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Ao longo do que foi explanado, torna-se perceptível que o hábito de fumar, difundido mundialmente desde a época das grandes navegações ainda hoje é observado entre a nossa sociedade. Nos últimos anos nota-se um novo estilo de vida ser criado: o hábito de produzir o seu próprio cigarro, utilizando para isso o tabaco artesanal, papel seda e filtros. Se por um lado esse novo estilo adquire novos adeptos, por outro é perceptível a carência de artefatos específicos para esse nicho mercadológico, devido às suas especificidades.

Com a pesquisa em literatura, o estudo teórico e analítico das metodologias projetuais de design e algumas ferramentas foi possível a criação de quatro artefatos para esses usuários, que merecem ser destacados: [1] a Caixa para Armazenamento, com finalidade de estocar os pacotes com os materiais necessários para confecção dos cigarros, [2] a Caixa para Transporte e a [3] a Caixa pequena para fumo, que auxiliam o usuário no dia-dia, oferecendo mobilidade os materiais em pequenas quantidades, e [4] o Bolador, que serve de apoio à execução da tarefa de bolar um cigarro, seja para pessoas já adeptas ao hábito ou iniciantes ao processo.

A ida a campo e contato com diversos usuários por meio da entrevista semiestruturada foi imprescindível para o processo projetual, pois possibilitou uma análise de tarefa mais detalhada e com sutis variáveis, pois cada um apresentava pequenas diferenças ao bolar o cigarro, além do uso de diferentes “técnicas” com diversos acessórios auxiliares.

Diante disso, a criação dos três artefatos abre novas portas para o mercado assim como as possibilidades de futuros desdobramentos: o estudo de materiais alternativos para o kit, como a utilização do papel sintético DuPont Tyvek (polietileno de alta densidade, resistente à água, salinidade e proteção contra rasgos); a fabricação artesanal local do conjunto, por apresentar baixo custo de produção, possibilitando buscar apoio em campanhas de financiamento coletivo online a venda dos acessórios. Ainda, tendo em mente a ideia do design aberto, é possível disponibilizar uma versão simplificada do desenho técnico para que o usuário possa confeccionar algum dos artefatos em casa, com baixo custo de produção, de forma artesanal e pessoal.

REFERÊNCIAS

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APÊNDICES

Apêndice 1 – Roteiro da entrevista semiestruturada com voluntários

Esta entrevista tem como objetivo analisar a tarefa de bolar um cigarro, seja com a mão ou com os artefatos disponibilizados – bolador de acrílico e o de metal. Além de pesquisar as dificuldades que um usuário apresenta para fazer o próprio cigarro, seja em diferentes ambientes ou com diferentes artefatos.

Bloco 1 - Perguntas “Pessoal, Hábitos e Como/Quando”

1) [Colocar número e inicial do nome para identificação] 2) Quantos anos você tem?

3) Qual a sua identidade de gênero?

4) Quanto tempo fuma cigarro industrializado? E bolado? 5) Você faz o seu próprio cigarro?

6) Se sim, como você aprendeu a fazer?

7) Você faz o cigarro em casa para levar pronto ou leva todo o material para fazer na hora? 8) Quais os materiais que você usa para montar seu cigarro?

9) Geralmente quando e onde você faz seu cigarro?

10) Qual(is) a sua maior dificuldade na hora de fazer um cigarro? 11) Já utilizou alguns desses equipamentos? (mostrar os boladores) 12) Já pensou em comprar algum?

13) Se não, qual o motivo?

14) Pode descrever como você faz o seu cigarro? (pedir permissão para gravar áudio)

Bloco 2 – Análise de atividade (com a mão e com boladores)

1) [Pedir permissão para gravar apenas as mãos enquanto faz a atividade]

2) Agora, você pode fazer um cigarro com as mãos? (entregar materiais guardados) 3) E agora, pode tentar fazer com os boladores?

4) [*Após todas as atividades] Você sentiria inclinado a comprar algum desses objetos? 5) Se sim, qual e por quê?