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Un bloc de 90 unités qui conduit à une autorisation particulière

4.1 Le baccalauréat en enseignement professionnel

4.1.1 Un bloc de 90 unités qui conduit à une autorisation particulière

3.1.1 – Procedimentos para a Adaptação Cultural

O processo metodológico de adaptação cultural do “Obstacles to Return-to-Work

Questionnaire” seguiu normas recomendadas pela literatura internacional(48-54)

.

Cabe salientar que os autores que desenvolveram o instrumento original autorizaram a realização da adaptação cultural do ORTWQ para o Brasil (Anexo 1).

3.1.1.1 – Tradução para a língua portuguesa

A versão em inglês do “Obstacles to Return-to-work Questionnaire” (ORTWQ) foi traduzida para a língua portuguesa do Brasil de forma independente por dois tradutores bilíngues, cuja língua materna era a língua portuguesa.

Seguindo as recomendações, um dos tradutores tinha experiência na área de saúde e estava ciente dos objetivos do questionário, e o segundo tradutor não pertencia à área de saúde e não foi orientado quanto aos objetivos do questionário.

Ao final dessa etapa, foram obtidas duas versões em português do instrumento: T1 e T2.

3.1.1.2 – Síntese das traduções

Com o objetivo de ser confeccionada uma única versão, chamada Síntese das traduções (S1), as duas versões traduzidas foram confrontadas pelos tradutores juntamente com a pesquisadora para que houvesse um consenso entre aqueles itens que estavam discrepantes quanto à tradução.

Esta fase garante a detecção de erros e de interpretações ambíguas ou divergentes entre os tradutores selecionados(53).

3.1.1.3 Retrotradução

A versão síntese (S1) confeccionada na etapa anterior foi vertida para o inglês (back-translation) por dois tradutores bilíngues que não participaram da primeira etapa de tradução e que tinham como língua materna o inglês.

Esses tradutores realizaram as retrotraduções (RT1 e RT2) de forma independente, sem o conhecimento da versão original do instrumento e não receberam informações sobre os conceitos nem propósitos abordados pelo instrumento.

3.1.1.4 Avaliação pelo Comitê de Especialistas

A função do comitê de especialistas foi realizar e comparar as traduções iniciais (T1 e T2), a versão síntese (S1) e as retrotraduções (RT1 e RT2) para obtenção da versão final

(48,49)

.

Com objetivo de garantir a compreensão e a equivalência cultural da versão final, os especialistas também revisaram as orientações para o preenchimento do instrumento e avaliaram os tópicos de cada seção, considerando as equivalências semântica, idiomática e conceitual(53,55).

O comitê de especialistas foi composto por oito peritos bilíngues, com as seguintes formações e experiência:

-Juiz 1: Enfermeira, professora doutora, com ampla experiência em pesquisas

envolvendo adaptação cultural e escalas de medidas;

-Juiz 2: Enfermeira do Trabalho, com ampla experiência prática em setores de saúde ocupacional e com experiência prévia na participação em comitê de juízes;

-Juiz 3: Enfermeira do Trabalho e Ergonomista com experiência prática em clínicas de saúde ocupacional e avaliação ergonômica em indústrias;

-Juiz 4: Fisioterapeuta, Doutora em Ciências da Saúde, com experiência em pesquisas envolvendo adaptação cultural e construção de escalas de medidas;

-Juiz 5: Fisioterapeuta Mestre, com experiência em pesquisas envolvendo adaptação cultural de instrumentos de medidas;

-Juiz 6: Psicóloga e professora de idiomas, com experiência em variáveis psicossociais e vasto conhecimento dos idiomas Português e Inglês;

-Juiz 7: Médico do Trabalho, com ampla experiência na prática clínica e em setores de saúde ocupacional em empresas;

-Juiz 8: Linguista, Professora Doutora, com ampla experiência na área de linguística, e experiência prévia na participação em comitê de juízes;

Cada membro do comitê recebeu um convite contendo orientações sobre a participação como juiz (Apêndice 1). Após ter aceitado participar, cada especialista recebeu:

I- Instruções para avaliação (Apêndice 2); II- Instrumento de avaliação para análise das equivalências (Apêndice 3); e III- Versões original e em português (S1) do ORTWQ.

A avaliação do questionário foi realizada individualmente e de forma independente. No instrumento para avaliação das equivalências, além de comentários e sugestões, os juízes deveriam assinalar em uma escala tipo Likert de quatro pontos:

1= Sentença não equivalente;

2= Impossível de avaliar a equivalência da sentença sem que esta seja revista; 3= Sentença equivalente, mas que necessita de alterações menores;

4= Sentença totalmente equivalente;

A partir das respostas dos juízes, foi realizada a avaliação quantitativa das equivalências do instrumento por meio do cálculo do Índice de Validade de Conteúdo – IVC. Esse índice mede a proporção ou percentagem de juízes que estão em concordância sobre os itens e aspectos gerais avaliados(55).

O IVC possibilita inicialmente analisar cada item individualmente e também o instrumento como um todo. Pode ser calculado por meio da seguinte fórmula:

IVC= Número de respostas “3” ou “4” . Número total de respostas

Foram considerados adequados os itens que obtiveram IVC maior ou igual a 0,8. Para aqueles itens com IVC menor que 0,8 foram realizadas pequenas alterações com base nos comentários e sugestões dos especialistas.

3.1.1.5 Pré-teste

Esta etapa teve como objetivo avaliar a equivalência do questionário na cultura brasileira, identificar erros na versão final e confirmar se todas as questões e enunciados estavam compreensíveis.

Participaram do pré-teste 40 trabalhadores atendidos em clínicas de Fisioterapia situadas no interior de São Paulo. A amostra foi por conveniência e os critérios de inclusão

para participação foram: idade superior a 18 anos e estar afastado do trabalho devido a sintomas osteomusculares.

Logo após responderem ao questionário, os participantes foram entrevistados pela pesquisadora com a finalidade de serem identificados os termos de difícil entendimento, as dificuldades percebidas com relação à compreensão de cada enunciado e escalas de respostas.

Esta etapa foi realizada nos meses de fevereiro e março de 2013.

3.1.2 Aspectos Éticos

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp com parecer nº 143.694/2012 (anexo 2). A autora do presente estudo recebeu autorização dos autores do ORTWQ para realizar a tradução e adaptação cultural desse instrumento para uso no Brasil. (Anexo 1)

3.2 MÉTODOS DO ESTUDO II