1.2 Caractérisation des modèles de lignées cellulaires in vitro
1.2.2 Caractérisation des profils microARN des modèles in vitro
David Hume via no método experimental de raciocínio, os pressupostos essenciais para estabelecer uma ciência consistente a respeito da natureza humana. Portanto, Hume, fiel ao seu empirismo, acredita que todo o conhecimento é adquirido através dos sentidos. Enquanto para Stuart Mill os sentidos são dispensáveis pelo menos nesse ponto, ambos, se distanciam, cada qual partem de pressupostos diferentes. Com ele (Hume), o empirismo cultivado pela tradição dos pensadores britânicos iniciado por Guilherme de Ockham no séc. XIV, atinge o seu auge, ao mostrar os limites inabaláveis que a natureza impõe para o homem110.
109 Mill (1974, p. 234). 110 Monteiro (1994, p. 15.
Os resultados alcançados pela ciência da natureza física de Newton na utilização do método experimental constitui-se em uma visão confiável da natureza física, nisso estimulou Hume a construir também uma ciência, cujo objetivo não é mais o objeto, mas o estudo do sujeito. Essa ciência humana com base no método experimental. Home, por confiar na contribuição significativa desse método para todas as outras ciências, comenta:
[...] Todas as ciências, ou corpos de conhecimento admitidos, são obras do entendimento humano. [...] não há nenhuma questão importante cuja resolução não esteja compreendida na ciência do homem e nenhuma que possa ser decidida com alguma certeza antes de nos tornarmos familiarizados com essa ciência. Ao pretender, portanto, explicar os princípios da natureza humana está, com efeito, propondo um sistema completo das ciências, construindo sobre uma fundação que é a única sobre a qual elas podem se erguer com alguma segurança111.
Hume propõe – se a elaborar um sistema que servirá como base para todas as ciências de sua época, a fim de que tal sistema funcione; ele analisa a formação da mente humana e seus respectivos objetos de estudo. Impressões e ideias, a mente humana é formada por percepções. As percepções são tudo aquilo que se apresenta à mente humana e constitui seu conteúdo112. Elas são classificadas em duas classes: as impressões e as ideias. As diferenças entre essas duas classes consistem entre os mais variados graus de força e vivacidade, o que separa essas duas classes são os graus de intensidade e não a sua natureza que é a mesma.As impressões são as que concentram os graus mais fortes de vivacidade, sendo tanto as externas como as cores e sons, considerados como impressões de sensações e as impressões internas como o amor, ódio, desejo que são classificadas como impressões de reflexões. As impressões têm como principio o sentir, pois elas se apresentam imediatamente aos sentidos.
Para Mill os sentidos não é o motriz para conhecermos algo, pelo contrário, é necessário que os antecedentes e o consequente sejam regidas pelas mesmas leias causais. Para Hume, é necessário haver conexão nos objetos. As ideias são formadas por impressões e possuem um grau de vivacidade menor em relação às impressões. As ideias simples são facilmente identificadas com as suas impressões originárias, mas essas ideias apresentam – se de outras maneiras, como p. ex.: as ideias de imaginação que não tem nenhuma vivacidade, as ideias de memória que são mais vivas e possuem forma e uma ordem, as ideias de expectativas que possuem o mesmo grau de vivacidade das ideias de memória, mas são responsáveis em formar as nossas crenças causais.
111 Hume (1980, p. 60). 112 Hume (1980, p. 39).
Ao estipular o princípio da ciência da natureza humana, Hume diz que todas as ideias são derivadas das impressões. Nesse sentido, as ideias são dependentes das impressões originárias. As ideias são subordinadas em relação às impressões e não devem ceder esses limites dados pela natureza da mente humana.Hume ao analisar as ideias complexas, percebe a existência de princípios associativos que unem as ideias, dando origem às múltiplas ideias complexas que impossibilitam as suas validações. Davi Hume chama esse princípio de princípio associativo ou princípio de associação. O princípio de associação é responsável pelas uniões de ideias formando assim as ideias complexas. Essas uniões seguem tendências no espírito, pois essa conexão cria uma unidade de ação. Esse processo de seleção ocorre naturalmente e tem por base três propriedades associativas: a semelhança, a contiguidade, e causa e efeito.
O principio da semelhança ou analogia tem o objetivo de unir as ideias por meio de características comuns: o principio de contiguidade liga uma ideia a outra pela proximidade no espaço e no tempo; e o principio da causa-efeito une as ideias através de sucessões repetidas criando assim uma conexão entre as ideias. O último princípio é o que mais que infere nas questões de fato e na vida humana, sendo acompanhado pela crença, que é na verdade o que leva as pessoas afirmarem coisas sem um cuidadoso exame da natureza do objeto. Tal princípio associativo parte da impressão de um objeto ainda presente ao espírito, conferindo-lhe nova vivacidade. A transmissão de vivacidade torna possível a proximidade entre a impressão da causa e a ideia do efeito, criando assim a crença causal em relação aos objetos. A crença cria assim “uma concepção mais vivaz, vivida, forte, firme e estável de um objeto”113. A causalidade deriva da conjunção constante de objetos, e a disposição humana deixa-se afetar pela repetição de ideias, na mesma medida que os princípios de associação de ideias. Isso leva à interferência dos princípios associativos da mente na vida prática do individuo, fazendo-o associar também relações de fato, de modo a criar conexões inexistentes, dando assim saltos lógicos que a experiência não permite114.