• Aucun résultat trouvé

Caractéristiques des actions (devises de libellé, fractionnement, etc.)

No Brasil há poucos registros sobre o consumo de energia no setor da Construção Civil. O trabalho desenvolvido pela Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais – CETEC – e publicado pelo Ministério da Indústria e Comércio determinou os conteúdos

energéticos diretos e indiretos de três edificações. Para tal, foi realizado um levantamento do consumo de energia nos setores industriais que produzem os materiais de construção. Constatou-se, entre outros resultados que, no estado de Minas Gerais, 50% do óleo combustível consumido na época da pesquisa destinavam-se à produção de cimento, cal e cerâmica. Acrescente-se que 45% da energia elétrica eram consumidos, por outros materiais consumidos pela construção civil, na fabricação de ferro, aço e alumínio (BRASIL, 1982).

Entretanto, indicadores mais abrangentes e atualizados são obtidos a partir do BEN (BRASIL, 2005a).

2.2.4.1 Consumo de energia por setores ligados à Construção Civil

Três setores da economia estão diretamente ligados à construção civil: comercial, público e residencial. O setor industrial e de transportes estão ligados parcialmente devido à produção e deslocamento de materiais de construção. A Figura 2.5 mostra a série de 1970 a 2003 com o consumo total dos cinco setores ligados direta e indiretamente à Construção Civil.

0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 1965 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 te p SETOR COMERCIAL SETOR PÚBLICO SETOR RESIDENCIAL SETOR INDUSTRIAL SETOR DE TRANSPORTES

Figura 2.5: Consumo de Energia nos setores ligados à construção civil. Fonte: BRASIL, 2005a

Apesar de pouco estudado, observa-se o alto consumo energético dos materiais de construção no Brasil. Seis entre os dez setores industriais de maior consumo no país, os chamados energo-intensivos, relacionam-se com a construção civil; como segue:

cimento, cerâmica, metais não ferrosos, aço, química e mineração. Somados estes setores têm 75 % de seus consumos, o que equivale a 27347x10³ tep anuais, a partir de fontes não renováveis, com alta geração de gases de efeito estufa.

Na Tabela 2.1 estão organizados os consumos dos setores ligados direta e indiretamente à construção civil. Para o setor de aço considera-se que 14 % da produção, índice publicado no Anuário Estatístico do Setor Metalúrgico (BRASIL, 2004), é destinado à construção civil. Para o setor de metais não ferrosos o dado é de 13% da produção de alumínio (ABAL, 2005), a qual equivale a 68% de todo o setor (BRASIL, 2004). Os setores de transportes, industrial – química e industrial - mineração e pelotização têm participação na produção, e respectivo transporte, de: tintas, PVC, artefatos de plástico, areia, brita, matérias-primas para produção de cimento e cerâmicas, entre outros. Entretanto, estes dados ainda não estão contabilizados (leia-se na tabela não divulgado – n.d.), ampliando a possibilidade da Construção Civil atingir a faixa de 40 a 50% de todos os recursos energéticos, o que cumpre a expectativa da média mundial.

Tabela 2.1: Participação do consumo energético nos setores ligados à construção civil no Brasil

SETORES BEN 2005 % BEN 2005 (tep) Construção Civil % Construção Civil (tep) CONSUMO FINAL 100,0 191128 21,0 40136 Residencial 11,6 22171 11,6 22171 Comercial 2,8 5352 2,8 5352 Público 1,8 3440 1,8 3440 Transportes - total 26,2 50076 n.d. n.d. Industrial -cimento 1,6 3058 1,6 3058

Industrial -ferro-gusa e aço

(14%)¹ 8,9 17010 1,2 2294

Industrial -mineração e

pelotização 1,4 2676 n.d. n.d.

Industrial -não-ferrosos e outros

metais (68% al.)(13%cc)² 2,8 5352 0,2 382

Industrial -química 3,7 7072 n.d. n.d.

Industrial -cerâmica 1,7 3249 1,7 3249

Fonte: BRASIL, 2005a - 1

(BRASIL, 2004) - 2

(ABAL, 2005)

Outro estudo sobre o consumo de energia para produção e operação de edificações residenciais no Brasil (TAVARES e LAMBERTS, 2005) apontaram uma diretriz para definir o consumo de energia no setor da construção civil. Partiu-se da energia consumida na construção de uma edificação residencial típica brasileira para projetar o consumo na construção nova e manutenção dos antigos domicílios no Brasil. Estimou-se que sejam consumidos 4,7% de todos os recursos energéticos anuais brasileiros apenas para a construção e manutenção de residências. Acrescente-se a este dado os valores determinados no BEN (BRASIL, 2005) que informam 11,6% de energia operacional nas residências brasileiras, isso totaliza 16,3%. Ainda baseado na mesma fonte,

considerando-se também os consumos operacionais dos setores comercial e público, da ordem de 4,6%, chega-se a 20,9% do total. Ressalta-se que não estariam contabilizados neste cálculo também a Energia Embutida em materiais para os setores comercial e público.

2.2.4.2 Geração de CO2 por setores ligados à Construção Civil

Um relato detalhado das emissões de CO2 no Brasil encontra-se no Inventário

Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa publicado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (BRASIL, 2005b). Como citado anteriormente, a maior parte das emissões provém das queimadas relativas à ocupação de terrenos para plantações ou pastagens. O consumo de combustíveis fósseis para geração de energia e reações químicas oriundas do processo industrial completa a natureza das fontes levantadas. Destes últimos fatores boa parte está ligada direta e indiretamente à Construção Civil.

Analogamente à Tabela 2.1 do item 2.2.4.1 foram destacados os dados disponíveis das emissões de CO2 para os setores relacionados total ou parcialmente. Ou

seja, a parcela de setores relevantes indicados como não disponibilizados, o de transportes, por exemplo, certamente elevarão esta estimativa. A Tabela 2.2 apresenta a participação de cada setor no total de CO2 gerado no Brasil e suas parcelas de emissões

relativas à Construção Civil.

Observa-se que a participação da Construção Civil corresponde à quinta parte da geração total de CO2 excetuando-se a parcela das queimadas. Os itens grifados, setor

industrial (combustíveis) e processos industriais, apontam o total do respectivo setor, não apenas os constantes da Tabela 2.2.

Tabela 2.2: Participação setorial da Construção Civil no Total de emissões de CO2 no Brasil

Setor Geração CO2 (Gg) Total Brasil % Parcela considerada Partic. Constr civil %

Energia – Queima de combustível 231408 22,5

Setor Industrial (combustível) 74066 7,19

Cimento 4940 0,48 100% 0,48

Ferro gusa e Aço 37606 3,65 14% 0,51

Mineração e Pelotização 3215 0,31 nd

Metais Não-ferrosos 3860 0,37 13% 0,05

Química 9038 0,88 nd

Cerâmica 2501 0,24 100% 0,24

Setor de Transportes (combustíveis) 94324 9,16 nd

Setor Residencial (combustíveis) 15176 1,47 100% 1,47

Setor Comercial (combustíveis) 1557 0,15 100% 0,15

Setor Público (combustíveis) 1962 0,19 100% 0,19

Processos industriais 16870 1,64

Produção de Cimento 9340 0,91 100% 0,91

Produção de Cal 4150 0,40 100% 0,40

Produção de Alumínio 1892 0,18 100% 0,18

Mudança no Uso da Terra e Florestas 776331 75,39

TOTAL 1029706 100,00 4,58

O Anexo B disponibiliza uma Tabela completa com todos os setores avaliados no Brasil, assim como a emissão de CO2 por queima de combustíveis específicos utilizados

na construção civil, para a geração de energia.