da escola, 26 de
professor em formação inicial, 25 de professores da universidade, 12 de pós-graduandos, e 7
não-identificados.
A equipe organizadora analisou e selecionou os trabalhos, subdividindo-os em seis
grupos de discussão. Algumas áreas foram subdivididas pelo grande número de trabalhos
inscritos. Os temas e o número de trabalhos por grupo estão apresentados na Tabela 3,
conforme consta nos anais do evento (HARRES et al, 2002b).
Tabela 3: Grupos de trabalho do III encontro sobre investigação na escola
Grupo Assunto Nº de
Trabalhos
A1 REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DOCENTE: Avaliando, aprendendo e melhorando as nossas aulas
8
A2 7
A3 7
A4 7
B DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E IDEIAS PRÉVIAS: Decorar não é compreender e aprovar não é saber
8 C FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES:
O retorno e a continuidade da vida estudantil dos professores
6 D FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES:
A universidade como a escola desejável dos professores
8 E1 EXPERIÊNCIAS CURRICULARES:
Rompendo as barreiras disciplinares e tomando as rédeas do currículo
9
E2 10
F COLETIVOS DE PROFESSORES: Rompendo o isolamento para aprender juntos
8 G PESQUISAS SOBRE A ESCOLA:
Olhares externos sobre a escola
8
Fonte: Anais do X Encontro sobre Investigação na Escola, 2010.
Os trabalhos foram relatados e discutidos durante a tarde e a noite de sexta-feira. Ao
final da noite, cada grupo elaborou um painel com a síntese das discussões para exposição ao
grande grupo no sábado pela manhã. A elaboração do painel, conforme a orientação dada
pelos organizadores na abertura do evento deveria abordar às seguintes questões: 1.
Obstáculos Encontrados; 2. Avanços Alcançados; 3. Propostas de Seguimento do trabalho.
Os objetivos desta edição do evento estão descritos no Quadro 7, e destacados em
negrito aqueles com elaboração diferente da edição anterior.
Quadro 7: Objetivos do III encontro sobre investigação na escola
Favorecer que professores inovadores escrevam e analisem sobre suas atividades, fomentando o desenvolvimento de uma cultura de análise da prática pedagógica;
Socializar experiências escolares inovadoras em uma perspectiva não hierárquica, isto é, que os professores discutam e avaliem de igual para igual com colegas de trabalho, com futuros professores e com formadores de professores; Avaliar e contrastar o modelo didático alternativo de investigação na escola com a prática docente de professores inovadores;
Permitir uma avaliação das ações desenvolvidas na UNIVATES, especialmente no Departamento III , e através da pesquisa Desenvolvimento de Processos Inovadores na Formação de Professores, no que diz respeito à identificação de demandas formativas, à caracterização dos obstáculos à inovação no exercício profissional e à comparação com “o estado da arte” em outras regiões/instituições do RS;
Favorecer a criação e a continuidade de grupos de professores investigadores como forma de garantir a continuidade e o avanço da inovação escolar;
Avaliar e avançar em uma alternativa na forma de estruturar eventos de formação continuada que ressaltem os avanços já conquistados e superem o enfoque comumente “corretivo” e de destaque para as debilidades da prática pedagógica;
Consolidar uma rede de professores investigadores tanto em nível regional quanto em nível estadual, visando à participação na “Rede Ibero-americana de Coletivos e Redes de Professores que Fazem Investigação na Escola”.
Fonte: Anais do III Encontro sobre Investigação na Escola, 2002.