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São muitas as motivações para a continuação de estudos para o nível de ensino superior, pois vários estudos como Education at a glance, 2012, OCDE, EUROSTAT e autores como Copeland (2014), Rego, C. et al. (2013), Vieira & Vieira (2013), Vieira; Vieira & Raposo (2013), Kezar, A. et al. (2008), Ramphele, et al., (2000) e Bento (2014) apontam várias vantagens em prosseguir os estudos pós secundário.

Neste sentido, reflitamos sobre os benefícios que podemos ganhar com a formação de nível superior. Um dos vários benefícios em frequentar este ensino é o económico que, de acordo com as estatísticas sobre o salário médio anual, as pessoas que frequentam a universidade ganham mais, como resultado dos seus níveis mais elevados de educação. Quanto maior o nível de escolaridade, mais elevados serão os salários, pois mais educação equivale a um salário mais elevado (Copeland, 2014; Rego, C. et al., 2013; Vieira & Vieira, 2013; Vieira; Vieira & Raposo, 2013; Education at a glance, 2012, OCDE; Kezar, A. et al. 2008; Ramphele, et al., 2000).

Os estudantes universitários são os mais empregados, pois as pessoas que têm um diploma de nível médio têm três vezes mais probabilidade de estarem desempregados do que alguém com um diploma de nível superior. Os detentores de diplomas de ensino superior tendem a economizar mais dinheiro e possuem bens e fazem mais investimentos (Education at a glance, 2012, OCDE). Os formados no ensino superior tendem a trabalhar em empregos com estabilidade, em escritórios ou outras instalações com condições, equipados com ar- condicionado, aquecimento e conveniências que melhoram a qualidade de vida. As pessoas que frequentam a universidade propendem a tomar decisões mais informadas enquanto consumidores, o que também pode levar a ter mais dinheiro (Education at a glance, 2012, OCDE). Os licenciados têm maiores oportunidades de trabalho e tendem a ter competências que podem ser facilmente aplicadas em diferentes ambientes de trabalho e em diferentes localizações geográficas. Por outras palavras, eles têm muito mais opções de trabalho, o que ajuda a estabilizar as suas vidas (Education at a glance, 2012, OCDE).

Contudo, existem mais benefícios para além do económico ao frequentar a universidade, como o benefício pessoal. O ingresso no ensino superior pode, realmente, mudar a vida e levar a uma maior felicidade e saúde, dado que os diplomados do ensino superior normalmente têm maiores salários, o que lhes permite ter mais opções no futuro e maior possibilidade de escolha de um trabalho que se adapte ao seu estilo de vida. Neste sentido, referem que as pessoas com uma educação superior têm expectativas de vida mais longas, tendem a se exercitar mais e praticar mais desporto, determinando assim o benefício de saúde.

Os dados Education at a glance (2012), OCDE apontam também que os filhos de pessoas com formação superior têm maior probabilidade de concluir o ensino médio e ingressar na universidade, tendo habilidades cognitivas superiores. Os formados em universidades tendem a ter empregos que são mais significativos e interessantes e que lhes permitem mais liberdade para tomar decisões no trabalho. Estes estão mais satisfeitos com as suas carreiras e vida diária, tendo assim maior autoestima e mais auto-direção. Os diplomados no ensino superior são os melhores em resolver problemas e lidar com as decisões do dia-a-dia (Kezar, A. et al. 2008; Copeland, 2014; Education at a glance, 2012, OCDE).

Além dos benefícios económicos, pessoais e de saúde, o ensino superior traz, também, muitos benefícios sociais. Associados às universidades, geralmente existem atividades extracurriculares e clubes para os estudantes, que ajudam a promover interações sociais entre pessoas de diversas culturas e contextos sociais distintos. A formação do ensino superior estimula os estudantes a serem cidadãos participantes ativos nas suas comunidades e economias que os prepara para o futuro (Kezar, A. et al. 2008; Copeland, 2014; Education at a glance, 2012, OCDE).

Nesta perspetiva, segundo os dados da Education at a glance, 2012, OCDE podemos afirmar que em Portugal as diferenças de salário entre licenciados e não licenciados refletem-se na entrada do mercado de trabalho, como também durante toda a vida profissional. Além das vantagens económicas e financeiras, os dados deste mesmo estudo referem que os licenciados têm melhores condições no local de trabalho, uma melhor saúde individual e familiar e um maior desenvolvimento cognitivo dos filhos. O retorno financeiro e social dos licenciados em Portugal, para o indivíduo como para a sociedade, é positivo. Em Portugal, estudar compensa e é importante fazê-lo para o bom desenvolvimento do nosso país (Education at a glance, 2012, OCDE). O estudo em análise refere ainda que, quanto maiores forem as taxas de diplomados num país, mais se contribui indiretamente para a diminuição da taxa de mortalidade infantil e da taxa de pobreza e crime, contribuindo para o aumento da esperança de vida e uma maior estabilidade política (Education at a glance, 2012, OCDE).

Estudar compensa, pois ao longo do tempo as taxas de desemprego têm sido menores para quem tem o ensino superior, comparativamente a quem tem o ensino básico ou secundário (Bento, 2014; Education at a glance, 2012, OCDE; Kezar, A. et al. 2008). Historicamente, a educação valeu e continua a valer a pena. Ao longo dos últimos 25 anos, as diferenças de rendimentos têm crescido entre os trabalhadores com diferentes níveis de escolaridade. Hoje nós somos mais educados do que nunca. A educação continua a ter vantagem, os benefícios educacionais são, realmente, mais notáveis nos níveis de educação mais altos (Copeland, 2014; Bento, 2014; Rego, C. et al., 2013; Vieira & Vieira, 2013; Vieira; Vieira & Raposo, 2013;

Education at a glance, 2012, OCDE; Kezar, A. et al. 2008; Ramphele, et al., 2000).

3.7. Fatores Responsáveis pelas Motivações

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